Idas e vindas, nas ondas do Rádio - parte 2 (História)


Conversa ao Pé do Rádio - Como um artigo pode gerar riquezas

Constatei após a publicação de meu primeiro trabalho, que minha coluna já começou a gerar riquezas, senão vejamos: Eu mesmo comprei cem exemplares do jornal para remeter aos meus amigos e familiares, talvez precise mais. A tiragem, consequentemente, vai ter que aumentar , porque estou espalhando pra todo o mundo que estou escrevendo no jornal. Meus amigos irão comprar para emitir opinião (sempre encorajadora, espero) sobre o que estou escrevendo. Fiz telefonemas (Telepar faturando), tirei cópias Xerox. As pessoas que serão futuramente mencionadas, também estarão aumentando o número de leitores. Eu bem que estava desconfiado da aceitação tão rápida da minha idéia, começando pelo Ricardo, passei ao Camargo, fui ao Cattani e estava tudo resolvido: pode começar domingo. Prometo que vou aumentar cada vez mais o número de leitores desta coluna, nem que eu tenha que dar brindes. Êpa...

Correio de Notícias - Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, novembro de 1988


Segunda-feira, 27 de abril de 2009
Gafes do Rádio - "calor atráz..."
foto: Arthur de Souza - fonte: www.ulustosa.com

Um dos grandes locutores da Bedois, nos velhos tempos, foi Lóris de Souza, irmão de Arthur de Souza.Inteligentíssimo, exímio violonista, o Lóris formou-se engenheiro e deixou o rádio.


Certa vez, quando deveria ler o texto “Para o bebê, nesse calor atroz, Talco Ross”, saiu com esta: “Para o bebê, nesse calor ATRÁS, Talco Ross”.

Fonte: www.ulustosa.com - Gafes e Fatos Cômicos



quarta-feira, 29 de abril de 2009
Gafes do Rádio - Nugget - mais brilho ao couro cabeludo...
Fonte: www.ulustosa.com - Site do Ubiratan Lustosa

Muitos anos atrás, eu era locutor da "Emissora das Iniciativas" - assim era cognominada a Rádio Marumby. Seus proprietários eram Tobias de Macedo Júnior e Arno Feliciano de Castilho. O Gerente era o Frederico Plaisant e Herrera Filho era o Locutor Chefe.

Naquele tempo a gente tinha muito medo de cometer erros, pois eles poderiam ocasionar uma enérgica repreensão e até a perda do emprego.

Sob essa tensão, lá ia eu fazer meu horário de locução, quando lia as dedicatórias nos programas de homenagens, anunciava as músicas e lia os textos comerciais.

O Osmar de Queiroz (foto acima), que era locutor esportivo naqueles tempos, foi quem me lembrou que certo dia eu fui ler o anúncio do "Nuguet", um produto para se passar nos sapatos e que, segundo seus fabricantes, conservava, amaciava e dava brilho. O final do texto era assim: "Nuguet - mais brilho ao couro dos calçados", e eu, num daqueles momentos de gênio às avessas, li desse jeito: "Nuguet - mais brilho ao couro cabeludo..." - e então parei, ao sentir que algo estava errado, e sem achar outra saída conclui: "...dos calçados". E ficou assim, para espanto de quem estava ouvindo a Rádio: "Nuguet - mais brilho ao couro cabeludo... dos calçados".

Era mais uma gafe de um locutor novato sob tensão.


domingo, 10 de maio de 2009
Gafes do Rádio - Dia das Mães
Fonte: www.ulustosa.com - Gafes e fatos cômicos

E vai mais uma das que o meu amigo Donato Ramos enviou. Essa tem até a data da ocorrência: 9 de maio de 1980. Na Rádio Independência de Cascavel, o apresentador "Coronel" Honorato era o titular de um programa de grande audiência. No mês de maio daquele ano, "Coronel" Honorato fez uma grande promoção para o Dia das Mães. Certo dia, abordando o assunto ele falou bem assim:

- "É isso aí, ouvintes. No Dia das Mães nós vamos dar muitos presentes para elas. Presentes para as mães mais bonitas, para as mães mais feias, para as mães mais isso, mais aquilo, e para as mães mais idôneas."


Nossa! Foi de lascar. A turma não agüentou. Ele queria dizer mães mais idosas... e disse mais idôneas. Ficou muito chato e as gargalhadas vieram impiedosamente.


quarta-feira, 13 de maio de 2009
Xadrez do Lugo
Fonte: Blog do Eduardo Schneider - Xadrez do Lugo


O grande Paulo Branco, radialista e blogueiro de sucesso (http://www.paulobranco.com/), acaba de voltar de uma viagem pelo lago azul de Ipacaray. Voltou falando maravilhas do clima (louvou ‘las noches tíbias’), e trouxe novas piadas sobre o presidente Lugo.

Uma delas conta que, desde que se descobriu as estrepulias sexuais do presidente, as regras para jogar xadrez no Paraguai mudaram. 

Por exemplo, a partir de agora, só o Bispo come a Dama.


quinta-feira, 14 de maio de 2009
Jorge Miguel Nassar, esteja com Deus


Jorge Miguel Nassar faleceu esta semana, aos 84 anos de idade. Foi radialista, dono de emissora e político, além de um grande amigo. Inteligente, voz forte e bem colocada em suas apresentações. O programa "A Voz do Povo" marcou época na Rádio Curitibana, década de 60. Lembro me como se fosse hoje, o dia em que comecei a apresentar o programa "Manhã Curitibana" (Veja +em "Agora o Manhã Curitibana" - postado neste Blog em 26 de abril de 2008), das 06 as 08 horas da manhã, no dia 1º de janeiro de 1967. O Nassar fez minha apresentação. Foi um radialista que teve uma presença muito forte em nosso Rádio. Seguiu o caminho que todos nós vamos seguir um dia. Boa viagem amigo.
Paulo Branco


quarta-feira, 20 de maio de 2009
Tony Mineiro: "É isso aí galera..."
Alguns meses atrás pensei... -"por onde anda o Tony Mineiro?". Pois passei minha adolescência ouvindo a voz dele, lá pela metade dos anos 70, primeiro na gloriosa Rádio Iguaçú, e depois, na TV Iguaçú onde ele apresentava o programa de Vídeo Clips "Som Iguaçu". Ele adorava a banda escocesa de Rock Nazareth, da qual lançou sempre em primeira mão, LP's e vídeos em Curitiba.

Era a voz de uma geração inteira, pois todos que o escutaram nunca mais esqueceram daquela voz. Alguns anos mais tarde, trabalhou nas Rádios Cidade, Metropolitana FM, sempre com muita competência, parecia sempre estar de bem com a vida.

Mas por onde andaria o grande Tony? Procurei por toda Internet e nada, nenhuma nota, nenhum arquivo sobre esse grande profissional do Rádio Paranaense. Falando com meu amigo Conrado na comunidade do Orkut "Nazareth Brazil", pensamos em fazer uma homenagem ao Tony Mineiro. Como a banda virá ao Brasil em junho, iríamos localizá-lo, e pedir a RPC para que ele fizesse a entrevista com a banda. Seria a glória para o Tony.

Mas onde estaria o Tony? Novamente procurando pela Internet, achei o Blog do radialista Paulo Branco, no qual citava o nome do Tony em diversas matérias sobre a história do Rádio Paranaense. Perguntei ao Paulo se ele sabia onde andava o Tony, e prontamente se interessou em me ajudar, e me pediu uma matéria sobre a história do Tony.Enviei o seguinte email:
-"Olá Paulo, vasculhando a Internet, procurando algo sobre o Toni Mineiro, acabei tentando procurar como "Tony Mineiro", e achei a seguinte nota : "TONY MINEIRO – O comunicador que atuou durante alguns meses na Piratuba FM, comandando com muita competência, conhecimento e categoria o programa das manhãs, faleceu na UTI de Curitiba, no dia 07 de Novembro.(2008)". Apenas uma notinha,de um jornal comunitário lá de Pirituba, Santa Catarina (Veja +Detalhes). Enviei um email para a Rádio Pirituba Fm 104.9 - e-mail:lahpromocoes@yahoo.com.br, perguntando se seria o mesmo Tony, da TV Iguaçú. Desculpe se por acaso lhe incomodo com esse assunto Paulo, mas dia desses, nós de uma comunidade do Orkut, lembramos do Tony, pois crescemos ouvindo esse grande locutor. Soube que ele enfrentou problemas no final da década de 80, mas nada que possa ofuscar o profissional, o qual eu acho que merecia mais do que uma simples notinha em um Jornal de Santa Catarina. Ele merece uma homenagem de todos os Curitibanos que um dia escutaram sua voz. Espero que não seja a mesma pessoa, mas tudo indica que é o nosso Tony. É lamentável que ninguém em Curitiba saiba do fato. Faço uma sugestão..., se de fato for confirmado a sua morte, faça uma homenagem em seu blog, contando tudo sobre esse radialista, de onde veio, como viveu e infelizmente como morreu. Paulo Branco, muito obrigado!!!"

O Paulo me enviou a seguinte nota:
-"Prezado Celso Henze, estava pensando em como fazer uma homenagem e contar um pouco do nosso querido amigo Tony Mineiro, quando você atendendo um pedido, envia um comentário que diz tudo. Sinceramente, não tenho muito a acrescentar ao que você disse. Está tudo aí, e acho que a melhor homenagem dentre outras que o Tony merece, é a constatação de que se tornou uma voz inconfundível e sempre presente, em boa parte de uma geração. Celso, existem amigos e colegas de equipe, ou seja, muitos que trabalham juntos, mas que por vários motivos, não conseguiram uma oportunidade de fazer parte das mesmas comunidades . Motivos alguns, como por exemplo , círculo de amizades e admiradores distintos, locais frequentados no dia a dia, uma "certa falta de tempo" na corrida que vivemos. Corrida esta que não sabemos aonde vai chegar, e por que corremos? Assim, se torna mais difícil dizer coisas a respeito do colega, do amigo, mas ressaltamos, era um grande e prestativo profissional. Encantava uma juventude, uma geração, como você bem disseste. Eu em meus programas, falando e entrevistando pessoas ligadas a política, artes ou esporte. Isto não quer dizer que não éramos amigos, só que não íntimos, horários diferentes, sempre nos encontrando na própria emissora , ora trocando cumprimentos, ora um papo, sempre agradável. Quando o Tony chegou a Curitiba vindo de Minas, clima quente, sofria com o frio que aqui fazia. Eu, gaúcho, acostumado com o frio dos pampas, só tinha a lhe oferecer um bom chimarrão, prá esquentar. -"É isso galera...!" (este termo foi trazido por ele). Que mais posso dizer sobre Tony Mineiro (Antonio Claret Araujo) , falecido no dia 7 de Novembro de 2008. Esteja em paz, e continue encantando a todos que contigo estão, com sua bela e adorável voz."

Quando o Paulo me pediu algo sobre o Tony, p
uxei pela memória e escrevi um pouco, além de um apêlo, ao final:

-"Grande Paulo Branco, o Tony cativou nossa geração por sua voz carismática, bom humor, seu bate papo com o ouvinte, e como no meu caso, pelo "Rock and Roll", que na época a Rádio Iguaçú foi pioneira, coisa que nunca mais vou esquecer. As Rádios Paranaenses naqueles bons tempos, eram muito melhores que hoje, onde tudo parece ser imposto, até o gosto ao público. Eu mesmo, fui operador de som da extinta Rádio Cruzeiro do Sul, de Curitiba, em 1980. Tempos do Nestor Baptista, Jamur Jr, entre outros, mas o que mais marcou os jovens daquela época, foi o Tony. O vi pessoalmente apenas uma vez, em um bar que tive em frente a Sociedade Mercês. Naquela época você não precisava ficar mudando de estação, porque cada Rádio tinha seu perfil, futebol, música ou notícia. Acompanhamos o Tony por várias Rádios, como a Iguaçu, a Cidade,
a Metropolitana, Studio 96, além da TV Iguaçú, pois aquela voz parecia fazer parte da família. O que mais doí, é que pensavamos que ele estava vivo, trabalhando, queriamos fazer uma homenagem a ele. Mas vivo, dizendo o que você bem lembrou: -"E aí galera...". Mas daí, o baque de descobrir sua morte, por uma simples notinha da Gazeta do Povo, onde nem sabiam de quem se tratava. Passou em branco tudo que ele fez, parece morreu abandonado. É revoltante saber que nossa história é jogada fora, do Rádio, da TV, mas "Heróis não devem ser esquecidos". Consideramos herói pelo que fazem, ou fizeram, por participar de suas vidas, mesmo que somente com a voz, como no caso do Tony, que foi de carne e osso, com problemas e defeitos como todos nós temos. Postei também uma homenagem a ele na comunidade Orkut. Mas, nós fãs gostariamos de saber a sua história, fotos, de onde veio, datas, programas que fez, curiosidades e, como ou o por que da sua morte? Estou pensando em fazer uma página dele na Internet, uma biografia. Peço sua ajuda nessa empreitada!!! Um grande abraço, e parabéns por ter vivido aquela época!"
Infelizmente, descobri que Antonio Claret de Araujo, locutor, havia falecido em uma UTI de Curitiba, no dia 07/11/2008, e sepultado no Cemitério do Boqueirão. Isso, por um simples aviso de falecimento do jornal Gazeta do Povo, postado em um link da Internet (Falecimentos - Serviços - Gazeta do Povo).

Mas como um profissional como o Tony Mineiro, que fez parte da história do Rádio Paranaense, que fez parte da vida de uma geração, morre esquecido pela mídia inteira do Paraná, da qual fez parte?

É lamentável que o Rádio Paranaense não preserve sua grande história. E agora? Como reparar essa injustiça? Como homenageá-lo? Uma rua com seu nome?

Vai em paz, grande Tony mineiro!!!


Enviado por: 
Celso Vilmar Henze

quarta-feira, 10 de junho de 2009
Eu e o Elon, não dávamos prejuízo pro "Velho Eugênio"
"eu e o Elon Garcia fazíamos gravações um pequeno disco de alumínio recoberto por uma camada de acetato, uma espécie de resina preta. Se um erro era cometido, perdia-se o disco e era prejuízo para o Estúdio do "Velho Eugênio", grande guerreiro."
Existem vários tipos de locução, porque ser locutor não é simplesmente falar ao microfone de uma Rádio ou TV, hoje até pela Internet, é muito mais. Há locutores que gostam e se adaptam mais a ler notícias, são os ledores, como já falei nesse Blog. Outros locutores gostam de apresentar programas, e mesmo os programas têm diferenciação, ou é um programa com "script" pronto, completo; ou é um programa em que o apresentador comenta, improvisa, anuncia músicas, entrevista convidados.

Por exemplo, a Rádio Ouro Verde de Curitiba, não é meu estilo de locução porque é só OUVIMOS e VAMOS OUVIR. Com o decorrer do tempo, o locutor novato vai buscando seu espaço para fazer o que mais gosta em locução, e engraçado, têm excelentes locutores noticiaristas e que não se saem bem como apresentadores. Assim como, têm apresentadores que não lêem bem noticiários. Ainda, temos excelentes locutores de comerciais, que no entanto não se saem bem quando apresentam notícias ou programas.

No começo de minha carreira em 52, até meados de 60, não existiam gravadores, então tudo era mais caprichado, não havia espaço para erros. Lembro em Curitiba, já em 64, eu e o Elon Garcia fazíamos gravações em um pequeno disco de alumínio recoberto por uma camada de acetato, uma espécie de resina preta. Se um erro era cometido, perdia-se o disco e era prejuízo para o Estúdio do "Velho Eugênio", grande guerreiro. E para piorar as coisas, o dono da Casa Buri instalada na Praça Tiradentes, queria em 30 segundos enumerar todos os produtos que tinha para vender. Tínhamos que falar muito rápido, dar a inflexão certa e não extrapolar o tempo. Que eu lembre, nunca perdemos um disco sequer. Chegando o gravador, acho que os locutores passaram a gravar com uma certa displicência, porque qualquer erro, pode ser corrigido, bastando gravar novamente.

