sábado, 15 de agosto de 2015


Equilíbrio. Nem tanto, nem tão pouco



... roubando-nos o ponto de equilíbrio, esgarçando os limites entre certo e errado, lícito e ilícito, ético e não ético. Tal falta de parâmetros claros e a deterioração dos valores, descambam na delinquência, no desapresso pelo outro...

Sinuca.

Perdida entre os adultos que ainda não são e as crianças que já deixaram de ser, nossa juventude se desencontra nas incertezas de uma sociedade dúbia, inconstante e novidadeira. Costumes teleguiados por modismos colocam a civilização a mercê da ditadura dos interesses da grande mídia, das mil e uma teorias e invencionices que inspiram pais e educadores esquecidos, de que entre a teoria e a prática, está a vida real, onde não há receita pronta, panaceia miraculosa, alquimia ou manual de instruções.

Antes tudo era proibido, escondido dos "pequeninos". Hoje é tudo permitido, dito, explicitado. Antigamente, plena opressão. Agora, ampla permissividade. Nefasto maniqueísmo nos pôs em extremos diametralmente opostos, roubando-nos o ponto de equilíbrio, esgarçando os limites entre certo e errado, lícito e ilícito, ético e não ético. Tal falta de parâmetros claros e a deterioração dos valores, descambam na delinquência, no desapresso pelo outro, exacerbando o egoísmo e o egocentrismo que vem norteando o artificio das relações humanas.

De há muito, a sabedoria popular alerta: "tudo demais são sobras". E Paulo aos coríntios: "Tudo me é lícito mas nem tudo me convém". Sem puritanismo ou falso moralismo. Está na hora de acordarmos nosso discernimento, recuperando o equilíbrio sem o qual, seremos soterrados nesse "projeto ribanceira" em que foi transformada a vida (dita) moderna.

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