terça-feira, 24 de maio de 2016

Robótica na medicina!

As cirurgias cardíacas, retiradas de tumores de cabeça e pescoço e, principalmente, a extração total ou parcial da próstata (prostatectomia) são as cirurgias mais frequentes que utilizam robôs no Brasil.
A Cirurgia Robótica disponível para o tratamento de diversas patologias, pode beneficiar pacientes na diminuição da dor e do desconforto no pós-operatório, na diminuição de perdas sanguíneas durante o procedimento, no menor tempo de permanência no hospital e ainda oferece a oportunidade de retorno mais rápido às suas atividades diárias.
A tecnologia une o comando robótico à laparoscopia, um procedimento minimamente invasivo. São feitas incisões de oito milímetros para introduzir os “braços” do Robô Da Vinci (Vinci Surgical System) e para levar uma microcâmera e instrumentos como bisturi, tesoura, afastador e pinça (que varia de tamanho) ao local da cirurgia. O instrumento é introduzido por meio de um tubo, chamado “trocar”.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), Maurício Simões Abrão, nas cirurgias para endometriose, com o uso do robô a tendência é fazer apenas uma incisão (de cerca de 20 milímetros) para introdução dos instrumentos. “Com isso, se consegue a articulação de várias pinças com apenas um corte”, explica.
Procedimentos feitos por meio de orifícios naturais do corpo – chamado de notes –, também são possíveis com o Da Vinci, e são ainda menos invasivos que a laparoscopia. “Uma cirurgia de retirada de vesícula pela vagina, por exemplo, não causa dor pós-operatória e deixa o paciente pronto para fazer atividades físicas em poucos dias”, diz o cirurgião e professor adjunto da Universidade de Strasburgo (França), Ricardo Zorron.
Embora sejam caros, os robôs cortam outros gastos: com pacientes se recuperando mais rápido, diminui a ocupação de leitos dos hospitais e o paciente corre menos risco de sofrer infecções, avalia o médico brasileiro Chao Lung Wen, coordenador do Núcleo de Telemedicina e Telessaúde do Hospital das Clínicas da USP e membro do Comitê Executivo de Telemedicina e Telessaúde do Ministério da Saúde. “E, sempre que uma tecnologia torna o trabalho mais confortável e barato, ela tem tudo para ficar”, diz Chao.
Enquanto isso, robôs ganham os corredores de hospitais. Eles já são usados para carregar roupas e equipamentos nos países desenvolvidos, mas começa a surgir agora uma nova geração, que interage com os pacientes. Eles serão úteis não só nos hospitais como também nas casas, para cuidar de pessoas idosas e doentes. O governo japonês iniciou em 2009 um megaprojeto de pesquisa nessa área.
Algumas das VANTAGENS da cirurgia robótica são: precisão, redução das incisões, diminuição da perda de sangue e diminuição do tempo de cura e cicatrização. Além disso, o robô normalmente permite uma melhor manipulação e uma magnificação dos movimentos tridimensionalmente, melhorando a ergonomia. Também é reportado uma diminuição da dor, redução da necessidade de transfusão de sangue e do uso de medicamentos analgésicos.
As DESVANTAGENS da cirurgia realizada com tecnologia robótica, além do alto custo, não oferece a sensação tátil para o cirurgião. “Você não consegue pegar o tecido e saber o que ocorre. Por outro lado, tem a visão ampliada e melhorada, que compensa esta perda”, diz o gerente médico do Centro Cirúrgico do Hospital Sírio-Libanês e cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital das Clínicas de São Paulo, Sérgio Samir Arap. Ele ressalta que a indicação de uma cirurgia com o Da Vinci deve ser bem analisada pelo médico e o paciente. “Em casos de tumores de fácil acesso, não traz nenhuma vantagem. Em tumores que atingem os ossos, o robô também não tem força suficiente para cortá-los, e ele vai mais atrapalhar do que ajudar. A avaliação deve ser cautelosa.”
Para várias especialidades médicas, não estudar robótica vai significar não fazer cirurgia. “Até porque o bom cirurgião não será mais avaliado pela sua capacidade de fazer cortes precisos, já que nem o mais exímio deles poderá fazer incisões mais hábeis do que qualquer máquina, mas, sim, pela sua capacidade de diagnosticar mais rapidamente o problema do paciente e coordenar bem o processo cirúrgico”, diz Alex Nason, do Johns Hopkins Hospital, nos EUA.

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