segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

COMPARTILHANDO (fonte: Gazeta do Povo)

Quem iria desconfiar? Como milhares de outros aplicativos, o Energy Rescue estava na Google Play, a loja oficial para Android. Sua função: poupar a bateria do celular. Isso supostamente. Depois de instalado, o app pedia uma série de acessos – exatamente como vários outros que você provavelmente instalou no smartphone. É aí que a coisa ficava feia. Uma vez autorizado, o aplicativo bloqueava a tela do celular via criptografia e deixava uma mensagem pouco amistosa: “Você tem que nos pagar, caso contrário iremos vender suas informações pessoais no mercado negro a cada 30 minutos”. Assustador, não? Provavelmente você está mais perto de um ataque desses do que imagina.
Veja como funciona um golpe de ransomware (e como se prevenir)
Esse ousado ataque hacker descrito acima foi descoberto há algumas semanas e exemplifica a evolução do crime virtual. Nos primórdios, os cibercriminosos se divertiam destruindo seu computador com vírus grosseiros. Mas isso não dava dinheiro. Foi então que vieram os malwares para roubar dados bancários. Só que os bancos aprenderam a se proteger com instrumentos como tokens e outras verificações de segurança. Não demorou para as quadrilhas perceberem que poderia ser bem mais rentável sequestrar dados pessoais ou corporativos e exigir resgate. Afinal, você não pagaria para ter de volta documentos importantes de sua empresa no computador? Ou para não ter aquela foto íntima no celular divulgada?
Infelizmente, até o fim de 2017, ou você terá um problema do tipo, ou conhecerá alguém que passou por isso
Thiago Bordini diretor de inteligência cibernética do Grupo New Space
Muita gente pagou. E pagou muito. Os ataques por ransomware, nome técnico dos malwares que bloqueiam seu computador ou smartphone, podem ter arrecadado quase US$ 1 bilhão no ano passado, segundo o FBI. O grosso disso vem das empresas, que pagam entre US$ 10 mil e US$ 50 mil para terem seus dados liberados, calculou o jornal britânico The Guardian. O ataque a pessoas físicas tem resgates mais módicos. No caso do ransomware do Energy Rescue, era equivalente a US$ 150. É um mercado em franca expansão: a Trend Micro calcula que o número de ataques deste tipo triplicou em 2016, na comparação com 2015. A média foi de perto de 50 mil ataques do tipo por mês.
“Infelizmente, até o fim de 2017 ou você terá um problema do tipo, ou conhecerá alguém que passou por isso. Essa modalidade crescerá exponencialmente por conta da facilidade de monetização e pela disponibilidade de kits de malware”, diz Thiago Bordini, diretor de inteligência cibernética do grupo New Space. Outro fator é o anonimato. Os criminosos pedem pagamento via bitcoins, moeda virtual difícil de rastrear. Para ter uma carteira virtual e fazer transações, o autor do ataque precisa somente de um endereço de e-mail.

Sem rastros

O que torna estes ataques tão perigosos é a impotência da vitima. Até existem ferramentas que tentam quebrar a criptografia da máquina – a No More Ransom, por exemplo, é uma entidade criada por empresas europeias de segurança e disponibiliza ferramentas que anulam os efeitos de alguns dos ransomwares. Mas funciona só para uma pequena parte dos ataques. “Tem que buscar remover a criptografia. Procurar a polícia é mais para uma questão de registro do crime. Mas não vejo a polícia preparada para punir este tipo de ataque. Não tem como rastrear os criminosos, os ataques são feitos de países sem acordo diplomático com o Brasil e quando se chega até a fonte, o criminoso já mudou de IP (identidade da máquina)”, diz José Matias Neto, diretor de suporte técnico da Intel Security.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Conselhos para Dormir Melhor
 

  • À noite, procure comer somente alimentos de fácil digestão e não exagerar nas quantidades Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes ("despertam").
  • Evite dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que você chegue à fase de sono profundo.
  • Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro
  • Vede bem as janelas para não ser acordado(a) pela luz da manhã
  • Não leve livros estimulantes nem trabalho para a cama
  • Procure usar colchões confortáveis e silenciosos
  • Tire da cabeceira o telefone celular e relógios
  • Tome um banho quente, de preferência na banheira, para ajudar a relaxar, antes de ir dormir
  • Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017


Como fica o Carnaval 2017 em cada Região do Brasil?

