Gafes e causos do Rádio

História extraída do ótimo livro Loucuras do Futebol", de Emedê (o Marcelo Duarte, da ESPN Brasil, Rádio Bandeirantes e Guia dos Curiosos):

Em 1970, no extinto Torneio Roberto Gomes Pedrosa - a "Taça de Prata", antecessora do Campeonato Brasileiro -, Inter e Atlético Paranaense jogavam no Beira-Rio, em Porto Alegre. O Colorado aplicou 4 x 1 nos paranaenses. Rosildo Portela, narrador da Rádio Guairacá, gritou com emoção os gols do time gaúcho. No gol do Atlético, no entanto, pisou na bola. Ao receber uma visita de alguns diretores atleticanos, Portela virou-se de costas para o campo por alguns instantes e anunciou para os ouvintes a ilustre presença dos diretores. Naquele momento, Paulo Branco, que cuidava do plantão da rádio, anunciou:

- Atenção, Portela, gol.

- Gol onde, meu caro Paulo Branco?

- Aí em Porto Alegre, Dorval para o Atlético.

Como não havia torcida do Atlético no estádio, não houve barulho de comemoração e Portela nem percebeu a mudança no placar, mas narrou, com atraso mesmo, o gol dos paranaenses. Rosildo Portela trabalharia depois na Rádio Clube Paranaense. Faleceu em 2000.

Abraços a todos e ótimo final de semana!

Edu Cesar

Criador e editor de PAPO DE BOLA - O SITE

Fonte: Radio Base

A mãe do Oréco - 31 de março de 2008

Quando o Brasil ganhou a Copa do Mundo na Suecia, havia um jogador gaucho chamado de Oréco, por conta disso parte da equipe foi a Porto Alegre. Claro que o PB foi fazer a cobertura do evento. Chegando ao palanque armado na Av. Borges de Medeiros, dei de cara com aqueles cobrões da época e no meio deles, uma senhora idosa abraçada ao jogador Oréco chorando e dizendo:

-Meu filho...

Aproximei de microfone em punho e fui logo dizendo:

-Vamos ouvir agora a mãe do Oréco.

-A senhora poderia falar da sua emoção como mãe de um jogador tão importante?

Resposta :

-EU NÃO SOU MÃE DO ORÉCO COISA NENHUMA, PARA MIM SÃO TODOS MEUS FILHÕES.

Tóim???!!!!..... A reportagem, mesmo gravada foi ao ar na integra. E viva o Oréco.

Paiquimbu, pai de santo - 6 de avril de 2008

Na Rádio Itaí de Porto Alegre, havia uma locutor esportivo chamado Celestino Valenzuela. Certa vez o Valenzuela estava narrando do Olímpico uma partida de futebol, quando o plantão entrou no ar e chamou: - Alô Valenzuala ..., e na afobação de locutor novato informou que no PAIQUIMBU, em vez de Pacaembu... Quando terminou sua informação o narrador disse: - "Oba! Temos um novo pai de santo, o Paiquimbu".

Quero deixar claro que não vou ficar sempre falando em gaúchos e gauchismos, por que já sou paranaense. Apenas estou contando a parte inicial na minha profissão, que foi proveitosa e muito me ensinou, mas já tenho mais tempo de carteira no Paraná, do que no Rio Grande do Sul. Tenho inúmeras passagens, gafes, acontecimentos importantes, como também não vou falar, desculpe, escrever somente sobre minha pessoa. Tem que ter muita calma nessa hora, como diria o Juvenal Antena.

Alô Prado - 7 de abril de 2008

Cheguei em Curitiba no dia 7 de abril de 1964. Havia um excelente locutor esportivo cujo nome era Euclides Prado. Não deu outra, o Plantão na afobação de dar mais uma informação, lascou a seguinte frase para chamar a atenção do narrador: "ALÔ PRADO, o time tal está classificado para segunda fase do campeonato". Tchan...Tchan...Tchan...Tchan. Imagine o que aconteceu.

