quarta-feira, 31 de outubro de 2012

PRECIOSIDADES DO BRASIL COLÔNIA

Caderno G

Quarta-feira, 31/10/2012
Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo
Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo / Peças em ouro e pedras preciosas retratam a vida e a liberdade de escravas no país Peças em ouro e pedras preciosas retratam a vida e a liberdade de escravas no país
Exposição

Preciosidades do Brasil Colônia na Caixa Cultural

Publicado em 31/10/2012 | Isadora Os vários tipos de brincos, anéis, pulseiras e as famosas pencas de balangandãs, um conjunto de amuletos usado na região da cintura e do quadril, são algumas peças que podem ser vistas pelo público na exposição Joias Crioulas, que abre para visitação hoje na Caixa Cultural.
 Os adornos, todos em ouro e cravados com pedras preciosas são parte do acervo do Museu Carlos Costa Pinto, de Salvador (Bahia), e feitas entre os séculos 17 e 19.
A coleção, que é fechada (ou seja, não aceita doação de peças) e particular, mantida por um convênio com o governo baiano, possui cerca de 3.175 exemplares divididos em 12 áreas.
 Para a mostra em Curitiba, a curadora SimoneTrindade optou por mesclar diversos estilos de joias, sobretudo as mais extravagantes, nas 45 peças selecionadas.
 “É um registro histórico de como um grupo de mulheres negras conseguiram a liberdade e a conquista de uma ascensão cultural, e também autonomia para construir uma identidade visual”, explica.
 Essas mulheres, esclarece Simone, conseguiram a alforria e pelo trabalho nas ruas, como a venda de doces e frutas, começaram a adquirir bens, entre eles as joias.
Programe-se
Joias Crioulas
Caixa Cultural (R. Cons. Laurindo, 280 – Centro), (41) 2118-5114. 3ª a sáb., das 9 às 20 horas, e dom., das 10 às 19 horas.
 Entrada gratuita. Até 13 de janeiro de 2013.
Além disso, as escravas que trabalhavam em famílias com um status econômico alto também eram “incorporadas” a essa imagem, e precisavam usar adornos valiosos para transmitir o nível socioeconômico.
 Entretanto, as joias para elas eram diferentes e com algumas restrições de forma e materiais utilizados.
 Cerceamento que acabou originando um padrão estético autêntico e valioso historicamente, diz a curadora. “Foi o início do que podemos chamar de joalheria popular.

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