segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Pelo bem da sua saúde: acabe com a reclamação crônica

Pesquisas de universidades americanas mostram que pessimismo prolongado prejudica parte do cérebro que cuida do funcionamento cognitivo e arrisca coração a infartos e doenças



Pare de reclamar. É pelo seu bem. Meia hora de negatividade por dia pode danificar o cérebro de uma pessoa – esteja ela reclamando, ouvindo alguém reclamar ou mesmo assistindo a notícias negativas pela TV. Isso prejudica o funcionamento de neurônios do hipocampo, parte da massa cinzenta que cuida da resolução de problemas, do funcionamento cognitivo e da memória. A conclusão é de estudo realizado na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.


Esta mesma pesquisa descobriu que reclamações não têm propósito. 95% dos consumidores que tenham um produto problemático em mãos não o reportam para a companhia, mas falam dele para oito a 16 pessoas. É improdutivo: o fulano se estressa, e o problema persiste.

Um pouquinho de otimismo, por outro lado, faz bem para o coração. Um outro estudo, este da Universidade de Illinois, concluiu que um indivíduo otimista tem o dobro de chance de ter um coração saudável do que um pessimista. Foi analisada a saúde de 5.100 adultos com idades entre 45 e 84 anos. Foi a segunda pesquisa científica que chegou a esta conclusão em poucos anos. A anterior, de Harvard, relacionou otimismo e esperança a menor risco de infartos.

Faz mal para o cérebro, faz mal para o coração, então chega de reclamação. Combinado? A boa notícia é que o cérebro humano aparentemente é capaz de ser retreinado. Primeiro passo: identificar se você é otimista, pessimista ou, o que queremos evitar, um reclamante crônico.

Otimista: vê um copo meio cheio. Pessimista: vê um copo meio vazio.

Reclamante crônico: vê um copo cuja água não está suficientemente gelada, provavelmente porque esteve fora da geladeira. Tem uma sujeirinha na borda, ou seja: quem o lavou não lavou direito. Agora deve haver algum vírus nele. Por que isso sempre acontece comigo?

Encaixou-se na condição de reclamador? Aí vão algumas dicas que Guy Winch, PhD e autor do livro The Squeaky Wheel: Reclamando do Jeito Certo para Obter Resultados, deu em entrevista à FastCompany.  Elas têm mais a ver com empresas, mas servem também para o dia a dia.

1. Reclamações devem ter propósito. Se for se queixar para alguém ou alguma empresa, decida antes aonde você quer chegar. Senão quem está do outro lado não saberá como ajudar.
2. Seja conciso. Fique com os fatos, deixe adjetivos de lado, e não se preocupe em explicar todo e qualquer detalhe. Objetividade torna a reclamação menos nociva e mais produtiva.
3. Lembre-se de quem está do outro lado. Numa reclamação para uma empresa, a pessoa que lhe atende provavelmente não fabricou o produto. Controle suas emoções e a poupe.
4. Comece e termine com afirmações positiva. “Sou um fiel consumidor da sua marca, mas desta vez...” já serve para dar início. Uma reclamação é uma acusação, e isso deixa a outra pessoa na defensiva. No fim da conversa, o truque também tem efeito positivo.

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