segunda-feira, 8 de maio de 2017

IDIOMA DO FUTURO 2

Durante este ano que passei no exterior tive a oportunidade de conviver com pessoas de diferentes nacionalidades e tive um vislumbre de como as pessoas se comunicarão num futuro que não creio estar muito distante, talvez cem, duzentos anos à frente.
Sem dúvida será o inglês a principal língua a ser falada no mundo nesta época, mas haverá uma super-abundância de diferentes sotaques onde quer que se vá. Em vários países da África e Europa, a língua falada nas universidades já é oficialmente o inglês e já hoje é possível entender uma ou outra palavra em inglês perdida no meio da conversação entre os indivíduos que, originalmente, falavam sua língua nativa. O idioma vai sendo incorporado, palavra por palavra.
Mesmo no português do Brasil já temos vários anglicanismos -- que preferia chamar de americanismos, para ser mais preciso. Vejo um mundo daqui a duzentos anos onde todas as línguas tenderão a convergir para diferentes dialetos do inglês. Não digo que o francês, o alemão, o espanhol ou português irão desaparecer da face da terra. Não, longe disso, entretanto cada vez mais serão incorporadas nessas línguas palavras de raiz inglesa e cada vez menos teremos que aprender de forma a podermos conversar com qualquer pessoa no mundo, pois as línguas já estão a convergir para o inglês.
Talvez chegue um ponto, este provavelmente ainda distante no futuro, onde a única língua falada no mundo será o inglês. Isso provavelmente fará com que quase qualquer texto escrito possa ser lido, no original, por qualquer ser humano em todo o planeta, o que significará que a língua básica será mesmo algo similar ao inglês falado hoje misturado com um pouco de todas as outras línguas existentes.
Entretanto, prevejo que a forma de falar e o efeito dos sotaques na compreensão da língua será extremamente maior do que é hoje, de forma que talvez duas pessoas, falando o mesmo inglês básico, possam definivamente não se entender. Talvez conversando entre si entendam-se, pois terão paciência e falarão apenas o inglês ortodoxo. Mas talvez um russo falando seu dialeto inglês tenha extrema dificuldades para entender o inglês de um brasileiro nordestino, por exemplo, pois o sotaque, a entonação e o ritmo da fala será totalmente diferente, ainda que o vocabulário seja o mesmo.
Mas sem dúvida creio estarmos sendo, aos poucos, redimidos do temível pecado de termos tentado construir aquela metafórica torre que alcançaria os céus.

Fonte: Blog Trago de filosofia

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