E para gravar comerciais para TV então, era mais dramático, porque quando o tempo de locução estava certo, o VT poderia não estar, ou a sonoplastia entava um segundo atrasada. Não tinha como armazenar o que havíamos gravado, voltávamos tudo ao ponto de partida. Cheguei a ficar duas horas gravando um texto de 30 segundos.

Quanto aos tipos de locução, temos o noticiarista, o apresentador, o anunciador, o entrevistador e o "faz-tudo" ou "generalista", aquele que manda tudo no momento que for demandado.

Legal era que ninguém ficava nervoso, estressado, ou tinha aqueles "chiliques" nas gravações. Tornava o trabalho muito mais fácil e divertido.

Mais adiante falaremos do repórter e do redator. Bom proveito.

quarta-feira, 17 de junho de 2009
Sexo pesado na CBN - por Eduardo Schneider
Fonte: Quarta-feira, 17 de Junho de 2009 - Sexo pesado na CBN - (*)
Jair Brugnago, vereador de União da Vitória, foi nesta terça-feira, 16, a Rádio CBN reclamar de um livro, distribuído pelo MEC, chamado “Amor à Brasileira”, destinado aos alunos do ensino médio.

A obra inclui texto de Dalton Trevisan que seria, segundo o vereador, pornográfico. O apresentador Eduardo Correia, que substituía o titular, José Wille, duvidou que houvesse pornografia em Dalton e desafiou o vereador a citá-la.

O vereador inquiriu se era mesmo permitido citar os tais trechos. O radialista disse que a CBN estava sempre aberta a literatura de Dalton Trevisan. O vereador não teve dúvida e citou:

- “Agora sua vadia, chupa o meu c...”, e, na seqüência: “vem aqui e agora chupa com força a minha b...”, e ainda: “enfia a língua no meu c...”

O constrangimento foi tão grande que chamaram os comerciais. O episódio foi hilário. Deve constar das antologias de episódios cômicos do rádio, com direito a ser citado nas faculdades de comunicação como um clássico.

O que é pornografia?
A polêmica sobre o que é pornografia é antiga e complicada. As frases citadas pelo vereador, e reproduzidas neste espaço com pudicos três pontinhos, são de fato pornográficas.

Ou pelo menos seriam assim consideradas se fossem parte, digamos, de um filme erótico. A questão é: como são frases de uma obra de Dalton Trevisan se transformam em grande literatura e podem e devem ser colocadas em livro didático para adolescentes?

O assunto é complexo. Tanto é assim que os apresentadores da CBN ficaram “audivelmente” constrangidos com as citações do vereador. Curioso isso. Não é de bom tom citar trechos do autor na rádio, mas é perfeitamente adequado oferecê-los a estudantes?

É aí que bate o ponto. Nada impede que uma obra literária de alto valor contenha cenas sexuais fortes com práticas eróticas incomuns como a anilíngua (estimulação oral do ânus), que é solicitada por um dos personagens. Mas é adequado fornecer relato dessas práticas a adolescentes que estão, presumivelmente, iniciando sua vida sexual?

Opção
Todos sabem que um adolescente hoje, se quiser, pode ficar mergulhado 24 horas por dia na pornografia mais pesada navegando na internet, sem pagar nada. Só pegando alguns vírus, espécie de gonorréia virtual. Mas temos aí uma questão de opção. O adolescente liga o seu computador e procura sites pornográficos. A escola fornecer material dessa natureza – o que torna seu consumo obrigatório para todos - é questionável.

Mais estranho ainda. O sexo é um tema central da obra de Dalton Trevisan, mas raramente aparece em termos tão crus, como aqueles citados no ar pelo vereador, extraídos da obra distribuída pelo MEC. A impressão que fica é que a obra foi escolhida a dedo (epa!) para integrar a obra do MEC.

(*) Eduardo Schneider é jornalista, crítico, um atento observador da política do Paraná e do Brasil. É colunista do jornal horaH e horaHNews. Contato: 
eduardoschneid@hotmail.com

quinta-feira, 9 de julho de 2009
Suicídio


Ao longo de minha carreira como radialista, cataloguei algumas palavras que devem usadas com muito cuidado, uma delas, "suicídio" (foto: suicídio, de Édouard Manet - 1877). Certa vez, durante a apresentação do programa "Paraná Bom Dia" na Rádio Independência, falei sobre suicídio. Aconselhei que antes de mais nada, deve-se procurar, um padre, um pastor, um psicólogo ou um amigo, e expor o problema que o aflige tanto, chegando mesmo em solução radical. E disse mais: quem está de fora enxerga melhor as coisas, vê por outros ângulos e pode ajudar a evitar o desfecho trágico, e por aí a fora. Em poucos minutos recebi um telefonema, de uma pessoa que estava naquela situação e queria falar comigo. Eu não poderia deixar de atender ao pedido de socorro. Não me largou mais, enquanto não achamos a solução. Procurei o pivô, ou melhor a pivô do caso, a ex-noiva. Consegui o reatamento, casaram e muitos anos depois, em uma sinaleira, vislumbrei um automóvel, um senhor e uma menininha linda ao seu lado, que deveria ser sua filha. Era o quase suicida... Lágrimas não faltaram, e vieram, lentas e calmas. Recuperado, toquei em frente, seguindo destino. Ainda, por causa do que falei, me ligou uma jovem com problema na contabilidade da instituição em que trabalhava, e que era de sua responsabilidade. Estava faltando dinheiro. Assumi o caso, e começamos a trabalhar. Faz conta, não fecha, falta dinheiro, mas onde estará? Fomos ao banco pela enézima vez, revisamos tudo e apareceu o erro. Graças a Deus o pior foi evitado. Por isso, recomendo aos mais jovens que apresentam programas, a ter muito cuidado com as palavras. E se os resultados comigo não fossem como relatei e tivesem outro desfecho? Como é que ficaria minha consciência, mesmo porque, não é assunto fácil de ser tratado.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Registro: Abel Trevisan no Rádio baiano
Outro registro que faço, com muita alegria em nosso blog, vem do Abel Trevisan, atualmente em Salvador. Abel, um grande amigo radialista, que atuou com brilhantismo no Rádio paranaense, catarinense e agora, já vai para 20 anos, no Rádio baiano. Já escrevi matéria no Blog, citando o Abel, intitulada "Equipe da Voz Nativa dos Pinheirais". Curioso é que estive em Salvador poucos dias atrás, e no retorno, ao verificar email, recebi notícia do Abel sobre chegada em breve na capital paranaense. E me diz que gostaria de encontro para lembrar os velhos, e atualizar os novos, tempos. Que coisa, hein...? Poderíamos ter adiantado a conversa, e continuaríamos com certeza por aqui. Mas em breve trarei mais notícias do nosso querido Abel Trevisan, e o conteúdo da nossa conversa. Não precisamos marcar na agenda, mas com certeza, iremos lembrar o dia e a hora do bate-papo...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Grandes Rádios
Em Curitiba tivemos grandes emissoras de Rádio e que desapareceram totalmente, dentre elas a Independência, Curitibana, Guairacá, Iguaçú, Capital, Marumbi, Emissora Paranaense,Tinguí, Cruzeiro e Cidade. Algumas desapareceram parcialmente, caso da nossa pioneira a PRB-2/Rádio Clube Paranaense, Paraná, Cultura, Colombo e Universo. Com a criação de novos prefixos a audiência ficou pulverizada, por isso elas desapareceram parcialmente, o que é de se lamentar. Pior as que sobreviveram, pois não aproveitam a mão de obra especializada de tantos e tantos radialistas, que estão desempregados e sobrevivendo às duras penas. No Brasil, com exceção dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, os velhos profissionais não são prestigiados nas programações. Carregam consigo grandes idéias, grandes vozes e conhecimentos adquiridos em muitos e muitos anos de atuação. Por outro lado, a profissão de radialista deixou de ser uma profissão rentável, exercida por novatos que precisam completar a mesada para estudar ou aparecer na sua comunidade. Em breve farei contacto com emissoras curitibanas, para saber de suas programações. Se destacando no momento as Rádios Banda B, CBN e as equipes esportivas. Quem quiser trabalhar hoje, terá que comprar horário e correr atrás de publicidade.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Altos papos no lançamento do livro "O Rádio do Paraná"
No lançamento do livro "O Rádio no Paraná" do Lustosa, tive altos papos com Ney Ferreira Santana, ou o "Príncipe do Acordeon,Araty". Quem não se lembra dos programas que apresentou em várias emissoras de nossa capital e melhor ainda, não abandonou seu instrumento. Lá estavam também o Milton Ivan Heller, jornalista que também tem livros editados, o Wasyl Stuparik, grande profissional que atua em seu próprio estúdio de gravações. Grande alegria de encontrar o Elon Garcia, sempre com seu vozeirão, o José Maria Pizzarro, elegante e de fino trato, e os Luiz Renato Ribas e Renato Mazanek, dois empreendedores do Cinevideo1. Também, grande papo com o JAgostinho e o Sidney Campos, que citei e indiquei sítios na internete em postagem aqui no nosso Blog - Mais amigos na Internete. Claro que o autor do livro, Ubiratan Lustosa tentando dar atenção e autografar livros ao mesmo tempo, se saiu muito bem. Valeu amigos. Inté                                                                                                                                                                                                                                                              
 domingo, 6 de setembro de 2009
Terezinhaaaaa..
Ontem lembrei sobre coluna que escrevia no Jornal "Correio de Notícias", a mais de 20 anos. Certa vez escrevi sobre pessoas que ligavam o rádio a procura de prêmios, e participavam de vários programas. Lembro que me referi aos mesmos assim: " tenho para mim que existem ouvintes profissionais...patati...patata.". E não é que ontem, um repórter de TV entrevistou um casal, que faz exatamente a mesma coisa, e ganham prêmios e mais prêmios. Então deduzo, continua tudo igual. O "Velho Guerreiro", homenagem dada ao Chacrinha por Gilberto Gil na canção "Aquele Abraço", tinha razão: Na televisão nada se cria, tudo se copia                                                                                                                                            
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Duas grandes perdas no Rádio paranaense
"Lembro que dizia em meus programas de Rádio, que toda a pessoa devia fazer de quando em vez, uma visita num cemitério, e desse uma boa olhada nas lápides dos túmulos e mausoléus, para nunca esquecer o quanto somos pequenos neste mundo, não importando nossa condição social, financeira ou intelectual."


Na quinta feira (3/9) faleceu o veterano radialista ligado a área esportiva, Boris Musialowski (foto a esquerda - fonte www.ulustosa.com), o qual foi sepultado no Cemitério Municipal na sexta feita. Na mesma sexta, faleceu outra grande expressão de nosso Rádio, o Paulo Alberti  (foto a direita - fonte www.ulustosa.com) que foi sepultado neste sábado (5/9), no mesmo Campo Santo. Boris foi também por muito tempo funcionário do Tribunal de Contas do Paraná, e pertencia ao grupo de 10 radialistas escolhidos para representar a Época de Ouro do nosso Rádio (veja matéria e fotos no nosso Blog - O natal foi ontem) . Paulo Alberti tinha como função básica a técnica de som, e chegou a ser diretor artístico da Rádio Clube Paranaense quando esta funcionava na rua Dr.,Murici. Veja em nosso Blog, uma passagem interessante do Paulo Alberti, que escrevi no jornal "Correio de Notícias" (matériaConversa ao Pé do Rádio - Rádio Estadual fora do ar mais de um ano). Paulo ainda passou a ser integrante da equipe da Rádio Banda B, onde exerceu funções importantes sob o comando de Luiz Carlos Martins, deputado estadual. Duas grandes perdas. Boris ja andava doente algum tempo, com problemas renais graves. O Paulo sofreu 03 acidentes vascular cerebral. Na nossa profissão, veiculamos notícias que não gostaríamos de anunciar, esta que postamos é uma delas. Mas a morte é a única certeza em toda nossa vida. Lembro que dizia em meus programas de Rádio, que toda a pessoa devia fazer de quando em vez, uma visita num cemitério, e desse uma boa olhada nas lápides dos túmulos e mausoléus, para nunca esquecer o quanto somos pequenos neste mundo, não importando nossa condição social, financeira ou intelectual. É ali, sob o terreno, que somos realmente nivelados. Ali ninguém diz: "Você sabe com quem está falando"?  Sim, porque depois do último suspiro, chega a hora da verdade. Está na Bíblia: "Tu és pó e ao pó voltarás". Meus amigos Boris e Paulo, que ambos descansem em paz, sob uma lápide, com algum tipo de escrita, não importa o que expresse, importa o que vocês foram importantes, e serão sempre lembrados no Rádio paranaense. 

 terça-feira, 8 de setembro de 2009

A casa da vovó - Crônica de Ubiratan Lustosa


A partir de hoje, e pelos próximos 14 dias, estaremos publicando cada faixa do CD "Crônicas e Reflexões". Esperam que gostem, e aguardamos as críticas e sugestões. Valeu!!!

Faixa 01.A casa da vovó - Crônica - Ubiratan Lustosa

Narração de Paulo Branco 
Gravação e Sonoplastia: Wasyl Stuparyk (Basílio Junior)

terça-feira, 15 de setembro de 2009
Privilegiados de 1931
"Assisti a chegada dos primeiros rádios, telefones, TV, fotografia.
Vi também, a chegada do gravador, do tele tipo, do telex, do fax, do celular, 
do disco 78 rotações feito de cera (caiu-quebrou), 
do "Long Play", do CD, do DVD, do MP3 (parece que já tem o MP7), 
da máquina de fotografia Digital, fotografa, filma e grava na mesma hora.
O arado ser substituído por grandes colheitadeiras.
As retroescavadeiras substituindo centenas de trabalhadores,
que abriam valas nas ruas, para os primeiros encanamentos de água e esgoto. 
Vi também a chegada dos aviões "Teco-Teco", até os Supersônicos.
E as verdadeiras fortalezas voadoras, com capacidade para transportar centenas de pessoas.
Acompanhei a viagem do homem à Lua."

Bem amigos, o trecho acima é apenas uma parte de uma crônica, onde discorri um pouco sobre fatos que vi, vivenciei e acompanhei, nos meus 78 anos. É um mundo maravilhoso, que vi de forma diferente, olhar crítico e jornalístico, pois deveria repassar às mentes e ouvidos de tantos. Sim, fui um privilegiado, desde  16 de setembro de 1931.   

Clique abaixo e ouça a crônica na íntegra, na voz do PB


Narração de Paulo Branco 
Gravação e Sonoplastia: Wasyl Stuparyk (Basílio Junior)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Videotape da Vida, uma reflexão

Esta é uma crônica que fiz, num momento de reflexão, e com alguns "pitacos" do meu amigo Wasyl, o Basílio(foto ao lado). Depois, foi só ir no estúdio do Wasyl, e com sua grande habilidade e criatividade, gravamos a crônica. Nasci a 78 anos, em 16 de setembro de 1931, em Passo Fundo (RS), portanto, com muita bagagem nesta bela vida. São apenas 78 velinhas para apagar. Conseguirei apagar muitas mais. Vejam um trecho da crônica e ouçam na íntegra, logo abaixo.

"... Depois, só, naquela esquina, fiquei eu a matutar.

Cada um tem uma maneira de encarar as coisas.

