quinta-feira, 30 de março de 2017

 Amor

Um pescador certa vez pescou um salmão. Quando viu seu extraordinário tamanho, exclamou: "Que peixe maravilhoso! Vou levá-lo ao Barão! Ele adora salmão fresco."

O pobre peixe consolou-se, pensando: "Ainda posso ter alguma esperança."

O pescador levou o peixe à propriedade do nobre, e o guarda na entrada perguntou: "O que tem aí?"

"Um salmão", respondeu o pescador, orgulhoso.

"Ótimo", disse o guarda. "O Barão adora salmão fresco."

O peixe deduziu que havia motivos para ter esperança. O pescador entrou no palácio, e embora o peixe mal pudesse respirar, ainda estava otimista. Afinal, o Barão adora salmão, pensou ele.

O peixe foi levado à cozinha, e todos os cozinheiros comentaram o quanto o Barão gostava de salmão. O peixe foi colocado sobre a mesa e quando o Barão entrou, ordenou: "Cortem fora a cauda, a cabeça, e abram o salmão."

Com seu último sopro de vida, o peixe gritou em desespero: "Por que você mente? Se realmente me ama, cuide de mim, deixe-me viver. Você não gosta de salmão, gosta de si mesmo!"

domingo, 26 de março de 2017

ANIVERSARIO DE CURITIBA (29 de Março)

Curitiba é um município brasileiro, capital do estado do Paraná, localizado a 934 metros de altitude no primeiro planalto paranaense, a aproximadamente 110 quilômetros do Oceano Atlântico,[13] distante 1 386 km a sul de Brasília, capital federal. Com 1 893 997 habitantes, é o município mais populoso do Paraná e da região Sul, além de ser o 8º mais populoso do país, segundo estimativa populacional calculada pelo IBGE para 1º de julho de 2016. Fundado em 1693, a partir de um pequeno povoado bandeirante, Curitiba tornou-se uma importante parada comercial com a abertura da estrada tropeira entre Sorocaba e Viamão, vindo, em 1853, a ser a capital da recém-emancipada Província do Paraná. Desde então, a cidade, conhecida pelas suas ruas largas, manteve um ritmo de crescimento urbano fortalecido pela chegada de uma grande quantidade de imigrantes europeus ao longo do século XIX, na maioria alemães, poloneses, ucranianos e italianos, que contribuíram para a diversidade cultural até hoje permanente.
Curitiba experimentou diversos planos urbanísticos  e legislações que visavam controlar seu crescimento, que a levaram a ficar famosa internacionalmente pelas suas inovações urbanísticas e cuidado com o meio ambiente . A maior delas foi no transporte público,cujo sistema inspirou o TransMilenio, implantado em Bogotá, na Colômbia.
Também conta com elevada posição nos indicadores de educação, o menor taxa de analfabetismo e a melhor qualidade na educação básica entre as capitais. O Índice Mastercard de Mercados Emergentes 2008, criado com a intenção de avaliar e comparar o desempenho das cidades em diferentes funções que interligam os mercados e o comércio no mundo inteiro, posicionou-a como a 49ª com maior influência global.[25] Curitiba foi classificada pelo Índice Verde de Cidades de 2015, realizado pela Siemens com a Economist Intelligence Unit, como a mais ambientalmente sustentável da América Latina.[26] Ademais, também foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) uma das "cidades criativas" do Brasil em 2014, ao lado de Florianópolis.
Em uma recente pesquisa publicada pela revista Forbes, Curitiba foi citada como a terceira cidade mais sagaz do mundo, que considera esperta a cidade que se preocupa, de forma conjunta, em ser ecologicamente sustentável, com qualidade de vida, boa infraestrutura e dinamismo econômico. Curitiba é também uma das cidades brasileiras mais influentes no cenário global, recebendo a classificação de cidade global gama por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).[