Região Sul
Faz calor durante todo o Carnaval no Sul do Brasil. O Rio Grande do Sul passa quase todo o Carnaval 2017 com muito sol. A chance de chover é baixa entre domingo e terça-feira. Santa Catarina tem pancadas de chuva e sol no fim de semana, mas partir de segunda-feira, a chance de chuva também é baixa.
Já no Paraná, o Carnaval 2017 será com sol, calor e pancadas de chuva com raios, em geral à tarde e à noite.
Tanto no Paraná como em Santa Catarina pode chover com moderada a forte intensidade.
Nas capitais, apenas Porto Alegre não deve ter chuva neste Carnaval e o calor será constante. Em Florianópolis pode chover forte no fim de semana, mas o sol deve predominar na segunda e na terça. Em Curitiba, pancadas de chuva todos os dias.

Região Sudeste
As pancadas de chuva voltam a ocorrer em todos os estados da Região Sudeste durante o Carnaval e vão aliviar o calor, mas por poucas horas. Mas a sensação de abafamento é que vai predominar. Só as cidades serranas terão temperaturas agradáveis e servem de opção para quem quer fugir do calorão.
No Espírito Santo, na região do Vale do Rio Doce e do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, o Carnaval começa com sol forte e tempo seco. As pancadas de chuva voltam a ocorrer a partir da tarde do domingo, mas sempre com a presença do sol.
As demais áreas de Minas Gerais, o estado do Rio de Janeiro e São Paulo passam os quatro dias de Carnaval com sol e muitas nuvens, calor e pancadas de chuva com raios principalmente à tarde e à noite. Há risco de temporais especialmente no domingo, na segunda e na terça-feira.
A cidade de São Paulo pode ter chuva forte todos os dias do Carnaval. O risco de chover durante os desfiles é alto, especialmente na noite de sexta, noite do sábado e madrugada do domingo.
No Rio de Janeiro, o risco de chuva é médio a alto nos desfiles da noite do domingo e da noite da segunda. Pode chover forte nestes dias também à tarde.
Vitória terá várias horas com sol forte no Carnaval. As pancadas de chuva acontecem a partir da tarde entre o domingo e a terça-feira.
Belo Horizonte terá sol e pancadas de chuva à tarde e à noite no fim de semana. Mas na segunda e na terça-feira, o risco de chover forte é maior e a chuva pode cair também pela manhã.

Região Centro-Oeste
De forma geral, as condições para chuva aumentam no Centro-Oeste no Carnaval, mas não há previsão de tempo chuvoso. Faz calor todos os dias e a sensação de abafamento continua grande.
Em Mato Grosso, a quantidade de nuvens e de pancadas de chuva será grande todos os dias, mas ocorrem períodos com sol. Pode chover forte principalmente à tarde e à noite durante todo o Carnaval.
Em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, o sol aparece forte e por mais tempo no sábado de Carnaval. As pancadas de chuva com raios acontecem em geral à tarde e à noite. Pode chover forte.
Mas já no domingo, as áreas de instabilidade aumentam, o que vai fazer com que as pancadas de chuva fiquem mais frequentes e aconteçam em maior quantidade de áreas. O sol aparece nestes dias, mas em geral entre muitas nuvens. Pode chover forte.
Nas capitais, a chance de chover é alta em todos os dias. Em Cuiabá, as pancadas de chuva com raios podem ocorrer a qualquer hora. Em Campo Grande, em Goiânia e em Brasília, estas pancadas de chuva devem ocorrer a partir da tarde no sábado de Carnaval, mas no domingo, na segunda e na terça-feira, pode chover já pela manhã. Há risco de chuva forte.

