domingo, 22 de junho de 2014

TAL E QUAL PASSO FUNDO (RS),AMIGO LUSTOSA!

MEMÓRIA CURITIBANA.
O FRIO DE CURITIBA.
Ubiratan Lustosa.
“Eu lembro saudoso dos meus tempos de criança, quando no inverno a gente ia pra escola pisando na grama coberta de geada, tiritando de frio e se encolhendo todo na tentativa de se aquecer. A cada passada ouvia-se o ruído do gelo quebrando sob o peso da gente. Ah, como fazia frio em Curitiba. Abria-se a torneira e a água não saía, pois estava congelada. As roupas que ficavam estendidas nos coradouros ao chegar a manhã estavam rígidas, geladas. Podia-se levanta-las como se fossem pedaços de madeira. Os telhados amanheciam brancos, cobertos de geada. Coisa linda. As árvores ganhavam uma nova e encantadora aparência. Parecia que tinham pendurado fios de gelo em seus ramos e folhagens. Quem à noite deixava o carro ao ar livre na hora de sair pela manhã precisava jogar água quente sobre os vidros para desmanchar as barras de gelo que se formavam. Naqueles tempos os carros tinham manivelas que a gente usava quando a bateria estava fraca e não se conseguia dar partida, principalmente nos dias de geada. Essas manivelas às vezes giravam em sentido inverso e ao voltar machucavam a mão das pessoas sem muita habilidade. Hoje, em geral, só fora da zona central é que se vê geada. O inverno é diferente, mas continua castigando muita gente. Junto com o seu lado bonito, nas frias madrugadas e manhãs curitibanas o frio traz também o agravamento de muitos problemas.
A gente revive com saudade os tempos distantes do gélido inverno curitibano. É bom lembrar que até já nevou por aqui tempos atrás”.

Texto extraído do livro RAIA, SETRA, SAPECADA E OUTRAS NARRATIVAS CURITIBANAS.
Instituto Memória Editora.
http://www.institutomemoria.com.br/detalhes.asp?id=138

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