quinta-feira, 23 de março de 2017

UTILIDADE PUBLICA

A operação Carne Fraca, da Polícia Federal, apontou uma série de fraudes cometidas por grandes frigoríficos do país para driblar a fiscalização e comercializar até carne estragada.
O BuzzFeed Brasil consultou dois especialistas, uma em nutrição e outro em processo industrial de carne, para saber como você pode identificar se a carne que você compra está boa. E saber também quais os riscos que se corre consumindo esses produtos depois do escândalo dos frigoríficos.
Paulovilela / Getty Images
O pesquisador da área de Pecuária e Engenharia de Alimentos Pedro de Felício (Unicamp) afirmou que é preciso ter cautela, mas não se deixar levar pelo medo. A professora do Departamento de Nutrição da UFPR Christiane Queiroz afirmou que não é preciso suspender o churrasco, mas ficar atento à carne na hora de comprar.
Como não tem como fazer nenhum teste químico em casa, a dica é confiar nos testes sensoriais, explicam eles.

1. Em primeiro lugar, olhe a cor da carne bovina. Tem de ser vermelha, puxando para cereja. Carne marrom indica que já pode haver um processo de deterioração. E fuja da carne esverdeada.

Philipimage / Getty Images

2. Preste atenção ao cheiro. A carne bovina tem um cheiro característico. Quando começa a estragar, esse cheiro fica forte demais, incomodando o olfato.

A exceção é na hora de abrir o pacote da carne embalada a vácuo. Ao abrir a embalagem, ela cheira bem forte, mas esse odor passa logo. Se persistir, não consuma.

3. Fique atento ao toque. Quando uma carne está para estragar, sua textura pode ficar viscosa. Quando você toca, parece que a superfície está limosa ou pegajosa.


4. Já a carne de frango, que tem uma coloração leve, só muda de cor quando está muito estragada. O melhor é tocar na carne. Ela tem de ser firme ao toque.

E não compre aquela peça meio congelada, meio descongelada. Isso é sinal de que ela não foi acondicionada direito.

terça-feira, 21 de março de 2017

Brasil

O sarapatel é um alimento típico da culinária de Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte,Ceará e Piauí. Em Pernambuco, é feito com tripas e outras vísceras de porco, além do sangue coalhado e cortado em pedaços. Uma das características da iguaria é seu teor de gordura, bastante acentuado por causa da presença de pedaços de toucinho e da tripa. Durante o cozimento acrescenta-se hortelã e uma ou duas grandes pimentas-de-cheiro, inteiras. Serve-se o prato acompanhado de farinha ou de arroz. No Ceará normalmente não se coloca tripa e a hortelã é substituída pela folha de louro. No Piauí, é preparado a partir da chamada "fressura" (conjunto de traqueia, pulmão, rins e fígado) de carneiro ou bode. 1

Goa

O sarapatel de Goa é confeccionado com carne, cabeça, fígado, coração, rins e sangue de porco. É temperado com malaguetas, cravinho, açafrão, canela, coentros, cominhos, gengibre, alho e tamarindo. Leva ainda cebolas picadas e pode levar também vinagre, conforme o gosto.
As carnes começam por ser cozidas com o açafrão e o sal. Depois de cozidas, são cortadas em pequenos cubos, que são fritos em seguida. As especiarias são misturadas e adicionadas às cebolas refogadas. A carne é adicionada em seguida, assim como um pouco da água da sua cozedura. Vai a apurar por instantes e está pronto a servir. 2
É normalmente servido com arroz branco.

Portugal

Em Portugal, no Alto Alentejo, o sarapatel é confeccionado principalmente com carne de borrego ou cabrito, além dos pulmões, fígado, coração ou outras vísceras, sangue cozido, banha, azeite, cebola, alho, tomate e temperado com louro, colorau, cravinho e cominhos. É servido quente, sobre fatias de pão finas. 3 Existe também a sopa de sarapatel. 4
Encontra-se ainda uma versão apenas com fígado e sangue de porco, que leva nozes, passas e peros. 5
Na região do Minho, no norte do país, é possível encontrar o chamado sarapatel da serra de Arga,6 7 considerado uma cabidela com miúdos de cabrito. É sobretudo confeccionado e consumido em Arga de São João, por ocasião das festas no mosteiro local, que se realizam todos os anos entre 28 e 29 de Agosto.8

domingo, 12 de março de 2017

MEMÓRIA CURITIBANA.
BATENDO MATRACA.
Ubiratan Lustosa.
“Às vezes a gente se distraía e começava a cantar ou assobiar animadamente. Éramos crianças. Bastava um olhar de nossa mãe pra gente silenciar imediatamente. Era Quaresma, não se cantava nem assobiava nesses dias sagrados. Naqueles tempos os olhares das mães falavam. A gente ouvia, entendia e obedecia. O que a mãe ensinava era lei e havia repreensões para os transgressores.
Quaresma pra gente tinha o significad...
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quinta-feira, 9 de março de 2017