Uns, se acham injustiçados e sentem-se frustrados quando penduram as chuteiras;

Outros, relembram as ações do passado com saudosismo;

E, eu?

Me aposentei do serviço público que, como radialista, desenvolvi durante muitos anos, mas não me aposentei como radialista.

E nunca me aposentarei.

Fui, sou e sempre serei radialista!

Quando não tenho o que fazer, procuro, invento, sempre a busca da nova notícia.

Os tempos são outros, a linguagem vai se transformando e as notícias correm
com maior celeridade. Mas o espírito irrequieto do repórter e apresentador de rádio continua presente."

Clique abaixo e ouça na íntegra, a Crônica "Vídeotape da Vida"



fonte para download: Divshare 

quarta-feira, 30 de setembro de 2009
O Wasyl e o Eulampio, grandes lembranças

"Ele como Diretor de TV e eu, como Sonoplasta. E sonhávamos. No verso das folhas da programação, ficávamos desenhando como seria a casa que precisávamos." 
Este é o grande Eulampio Viana. Um dos maiores sonoplastas e depois, diretor de TV que conheci.Sacana, que ele só, no bom sentido. Quando eu trabalhei no Teatro Guaira, ele montou a sonoplastia da peça "A Morte do Caixeiro Viajante". Mas tinha que executar, diariamente. Aí o danado me contratou e pagou direitinho. Depois, no Canal 6, TV Paraná, fazíamos o mesmo horário. Ele como Diretor de TV e eu, como Sonoplasta. E sonhávamos. No verso das folhas da programação, ficávamos desenhando como seria a casa que precisávamos. Ele pagando aluguel e eu vivia, embora casado, na casa da minha mãe. Hoje, cada qual tem a sua casinha, mas as lembranças trazem saudades dos tempos de televisão. Grande companheiro, grande caráter e profissional de primeira qualidade. Como o Eulampio, só trabalhei com outro grande, o Salatiel Coelho na extinta TV Tupi em São Paulo. Parabéns, Eulampio. Mas a foto é de quando tinha lá seus 18, né companheiro?

Um abraço,
Wasyl (Basílio Junior)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009
O Abel e os cobras da Guairacá
Pela segunda vez este ano estive em Salvador (Bahia), e lá, além de visitar meu filho Roberto Riomar e família, encontrei o meu amigo e radialista Abel Trevisan. O Abel é curitibano e trabalhou em várias emissoras aqui, dentre elas a Rádio Ouro Verde e a Rádio Guairacá, na década de 1960. Imaginem, foi uma festa o reencontro depois de mais de 40 anos. Abordarei esse assunto em outras postagens, e as várias formas de se comunicar em português, ou melhor, em "brasileiro", com causos muito curiosos que aprendi na viagem.

Dedico hoje para mostrar algo raro. Não é que o Abel tinha guardado um anúncio de jornal, sobre a equipe contratada pela Rádio Guairacá, os chamados "Cobras", que saiu no "Estado do Paraná" em 07 de maio de 1968. Essa é uma raridade. Veja a equipe e tente identificar sem olhar o nome abaixo. Quantos radialistas você irá acertar? Eu consegui mais da metade. Que tal o teste?. Depois me escreva dizendo os acertos. Vamos lá, vale a lembrança e a diversão.

Segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Seu Miguel, 1924 - 2009

Infelizmente temos que noticiar a passagem de mais um amigo, que vizinho nosso, muitas vezes enterneceu-me com suas histórias e exemplos de vida. Don Godofredo, como era conhecido o Miguel Ledaniwiski,  deixará tristeza em nossos corações. Como última homenagem, estamos re-editando uma postagem e entrevista com "Seu Miguel". Vale a pena conferir e conhecer um pouco dele, numa das belas conversas que tive o prazer de ter com meu velho amigo. Que Deus o receba com muito amor e carinho. 

Segue a matéria e entrevista ( Seu Miguel, desde 1924) , postada em 26 de agosto de 2008 no nosso Blog:

Nesta entrevista, um pouco da História de Curitiba, contada por quem viveu nos tempos de dantes "dos de 1931". É o Miguel Ledaniwiski Filho, ou Seu Miguel,de descendência austríaca, que desde 1924 vive a nossa Curitiba. Ele nos conta, comentários surgidos com o alargamento da Avenida João Gualberto (e posteriormente também na Av. Paraná),
importante via de ligação até hoje.


 Conta como foi a plantação do primeiro Pinheiro na Praça Tiradentes, a construção do Edifício Moreira Garcêz. A passagem do dirigível Zepelin sobre o Bairro Águas Verdes.

 
Conta também, como eram os cortejos fúnebres da época, e como funcionavam a classe social.Eu lembro que para os mais abastados, era elegante, carruagem tirada por quatro cavalos, comboleeiro de libré clara, e dentro dela, o ataúde.Lembro, que as visitas de condolências eram realizadas com as formalidades da moda. As pessoas que não as faziam vestidas de luto, eram consideradas desrespeitosas. Trajes inteiramente pretos representavam uma condição "sine qua non" para os visitantes de ambos os sexos, e, a não ser para os vizinhos mais próximos, a etiqueta exigia uma carruagem, cocheiro com fraque e um criado de libré. Porém, todos tinham o mesmo destino.

Seu Miguel lembra-nos ainda, sobre o Bonde simples e aberto, ou com reboque, que se chamava Bonde dos Operários e transportava os trabalhadores, pela metade do preço. Curioso era o Bonde da Carne, de cor vermelha, vindo lá do abatedouro do Guabirotuba.
Ao final, para minha surpresa, Seu Miguel encerra com um poema, de improviso e sem nome, mas belo na letra e na declamação:

"que tarde feliz
que tarde alegre 
o sol já se derrama 
se recolhe no poente 
a noite se prepara
para que seja vestido, 
das estrelas do céu
e nós meditamos profundamente
quando dizemos:que saudades do dia de amanhã,
que saudades do meu primeiro amor."

Mas, nada melhor do que escutar, na voz do Miguel, numa entrevista de apenas 9 minutos. Vale a pena conferir.

Fonte fotos dos Bondes, Zepelin, Av. Paraná: http://www.museudantu.org.br/EParana.htm

Marcadores: Av. Paraná, Blog Paulo Branco - Radialista, Bonde da Carne, Bonde dos Operários, Guabirotuba, Miguel Ledaniwiski Filho, Zepelin, Águas Verdes

quarta-feira, 7 de outubro de 2009
A Mudinha

Ainda do Abel. Trabalhando na Rádio Excelsior de Salvador, na Praça Castro Alves onde se concentra o Pelourinho e o Elevador Lacerda, verdadeiros cartões postais da Bahia, perguntou a uma colega como encontraria uma loja para comprar um determinado produto. Foi informado que ele acharia o que queria na "loja da Mudinha". Procurou, procurou, não achou, e voltou. Desta vez a informação foi mais precisa, ficaria no térreo do edifício onde funcionava a Rádio, sendo que havia várias lojinhas, uma delas seria a Mudinha. Desceu e encontrou a dita cuja, só que a loja era “A Modinha”. Tem mais, conto na próxima.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009


Esfolado no caminhão

A secretária doméstica de minha nora, lá de Salvador, certa vez chegou com a seguinte história: -"o fulano PongôDispongô e Pocô.???!!!!" Entendeu o que ela quis dizer? Ora, é fácil, ela disse: - "o fulano subiu no caminhão (Pongô), caiu do caminhão (Dispongô) e ficou muito esfolado (Pocô)."

Logo vou lembrando mais curiosidades desta e doutras viagens, mais historinhas agradáveis e que mostram a diversidade cultural de nosso povo. O nosso grande poeta Manuel Bandeira já disse:


A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada…


Lá vou eu, deixa a vida me levá...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


O tempo passa, o tempo voa

Dia desses, passei em frente ao Pronto Socorro Municipal, no Bairro Cajurú em Curitiba, e me veio uma lembrança da noite que a Rádio Independência deu início às suas transmissões. A Rádio transmitia 24 horas por dia e coube a mim, fazer a cobertura dos acontecimentos no PS, madrugada adentro. Lembro, até pela sua imponência, que em frente ao hospital havia a maior loja de móveis da cidade, a Móveis Cimo. Conheci a fábrica da loja, que foi criada em 1912 pelos irmãos Zipperer, imigrantes Austríacos, em Rio Negrinho-SC (foto à esquerda), sendo que a fabrica Cimo foi referência na produçãode móveis seriados no Brasil. Em seu lugar hoje, em frente ao PS do Cajurú, tem uma grande farmácia e mais oito lojas. A Móveis Cimo saiu do mercado, sumiu. Como já se foram outras grandes varejistas, as lojas Prododócimo e Hermes Macedo. Eram grandes anunciantes do nosso meio radiofônico, como lembra o Renato Mazanek em sua coluna no site Caros Ouvintes - O nascimento da televisão no Paraná - 29/06/2009 -: "Nos primeiros tempos da televisão, apenas a McCann Erickson estava presente em Curitiba e somente as grandes lojas de departamento, como Prosdócimo, Hermes Macedo e Móveis Cimo, contavam com uma estrutura própria de propaganda e podiam oferecer materiais com melhor produção.Nos anúncios do rádio eram utilizados apenas textos ou jingles (comerciais gravados em disco). Por isso, o atendimento comercial aos clientes de Curitiba, na televisão, apenas poderia ser feito, inicialmente, com suporte de locução de cabine, ou com o uso de spots (textos gravados em disco). Ou comerciais ao vivo." Puxei mais pela memória, e veio a lembrança do Bamerindus, um grande banco paranaense, e que também, sumiu. O Bamerindus  deixou pra trás, somente um jingle de propaganda que dizia: "O tempo passa..., o tempo voa..., e a poupança Bamerindus continua numa boa".  Lembram do jingle? Para recordar, basta clicar abaixo e ouvir. É meus amigos..., o tempo passa e o tempo voa. Portanto, aproveitem o máximo que puderem e sejam felizes. 





sábado, 14 de novembro de 2009
O velho radinho, ainda imbatível

Na postagem de 13/nov - No apagão, rádio e twitter fazem bela dobradinha, o nosso blog tratou do trabalho realizado, em uma quase parceria do Twitter e o Rádio, na badalada questão do apagão elétrico. Isto veio comprovar o que eu e muitos outros radialistas escolados, respondemos quando perguntados sobre o futuro do Rádio. Sempre respondemos que ele é, e será por muito tempo, imbativel em matéria de comunicação, graças a sua velocidade e simplicidade de levar a informação. Muito maior até do que o eficiente e simples Twitter, porque pelo rádio você recebe tudo pronto e interpretado, sem precisar acessar e ler o conteúdo do evento. Basta ligar e ouvir, vide caso do tal blecaute. Se o seu computador ou televisão não funcionou por falta de energia, o radinho a pilha estava lá para lhe tranquilizar e informar tudo. Tin tin por tin tin. Daí concluímos, nem a Internete vai superar o Rádio. É isso ai.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009


A palavras loucas, ouvidos moucos

Tenho postado várias gafes ou fatos pitorescos que aparecem no nosso 
cotidiano, tanto do Rádio como na TV. Não iria perder este fato que vou 
mostrar hoje, principalmente quando é da nossa querida Curitiba. É uma 
passagem que ocorreu com Ogier Bucchi, que conta com passagens por 
diversos programas em nosso meio radiofônico e jornalístico. Não sei a 
opinião de vocês, mas não é fácil pra nós, profissionais de comunicação, 
ter que engolir certos comentários de ouvintes, ou de leitores. Alguns 
comentários, nós "fazemos ouvidos moucos". Já passei por situações 
parecidas com a do Ogier, e não me calei. Já contei o caso em que 
repeti uma pergunta para determinado empresário, que havia dito que eu 
seria demitido se continuasse com a reportagem. Repeti a pergunta e 
quando cheguei na emissora, realmente o tal empresário cumpriu a ameaça. 
Eu estava demitido. Nossa vida é assim mesmo. Mas deixo pra vocês analisa
rem e ver se o Ogier estava certo.



segunda-feira, 30 de novembro de 2009


Atalaia, a Rádio do Coração de muita gente

"Obrigado amigos atalaianos, em nome de todos aqueles amigos que trabalharam na Rádio, que hoje tenho certeza é a RÁDIO DO CORAÇÃO de muita gente"
Já relatei aqui minha participação em grandes equipes formadas no Rádio de Curitiba, todas elas com integrantes da melhor qualidade, modéstia à parte. Éramos profissionais atuantes em todas as modalidades, do esporte ao jornalismo e entretenimento, dentre as quais sempre me refiro às Rádios Independência (1964), Guairacá (1968) e Cidade (1982). Atuei também em outros prefixos, como as Curitibana, Cultura, Emissora Paranaense e Atalaia. Sobre a Atalaia, lembro que tinha em sua equipe excelentes profissionais, cujos nomes não eram citados no ar, pois era uma programação especialmente musical. Consistia basicamente no sistema de uma música, do prefixo e da hora certa, e só um texto de propaganda. Assim, que na década de 1970, a Atalaia aparecia nas pesquisas do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Publica e Estatística) sempre em 1º lugar, na faixa dos 20 pontos acima da segunda colocada, um assombro, tanto que até hoje recebo comentários em nosso blog, relativos à imensa audiência. Um comentário recente é do Alexandre, contando a saudade e tristeza por não mais existir a AAATTTAAALLLAAAIIIAAA. É incrível, mas a Rádio Atalaia ainda mantém audiência nos corações de seus ouvintes, que hoje estão 30 anos mais velhos, mas não a esquecem e nos pedem áudio da época. Não é fácil, cabe-nos continuar pesquisando para encontrá-los, se é que existem. Obrigado amigos atalaianos, em nome de todos aqueles amigos que trabalharam na Rádio, que hoje tenho certeza é a RÁDIO DO CORAÇÃO de muita gente. Garanto que estejam aonde estiverem, aqueles radialistas estão felizes por terem participado de algo tão maravilhoso e inesquecível. Obrigado a você que nunca nos esqueceu. Abraços do PB

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Depoimentos: hoje é a vez do Paulo Branco

Instituto Cultural Cinevideo1 continua mostrando os depoimentos, daqueles que foram o alicerce do glorioso Rádio do Paraná. A mostra dos depoimentos dos radialistas do RÁDIO PARANAENSE continua neste mês de dezembro, e estão sendo divulgados em sites de radialistas e na mídia impressa em geral. Normalmente os homenageados trazem familiares, parentes, amigos do rádio, e organizam um breve coquetel (simples) no espaço reservado ao evento.