Região Nordeste
Todos os estados da Região Nordeste vão ter um pouco de chuva durante o Carnaval, mas a chuva não será prolongada e nem generalizada.
No fim de semana, a chance de chover é baixa no sertão, no nordeste da Bahia e na Chapada Diamantina. Mas a partir na segunda e na terça-feira de Carnaval há possibilidade de pancadas de chuva, mas com a presença do sol.
Na faixa litorânea do leste do Nordeste, o Carnaval será com sol e chuva rápida, mas que pode cair a qualquer hora. Não há expectativa de chuva forte.
No Maranhão, no Piauí, no oeste da Bahia e no norte do Ceará, as pancadas de chuva podem ser moderadas a fortes e com raios. Há condições para chuva em todos os dias do Carnaval.
Nas capitais Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa e Natal, os quatro dias do Carnaval devem ser com sol e chuva rápida. Não há expectativa de chuva forte que possa causar transtornos.
Nas capitais São Luís, Teresina e Fortaleza há risco de chuva moderada a forte e com raios no Carnaval, mas todos os dias terão períodos com sol.

Região Norte
Grandes áreas de instabilidade permanecem sobre o Norte do Brasil durante os dias do Carnaval mantendo praticamente toda a Região com muitas nuvens e condições para pancadas de chuva frequentes. O estado de Roraima pode ter algumas pancadas de chuva, mas em geral à tarde e à noite, de forma rápida. Mas nos outros estados, a chuva pode cair forte e várias vezes ao dia, com raios e ventos fortes.
Toda a Região Norte permanece muito abafada. O sol deve aparecer em algumas horas, mas sempre junto de muita nebulosidade.
Há risco de chuva forte nas capitais Palmas, Belém, Macapá, Manaus, Porto Velho e Rio Branco durante todos os dias do Carnaval.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. Porém, o carnaval não é uma invenção brasileira nem tampouco realizado apenas neste país. A História do Carnaval remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.
A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã.
Na antiga Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como carnaval. As Saceias eram uma festa em que um prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado.
O outro rito era realizado pelo rei nos dias que antecediam o equinócio da primavera, período de comemoração do ano novo na região. O ritual ocorria no templo de Marduk, um dos primeiros deuses mesopotâmicos, onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono.
O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao carnaval era o caráter de subversão de papéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao deus. Possivelmente a subversão de papeis sociais no carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e vice-versa, pode encontrar suas origens nessa tradição mesopotâmica.
As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.
Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.
Mas tais festas eram pagãs. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhos as festas. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio.
Ilustração medieval simbolizando um carnaval do período
Ilustração medieval simbolizando um carnaval do período
A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.
Durante os carnavais medievais por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.
Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell'arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca.
A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Carnaval de Curitiba

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Carnaval de Curitiba é um evento cultural, atualmente organizado pela Fundação Cultural de Curitiba, um órgão da prefeitura, que tem como seu ponto alto o desfile das escolas de samba e de blocos carnavalescos da cidade[1].
Há agremiações tradicionais, muitas das quais foram se enfraquecendo ao longo dos últimos anos, a ponto da Liga das Escolas do Samba abandonar a organização há alguns anos.
Apesar disso, o carnaval da cidade guarda algumas peculiaridades, como o fato de ter a participação de uma agremiação evangélica, a Jesus Bom à Beça e um bloco GLS. Além disso, Curitiba, assim como São Paulo, tem uma tradição de escolas de samba ligadas a clubes de futebol, como a Mocidade Azul, a Não Agite, a Colorado e a Tradição Rubro-Negra.
O Bloco pré carnavalesco Garibadis e Sacis sai nos domingos antes do carnaval, no Largo da Ordem. De 1999 até 2010, o bloco não teve qualquer apoio do poder público estadual ou municipal. Depois de 2010, quando o bloco já juntou mais de 10 mil pessoas, foi conseguida alguma infraestrutura como banheiros químicos, e segurança pública.
O Bloco é uma iniciativa de artistas da cidade, que cantam e tocam pelo prazer da festa. Os bares da região começaram a pagar o caminhão de som em 2011. Antes buscava-se contribuição dos foliões.
Além de apoiar e organizar celebrações carnavalescas convencionais, a Fundação Cultural de Curitiba também apóia outros eventos que ocorrem tradicionalmente no período do Carnaval, como uma zombie walk e o Curitiba rock festival .

