segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mensagem enviada por Leonardo Bacellar

No Aniversário de 1 Ano do Desastre de Fukushima, no Japão, protestos tomaram as ruas de centenas de cidades ao redor do mundo. Os manifestantes mostrarão que são contrários à expansão dessa que é uma das formas de geração de energia mais perigosas para o ser humano e para o meio ambiente.
 
Documento mostra que milhares de pessoas em todo o mundo ainda vivem sob a ameaça de acidentes nucleares. Intitulado “Lições de Fukushima”, o documento aponta que o acidente não foi causado por um desastre natural, mas por uma série de falhas do governo japonês, de órgãos reguladores e da indústria nuclear.
 
“Embora causado pelo tsunami de 11 de março, o desastre de Fukushima foi, em última instância, culpa das autoridades japonesas, que optaram por ignorar os riscos e fazer dos negócios uma prioridade mais alta que a segurança”, disse Jan Vande Putte, da campanha de energia nuclear do Greenpeace Internacional.
 
“Este relatório demonstra que a energia nuclear é insegura e que os governos são rápidos em aprovar reatores, mas continuam mal preparados para lidar com problemas e proteger as pessoas de desastres nucleares. Esta situação não mudou desde o desastre de Fukushima e é por isso que milhares de pessoas continuam expostas a riscos nucleares.”
 
O relatório chega a três importantes conclusões para explicar a tragédia e suas consequências. A primeira delas é que as autoridades japonesas e a empresa que operava a planta nuclear de Fukushima conheciam, mas ignoraram, os riscos de um sério acidente.
Em segundo lugar, ficou claro que, mesmo um país preparado para desastres de grandes proporções, como o Japão, ficam de mãos atadas diante da magnitude de um desastre nuclear. Os planos de emergência nuclear e de evacuação falharam em proteger os cidadãos.
Por fim, centenas de milhares de pessoas ainda não puderam refazer suas vidas devido à falta de apoio e compensação financeira. O Japão é um dos poucos países onde, por lei, as empresas que operam as plantas nucleares são responsáveis por bancar os custos de um desastre. Na prática, após um ano da tragédia, os afetados pela tragédia continuam desamparados. Os contribuintes japoneses é que terminarão arcando com todos os custos.
 
* No dia 11 de março, marcou o primeiro ano do desastre nuclear de Fukushima. O acidente promoveu uma revisão global dos padrões de segurança das usinas nucleares. Países como a Alemanha anunciaram um plano de desligamento de suas usinas.

Na contramão deste processo, o Brasil dá continuidade à construção do terceiro reator do complexo de Angra e prevê a construção de mais plantas nucleares por todo o país. É por isso que o Greenpeace, juntamente com outras organizações e ativistas antinucleares, participa da Corrente Humana Contra a Energia Nuclear.

* Você também pode fazer parte desta corrente.
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