A programação completa está também no sitewww.cinevideo.com.br

Confira a agenda dos dias 03 e 04 de dezembro. 
horário: 19 horas. (Entrada franca)
Duração dos eventos: 60 minutos cada. UM POR DIA.
Local: CINEVIDEO1 - Rua Padre Anchieta, 458, Mercês - (Auditório Kastrup).
Dia 3 – quinta-feira - Paulo Branco
Dia 4 – sexta-feira - Pedro Washington

Na terça, 01 de dezembro, tivemos o início das apresentações do mês, com depoimento do Bira, o Ubiratan Lustosa. Lá, encontrei alguns amigos do rádio, entre os quais Jurandir Ambonatti, Eulâmpio Viana, Algaci Túlio entre outros. Também, os amigos Luiz Renato Ribas e Renato Mazanek, que têm nos proporcionado estes belos e memoráveis encontros. Já na quarta, 02 de dezembro, foi a vez do Vicente Mickos, outra glória do nosso rádio. Infelizmente não puder estar presente, devido compromisso inadiável. Mas mando meu abraço pro Vicente e vou requisitar fotos do evento, para publicar no blog e colocar na nossa galeria dos radialistas. Veja alguns momentos do evento do dia 01 de dezembro:

sábado, 5 de dezembro de 2009


No tempo do rádio

Renato Mazânek, que já nos contara a história da TV do Paraná, que ele ajudou a fazer ("Ao Vivo e sem Cores", Edição Digital, 2004), acaba de colocar o ponto final na história do rádio paranaense, da qual foi igualmente personagem importante. "Ondas Curta e Média sem Delongas", escrito com carinho e impressionante riqueza de informações pelo nosso Renatinho, deverá estar à disposição da distinta freguesia o mais tardar no início do próximo ano.
O autor ofereceu-me a honra de ler os originais. Fiquei emocionado. Não apenas pela oportunidade de reviver uma saudosa época, de glórias e realizações, mas pela generosidade de Renato ao incluir-me entre os personagens do precioso relato. Fui radialista, com muito orgulho e satisfação, por quase vinte anos. "Locutei" em alguns dos mais importantes prefixos da cidade nas décadas de 50/70, quase todos hoje fora do ar, como os das rádios Santa Felicidade, Guairacá, Colombo, Ouro Verde, Cruzeiro do Sul e Independência. Muita gente já se aventurou a escrever a história do rádio desta terra, mas nunca fui sequer citado. Agora, vem o velho Mazânek de tanta luta e criatividade e me inclui, já de início, entre as "vozes-padrão" do sem-fio nacional, junto de notáveis do quilate de Alcides Vasconcellos, Elon Garcia, Ivan Curi, Nicolau Nader, Camilo Jorge, Souza Miranda, Antunes Severo, Orlando José, Pedro Washington, Sérgio Luiz, Sérgio Fraga, Irene Morais, Tônia Maria, Nilda Ferreira, Heron Domingues, Luiz Jatobá e Ramos Calhelha!... Coisa de amigo, com certeza.

Mas Renato Mazânek não se limita a homenagear-me, por suposto. Realizou um trabalho de fôlego, provavelmente o mais completo já feito por estas bandas. Pretendeu registrar a sua participação pessoal na heroica jornada, mas acabou reportando o auge do rádio no Paraná. E não apenas no Paraná, mas no Brasil e no mundo, desde os primeiros sinais de comunicação, representados por movimentos de fumaça e formas sonoras.

Fez mais: reafirmou, com fatos, que o rádio, até hoje o mais importante e eficiente veículo de informação e entretenimento, foi na verdade inventado por um brasileiro, o padre gaúcho Roberto Landell de Moura, embora a glória tenha ficado com o italiano Gugliermo Marconi.

Em ondas curtas, médias e longas, Mazânek fala do telégrafo, dos primeiros radioamadores e do rádio-galena, e lembra nomes quase esquecidos, como Lívio Gomes Moreira, Jacinto Cunha, Aluízio Finzetto, José Wanderley Dias, Artur de Souza, Moacyr Amaral, Souza Moreno, Jair Brito, Romualdo Ouzaluk, Euclydes Cardoso, Paulo César, Abel Scuissiato, Humberto Lavalle, Belarmino e Gabriela, Lourival Portela Natel, Ronald Stresser, Alcindo Palhares, Hamilton Corrêa, Herrera Filho, Sech Júnior, Eugênio Felix, Hélcio José, Rolf Mário, Claudete Barone, Maurício Fruet, Moraes Fernandes, Archimedes Macedo, Machado Neto, Aloar Ribeiro, Rinoldo Cunha, Rocha Braga, Medeiros Filho, Osny Silveira, Clemente Comandulli, Martins Rebelato, Azor Silva, Cláudio Todisco e tantos outros.

E as deliciosas histórias reunidas por Renatinho? Não devo estragar o prazer da futura leitura, mas não resisto contar uma delas: o prof. Lourival Portela Natel apresentava diariamente, pela Rádio Guairacá, pontualmente às 18h00, "A Hora do Ângelus". Era um homem muito respeitado. Naquele dia, estava na mesa de som um novo operador (cujo nome Mazânek não revela, mas eu sim: era Afonso Rizemberg). Ele fora alertado para que tomasse cuidado com o prof. Natel e obedecesse as orientações dele. Na hora do programa, colocado o prefixo e aberto o microfone, começou a oração. Sentindo o fundo musical alto demais, Natel fez um sinal com a mão para Afonso abaixá-lo. Nada. 

O fundo continuou alto e assim foi até o final da Ave Maria. Intrigado, o apresentador levantou-se e deu de cara com o operador ajoelhado na cabine de som. Ele entendera que o sinal feito por Portela Natel era para que ele se ajoelhasse e rezasse junto...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009


Lembranças da Guairacá

fonte: Parana-Online - 27/09/2004 às 22:46:17 - Atualizado em 17/11/2008 às 12:22:07
A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais

Uma vez por mês, preferencialmente na última quinta-feira, um grupo de senhores de certa idade reúne-se em torno de uma mesa de restaurante em Curitiba. São professores, advogados, publicitários, médicos, empresários e ex-funcionários públicos que têm algo em comum: fizeram parte do elenco da Rádio Guairacá de Curitiba e ajudaram a escrever a história do rádio paranaense, nos áureos tempos das ondas médias, quando o rádio tinha corpo, alma e conteúdo; era feito ao vivo; locutor sabia falar e tinha voz de locutor; operador de som era um técnico e não se limitava a manusear botões; e o rádio era o grande veículo de comunicação e distração nacional. São os remanescentes da gloriosa ZYM-5, "A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais". Dos "sobreviventes", costumam responder presente (pela ordem de importância): Elon Garcia, Sérgio Luiz (Picheto), Euclides Cardoso, Renato Mazânek, Ito Fabrício de Mello, Álvaro D'Tullio, Otto Weismeyer, Josué Pinheiro, Alceu Gineste, Luís Renato Ribas, Manoel Afonso, Luís Ernesto, Gilberto Fontoura e o ex-locutor que vos fala.
O encontro normalmente começa com um preito de saudade àqueles que já se foram, como Aluízio Finzetto, Ivan Curi, Wanderley Dias, Acari Juruá, Benevides Prado, Humberto Lavalle, Edumar Pires, Júlio Xavier Viana, Maria Helena, Lourival Portela Natel, Abílio Ribeiro, Colombino Grassano, Alcindo Palhares, Aníbal Coderini, Afonso Riesemberg, Colmar Rocha Braga, Gedeon de Souza, Janguito do Rosário, Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, Martins Rebelatto, Remy Dullius, Enoli Brígida, Romualdo Ousaluk, Orlando Alberti, Werner Riecks, Medeiros Filho, Bráulio Prado, Paulo César (Etevaldo Cunha Santiago), Gilberto Cadamuro, Israel Correia, Manoel Muzillo, Caiuby Muniz, Enéas Faria, entre outros. Depois, lamenta-se a ausência dos que não puderam vir (ou não foram localizados), como Jair Brito, Ália Haddad, Ayrton Marino, Archimedes Macedo, João Féder, Túlio Vargas, Norberto Castilho, Mansur Teófilo, Zé Pequeno, Cândido Gomes Chagas, Mauro Edson, Dilson Sallas, Itané Leão, Aloar Ribeiro, Evanira dos Santos, Kit Abdala, Boleslau Sliviany, Yara Dinah, Adelson Alves, Darcy Costa, Gerson Paes, Hugo Luciano, Luiz Carlos Rosa, João Isidoro, Maria Aparecida, Denísio Belotti, Osmar Hagmeyer, Pier Nota, Pedro Boralli, Carneiro Neto, Rafael Iatauro...
A pauta da conversa é variada, com destaque para os grandes feitos da "Taba M-5" e as mancadas históricas diante do microfone. Outra obrigação à mesa é falar mal de antigos colegas, presentes ou ausentes (preferencialmente dos ausentes, porque, segundo Ariano Suassuna, falar mal de alguém na frente dele é sempre constrangedor, para as duas partes).

Prólogo
Na última reunião do grupo, o assunto inicial foi o recém- lançado livro Sintonia Fina -Histórias do Rádio, de Jamur Júnior, no qual o autor, com o propósito de contar a história do rádio paranaense, marca mais a própria presença no dito, como, aliás, já fizera com o anterior, sobre a TV.
- O Jamur tem ressentimento da Guairacá, diagnosticou um dos presentes. Ele quis trabalhar lá, nos anos de ouro, mas não conseguiu. O Curi até pensou na hipótese, mas isso só ocorreu quando a emissora já amargava fase de decadência, um pouco antes de virar Iguaçu.
Aí o diálogo pegou fogo:
- Não é bem isso. Na verdade, o Jamur foi uma figura importante na história da televisão, mas no rádio dos anos dourados teve uma presença apenas periférica.
- Ele teve algum destaque na Rádio Cultura, de Abílio Holzmann, que também ficava na Rua Barão do Rio Branco. Diz que atuou na Colombo e na Ouro Verde, mas não há lembrança disso. Na Independência, também foi só muito tempo depois.
- Sobre a Guairacá, creio, ele andou perguntando apenas ao Féder e ao Gilberto Fontoura. (Nota do redator: Gilberto não se achava presente naquela noite.) E o Gilberto era então apenas uma criança, que atuava no "Clube Mirim", do Finzetto, e depois passou a ajudar o pessoal do esporte.
- É, mas o Jamur gosta dele. Nós também gostamos, mas ele não é a única fonte disponível.
- O valor do livro do Jamur é inegável, como também é inegável que muita gente importante na trajetória do rádio no Paraná foi esquecida, não se sabe se propositadamente ou não.
- Realmente, deixar de citar pessoas como Nilda Ferreira, Dulce Soares, Camilo Jorge Grabski, Zé Pequeno, Remy Dullius, J.J. Puppia, Eolo de Oliveira, Gedeon de Souza, Hugo Luciano, Ivo Garcia, Edmond Fatuch, Ália Hadad, Antônio Carlos Rocha, Adelson Alves, Antero da Silveira, Edson Luiz Militão, Mauro Edson, Moacyr Pereira, Luiz Renato Ribas, Luiz Augusto Xavier, Milton Müller, Mano Bastos, Olegário Mariano, Kolbert Elias, Pedro Sartorelli, Roberto Souza, Luiz Menzel, Alceu Gineste, Renê Barwinski, Luiz Rodrigues, Álvaro D'Tullio, Rogério Camargo, Victo Johnson, Victor Miroslau, Reinaldo Camargo, Sil Viany, Camargo Amorim, Sansores França, Adilson Machado, Ismael Lago, Paulo Branco, Hélios Chasko, Francisco Rocamora, Harley Santos, Jair Souza Dias, Alceu Schuab e tantos outros, é não conhecer a história do rádio do Paraná.
- Pior do que isso, nomes de importância indiscutível, com os quais ele conviveu na televisão, como Romualdo Ousaluk, Flávio Menghini, Mário Bittencourt, Fritz Bassfeld, Tônio Luna, Carlos Marassi...
- E o Renatinho Mazânek, aqui presente, que conhece como poucos a história do rádio paranaense, participou dela diretamente e foi quem levou o Jamur para a televisão, nos primeiros tempos do Canal 12?!
- Mais destaque e importância deveriam ter merecido, também, José Wanderley Dias, Aluízio Finzetto, Irene Moraes, Sérgio Luiz, Euclides Cardoso, Tônia Maria, Souza Moreno, Mário Vendramel, Azor Silva, Ivo Ferro, Belarmino e Gabriela, Hamilton Corrêa, Antenor Santos...
Aí sobrou para mim:
- E você, Célio, que, além de haver atuado como locutor e apresentador nas rádios Santa Felicidade, Guairacá, Colombo, Ouro Verde, Cruzeiro do Sul e Independência, assinou importantes colunas sobre rádio nos jornais A Tarde, O Dia e Última Hora?...
Fui obrigado a responder:
- É, mas como colunistas também deixaram de ser citados e consultados Luiz Renato Ribas, do Diário do Paraná; Marcus Aurélio de Castro, do Correio do Paraná, e Zeno Otto, da Tribuna do Paraná.
O Jamur certamente não precisou da nossa ajuda. Depois, Célio Guimarães hoje têm três: o original, aqui presente, e dois como pseudônimos, um na Rádio Globo, de São Paulo, e outro na Difusora FM, da Lapa.
Passado o momento inicial de lamento e indignação, retornou-se a rotina e voltou-se a tratar do que é mais caro para os comensais: o culto à memória da velha "Voz Nativa da Terra dos Pinheirais".
"
Esta terra tem dono!"
A Rádio Sociedade Guairacá Ltda., ZYM-5 - a terceira emissora de Curitiba (depois da Clube Paranaense, de 1924; e da Marumby, de 1946, embora esta tivesse os estúdios e transmissores em Campo Largo) e a quarta do Paraná (em 1940, fora inaugurada a Clube Pontagrossense) - iniciou suas atividades em 19 de outubro de 1947. A concessão fora outorgada um ano antes, em 24 de dezembro de 1946, a um grupo de empresários e políticos, liderado pelo então governador do Estado, Moyses Lupion (os demais eram João Brasílio Ribas, Murilo Lupion de Quadros, Aluízio Finzetto, Honorato Lupion Pereira e, posteriormente, Pedro Máximo Lupion).
Com transmissores no bairro do Guabirutuba e torre no Corte Branco (hoje, Atuba), os estúdios e a administração da emissora já ocupavam todo o andar superior do amplo sobrado da Rua Barão do Rio Branco n.º 167, esquina com a José Loureiro, sobre as Lojas Hermes Macedo. No topo da escadaria de acesso, no salão da recepção, tinha destaque a imagem-símbolo da "Voz Nativa da Terra dos Pinheirais": o cacique Guairacá, com o seu bastão, que se tornara célebre no episódio em que expulsou os invasores do território paranaense com uma sonora pancada no chão e a histórica frase "Esta terra tem dono!".

Escola de rádio
– Desde o início, a Guairacá foi uma escola! - recorda o jornalista Cândido Gomes Chagas, que iniciou ali a sua carreira, então como repórter esportivo, completando: "Mas além de radialistas, ali se formaram grandes amizades. A equipe era composta de jovens, estudantes em sua maioria, que faziam rádio por amor, sem grande preocupação com o profissionalismo".
O fato é que, com seus 10kW de potência (uma fábula para a época), a nova emissora já nasceu grande. Com uma programação eclética e "cast" próprio - que incluía locutores, apresentadores, noticiaristas, técnicos de som, produtores, equipe de esportes, atores e atrizes, cantores, humoristas e até uma orquestra completa, regida pelo maestro Bento Mossurunga -, "A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais" mandava ao ar, pelos 560kc, música, notícia e diversão, em programas de estúdio (eram três) e de auditório, novelas, reportagens e jornadas esportivas. Uma de suas principais estrelas era a dupla caipira Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, que fazia a festa aos domingos em "A Feira da Alegria":
"O boa noite das Casas Lorusso / O nosso boa noite
também / Muitas felicidades / E que o anjos digam amém".
Outra figura marcante, na época, foi José Wanderley Dias, então um jovem estudante de direito. Ele escrevia programas, criava vocabulário e colecionava sucessos. Um deles foi a série "Os Troncos dos Pinheirais", em 1953, em comemoração ao centenário do Paraná, com a radiofonização semanal da vida de algumas das mais representativas figuras do Estado.
"Cem anos de imortais, perenes glórias,
Guardados na mais linda das histórias,
Cem anos como iguais, ouvi, não há:
Centenário e glorioso Paraná!".
A narração era de Aluízio Finzetto, com a participação do "Cast Correia Jr": Edumar Pires, Ivan Curi, Acari Juruá, Júlio Xavier Viana, Maria Helena, Esli Iara, Benevides Prado, Rocha Braga, Enoli Brígida, Celso Veras, Diva Muniz e Afonso Riesemberg.