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

L A B R E

Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão - LABRE
Logo da Labre
Fundação 2 de Fevereiro de 1934
Tipo Organização Civil
Sede Brasília - DF
Línguas oficiais Português
Filiação International Amateur Radio Union - IARU
Presidente Gustavo de Faria Franco PT2ADM
Sítio oficial labre.org.br
A Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão (LABRE) é uma associação civil que tem por objetivo reunir os adeptos do radioamadorismo de todo o Brasil.
Fundada em 2 de fevereiro de 1934, a LABRE é constituída sob o regime confederativo e por administrações estaduais, também designadas LABREs estaduais. A liga é reconhecida pelo Ministério das Comunicações, filiada à International Amateur Radio Union (Região II) e integrante do Sistema Nacional da Defesa Civil através da RENER.

Objetivos da LABRE

I. o desenvolvimento do radioamadorismo, em todas as suas modalidades;
II. a pesquisa científica e o desenvolvimento técnico-operacional de seus associados, no campo das telecomunicações;
III. as atividades filantrópicas, sociais, assistenciais, culturais, de ensino educativas, recreativas, desportivas, visando desenvolver o espírito associativo, a harmonia e a coesão do quadro social;
IV. a colaboração com os órgãos governamentais de telecomunicações, na forma da legislação pertinente, e a representação do radioamadorismo junto a essas autoridades governamentais;
V. o intercâmbio técnico científico, social e cultural com entidades congêneres;
VI. a perfeita integração administrativa e operacional das Labres Estaduais entre si e com a LABRE;
VII. a defesa dos direitos dos associados na área administrativa, respeitada a autonomia das Labres Estaduais;
VIII. as atividades cívicas, morais e intelectuais, visando o culto à pátria, às instituições, à família e a dignificação do homem;
IX: a representação e defesa do radioamadorismo brasileiro junto às autoridades brasileiras e organizações internacionais de radioamadores;
X. a criação, o desenvolvimento e a consolidação de escolas destinadas à formação e desenvolvimento de radioamadores em todas as modalidades de operação;
XI. a participação do radioamadorismo brasileiro em competições nacionais e internacionais;
XII. a manutenção de uma publicação técnica para divulgação de assuntos de eletrônica, eletricidade, e atividades sociais da entidade e do radioamadorismo em geral; e
XIII. o serviço assistencial, desinteressado, à coletividade sempre que a situação o exigir ou as autoridades o solicitar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, os “Sexalescentes” é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica, parecida com a que em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a actividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar....
Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar. Esta mulher “sexalescente”sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e reflectiu sobre o que na realidade queria. Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis. Reconheçamos que não foi fácil e, no entanto, continuam a fazê-lo todos os dias.
E algumas coisas podem dar-se por adquiridas.
Por exemplo, estes homens e mulheres não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta/setenta" lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos – mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.
De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e, quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflecte, toma nota, e parte para outra...
Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
Hoje, as pessoas na década dos sessenta/setenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, e recordam a juventude sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela própria, também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60/70 no século XXI!
 Mirian Goldenberg

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Gilberto Larsen - compartilhou!

10 h ·
SEXALECENTES
Por Miriam Goldberg
 
Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, os “Sexalescentes” é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica, parecida com a que em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a actividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar....
Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar. Esta mulher “sexalescente”sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e reflectiu sobre o que na realidade queria. Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis. Reconheçamos que não foi fácil e, no entanto, continuam a fazê-lo todos os dias.
E algumas coisas podem dar-se por adquiridas.
Por exemplo, estes homens e mulheres não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta/setenta" lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos – mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.
De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e, quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflecte, toma nota, e parte para outra...
Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
Hoje, as pessoas na década dos sessenta/setenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, e recordam a juventude sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela própria, também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60/70 no século XXI!
 Mirian Goldenberg
Da Wikipédia: Mirian Goldenberg é Doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia do IFCS/UFRJ. É colunista do Caderno Equilíbrio da Folha de São Paulo. É professora convidada da Casa do Saber do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017


Vou-me embora pro passado
Jessier Quirino

"No rastro da Bandeira de Manuel"

Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas "daqui, ó!"
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.

Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.

No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.

Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
"Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando"
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.

E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com gola de tafetá.

Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.

Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.