ENEM 2017 - Lançamento em promoção nos Concurseiros Unidos



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quarta-feira, 8 de março de 2017

História do Dia Internacional da Mulher

História do Dia Internacional da Mulher, significado do dia 8 de março, lutas femininas, importância da data e comemoração, conquistas das mulheres brasileiras, história da mulher no Brasil, participação política das mulheres, o papel da mulher





8 de março: Dia Internacional da mulher
8 de março: Dia Internacional da mulher

História do 8 de março

O dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX.

No dia 8 de março de 1857, trabalhadores de uma indústria têxtil de Nova Iorque fizerem greve por melhores condições de trabalho e igualdades de direitos trabalhistas para as mulheres. O movimento foi reprimido com violência pela polícia. Em 8 de março de 1908, trabalhadoras do comércio de agulhas de Nova Iorque, fizeram uma manifestação para lembrar o movimento de 1857 e exigir o voto feminino e fim do trabalho infantil. Este movimento também foi reprimido pela polícia.

No dia 25 de março de 1911, cerca de 145 trabalhadores (maioria mulheres) morreram queimados num incêndio numa fábrica de tecidos em Nova Iorque. As mortes ocorreram em função das precárias condições de segurança no local. Como reação, o fato trágico provocou várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança de trabalho, gerando melhores condições para os trabalhadores norte-americanos.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem ao movimento pelos direitos das mulheres e como forma de obter apoio internacional para luta em favor do direito de voto para as mulheres (sufrágio universal). Mas somente no ano de 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, que a ONU (Organização das Nações Unidas) passou a celebrar o Dia Internacional da Mulher em 8 de março.


Objetivo da Data 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.


Marcos das Conquistas das Mulheres na História 

- 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

- 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas.

- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres.

- 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças.

- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina.

- 1893 - a Nova Zelândia torna-se o primeiro país do mundo a conceder direito de voto às mulheres (sufrágio feminino). A conquista foi o resultado da luta de Kate Sheppard, líder do movimento pelo direito de voto das mulheres na Nova Zelândia.

- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres.

- 1951 - a OIT (Organização Internacional do Trabalho) estabelece princípios gerais, visando a igualdade de remuneração (salários) entre homens e mulheres (para exercício de mesma função).

Você sabia?

- No Brasil, comemoramos em 30 de abril o Dia Nacional da Mulher.

- Hattie Mcdaniel foi a primeira atriz negra a ganhar uma estatueta do Oscar. O prêmio, recebido em 1940, foi pelo reconhecimento de sua ótima atuação como atriz coadjuvante no filme " E o vento levou ...".




Impressão Google+





História do Dia Internacional da Mulher Temas Relacionados
Bibliografia Indicada
Mulher, sociedade e direitos humanos (coleção Temas Especiais)
Autor: Andreucci, Ana Cláudia
Editora: Rideel
Temas: Direitos Humanos

A mulher e seus direitos
Autor: Ramos, Jo
Editora: Jo Ramos
Temas: Direito

História do Dia Internacional da Mulher

História do Dia Internacional da Mulher, significado do dia 8 de março, lutas femininas, importância da data e comemoração, conquistas das mulheres brasileiras, história da mulher no Brasil, participação política das mulheres, o papel da mulher



8 de março: Dia Internacional da mulher
8 de março: Dia Internacional da mulher

História do 8 de março

O dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX.

No dia 8 de março de 1857, trabalhadores de uma indústria têxtil de Nova Iorque fizerem greve por melhores condições de trabalho e igualdades de direitos trabalhistas para as mulheres. O movimento foi reprimido com violência pela polícia. Em 8 de março de 1908, trabalhadoras do comércio de agulhas de Nova Iorque, fizeram uma manifestação para lembrar o movimento de 1857 e exigir o voto feminino e fim do trabalho infantil. Este movimento também foi reprimido pela polícia.