Do alto da Magirus
A liderança nas transmissões esportivas era indiscutível. Nem que, para isso, fossem necessárias algumas façanhas. Uma delas, também lembrada por Cândido Gomes Chagas, ocorreu em fevereiro de 1948 e virou notícia nacional: "A diretoria do C.A. Ferroviário (hoje, Paraná Clube), descontente com comentários de Rocha Braga, proibiu a entrada do locutor no Estádio Durival de Brito. Mas a emissora decidiu que sem o Braga não tinha transmissão. Encontrou-se a solução junto ao Corpo de Bombeiros: uma escada "Magirus" foi levantada na área externa do estádio e, do topo da mesma, a dupla Rocha Braga-João Féder cumpriu a sua tarefa. Tudo saiu perfeito e o ibope, como sempre, estourou".
O próprio Candinho, como repórter, fez o vai-e-vem do campo e dos vestiários à improvisada cabine. Na semana seguinte, os cartolas cancelaram a punição. Na equipe esportiva, além de Rocha Braga, Féder e Candinho, atuavam Colombino Grassano, Mbá de Ferrante, Flávio Ribeiro, Wanderley Dias, Fernando e Álvaro Zgôda, Carlos Langer Neto e João Ribeiro.

Atrações M-5
Além dos programas já citados, do radioteatro e das jornadas esportivas, fizeram história no microfone de ZYM-5, entre tantos: "Clube Mirim" e "Clube Juvenil M-5", com Aluízio Finzetto; "Caixa de Surpresas", com Júlio Xavier Viana; "Hora da Ave Maria", com Lourival Portella Natel; "Turbilhão de Atrações", com Paulo César; "Grande Jornal Falado Guairacá", com Ivan Curi e Elon Garcia; "O Mundo em que Vivemos", de Romualdo Ousaluk; "Terra de Homens", de Norberto Castilho; e "Aí Vem o Sucesso!", de Euclides Cardoso, com Sérgio Luiz, depois Hugo Luciano e, finalmente, o locutor que voz escreve.

Declínio, silêncio e saudade
No final da década de 60, com o a ditadura militar e a perseguição aos políticos, entre os quais o ex-governador Lupion, a Guairacá entrou em declínio: começou a perder anunciantes e elenco, e acabou sendo transferida para Samuel Silveira, da Rádio Cruzeiro do Sul. Em 1968, foi negociada com o Grupo Paulo Pimentel, passando a denominar-se, a partir de 1972, Rádio Iguaçu, com uma programação musical e de utilidade pública.
Em 1977, como parte do boicote político sofrido pelo ex-governador Pimentel, a emissora teve a sua concessão cassada pelo governo federal. E deixou o ar, definitivamente, às 10h55h30s do dia 27 de maio de 1977. A mensagem de despedida, escrita por Euclides Cardoso, foi lida pelo locutor Nestor Batista, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
Nos instantes finais, ouviu-se a Valsa do Adeus e Adeus, Amor, a hora certa e a voz de Nestor Batista: Som para ficar na lembrança...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Grandes radialistas e suas grandes gafes, por Donato Ramos

DO LIVRO “GRANDES RADIALISTAS E SUAS GRANDES GAFES”
DONATO RAMOS – FLORIANÓPOLIS SC
ESTE LIVRO
Não é uma crítica.

É um incentivo para aqueles que começam agora.
Verifica-se, aqui: até os radialistas consagrados pelos ouvintes, erraram e continuam errando. 

Com o tempo, você erra menos, é verdade, mas sempre estará colaborando comigo pra que a série do Folclore da Imprensa não pare de ser editada!
Por isso, serei eternamente grato por vocês continuarem existindo, continuarem insistindo! 

Donato Ramos

HOJE,
É uma simples notícia.
AMANHÃ,
Será História.
É o destaque do trabalho do Rádio na dinâmica do mundo!
O RÁDIO,
Desde o seu surgimento,
É a testemunha viva e atuante em todas as condições!
AH! O RÁDIO-TEATRO…!
O Diretor do Departamento (11 novelas diário, ao vivo, sem cores, sem gravações, gravador somente um Geloso com minifitas e que mais parecia brinquedinho de criança), era o hoje famoso na Rede Globo, ARY FONTOURA, estrela eterna do Rádio e Televisão do Brasil. 

E eu ali, com os meus 19 anos, com pequena experiência em Paraguaçu Paulista, Paranavaí e Astorga, convivendo com a maior equipe de Rádio-Teatro jamais vista no Rádio, competindo com a grande PRB-2, Rádio Clube Paranaense. 

Na Colombo brilhavam: José Wanderley Dias, Israel Carlos Correa, Ludovico Mikosz, Claudete Baroni, Claudia Mara, Ayrton Goulart, Hamilton Correa, Carlos Nogueira, Alcides Vasconcelos, Fritz Bassfeld, Wernier Araújo, José Vicente Gonçalves, Vinicius Coelho, Leal de Souza, Renato Mazaneck, Morais Fernandes, Pedro Washington de Almeida, Abel Scuissiato, Jair Brito, Maria Olívia, Zazá Maia, Jane Martins, Maurício Távora, Mauro Rafael, Irene Morais, Terezinha Mazarotto, Colbert Luiz Elias, Antônio “Edmundo” Soares, Antônio Fernando Zageski, Dulce Soares, Ivo Sant’Ana, Foguinho, Ariel, Sinval Martins, Didier Deslandes, Nilda Ferreira, Hélio Antônio, Agni Guimarães, João Mário, Lillian Simone, Vera Kelly, José Maria, Milton Teixeira, Roberto Menguini, Paulo Santos, Élcio José, César Navarro, Alexandre Lobo e mais uns quarenta do Departamento de Rádio Teatro e tantos, tantos outros meu Deus! Que tanta saudade plantaram na gente, que nos ensinaram, incentivaram e desapareceram das nossas vidas quando nós já havíamos aprendido até a agradecer o bem que nos fizeram. 

Parece que foi ontem, porque a experiência conseguida não é nada comparada à incerteza da próxima atração que bem poderá ser dentro de trinta segundos.
Foram eles, HOMENS-FARÓIS dentro do nosso aprendizado. Foram eles que, continuadamente, ultrapassando a própria experiência, anteciparam os resultados e abriram novos horizontes àqueles que vieram depois.
LEMBRANÇAS…
… das novelas feitas ao vivo e das gafes normais, costumeiras as quais, em muitas ocasiões passavam desapercebidas dos ouvintes, porque ninguém dizia “perdão, ouvintes…”. Se o fizessem, aí sim, é que chamariam a atenção para o erro. Iam em frente e pouca gente percebia. A não ser “as mais cabeludas”.

No seu livro, o Donato cita uma série de gafes, muito engraçadas, e de gente muito conhecida e competente. Nós estamos neste mês de dezembro de 2009, presenciando a mostra no Cinevideo1 "Depoimentos Radialistas Paranaenses". Então, revendo amigos e amigas radialistas, lembramos nossas gafes, lembramos de saudosos radialistas com quem trabalhamos, e assim por diante. Então, vou postando um pouco de gafes, também neste espaço. Valeu!!! 

Paulo Branco 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Elon Garcia, Paulo Branco, o taxi e a divulgação


Esse causo, comigo e com o Elon, já contei no meu blog. O Bira, aproveitou e incluiu no seu programa "Revivendo" que foi apresentado num domingo, 04 de maio de 2008 . O Bira me escreveu: -"Contei aquele causo (que achei sensacional) do seu blog, em que você divulgou o seu nome no táxi dirigido pelo Elon. Abaixo está a maneira como aproveitei o seu blog, cujo endereço divulguei.

Um grande abraço. Ubiratan."
TÉCNICA – BG para CAUSOS.
UBIRATAN – E chegou a hora do nosso papo livre para eu contar causos pra vocês.

Meu amigo, o veterano locutor Paulo Branco, lançou o seu blog e está contando aos poucos o que vai lembrando da sua longa carreira. Está muito atrativo o blog e eu tirei dali o causo que conto em seguida.

O Paulo Branco atuava na Rádio Guairacá e durante algum tempo fez reportagens para aquela emissora. Falava sobre trânsito, política, fazia pesquisas eleitorais, e por aí afora. Conta o Paulo que certa noite, de folga, foi até a Rádio e encontrou o Elon Garcia, um dos grandes locutores do Rádio paranaense, vitorioso publicitário, de quem tenho a honra de ser amigo também.

O Elon, naquela época, para faturar um pouco mais, dava uma de taxista e pegava o táxi do pai para trabalhar à noite. O Paulo Branco havia tomado alguns drinques e estava meio alegre quando tomou o táxi dirigido pelo Elon.

Foi então que resolveu promover o seu nome, já que ele estava a pouco tempo em Curitiba e ainda não era muito conhecido aqui. Então, mandou o Elon ir e vir de ponta a ponta pela Rua Barão do Rio Branco que naquela época tinha sentido duplo. E enquanto o táxi ia e vinha o Paulo Branco batendo com a mão na lataria e com a cabeça para fora da janela gritava: -"Paulo Branco! Paulo Branco!"

E o táxi do Elon ia e vinha e o Paulo dando tapas na lataria e gritando: -"Paulo Branco! Paulo Branco!" Às vezes ele fazia um intervalo e dizia pro Elon: -" Que divulgação, heim? Que divulgação!"

E ficaram naquilo até que o Elon o convenceu a encerrar a insólita propaganda e o levou para casa. No dia seguinte, passado o efeito do pileque, o Paulo Branco não lembrava de nada e o Elon Garcia teve que contar pra ele como ele fizera a divulgação de seu nome em Curitiba.

-“Mardita” pinga, heim Paulo?"

________________________________________________________

Valeu Bira, obrigado, e já que no dia de hoje, 10 de dezembro de 2009 é a apresentação do Elon Garcia no "Depoimentos Radialista Paranaenses", Cinevideo1, Rua Padre Anchieta, 458, Mercês, às 19hs; aproveito para relembrar o causo que você divulgou. Grande divulgação, hein?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Grandes radialistas e suas grandes gafes - Eulampio Viana

A SONOPLASTIA DO EULAMPIO
Eulampio Viana foi um dos melhores sonoplastas que tivemos em nosso Rádio. Começou jovem, 15 anos, como Operador de Som na veterana PRB-2. Ali aprendeu muito e era o substituto eventual de Rolff Mário, o grande cobra da época, na sonoplastia das novelas da Rádio Clube.

Os dois eram muito bons, e vale lembrar que nos anos 50 era bem mais difícil fazer o seu trabalho, pois não havia os recursos de agora. Mais tarde, com a saída do Rolff Mário, a responsabilidade ficou toda com o Eulampio e ele deslanchou de vez.
Muitos discos foram quebrados no início da carreira, para desgosto do Jacinto Cunha que era o zeloso Gerente da Bedois

Numa de suas primeiras atuações nas novelas, havia um capítulo que terminava tendo como fundo a Marcha Nupcial. Os sonoplastas utilizavam um disco onde se encontravam diversas passagens musicais, muito próximas uma da outra, que eram usadas conforme a ocasião exigia. E tudo tinha que ser feito com rapidez.

O Eulampio estava nervoso e... não deu outra. Ele errou a faixa e entrou a Marcha Fúnebre como fundo da cena em que os recém-casados partiam em viagem de núpcias. Dá para imaginar o desespero do Ivo Ferro, que era o enérgico diretor do Radioteatro.

Na hora, foi um drama, mas depois virou piada, como sempre acontece com as gafes.

Outra do Eulampio aconteceu certa vez, quando ele estava na técnica de som numa apresentação de Wilson Simonal. O famoso cantor viera a Curitiba para divulgar o seu primeiro Long-Play, e para fazer uma boa apresentação trouxe o playback com o qual cantaria.

O Eulampio estava acostumado a trabalhar com os antigos discos de 78 rotações por minuto, e foi nessa velocidade que ele colocou o LP que era de 33 rotações.

Foi uma baboseira danada.

Ainda bem que o Simonal encarou na esportiva, e todos acabaram rindo do ocorrido.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Grandes radialistas e suas grandes gafes - Algaci Tulio

0038 – ALGACI TÚLIO
Algaci Túlio (foto) saiu da rádio apressado para fazer a reportagem de um grande incêndio que ocorria num bairro de Curitiba. Ele ansiava por um furo de reportagem. Ia preocupado; será que havia vítimas? 

Chegando ao local, constatou que era o único repórter que ali estava. Ligou rapidamente o equipamento, chamou a rádio, entrou no ar e começou a narrar a ocorrência: 

– “Estamos frente a um incêndio de grandes proporções. É impressionante a altura das chamas… são enormes!"

-"A casa está sendo totalmente destruída, o que é profundamente lamentável. Felizmente não houve vítimas, segundo informação dos bombeiros… Mas, o que está acontecendo?… Eles estão retirando algo coberto de chamas. Parece um corpo! Ah! Que coisa triste, coitadinho. É um gatinho que retiraram de dentro da casa. Dá pena de ver! Ele virou uma verdadeira tocha humana!”.


Foi um furo e tanto.
 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas grandes gafes - Marcus Aurélio e o “Melhoral”

Marcus Aurélio de Castro foi duante anos comentarista esportivo da Radio Emissora Paranaense. O narrador era o Dácio Leonal. Jogavam Fer­roviário e Maringá. Depois de uma jogada, Marcus Aurélio interrompeu a transmissão para ler os textos comerciais e se equivocou:
– Dor de Cabeça 1 Melhoral 0
Dácio imediatamento gritou:
– Gol! Gol! Gol! Do Melhoral! Está empatada a partida...
fonte: Coluna do Luiz Alfredo Malucceli - Gazeta do Povo - 05/12/2009

sábado, 12 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas grandes gafes - Wilson Branco
Festival do Radio de Londrina 

Época de ouro da Radiofonia paranaense com a Associação Paranaense de Rádio realizando grandes eventos.Dois aviões lotados levaram os radialistas curitibanos para a grande cidade do norte paranaense.

Sergio Fraga, presidente da nossa associação, coadjuvado por excelente equipe de dedicados colaboradores, organizara uma grande festa em que estavam presentes os nomes mais expressivos do rádio brasileiro.No auditório da Rádio Clube de Londrina, lotado, um desfile de grandes atrações. Anunciaram o cantor da Bedois Wilson Branco.

Sob os aplausos da platéia, Wilson foi ao microfone e atacou:

- “Distinta PRATÉIA, muito boa noite. Cantarei, do FIRME “SUPRÍCIO de uma saudade” que está fazendo grande sucesso em Curitiba, a composição “É tão SUBRIME o amor”.
(Ele foi muito apRaudido)

domingo, 13 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas grandes gafes - Lóris de Souza
0035 – LÓRIS DE SOUZA

Um dos grandes locutores da Bedois, nos velhos tempos, foi Lóris de Souza, irmão de Arthur de Souza(foto ao lado).

Inteligentíssimo, exímio violonista, o Lóris formou-se engenheiro e deixou o rádio.

Certa vez, quando deveria ler o texto “Para o bebê, nesse calor atroz,Talco Ross”, saiu com esta: “Para o bebê, nesse calor ATRÁS, Talco Ross”.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas grandes gafes - Haroldo de Andrade
HAROLDO DE ANDRADE

Haroldo de Andrade, no começo de sua carreira, apresentava na Rádio Clube o “GRANDE PROGRAMA RCA VICTOR”, composto de músicas clássicas e líricas. Cada vez que ele ia anunciar uma interpretação da soprano Maria Caniglia não conseguia pronunciar corretamente o sobrenome da famosa artista e, invariavelmente, saia Maria CANALHA. E sempre um grande desespero da Direção Artística da emissora e ruidosas gargalhadas de seus colegas de trabalho.

