sábado, 9 de novembro de 2013

UM PEQUENO RESUMO DA RÁDIO EDUCATIVA DO PARANÁ

Em 1953, durante o centenário da Emancipação Política do estado, o governador Bento Munhoz da Rocha Neto assinou o decreto autorizando a criação de uma rádio educativa.
 O responsável pela implantação foi Aluízio Finzetto. Mas apenas dois anos depois, em 1955, é que os estúdios ficaram prontos para, finalmente, colocar a rádio no ar em setembro daquele ano. 

A sede, porém, era improvisada: duas salas do Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, eram usadas para a transmissão da emissora que operava nas ondas AM.

Na época, ela era chamada de Rádio Colégio Estadual do Paraná, com uma programação exclusivamente clássica e operava diariamente das 8 às 19 horas.
 Na grade da emissora também estavam aulas de idiomas como inglês, alemão e italiano, cedidas pelas embaixadas desses países.
 Foram cinco anos operando no interior do colégio.

“Nessa época, amigos do Aluízio iam ajudar na programação e doavam discos para a rádio”, conta o atual diretor José de Melo, que trabalha no local desde 1980 quando ainda era um office boy.

 Depois dessa época, a rádio mudou-se e passou a ser transmitida diretamente de uma sala de uma delegacia de polícia.

 Até que encontrou um ambiente mais propício em um prédio na esquina entre as ruas Cruz Machado e Dr. Muricy, ficando por quase 20 anos nesse endereço.

 De lá mudou-se para a sede atual, no bairro Mercês, em 1998.

De Chico a Jobim

Foi na década de 80 que a rádio incluiu na programação a Música Popular Brasileira (MPB), com cantores como Chico Buarque, Elis Regina e Tom Jobim.

 Em 1992, passou a ser chamada de Rádio Educativa do Paraná e começou a ser transmitida também em frequência FM.

“Ao longo desse tempo, o acervo da rádio cresceu e o tombamento justifica a importância que a discoteca tem como um dos maiores acervos públicos de música do Brasil”, ressalta o diretor.

Entre as raridades estão os primeiros discos independentes de música brasileira instrumental, o primeiro disco de Chico Buarque em italiano, Elis Regina cantando boleros e as primeiras produções de Luís Melodia, Tim Maia, Nana Caymmi e César Camargo Mariano.

 Há ainda discos dos principais movimentos da MPB como Jovem Guarda, Tropicália e Lira Paulistana. “Esse é um acervo vivo, já que novos materiais sempre são adquiridos pela rádio”, ressalta Melo.

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