No dia 25 de março de 1911, cerca de 145 trabalhadores (maioria mulheres) morreram queimados num incêndio numa fábrica de tecidos em Nova Iorque. As mortes ocorreram em função das precárias condições de segurança no local. Como reação, o fato trágico provocou várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança de trabalho, gerando melhores condições para os trabalhadores norte-americanos.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem ao movimento pelos direitos das mulheres e como forma de obter apoio internacional para luta em favor do direito de voto para as mulheres (sufrágio universal). Mas somente no ano de 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, que a ONU (Organização das Nações Unidas) passou a celebrar o Dia Internacional da Mulher em 8 de março.


Objetivo da Data 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.


Marcos das Conquistas das Mulheres na História 

- 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

- 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas.

- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres.

- 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças.

- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina.

- 1893 - a Nova Zelândia torna-se o primeiro país do mundo a conceder direito de voto às mulheres (sufrágio feminino). A conquista foi o resultado da luta de Kate Sheppard, líder do movimento pelo direito de voto das mulheres na Nova Zelândia.

- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres.

- 1951 - a OIT (Organização Internacional do Trabalho) estabelece princípios gerais, visando a igualdade de remuneração (salários) entre homens e mulheres (para exercício de mesma função).

Você sabia?

- No Brasil, comemoramos em 30 de abril o Dia Nacional da Mulher.

- Hattie Mcdaniel foi a primeira atriz negra a ganhar uma estatueta do Oscar. O prêmio, recebido em 1940, foi pelo reconhecimento de sua ótima atuação como atriz coadjuvante no filme " E o vento levou ...".




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História do Dia Internacional da Mulher Temas Relacionados
Bibliografia Indicada
Mulher, sociedade e direitos humanos (coleção Temas Especiais)
Autor: Andreucci, Ana Cláudia
Editora: Rideel
Temas: Direitos Humanos

A mulher e seus direitos
Autor: Ramos, Jo
Editora: Jo Ramos
Temas: Direito

sábado, 4 de março de 2017

Afinal, o que significa qualidade na televisão?





No primeiro episódio da nova temporada da série americana Unreal – cujo mote é a exibição cruel dos bastidores nada éticos de um reality show casamenteiro -, os produtores debatem sobre o que seria um programa de televisão de impacto e o que seria um programa de qualidade.

tvhistoria
Há uma disputa interessante sobre “fazer a história da televisão” (no caso, conseguir emplacar um protagonista negro e sofisticar a discussão dentro de um reality show fútil) e “fazer aquilo que o público quer” (ou seja, apostar nas mesmas fórmulas, já testadas milhares de vezes, entendendo que elas funcionam justamente por ir ao encontro da demanda e dos desejos da audiência).
Não há uma resposta fácil a esta questão, é claro. O debate sobre qualidade na televisão é uma constante enfrentada pelo veículo desde sempre, mas aparentemente, sem que se nunca consiga defini-la. De alguma forma, a busca por ela é uma espécie de mito de Sísifo, ou seja, é uma saga diária e nunca atingida, pois as fórmulas parecem incapturáveis e irrepetíveis (algo que deu certo num momento não funciona no outro).
E, afinal, o que é “dar certo”? É aí que se chega ao âmago da questão da qualidade. Sendo um veículo caro, de natureza massiva, que só se paga com grandes audiências (as que atraem anunciantes de peso), a televisão parece profundamente atrelada ao compromisso de angariar números estratosféricos para poder existir. Os programas televisivos não podem se dar ao luxo de arriscar perder este bem tão precioso chamado audiência – diferente de alguns produtos digitais, mensurados por outras lógicas (basta ver, por exemplo, o quadro recente do Porta dos Fundos que satiriza, de alguma forma, o público incomodado com o tom altamente político de alguns esquetes).
É claro que o caminho seguro, então, torna-se tentar percorrer as estradas já testadas – ainda que nem sempre elas sejam garantias de boas audiências. A repetição da fórmula “folhetim do horário das 18h” é, por exemplo, o que parece ter explicado o sucesso de Êta Mundo Bom!, novela de Walcyr Carrasco – que, numa espécie de lógica circular, repete com vagas mudanças outras novelas que vingaram neste horário, como O cravo e a rosa e Chocolate com Pimenta. São todas novelas que apostam na mesma fórmula melodramática tradicional, com personagens planos e marcados, além de bater na tecla da nostalgia do campo, reforçado pela caracterização das personagens e pelo uso de uma comicidade pueril. Resumindo, são boas tramas, mas sem grandes novidades ou vontade de testar os limites deste meio.
Mas o pior dilema enfrentado pela tevê talvez seja esse: todos defendem uma televisão de qualidade, mas nem todos parecem dispostos a assisti-la. Não há medida do que seria essa tal programação mais madura e como ela estaria necessariamente adequada aos gostos de um público que, por essência, é heterogêneo. Este eterno descompasso transparece, por exemplo, no caso da novela Velho Chico. É um consenso que a trama escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Luiz Fernando Carvalho é de forte qualidade – os críticos chegaram a reconhecer mesmo a intertextualidade com a literatura, nas obras de Gabriel García Marquez – mas tem sofrido para manter seus espectadores grudados à tela. Alguns falam de problemas de ritmo, pois Velho Chico, para desenvolver suas cenas e tramas, transcorreria numa velocidade a que as pessoas não parecem acostumadas. Quem, afinal, precisa se adaptar: o público ou a televisão?