*****E tem mais. 
O Haroldo de Andrade que começou na Rádio Clube Paranaensde e depois fez um extraordinário sucesso na Rádio Globo do Rio de Janeiro, em seus primeiros passos na vida radiofônica anunciou a composição musical "Maria La O" como "Maria La zero". 
*****
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas gafes - Ubiratan Lustosa
fonte: www.ulustosa.com.br

O Sergio Fraga (foto ao lado) e eu, em 1968, fundamos uma agência de propaganda, a Santa Lúcia, e nosso escritório era no 2º andar do Edifício Rio Branco, bem em frente ao restaurante do mesmo nome.

Numa tarde, o Fraga atendeu ao telefone e me passou o aparelho dizendo:

- É pra você. É a secretária do Dom Pedro.

Coloquei o fone no ouvido e fiquei à espera, enquantoconversava com meu sócio. Perguntei:

- Fraga, disseram que era o Dom Pedro?

- É... pergunte se é o Dom Pedro I ou o Dom Pedro II.

Ingenuamente, brincando, pensando que ainda era a secretária que estava na linha, fiz a pergunta... e ouvi a voz conhecida e suave do Arcebispo dizer do outro lado, pacientemente:

- É o Dom Pedro Fedalto, doutor Ubiratan.

Quase morri de vergonha e não sabia como me desculpar com o Arcebispo de Curitiba.

O Sergio Fraga se arrebentou de rir à minha custa.
* * * * *
fonte: Site do Ubiratan Lustosa

Muitos anos atrás, eu era locutor da "Emissora das Iniciativas" - assim era cognominada a Rádio Marumby. Seus proprietários eram Tobias de Macedo Júnior e Arno Feliciano de Castilho. O Gerente era o Frederico Plaisant e Herrera Filho era o Locutor Chefe

Naquele tempo a gente tinha muito medo de cometer erros, pois eles poderiam ocasionar uma enérgica repreensão e até a perda do emprego.

Sob essa tensão, lá ia eu fazer meu horário de locução, quando lia as dedicatórias nos programas de homenagens, anunciava as músicas e lia os textos comerciais.

O Osmar de Queiroz, que era locutor esportivo naqueles tempos, foi quem me lembrou que certo dia eu fui ler o anúncio do "Nuguet", um produto para se passar nos sapatos e que, segundo seus fabricantes, conservava, amaciava e dava brilho.

O final do texto era assim: "Nuguet - mais brilho ao couro dos calçados", e eu, num daqueles momentos de gênio às avessas, li desse jeito: "Nuguet - mais brilho ao couro cabeludo..." - e então parei, ao sentir que algo estava errado, e sem achar outra saída conclui: "...dos calçados".

E ficou assim, para espanto de quem estava ouvindo a Rádio: "Nuguet - mais brilho ao couro cabeludo... dos calçados".

Era mais uma gafe de um locutor novato sob tensão.
* * * * *

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas gafes - J P

Parecida com a do Algaci Tulio que postamos dias atrás, foi uma do JP na reportagem de um assassinato. Ainda no carro, a caminho do local do crime, ele fez as participações preparatórias para dar clima à reportagem.

- "Estamos a caminho do local onde ocorreu um crime nesta madrugada. Segundo informações que recebemos, e passamos aos nossos ouvintes, a polícia acaba de encontrar um cadáver morto no meio do matagal!"
fonte: www.ulustosa.com.br
* * * * *

Este foi o Gilberto Fontoura que me contou. O JP, famoso apresentador de Rádio, durante um bom tempo foi um ativo repórter policial. Trabalhando na Rádio Independência, ele atuava no programa do Algaci Túlio, fazendo a cobertura das delegacias de polícia. Tanto o JP como também o Algaci, sempre foram madrugadores. Muitas vezes, em campanhas políticas, ficavam acordados até muito tarde e pouco dormiam, despertando muito cedo para o trabalho.

Numa certa manhã, o programa do Algaci estava no ar quando ocorreu a prisão de um malandro que estava espalhando cheques sem fundo na cidade. O JP, lá da delegacia, informou assim:

- "Algaci, o cara foi preso. É o rei do cheque frio. Ele espalhou na praça mais de vinte cheques "premeditados", todos sem fundo.

O Algaci Túlio não conseguiu segurar o riso. O JP havia trocado as palavras e disse cheques"premeditados" quando queria dizer cheques pré-datados.
fonte: Site do Ubiratan Lustosa

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas gafes - Claudio Ribeiro e Carlos Kleina

Conversando com o locutor, compositor, veterano e criativo comunicador Cláudio Ribeiro, ficamos um bom tempo relembrando os acontecimentos do passado em nossas longas carreiras de radialistas. Vieram à tona os causos envolvendo nossos antigos colegas e amigos.

Um dos "premiados" com as nossas recordações foi o Carlos Kleina que, eu já falei anteriormente pra vocês, sempre foi um excelente colega, muito divertido e brincalhão.

Nos meados dos anos 80, quando todos nós atuávamos na Rádio Clube Paranaense, lembra o Cláudio Ribeiro que uma das diversões do Kleina era deixar em má situação os seus colegas locutores quando eles estavam falando ao microfone. Para provocá-los ele fazia caretas, olhava-os fixamente, fazia gestos, inventava mil coisas para distraí-los e fazer que cometessem erros para depois dar gargalhadas a sua custa. Era enorme o esforço dos locutores para não rir quando o Kleina fazia suas criancices.

Certa vez, um casal vindo de outro Estado foi visitar os estúdios da Bedois. Um diretor na emissora pediu ao Cláudio Ribeiro que acompanhasse os visitantes e lhes mostrasse as instalações da emissora. E aí, aconteceu a terrível gafe. Quando o Cláudio Ribeiro abriu a porta da sala de locução para que o casal entrasse, os espantados visitantes flagraram um insólito momento em que o travesso Carlos Kleina, que havia esgotado todo o seu repertório de provocações sem conseguir que os locutores se atrapalhassem na apresentação do jornal falado, numa última tentativa abaixou as calças para fazê-los rir. E o casal de visitantes contemplou pasmado o bumbum do Carlos Kleina.

E o Cláudio Ribeiro quase morreu de vergonha, sem saber o que dizer para os visitantes.
fonte: Site do Ubiratan Lustosa

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas gafes - Sergio Fraga

Em seu programa de auditório Sérgio Fraga ao anunciar o cantor Escovinha - o rei da bossa, saiu com esta:

-"E agora, para o aplauso de nosso auditório, Escovinha - o rei da bosta!

O reinado de Escovinha foi por água abaixo... ou esgoto abaixo.

O Fraga ficou vermelho e o público não parava de gargalhar.
* * * * *

Mais uma do Sérgio Fraga. Anunciando um restaurante especialista em galetos, ao dizer o prato do dia ele falou:

-"Galenta com polinha." Percebendo o erro, corrigiu dizendo "Polinha com galenta." Aí desistiu. Ele queria dizer galinha com polenta."
* * * * *

Certo dia recebi alguns e-mails e, posteriormente, um agradável telefonema de um amigo antigo. Quando o conheci ele ainda era criança. Cresceu, estudou, formou-se em medicina. Passou a ser o Dr. Carlos Bostelmann, urologista. Ele presenciou muitos dos causos que tenho contado pelo Rádio e neste site. Seu pai, meu colega e amigo, sócio numa empresa de publicidade, radialista de escol, era o saudoso Sérgio Fraga. Seu nome de batismo era Percy Bostelmann, o que explica um dos apelidos que ele tinha: "Alemão".

Num bate-papo delicioso o Carlos, que naqueles tempos era guri, lembrou de um causo antológico envolvendo seu inesquecível pai.

O Sérgio Fraga havia retornado à Rádio Clube Paranaense, após a Fundação Nossa Senhora do Rocio assumir essa emissora. Certo dia, ele se preparava para começar a apresentação do seu programa, quando recebeu a visita inesperada de alguns alunos de Comunicação Social da PUC - Pontifícia Universidade Católica.

Muito contente e honrado, o Fraga fez uma explanação para os visitantes sobre a Rádio e seu programa. Estava muito empolgado quando foi alertado pelo Operador de Som que o programa já entraria no ar. Ele foi para a mesa de locução e procurou acomodar-se, soltando seus 130 quilos de peso sobre a cadeira.

Que tragédia!

Com o esforço feito ele deixou escapar um inconveniente e ruidoso "pum" que todos ouviram.

Muito sem jeito, para salvar as aparências, ele começou a bater com o microfone na mesa dizendo que o mesmo estava com defeito. Disse que ele já havia comunicado à Diretoria que o microfone era muito velho e fazia ruídos estranhos, pois estava estragado.

Foi quando uma das alunas, fechando o nariz com os dedos, disse assim:- "É... seu Sérgio, o senhor tem razão. Coisa estragada a gente tem mesmo que jogar fora, porque além de fazer barulho... fede pra chuchu."

O "Alemão" ficou vermelho como um peru e todo mundo caiu na gargalhada, atrasando o início do programa.

Penalizada, a moça deu um beijo no Sérgio Fraga, reanimando-o e quebrando o mal estar criado pelo vexame. E tudo acabou em brincadeiras e sonoras gargalhadas.
* * * * *
fonte: www.ulustosa.com

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
O nascimento da televisão do Paraná – por Renato Mazânek

Enquanto a TV Paranaense se reinstalava e iniciava um processo de renovação técnica, no final de 1967 era inaugurada em Curitiba a TV Iguaçu, Canal 4, integrante do Grupo Paulo Pimentel. Foi a primeira emissora do Paraná concebida e montada através de um projeto básico específico. Recebeu, desde logo, equipamentos de última geração, capazes de oferecer uma imagem magnífica, e iniciou novo e próspero período para a televisão local.

A TV Iguaçu firmou acordo operacional com a TV Record, única geradora de programas disponível, ao tempo em que o Canal 12 continuou com a Globo.

Em Londrina, no norte do Paraná, já operava a TV Coroados, Canal 3, ligada a TV Paraná, Canal 6, de Curitiba afiliada dos Diários e Emissoras Associados. Logo depois foi inaugurada a TV Tibagi, na cidade de Apucarana, segunda emissora de Paulo Pimentel.Por exigência do público, as telemissoras da Capital começaram a se preocupar com a ampliação de suas áreas de alcance, plantando repetidoras em todo o Estado. Algumas delas assumiram, inclusive, a condição de geradoras de programas, com o propósito de atender os interesses regionais.

Em 1971, houve uma mudança na direção da TV Itaguaçu. Nassib Jabur, que instalara a TV Tibagi, e Hiram de Holanda, que inaugurara a TV Iguaçu, como diretor artístico, e que, depois, se transferira também para a Tibagi, retornaram a Curitiba para assumir a superintendência e direção artística, respectivamente, do Canal 4. E eu fui convidado para assumir a parte comercial. Em conjunto, iniciamos um novo trabalho.

Nessa ocasião estava para terminar o acordo operacional da TV Paranaense com a Globo, que já definia sua trajetória no mercado como a maior e melhor rede de TV do Brasil. Como a imagem da Paranaense ainda apresentava uma qualidade aquém da ideal, em comparação com a TV Paraná e, principalmente, com a TV Iguaçu, e mantinha uma administração tímida, que lembrava tempos anteriores, houve uma natural aproximação da Iguaçu com a Globo.

De nossa parte, a única discordância residia na forma de negociação adotada pela Globo para a cessão de sua programação às emissoras que participavam da rede. Nós a achávamos desinteressante para ambas as partes, uma vez que, além de um valor mensal, as emissoras deveriam ceder certa quantidade de segundos por programa para ser utilizada pela Globo.

Essa prática inibia o trabalho de comercialização dos representantes de cada emissora nas praças de São Paulo e Rio de Janeiro e impedia consequentemente, um faturamento mais conveniente para essas emissoras. Como existiam, tanto no Rio como em São Paulo, sucursais de comercialização da Globo, para as suas próprias emissoras, propomos que as TVs Iguaçu e Tibagi entrassem nesse processo, quase como um projeto piloto. Tentávamos, assim, uma nova forma de remuneração a ser paga pelos adquirentes da programação da Globo.
Publicado por Renato Mazânek em Caros Ouvintes, Gente, Livros e Televisão 
- link: http://www.carosouvintes.org.br/blog/?p=14645

sábado, 19 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e gafes - Mario Vendramel e Segio Fraga

Houve um marechal russo cujo nome causou inúmeras dificuldades aos Locutores Noticiaristas, prejudicando a apresentação dos informativos das emissoras. Na Bedois, por mais de uma vez o noticiário terminou mais cedo porque os seus apresentadores, Mário Vendramel (foto) e Sérgio Fraga, não conseguiam conter o riso. O nome do marechal era Fedorenko e o Mário, por mais que se esforçasse para ler corretamente, sempre dizia "fedorento", acabando com o noticiário.
* * * * *
Certa vez o Mário Vendramel foi entrevistado num dos programas de auditório da Bedois. Alguém da platéia fez esta pergunta:

- Mário, se você fosse eleito Presidente da República, qual seria a sua primeira providência? 
E o Mário, inconseqüente, respondeu:
- Se eu fosse eleito Presidente da República a primeira coisa que eu faria era acabar com o exército! Não sei pra que esse bando de parasitas que não faz nada!
O povo ficou atônito; ainda estávamos no regime militar. O locutor que apresentava o programa contemporizou, fez algumas perguntas banáis para distrair o público, e o show foi em frente. Acontece que os gozadores de plantão, e eram muitos na Bedois, viram nisso uma excelente oportunidade para passar mais um trote no Mário. No dia seguinte, conseguiram uma folha de papel com o timbre de uma Delegacia de Polícia e o Paulo de Avelar redigiu uma falsa intimação. No documento forjado o Mário era intimado a comparecer à Delegacia, a fim de responder pelas ofensas feitas ao exército. Ele ficou apavorado e foi conversar com Jacinto Cunha em busca de conselhos.
O veterano Jacinto estava informado da gozação e fez mais carga, dizendo o seguinte:
- O conselho que eu posso dar é que você vá à Delegacia... e já leve pijama, escova de dentes, umas mudas de roupa, porque dessa você não escapa tão fácil!
Foi uma cacetada! À beira de entrar em transe o Mário ia falando com todos os colegas que encontrava, e cada um botava mais lenha na fogueira. E de repente, chegam à Rádio dois tenentes do exército e pedem para falar com o Diretor Artístico. Era comigo, e quando entraram na minha sala levei um susto danado. Fechei a porta e fui ouvi-los. Na verdade, nada a ver com o que o Mário falara. Eles só queriam solicitar a colaboração da Bedois na divulgação das comemorações da Semana do Exército. Quando foram embora, minha sala encheu de curiosos e assustados colegas, e o aterrorizado Vendramel entre eles.
Aí, fazer o que? Eu só disse que os tenentes foram pedir a imediata demissão do Mário Vendramel. E passamos o dia inteiro maltratando o companheiro para só bem à tardinha contar a verdade. Desnecessário dizer que o xingamento que ouvimos esteve à altura da nossa maldade.
E o Mário nunca mais criticou os militares.
* * * * *
O Sérgio Fraga e o Mário Vendramel (foto abaixo), grandes radialistas do passado com os quais tive o prazer de trabalhar na Rádio Clube, quando atuavam juntos na apresentação de um programa eram um verdadeiro terror para os Diretores. É que se um deles cometesse uma falha, o outro não se aguentava e desandava a rir, e o que é pior, os dois caiam na gargalhada e muitas vezes tinham que interromper o programa com verdadeiros ataques de riso.
O Dr. Carlos Bostelmann, filho do Sérgio Fraga, lembrou-me de uma passagem dessa inesquecível dupla.
Vendramel e Fraga apresentavam o "Jornal da Noite" quando numa das frases que o Mário lia apareceu a palavra DESMORALIZANDO. Ao ler, ele enrolou a língua e, dando uma de Cebolinha, saiu com DESMOLALIZANDO. O Fraga começou a rir discretamente.
Aí, o Mário quis corrigir e disse:
- "Perdão, ouvintes. Corrigindo: a palavra é DES-MO-LA-LI-ZAN-DO".
Repetiu o erro e começou a rir. Tentando arrumar a situação, o Sérgio Fraga com aquela voz possante interferiu:
- "Perdão novamente, ouvintes. Vamos corrigir: a palavra é DESMOLALIZANDO".
Errou também e aí o Operador entrou com uma passagem musical porque os dois choravam de tanto gargalhar desbragadamente.
Os Diretores da Rádio se zangavam, mas os ouvintes adoravam essas falhas e também riam pra valer.

domingo, 20 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas gafes - Aluizio Finzetto
0033 – ALOÍSIO FINZETTO (Segundo UBIRATAN LUSTOSA)

Começar uma carreira sempre foi difícil. Ontem, como hoje, além do nervosismo que a pessoa sente ao se submeter a um teste, existem os trotes aprontados pelos veteranos. 

