quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

UTILIDADE PÚBLICA




Tinta antipichação ajuda preservar patrimônios
Uma tinta que não deixa a pichação se fixar. É só limpar e a sujeira sai na hora. É como apagar uma lousa. A parede fica nova como se tivesse acabado de ser pintada. O produto foi desenvolvido pelos químicos Francisco Lira e Hildebrando Lucas. Eles se inspiraram num fenômeno da natureza. Os químicos ficavam intrigados com a capacidade das folhas se manterem limpas. “As folhas, apesar de estarem sempre cheias de sujeira, quando a água da chuva bate, arrasta a sujeira com ela. Foi isso que chamou nossa atenção”, conta o empresário Francisco.
No laboratório, Francisco e Hildebrando pesquisaram a capacidade das plantas de se manterem limpas.
“A folha tem propriedade autolimpante porque suas moléculas são pontiagudas. Com isso diminui a área de contato com a superfície da partícula de sujeira”, explica Hildebrando.
Durante dois anos, os químicos testaram aditivos com moléculas parecidas com as das folhas. Eles misturaram os aditivos até criar uma tinta com uma camada antiaderente. O resultado é uma película criada, que tem uma repelência contra a sujeira e a pichação.
Os empresários investiram R$ 100 mil para chegar ao produto final. O dinheiro foi usado em testes e pesquisas de campo. Em um ano a empresa espera produzir 20 mil litros da tinta por mês. O único problema é o preço: por causa dos aditivos, o produto custa três vezes mais caro que uma tinta comum. Um galão de 3,6 litros custa R$ 150.
“Este produto é um pouco mais caro que a tinta convencional. Mas, na repintura, quando você usa uma segunda mão-de-obra, você já está em desvantagem”, opina Francisco.
A tinta antipichação pode ser aplicada em vários tipos de superfície: do concreto ao metal. Num mercado como São Paulo, o produto cai como uma luva. Só este ano, a prefeitura da cidade deve gastar R$ 4 milhões com a repintura de locais públicos pichados. Saber que isso pode ser limpo em minutos, com um balde, escova e sabão, é um alívio para os olhos e para o bolso de muita gente. Cinco minutos depois se vê a diferença. A parede pichada fica limpa.
Embora seja crime previsto em lei, a pichação está em toda a cidade: nos muros, prédios, lojas, bibliotecas, placas, monumentos e igrejas. Durante anos, o médico Paulo Davi se acostumou a chegar ao trabalho e ver com desgosto a frente do consultório pichada. Com a nova tinta, as coisas ficaram mais fáceis.
“Você tem a pichação. Agora, você usa o solvente e a pichação sai. A economia foi fantástica. Imagina você pintar seu imóvel cinco vezes”, garante ele.
Na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM -, os trens são marcados pelas gangues de pichadores. A companhia passou a aplicar a tinta antipichação.
“A tinta veio solucionar um problema que a gente tinha, que era a pichação. Ela veio resolver 100%, facilitando a nossa manutenção”, elogia o engenheiro da CPTM, Ângelo Nigro.
Hoje, quando um trem é pichado, ele é limpo em minutos e volta a circular.
“Enquanto a gente mantém o trem limpo, está passando para a população a imagem de asseio, de identidade visual conservada. Isso vem sempre diminuir os atos de vandalismo”, completa Ângelo.

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