sábado, 21 de julho de 2012

A origem dos nomes Curitiba e Paraná

Em 1721 o ouvidor Raphael Pires Pardinho visitou a vila. O ouvidor, provavelmente, foi a primeira autoridade a se preocupar com o meio ambiente da cidade, tradição pela qual Curitiba atualmente é reconhecida internacionalmente. Hoje o ouvidor tem o seu nome em praça na cidade.

O ouvidor determinou aos habitantes que tomassem alguns cuidados com a natureza. O corte de árvores, por exemplo, só poderia ser feito em áreas delimitadas. O ouvidor determinou várias medidas em beneficio da natureza. As casas não poderiam ser construídas sem autorização da Câmara e deveriam ser cobertas com telhas. As ruas já iniciadas teriam de ser continuadas, para que a vila crescesse com uniformidade. Além disso, os moradores ficavam obrigados a limpar o Ribeiro (hoje Rio Belém), a fim de evitar o banhado em frente à igreja matriz.

Curitiba passou por um período de grande pobreza. A vila estava esquecida pelos governantes da Capitania de São Paulo. A partir de 1812 o tropeirismo trouxe proximidade para a vila, que estava localizada em um ponto estratégico no caminho do Viamão a São Paulo e às Minas Gerais. Com a passagem dos tropeiros o povoado viu o comércio crescer.

Os habitantes do campo transferiam-se para o povoado por conta do aluguel de fazendas para as invernadas. Surgiram lojas, armazéns e escritórios de negócios ligados ao transporte de gado. O desenvolvimento havia chegado e junto com ele, em 1853, o Paraná conquista sua emancipação. Curitiba torna-se capital.

O nome da capital, Curitiba, tem sua origem no Guarani. Kur yt yba significa “grande quantidade de pinheiros, pinheiral”, na linguagem dos primeiros habitantes do território, os índios.

No inicio da ocupação humana, as terras onde hoje está localizado o território de Curitiba apresentavam grande quantidade de Araucária angustifólia, o pinheiro do Paraná. A semente da araucária, o pinhão, é um alimento de grande consumo e é utilizado também como ingrediente da culinária regional paranaense. O pinhão servia de alimento a um pássaro também encontrado em grande quantidade no começo da ocupação do território: a gralha-azul. Diz a lenda que os pássaros enterravam a semente para consumo posterior e dessas sementes enterradas nasciam novos pinheiros.

©hjobrasil





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