Visão idealizada da realidade

Talvez haja um erro implícito neste raciocínio, que é o de carregar uma visão extremamente idealizada de qualidade, associando-a apenas aos programas educativos, mais típicos da TV pública que da privada. Por vezes, associamos à falta de qualidade tudo aquilo que parece direcionado ao “povão” (é claro que todos que sustentam esta concepção inevitavelmente se excluem disto a que chamam de povo). Se não refletirmos sobre o que chamamos de qualidade, corremos o risco de acreditar que tudo aquilo que tenta falar às massas – sejam novelas, programas de entretenimento, atrações jornalísticas – está, e sempre estará, condenado ao rebaixamento de nível, à produção mal feita, ao menosprezo da inteligência, a tudo que não é “edificante”, etc.
Para tentar problematizar esta ideia, trago um exemplo saído de um dos programas de pior reputação das grades emissoras. Refiro-me ao famigerado Casos de Família, veiculado pelo SBT e apresentado por Christina Rocha desde 2009 – ela sucedeu Regina Volpato, que comandava uma versão mais “sóbria” do programa. Casos de Família parece reunir vários aspectos que associamos à baixa qualidade: uma apresentadora exagerada e histriônica, meio como um Ratinho de saias; humilhação pública; discussões que não se elevam para além do senso comum; barracos e catarse de mau gosto; a exposição dos problemas que denotam os dramas dos mais pobres; a suspeita constante de que nada que acontece ali é “real” e que todos estão sendo pagos. Parece, afinal, uma grande celebração da miséria humana.
Portanto, há alguma surpresa ao vermos certos episódios do programa como “Homossexualidade não é uma doença contagiosa”, que traz uma discussão contundente e, por que não, corajosa, ao posicionar-se claramente contrário à homofobia e a alguns discursos religiosos. Esteticamente, a (falta de) qualidade permanece a mesma, mas o discurso – que continua adequado ao público a que se direciona, e que espera pelo tom excessivo de Casos de Família – traz sinais de maturidade na sua abordagem.
No fim das contas, quiçá seja possível encontrar luz e reflexão neste que é considerado por muitos um dos piores programas da TV. Inclusive, talvez o grande trunfo associado à qualidade da discussão deste episódio de Casos de Família seja justamente o fato de ele estar direcionado ao “povão”, e não a um público para o qual o debate contra a homofobia já está consolidado e, por isso mesmo, não tem tanta necessidade de enfrentar o assunto.
Em outras palavras: talvez a grande questão para pensar em qualidade na televisão tenha menos a ver com a natureza dos programas e mais a ver com a régua que estamos usando para medi-la.
***
Maura Oliveira Martins é jornalista, professora universitária e editora do site A Escotilha
(Por Observatório da Imprensa, 20/06/2016)
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