Eu vou contar como se deu o teste para cantor feito pelo saudoso Aloísio Finzetto(foto ao lado) que, em vida, autorizou-me a narrar o episódio.

O sonho do Aloísio era ser cantor de rádio.

Um dia, conseguiu um teste na Rádio Clube Paranaense.

Os veteranos o receberam com muita cordialidade, colocaram-no em frente a um aparelho suspenso e um deles disse: 

- Olha, isto é um microfone. Você fica bem perto dele. Quando eu ligar e der o sinal, você começa a cantar e vai até o final, sem parar.

Dito isso, o veterano abaixou-se, ligou o cabo numa tomada e deu o sinal.

Nervosamente, o Aloísio começou a cantar. A cantar e a suar. E com muito sacrifício suportou até o final da música.

Ao terminar, rosto vermelho, afogueado, transpirando muito, o Aloísio disse:

- “Puxa! Como esquenta esse negócio!” 

A gargalhada foi geral! Fora um trote. O Aloísio havia cantado em frente a um antigo aquecedor elétrico, cujo formato se assemelhava aos velhos microfones de outrora.

domingo, 20 de dezembro de 2009
As tiradas do Machado Neto 

Trieste, de Santa Felicidade, e Real – era o time do engarrafador Waldomiro Rauth, que produzia a caninha Real – , na preliminar de uma partida de profissionais.

Machado Neto, narrador do jogo principal, perguntou a um repórter como fora o encontro do Trieste e Real.

– Um jogo muito ruim e sob um calor infernal ...

Machado Neto, famoso pelas suas tiradas emendou:

– É triste, mas é 
fonte: Coluna do Luiz Alfredo Malucelli - Gazeta do Povo -- 05/12/2009


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Grandes radialistas e suas gafes - Zé Pupia

fonte: site do Ubiratan Lustosa

Dessa eu já nem lembrava mais. Foi num encontro na Rádio CBN, quando participamos de um programa focalizando o passado da radiofonia paranaense, que o João Lídio Seiller Betteja me trouxe à lembrança esse acontecimento. Dono de uma memória de causar inveja, o Bettega lembrou do tempo em que começávamos as nossas carreiras na Rádio Marumby.

Foi em 1.952. Era o mês de junho. Eu fizera uma radiofonização da vida de Santo Antonio e nossa improvisada equipe de radioteatro estava a apresentá-la com capricho e emoção. Ali estavam Vicente Mickosz, Sílvia Loretti, Carlos Nogueira e Regina Célia, entre outros. O locutor José Jurandir Pupia também havia sido convidado, mas não chegara em tempo. O narrador era o João Lídio Seiller Bettega, o Dide. A sonoplastia ficou a cargo do Osny Bermudes, que era muito bom nisso.

Eu havia colocado num trecho do script a palavra "VOZERIO", indicando que era uma cena em que as pessoas falavam ao mesmo tempo, ruidosamente. Chegado aquele momento, todo mundo começou a falar desordenadamente, fazendo aquele vozear que a cena pedia.
Foi quando entrou no estúdio o retardatário Zé Pupia, e sem saber o que se passava gritou a todo pulmão: "FORÇA, MACACADA!!!".

Isso, ao vivo, no meio de uma cena dramática da radiofonização da vida de Santo Antonio. Lembrou o Dide que eu fiquei louco da vida.

- "Bira, você queria matar o Zé Pupia!", exagerou ele.

O Pupia era um cara muito legal, um amigão que todos nós queríamos bem... mas que, embora sem maldade, acabou com a nossa apresentação dramática em louvor a Santo Antonio.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Grandes radialistas e suas gafes - Quati


“Quati” explicou

O nosso ex-colega Aloar Ribeiro era o narrador, anos atrás, da Rádio Cultura, e o repórter era Carlos Antônio Gomes, o “Quati”. Num jogo do Ferro­viário, o Aloar indagou no ar se o “Quati” já tinha condições de trabalho. Ele respondeu que não e explicou o porquê:

– O técnico Pianoski “impiçou” com a reportagem....

fonte: Coluna do Luiz Alfredo Malucelli - Gazeta do Povo - 05/12/2209

terça-feira, 22 de dezembro de 2009


Grandes radialistas e suas gafes - Jose Maria Pizarro

fonte: Site do Ubiratan Lustosa
Em 15 de janeiro de 1.985, Tancredo Neves foi eleito Presidente da República, o primeiro civil após mais de vinte anos de governo militar.


Na época eu era Diretor da Rádio Clube Paranaense e, para cobrir o histórico acontecimento da posse do Presidente, a emissora enviou a Brasília o seu eficiente e experiente locutor noticiarista José Maria Pizarro. No ano anterior, ele já havia transmitido, com sucesso, a votação da emenda "Dante de Oliveira" que visava restabelecer eleições diretas para Presidente da República, e que não obteve no Congresso os votos necessários para sua aprovação. Nessa ocasião Pizarro havia varado madrugadas em seu trabalho de reportagem. Desta vez, ele estava fazendo novamente uma boa cobertura, e tudo correu bem até o dia da posse de Tancredo Neves marcada para 15 de março.

No afã de realizar um bom trabalho, durante vários dias José Maria Pizarro havia dormido pouco, recolhendo-se tarde e acordando muito cedo. Para se recuperar e estar em boa forma no dia seguinte, na noite que antecedia a posse do presidente ele foi deitar mais cedo e dormiu pesadamente.

Pela manhã, acordou mais tarde do que desejava e, meio assustado, sem demora ligou para a Bedois para fazer um primeiro boletim. E com aquela sua voz potente e agradável informou aos ouvintes:

- "Dentro em pouco, diretamente de Brasília, estaremos transmitindo um acontecimento memorável - a posse do novo Presidente da República, Dr.Tancredo de Almeida Neves".

E então ele passou a descrever detalhadamente como seriam realizadas as cerimônias de posse, para desespero nosso que estávamos em Curitiba e tivemos que interromper a transmissão. Aconteceu que enquanto Pizarro, exausto, dormia em sono profundo, a História mudou o seu rumo e Tancredo Neves foi internado às pressas no Hospital de Base, em Brasília, acometido de fortes dores no abdome. A posse de Tancredo fora cancelada, José Sarney assumiria o poder interinamente e Pizarro não sabia nada disso. Foi por essa razão que o tiramos do ar abruptamente.

Moral da história: repórter em ação não pode repousar.

Em 21 de abril , após sete cirurgias, Tancredo Neves faleceu e sua morte causou grande comoção em nosso povo.

Felizmente a "barriga" de Pizarro não o abateu e ele transmitiu aqueles acontecimentos que abalaram a nação e a posse de José Sarney que assumiu o Governo efetivamente em 22 de abril.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas gafes - Paulo Branco

História extraída do ótimo livro "Loucuras do Futebol", de Emedê (o Marcelo Duarte, da ESPN Brasil, Rádio Bandeirantes e Guia dos Curiosos):

Em 1970, no extinto Torneio Roberto Gomes Pedrosa - a "Taça de Prata", antecessora do Campeonato Brasileiro -, Inter e Atlético Paranaense jogavam no Beira-Rio, em Porto Alegre. O Colorado aplicou 4 x 1 nos paranaenses. Rosildo Portela, narrador da Rádio Guairacá, gritou com emoção os gols do time gaúcho. No gol do Atlético, no entanto, pisou na bola. Ao receber uma visita de alguns diretores atleticanos, Portela virou-se de costas para o campo por alguns instantes e anunciou para os ouvintes a ilustre presença dos diretores.

Naquele momento, Paulo Branco, que cuidava do plantão da rádio, anunciou:

- Atenção, Portela, gol.
- Gol onde, meu caro Paulo Branco?
- Aí em Porto Alegre, Dorval para o Atlético.

Como não havia torcida do Atlético no estádio, não houve barulho de comemoração e Portela nem percebeu a mudança no placar, mas narrou, com atraso mesmo, o gol dos paranaenses. Rosildo Portela trabalharia depois na Rádio Clube Paranaense. Faleceu em 2000.

Abraços a todos e ótimo final de semana!

Edu Cesar
Criador e editor de PAPO DE BOLA - O SITE
Jogue Junto Deste Time!
Fonte: Radio Base

sábado, 26 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas gafes - Gilberto Fontoura e Olavo de Souza

Certa vez, um Atletiba, marcado para um domingo à tarde em Curitiba, teve que ser transferido por causa do mau tempo. Chovia torrencialmente em nossa Capital e os dirigentes, com o aval da Federação, transferiram o clássico para a quarta-feira.

Aí a Rádio Independência, para ocupar o espaço da programação destinado ao jogo, resolveu realizar um bate-papo com diversos participantes. Conseguiu, também, um narrador na cidade de Bandeirantes, para transmitir o jogo que haveria naquela cidade, jogo que em princípio teria apenas a cobertura de um único repórter, o Olavo de Souza, que já estava naquele local.

Lá pelas tantas, o bate-papo corria solto, quando o Olavo, já com o narrador emprestado ao seu lado, fez contato com o estúdio, entrando no ar:

- "Alô, estúdio! Bandeirantes chamando." E ouviu em resposta:

- "E aí, Olavo, como está o tempo em Bandeirantes? Aqui em Curitiba chove muito e o Atletiba foi transferido."

Responde o Olavo:

- "Ah, aqui tudo bem. Estamos "degustando" um belo sol."

Gilberto Fontoura não se conteve e lascou essa:

- "Olavo, sol com molho madeira ou champignon?"

sábado, 26 de dezembro de 2009
Grandes radialistas e suas gafes - Vicente Mickosz

Quando comecei no Rádio, mais precisamente na Rádio Marumby, também iniciava a sua carreira o locutor Vicente Mickosz. Grande colega, excelente companheiro, ficamos amigos pelos anos afora. O tempo passou, deixamos aquela Emissora, e um dia ele assumiu a direção da Rádio Paraná. Em época mais recente, dirigiu também a Rádio Clube Paranaense. Passou a ser um dos baluartes da "Lumen", entidade católica de comunicação social.

Vicente Mickosz e eu, iniciantes no Rádio, desejosos de progredir na carreira, estabelecemos entre nós uma colaboração constante. Quando eu tinha dúvidas sobre alguma coisa, procurava o Vicente. Quando ele é que estava em dúvida, principalmente na pronúncia dos nomes de músicas italianas, era a minha vez de colaborar. E a gente foi progredindo e ambos nos tornamos diretores de Emissoras.

Eu lembro de uma gafe do Vicente.

Certa vez, com aquele nervosismo característico dos principiantes, Vicente Mickosz foi anunciar os falecimentos do dia, e foi assim que o fez:

- "Prezados ouvintes, é com o máximo prazer que anunciamos o falecimento das seguintes pessoas".

Percebeu a gafe e ficou ainda mais nervoso, ficou vermelho, mas fazer o que, corrigir de que jeito? Ele foi adiante se esforçando pra não rir enquanto seus colegas se arrebentavam em gargalhadas.

Eu conto essas coisas para que os principiantes de agora não se apavorem ao cometer um engano. Os mais destacados radialistas do passado cometeram também, e continuaram batalhando e progrediram, e venceram.

domingo, 27 de dezembro de 2009



Grandes radialistas e suas gafes - Lombardi Jr e Osiris Nadal

Certo dia eu fui visitar meu amigo Gilberto Camargo em sua loja "Bettega Presentes". Ele me apresentou o empresário Amilton Bora, que como todo bom representante comercial é especialista em contar causos. Foi o Amilton quem me contou a história que segue.

O saudoso amigo e companheiro de trabalho Lombardi Júnior era o chefe do departamento de esportes da Rádio Clube Paranaense, comandando a famosa "Equipe Positiva" que ele criara com o Capitão Hidalgo.

Certa vez, Lombardi foi a Ponta Grossa para transmitir o jogo Operário X Coritiba. Para repórter de campo, ele pediu o apoio do conhecido locutor Osíris Nadal, que atuava na Rádio Santana de Ponta Grossa. 

Lá pelas tantas, o jogo correndo solto, o Osíris por alguma razão foi distraído por um colega da Rádio Santana que estava próximo a ele. Bem nessa hora, houve uma confusão entre alguns jogadores que trocaram empurrões e cotoveladas e o Osíris Nadal não viu nada.
Lá da cabine, desconhecendo a distração do Osíris, Lombardi Júnior pediu detalhes sobre o ocorrido, dizendo:

E aí Osíris, o que houve?

E o Osíris, completamente perdido, respondeu com firmeza:

Ouve a Rádio Santana de Ponta Grossa.

O Lombardi teve que rir e seguir em frente. A palavra "houve", usada por ele, tinha "H"; era do verbo haver. E o "ouve" do Osíris não tinha; era do verbo ouvir...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009


Grandes radialistas e suas gafes - Irene Morais

A excelente radiatriz tinha de dizer, num certo trecho da novela:
- Estou cansada como uma caminhante…

Mas disse:
- Estou cansada como uma CAMINHONETE

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009


Grandes radialistas e suas gafes - Paulo Chaves

Este fato aconteceu com o Paulo Chaves que no início dos anos 2000 assumiu a direção da Rádio Paraná Educativa, no governo Roberto Requião.

Foi lá pelos anos 80. Paulo Chaves, cantor e compositor, autor da música de sucesso "Piá Curitibano", na época cantava em orquestra e em suas atuações conversava com o público, fazia imitações e divertia a platéia. Sabedor disso, Gilberto Fontoura, que era diretor da Rádio Independência, pediu ao Aldo Malucelli que convidasse Paulo Chaves para uma conversa.

O resultado foi a contratação do cantor e animador para apresentar um programa nas madrugadas da Independência. Tinha o sugestivo nome de "Clube das Corujas" e era apresentado das 2 às 4 da madrugada. Paulo criou um personagem, o Matraquinha, que ficou famoso.

Quando o locutor Tôni Marcos deixou de atuar, Paulo passou para o horário da tarde num programa do qual os ouvintes participavam por telefone. Paulo os atendia fora do ar, dizia quais as músicas que estavam disponíveis, anotava a escolha e, depois, conversava ao vivo com a pessoa, fazendo de conta que não haviam falado antes.