No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.

Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.

Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.

Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.

Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.

Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
"— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!..."

Quando não querem a paquera
Mulheres falam: "Passando,
Que é pra não enganchar!"
"Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de "tudo X"
E sai dizendo "Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.

No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.

Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado

(N.A. Poema inspirado na leitura do livro Memorial de Marco Polo Guimarães, Edições Bagaço; em conversa antiga; e em outros poemas meus.)

Jessier Quirino
é paraibano de Campina Grande, arquiteto por profissão, poeta por vocação, vive atualmente em Itabaiana. É o autor dos livros "Paisagem de Interior", "A Miudinha", "O Chapéu Mau e O Lobinho Vermelho" "Agruras da Lata D'Água", "Prosa Morena - acompanha um CD com gravações de alguns poemas", "Política de Pé de Muro" e "A Folha de Boldo - Notícias de Cachaceiros", além de cordéis, causos, musicas e outros escritos. O crítico do Jornal do Commércio - Recife fez o seguinte comentário:

"A poesia matuta já é um estilo consagrado da literatura brasileira. Nomes como Patativa do Assaré, Catulo da Paixão Cearense e Zé da Luz são conhecidos em todo o país como os principais representantes do gênero. Um pouco menos famoso que os três, mas podendo ser considerado tão importante quanto, é Jessier Quirino, poeta paraibano que vem se destacando por seu estilo humorístico."

O poema acima consta do livro "Prosa Morena", Editora Bagaço - Recife, 2001.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Amigos, conpañeros de las jornadas...



Hoje acordei com a Rádio Belgrano de Buenos Aires em minha mente, e fui dando asas ao pensamento, numa verdadeira regressão espiritual. Cheguei até a minha infância/adolecência e às emissoras que me criei ouvindo. Eram as Rádio Corrientes, Belgrano, El Mundo, Carve e tantas outras, que tinham em suas equipes grandes locutores e locutoras. Sempre trabalhavam em duplas, com excelente entrosamento no timbre de voz e afinados na leitura de textos e programas. Para mim, era um verdadeiro deleite ouví-los e aprender muito a respeito da arte de ser locutor.

Eram emissoras muito potentes, tanto as argentinas quanto as uruguaias. Tocavam tangos, milongas e outros ritmos. Ouvi muito orquestras típicas como a de Juan D'arienzo, Franscisco Canaro e Anibal Troilo. Vozes como as de Libertad Lamarque, Carlos Gardel e Hugo Del Carril. Até hoje sou apreciador do tango, como Adios Pampa Mia, Adios Muchachos, El Dia que me Quieras, Mi Buenos Aires Querido, o imortal La Cumparsita, A Media Luz, Uno, El Choclo, Mano a Mano, Donde Estas Corazon?, Cristal, En Esta Tarde Griz, Madresselvas e Alma de Bandoneon. Não poderia encerrar sem mencionar outros grandes tangos, Garufa, Portero Suba y Diga, Cuesta Bajo e Inspiracion.

Amigos argentinos e uruguaios, obrigado pelo muito que deram ao mundo, com sua obras imortais. Até breve, quando voltarei ao assunto falando mais de tangos e milongas da minha juventude.

E para quem gosta de ver uma boa dança de salão, que tal lembrar Al Pacino dançando tango no filme Perfume de Mulher. O filme Perfume de Mulher ganhou o Óscar da Academia na categoria de Melhor Actor (Best Actor - Al Pacino) e foi nomeado nas categorias de Melhor Realizador (Best Director), Melhor Filme (Best Picture) e Best Adapted Screenplay. Para interpretar a famosa cena de tango, Al Pacino preparou-se tendo aulas intensivas de tango no estúdio de Dança Dance Sport em Manhattan. Foram precisos quatro dias para filmar a sequência de dança.O tango que podemos ouvir no filme é Por Una Cabeza de Carlos Gardel. O tango Por Una Cabeza aparece também em cenas dos filmes A lista de Schindler (Schindler’s List no original) e A Verdade da Mentira (True Lies).



Adios amigos, conpañeros de las jornadas... Hasta la vista!

Paulo Branco, "amor, salud y plata"

FIQUE BEM INFORMADO.

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