quinta-feira, 26 de novembro de 2015

cleusa virginia farias

“HOMENAGEM PÓSTUMA AO RIO DOCE”
... assassinado há uma semana pela lama tóxica despejada pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco.

“Lira Itabirana”, Carlos Drummond de Andrade, 1984
I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
III
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?

* ‘Nilo brasileiro’. Vista aérea do Parque Florestal Estadual do Rio Doce, na região sudoeste de Minas Gerais, cortado pelo rio que foi completamente poluído há dez dias, ao receber rejeitos químicos da mineradora Samarco – Foto: Ana Branco
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/rio-doce-sobrevive-nas-poesias-cronicas-romances-e-cancoes/



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