Certa vez, uma jovem ouvinte ligou para pedir uma música. Bem a que ela queria ouvir não estava programada e ela, contrariada, teve que escolher outra. Já no ar, inesperadamente ela se queixou:

- "Pois é, vocês não têm a música que eu queria e tive que escolher outra que eu nem gosto".
Chateado, enquanto a música tocava, Paulo Chaves fez um sinal ao operador indicando que desejava falar com ele. Em casos assim, o operador liga o microfone e ouve o que o locutor fala, sem que isso saia no ar. Então, o Paulo disse:
- "Escute aqui, quando a ouvinte que ligar for meio burrinha como essa, corte o microfone pra não saírem no ar essas reclamações".
Só que, por uma falha do operador, saiu tudo no ar e, para constrangimento do Paulo Chaves, todo mundo o ouviu chamar a ouvinte de burrinha. Ela inclusive. O pior foi o medo de que ela ligasse novamente e dissesse coisas piores.
fonte: Site do Ubiratan Lustosa

terça-feira, 29 de dezembro de 2009


Grandes radialistas e suas gafes - Lourival Neves

Donato Ramos, talentoso radialista, escritor, poeta e pintor, atuou durante alguns anos em emissoras de Curitiba onde fez grandes amizades. Depois, foi residir em Florianópolis, a bela capital catarinense. Donato é também um colecionador de gafes de radialistas. Atendendo a meu pedido, ele enviou as que seguem.


Lourival Neves, que trabalhou conosco nos anos 80, na Rádio Clube Paranaense, foi mais tarde repórter policial da TV Tarobá, de Cascavel, no Paraná.

Certa vez, apresentando seu programa, ele saiu com essa:

- "E agora, prezados telespectadores, é hora de apresentarmos um fato inédito. Um fato que já aconteceu outras vezes..."

Ficou difícil de entender: fato inédito que já aconteceu?
*****
fonte: Gafes e causos cômicos - Site do Ubiratan Lustosa

terça-feira, 29 de dezembro de 2009


Grandes radialistas e suas gafes - Ado Junior

Outra, que o Donato Ramos me enviou, aconteceu com Ado Júnior, na TV Carimã, de Cascavel. Ao entrevistar um perigoso traficante que havia sido preso, Ado Júnior falou assim:
- "E aqui está o traficante de drogas que acaba de ser preso. Qual é o seu nome COMPANHEIRO?"
A turma ficou pensando e tirando sarro: Que intimidade é essa? É do ramo?

fonte: Gafes e causos cômico - Site do Ubiratan Lustosa

terça-feira, 29 de dezembro de 2009


Grandes radialistas e suas gafes - Edson Morais

Mais uma que o Donato Ramos me enviou: Édson Morais, da Rádio Colméia de Cascavel, na inauguração do estádio do Cascavel, em 10.11.82, emocionado, disse o seguinte:

- "Este é o melhor estádio do Paraná. Veja você, meu caro Nelson Rodrigues, da TV Cultura de Maringá, o pessoal da Rádio agora não precisa ir muito longe para fazer as suas necessidades".

E o Nelson, irônico, respondeu:

- "É... pode fazer da janela mesmo, né?"

fonte: Gafes e causos cômicos - Site do Ubiratan Lustosa

terça-feira, 29 de dezembro de 2009


Gafes e causos cômicos - Pedro Mikilita

Mais esta do estoque do Donato: Pedro Mikilita, futuro vereador, era titular de um programa de grande audiência na Rádio Cidade. Certa vez, muito empolgado com a prestação dos serviços de utilidade pública que imprimia ao seu programa, ele largou essa:

- "Atenção. O Açougue Londrina, em frente ao Hospital Nossa Senhora da Salete, está precisando de sangue para um garoto que passa mal."

Apesar da seriedade do assunto e da elogiável intenção do Pedrão, a irreverente turma não conseguiu segurar o riso. Necessidade de sangue, logo num açougue?
fonte: Gafes e causos cômicos - Site do Ubiratan Lustosa

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


Chacon e o Alzheimer

Numa noite de abril de 2007 estive num churrasco com a turma do "Salseiro Futebol & Festa", lá na Vila Fanni, numa propriedade do Jan Szpatowski, advogado que, anos atrás, foi um grande apresentador de noticiários no Rádio e na TV. 
Estávamos batendo papo, o Dr. Jan, o Juiz do Trabalho Dr. Ney José de Freitas, o veterano radialista e homem de TV Chacon Júnior, e eu. Aí, o Jan estava contando um caso pra gente e, de repente, titubeou por um instante, e não lembrava como continuar a sua narrativa. Cruel, o sarcástico Chacon não perdoou o vacilo e com expressão de compaixão disse:
Alzheimer.
Todos riram e o Jan, lembrando logo em seguida o que queria dizer, continuou a contar o caso como se não tivesse ouvido a provocação do Chacon.
Após algum tempo, numa extemporânea reação, o Jan gritou revoltado:
E Alzheimer quem tem é você e a sua avó.
O Chacon olhou bem sério pra ele e, ante o atraso com que veio a reação do Jan, apenas disse com ar de quem está penalizado:
Confirmado: é Alzheimer mesmo.
E a gente teve que rir mais uma vez. Chacon Júnior é um tremendo gozador. Foi uma noite de muitas gargalhadas.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


Maciel e o "casal 20" na B2

Foi em junho de 1990. Sob o comando da Fundação Nossa Senhora do Rocio, a Rádio Clube Paranaense contava com alguns sacerdotes em sua administração.

A linha de conduta dos funcionários certamente era uma das suas preocupações.
Um dia, um padre ligado à Rádio chamou para uma conversa particular os responsáveis pelo Departamento Comercial, Julio Mazepa e Emilson Pohl. Eles, após um período em que haviam trabalhado em empresas distintas, haviam voltado a trabalhar juntos na Bedois. 

Depois de muitos rodeios, cheio de constrangimento, o padre criou ânimo e, com muito respeito, perguntou se eles tinham entre si alguma ligação amorosa, em resumo, se eram um casal.

O impacto da pergunta deixou atônitos os dois eficientes profissionais.
Depois, começaram a rir e foram às gargalhadas.

E descobriram que o culpado daquele constrangedor equívoco era o "Véio Zuza" - esse era o apelido do Luiz Nivaldo Maciel. Emilson e Júlio formavam uma excelente dupla de vendedores e estavam sempre juntos nas visitas às Agências de Propaganda e aos clientes diretos. Assim, saiam juntos, voltavam juntos, freqüentemente no mesmo carro.

Gozador inveterado, o Luiz Nivaldo os chamava de "Casal 20". Era a maior gozação.
Estando em Roma com a equipe de Lombardi Júnior, na Copa do Mundo de 90, o "Véio Zuza" maldosamente enviou uma "cartolina postale", assim os italianos chamam os conhecidos cartões postais que são remetidos sem envelope.

O cartão chegou à Rádio e foi lido por todo mundo. Estava escrito no cartão:
"Agora que vocês voltaram a formar o "Casal 20", Roma seria o local ideal para a Lua de Mel".

Todo mundo entendeu que era gozação, menos o ingênuo e zeloso sacerdote.

O Luiz Nivaldo festejou com gargalhadas a confusão que arrumou para os seus amigos.

E os nossos arquivos ganharam mais um fato cômico.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009


Grandes radialistas e suas gafes - Coronel Horonato

E vai mais uma das que o meu amigo Donato Ramos enviou. Essa tem até a data da ocorrência: 9 de maio de 1980.
Na Rádio Independência de Cascavel, o apresentador "Coronel" Honorato era o titular de um programa de grande audiência. No mês de maio daquele ano, "Coronel" Honorato fez uma grande promoção para o Dia das Mães.
Certo dia, abordando o assunto ele falou bem assim:
- "É isso aí, ouvintes. No Dia das Mães nós vamos dar muitos presentes para elas. Presentes para as mães mais bonitas, para as mães mais feias, para as mães mais isso, mais aquilo, e para as mães mais idôneas."
Nossa! Foi de lascar. A turma não agüentou. Ele queria dizer mães mais idosas... e dissemais idôneas. Ficou muito chato e as gargalhadas vieram impiedosamente.
fonte: Gafes e causos cômicos - Site do Ubiratan Lustosa

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009


Gafes e causos cômicos - Carlos Kleina

O meu amigo Carlos Kleina, grande plantão esportivo, locutor apresentador e noticiarista de Rádio e Televisão, há muitos anos vem emprestando a sua competência e o seu talento aos nossos meios de comunicação. Excelente profissional, é também um tremendo brincalhão e existem diversos causos divertidos dos quais ele foi personagem de destaque. Durante muito tempo ele ficou me negaceando, fugindo da promessa de me contar algumas das suas gafes. Não adiantou a sua fuga. 
Certo dia, num bate-papo do qual participei com ele, Élson Faxina, Cláudio Ribeiro e José de Melo, muitos causos foram contados e o Faxina entregou o Kleina. Eu anotei e conto pra vocês.
Faz muitos anos que isso aconteceu. Foi durante uma transmissão esportiva da "Equipe Positiva", na Bedois. Lombardi Júnior fazia a narração de um jogo e Kleina era o plantão, no estúdio. Em dado momento, Kleina informou a Lombardi que acabara de receber a notícia de que Emerson Fitipaldi comunicara o fim da escuderia "Copersucar", a única empresa brasileira criada para disputar a Fórmula Um. Ao encerrar a notícia que deixou Lombardi Júnior surpreso, Kleina disse assim:
- Pois é Lombardi. Isso é "lamentoso".
E o Lombardi, irônico, detonando o Kleina respondeu:
- Lamentável foi esse seu "lamentoso", Kleina.
Na verdade, a palavra "lamentoso" existe, mas lamentável se aplicava melhor e daí a gozação do Lombardi.
fonte: Gafes e causos - Site do Ubiratan Lustosa

sábado, 2 de janeiro de 2010


Ano novo, recordando uma passagem

Quando escrevo recordar, é bom recordar das coisas boas acontecidas em nossa vida pessoal ou profissional. Como a minha esteve sempre, estreitamente, ligada à profissão de radialista, gosto de recordar passagens felizes do meio radiofônico. Em 31 de Dezembro de 1969 ou 70, não lembro bem, apresentei meu programa das 06 às 08 da manha. Fiz minhas reportagens e entrevistas da pauta, e voltei para a Rádio Guairacá que funcionava no mesmo prédio dos jornais Tribuna do Paraná e Estado do Paraná. Funcionavam todos ali na Rua Barão do Rio Branco, centro de Curitiba, já então sob o comando do Grupo Paulo Pimentel. Assim, fui chamado pelo Diretor Artístico Jamur Junior, por sinal marcou época no Rádio e na TV Paranaense, que me escalou para apresentar um programa de virada de ano, das 23hs da noite de 31/12 até à primeira hora do dia 1º. Disse-me o Jamur: -"Você é um cara alegre e fará a turma que também estará trabalhando neste horário, os taxistas, vigilantes e assim por diante, a não sentir tanto ao ficar longe das festas que gostariam de estar presentes". Dito e feito, mandei brasa junto com o operador de som (não lembro quem trabalhou naquela noite, pois trabalhavam lá o Valdir Silva (Dentinho), o J.Neves, o Nivaldo Maciel (Véio Zuza) e o Antonio Carlos Cruz, hoje diretor do Canal 7). O fato é que foi muito divertido, muita festa e com muita músicas de Carnaval. Um assunto que abordávamos, afinal estávamos na passagem de ano, era sobre superstições de ano novo, que até têm fundamento - como por exemplo a da joaninha dar sorte: ela se alimenta de insetos que são pragas em plantações e isso é uma coisa que vem de nossos ancentrais agricultores. Outras porém, não tinham explicações, mas eram e são crenças ou simpatias populares. Sei que íamos passando para os ouvintes, e faziam o maior sucesso. Vejam algumas:
  • Não matar joaninhas. Os antigos acreditavam que a joaninha era sinal de boa colheita e, portanto, de boa sorte.
  • Usar maquiagem nos olhos. Antigos egípcios acreditavam que a maquiagem evitava que espíritos maus entrassem pelos olhos. 
  • Comer a carne certa. Frango não pode, porque a galinha cisca movendo as patas para trás, indicando retrocesso. Porco, por outro lado, é bom, porque fuça movendo o focinho para frente, indicando progresso.
  • Usar roupas novas. Roupas intímas como calcinha ou cueca só novas: para quem quer atrair dinheiro, fartura e abundância, use peças amarelas ou douradas; as brancas atraem paz e felicidade como muitos já sabem; as vermelhas são ótimas para as grandes paixões. Para quem quer viver um grande amor, prefira as de cor rosa. 
  • Observar borboletas. Se a primeira borboleta que você observar, em pleno voo, em um Ano Novo for da cor branca, isso quer dizer que vai ser um ano próspero.
  • Não chorar. Nossos ancestrais acreditavam que chorar durante o Ano Novo é sinal de mau agouro.
  • Abrir portas. As portas da sua casa devem ficar todas abertas, para que o ano velho possa ir embora. 
  • Beijar a pessoa amada. Os antigos acreditavam que beijar a pessoa amada na virada do ano, traz boa sorte no resto dele.
  • Dancar em volta de uma árvore. Acredita-se que dançar em torno de uma árvore, ao ar livre, durante a virada do ano traz sorte e prosperidade
  • Não lavar louça. Pessoas acreditam que lavar louças ou mesmo lavar o cabelo no primeiro dia do ano pode significar morte de um ente querido
  • Encher a carteira ou a geladeira. Deixe a carteira cheia de dinheiro. Se você tiver uma nota de dinheiro dentro do sapato os orientais dizem que a energia entra no nosso corpo pelos pés. Vai daí, o dinheiro no sapato atrai mais e mais riquezas. Mantenha geladeira com bastante comida e a despensa repleta de alimentos durante o primeiro dia do ano. Isso atrai fartura.
  • Aceitar visitas. Acredita-se que você não deve sair de casa antes de receber sua primeira visita no ano. E essa visita tem que trazer algum presente.
  • Observar bem a direção do vento. Se o vento estiver vindo do leste, isso pode significar que há catástrofe a caminho. Se o vento estiver vindo do oeste, significa sorte e, talvez, morte de alguém importante. Se o vento estiver vindo do sul, quer dizer que o ano vai ser próspero e, se o vento vier do norte, significa que vai chover.
  • Encher o bucho de uvas. A tradição espanhola diz que quanto mais uvas você conseguir comer na virada do ano, mais sorte você vai ter.
  • Tomar um banho especial. No dia 30 de dezembro, tome um banho especial para descarregar as energias negativas. Ferva água e coloque folhinhas de arruda, alecrim, manjericão, malva-rosa, malva-branca, manjerona e vassourinha para o seu banho. Espere esfriar e jogue a água sobre sua cabeça.
Ano velho indo, ano novo chegando e íamos recebendo inúmeros telefonemas dos ouvintes, contando outras curiosidades. Muitos desejando feliz ano novo ou convidando para festas. Por isso, vamos cantar..., cantar e cantar, recordar e recordar. E tin-tin, pois as festas continuam, pelo menos até o dia 04 de janeiro.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


O Rádio nos anos 70


Ah!... o Rádio dos anos 70. Clicando abaixo no vídeo/slide, você vai lembrar um pouco daquilo que os adolescentes dos Anos 70, ou quem era profissinal no meio radiofônico, ouviam nas emissoras de Rádio AM. É uma viagem que vai começar pouco antes dos Anos 70, para que os mais jovens entendam os processos de mudanças ocorridos nas emissoras de Rádio e nas músicas das décadas de 60 e 70. As músicas que se encontram na apresentação de slides/show estão todas inteiras, sem cortes, mas você poderá sempre avançar para a próxima tela, a qualquer momento, teclando ENTER no vídeo ou clicando em AVANÇAR para o próximo SLIDE (>>). Ligue o som. Regule o volume, pois durante 40 minutos seu micro estará sintonizado nas Emissoras de Rádio do Passado. Vale a pena curtir.


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