Pois então, meu companheiro de tantos anos, Paulo Branco;
Uma das grandes virtudes do teu blog é que podemos discutir as idéias,
e me parece muito democratico e produtivo, pois toda a verdade deve ser
analisada e eu, cá comigo entendo que a verdade não é única nem definitiva.

Talvez você lembre, Paulo, que na parede do meu estúdio tem um quadrinho,
bordado por minha mulher, onde diz:
 " Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro,
mas como custam caro!"

O teu leitor, Mário, que andou filosofando sobre a felicidade, estranhamente esqueceu de olhar
para o lado, ou quem sabe para baixo e ver a nossa realidade.
Quem em sã conciência pode afirmar que aquele mendigo, esmoler de esquina, ao final da
tarde, após tomar umas pingas e chegar em casa, sem pão e sem dinheiro é feliz?
Quem pode afirmar que o enfermo hospitalizado, pelo SUS, mal atendido, com uma "gororoba"
pra jantar, só porque está vivo, é feliz?

E outras tantas e muitas situações que levam os jovens hoje a procurar paliativos em tóxicos e
outras formas de rebeldia. Será que é porque estão felizes?

Respeito muito a tua felicidade, Mário.
 Mas acredite que não é a de todos.
Nós que trabalhamos no Rádio durante a vida inteira, aprendemos que nunca devemos nos
conformar com o dia a dia.
 E geralmente, esquecemos de nós mesmos pois procuramos
as soluções dos problemas dos outros.
 Sempre foi mais importante resolver os problemas
de outrém.
Tome como o exemplo esse companheiro que conheço muito bem - e ele também me
conhece - que após aposentado, com um salário suficiente para viver bem com sua querida
companheira, mas que insiste em não deixar de ser Radialista.
 Porque? Será que ele não
é feliz e inventou o Blog, para ser feliz?
Não. Tenho certeza que ele é feliz e de bem com a vida. Mas teve que arranjar "sarna pra se coçar"
pois todo dia tem que ler a correspondência, elaborar um texto, gravar e postar.

São os pequenos momentos que nos trazem a felicidade e não o conformismo de "ficar feliz com o
que se tem."

Ficar feliz com o que se tem, é sentar, olhar as nuvens - sem poder alcança-las - e esperar para
morrer.

Essas mensagem de conformismo são muito bem exploradas por pessoas que "vendem terrenos no
céu", de todas religiões e que esperam que o pacato cidadão, fique feliz com o que tem - ou não tem -
e pague o seu "dízimo" em dia.

Lamento, cidadão.
 Mas a tua verdade não é a minha, como a minha também não é a do Paulo, nem a do
Paulo será a de outros.
 Se assim é, ela não pode ser única e definitiva.

Embora não concorde, também não posso dizer, definitivamente, que você está errado. 
Ela é sua,
serve a você, portanto verdadeira, pra você.

Além do mais, vale dizer que, aos sessenta anos de idade cheguei a uma única conclusão:
 A de que
nada sei.
Um abraço a todos e sejam felizes com suas verdades.
Wasyl