Tempestade de neve? - 8 de abril de 2008

Em 1986 eu apresentava um noticiário às 7:30 da manhã, na Rádio Estadual (Educativa), juntamente com Sérgio Luiz Picheto, Léa Oksenberg, Ovande (ou Ovando) Stori

O Sérgio fazia imitação de um consagrado locutor brasileiro, correspondente de uma grande emissora brasileira no Canadá. O dito cujo era chegado num bom wiski, e as vezes passava da conta.

Numa destas foi fazer um noticiário para o Brasil e leu- "VIOLENTA TEMPESTADE DE MERDA SE ABATEU SOBRE QUEBEK. AS CRIANCINHAS SE DIVERTIAM JOGANDO PELOTINHAS DE MERDA UMAS NAS OUTRAS".

Só que a tempestade realmente era de neve..., é claro!

Em Curitiba existem grandes locutores, dois destes, o Castro e o Stori. Só que um é Ovando e outro é Ovande. Daí minha confusão. Desculpem nossa falha.

Causos, por Ubiratan Lustososa - 02 de maio de 2008

Amigo Paulo Branco:

Gravei nesta quarta-feira o programa "Revivendo" que será apresentado domingo próximo (04maio2008) . Contei aquele causo (que achei sensacional) do seu blog, em que você divulgou o seu nome no táxi dirigido pelo Elon. Abaixo está a maneira como aproveitei o seu blog, cujo endereço divulguei.

Um grande abraço.

Ubiratan.

TÉCNICA – BG para CAUSOS.

UBIRATAN – E chegou a hora do nosso papo livre para eu contar causos pra vocês.

Meu amigo, o veterano locutor Paulo Branco, lançou o seu blog e está contando aos poucos o que vai lembrando da sua longa carreira. Está muito atrativo o blog e eu tirei dali o causo que conto em seguida.

O Paulo Branco atuava na Rádio Guairaca e durante algum tempo fez reportagens para aquela emissora. Falava sobre trânsito, política, fazia pesquisas eleitorais, e por aí afora. Conta o Paulo que certa noite, de folga, foi até a Rádio e encontrou o Elon Garcia, um dos grandes locutores do Rádio paranaense, vitorioso publicitário, de quem tenho a honra de ser amigo também.

O Elon, naquela época, para faturar um pouco mais, dava uma de taxista e pegava o táxi do pai para trabalhar à noite. O Paulo Branco havia tomado alguns drinques e estava meio alegre quando tomou o táxi dirigido pelo Elon. Foi então que resolveu promover o seu nome, já que ele estava a pouco tempo em Curitiba e ainda não era muito conhecido aqui. Então, mandou o Elon ir e vir de ponta a ponta pela Rua Barão do Rio Branco que naquela época tinha sentido duplo. E enquanto o táxi ia e vinha o Paulo Branco batendo com a mão na lataria e com a cabeça para fora da janela gritava: Paulo Branco! Paulo Branco! E o táxi do Elon ia e vinha e o Paulo dando tapas na lataria e gritando: Paulo Branco! Paulo Branco! Às vezes ele fazia um intervalo e dizia pro Elon: Que divulgação, hem? Que divulgação!

E ficaram naquilo até que o Elon o convenceu a encerrar a insólita propaganda e o levou para casa. No dia seguinte, passado o efeito do pileque, o Paulo Branco não lembrava de nada e o Elon Garcia teve que contar pra ele como ele fizera a divulgação de seu nome em Curitiba.

“Mardita” pinga, hem Paulo?

Fuad Kalil, um craque - 05 de maio de 2008

O Aguiar, dono e administrador da Rádio Cultura quando funcionava ali na José Loureiro esquina com Barão do Rio Branco, bem no centro de Curitiba, não aguentava mais pagar contas altas de telefone. Foi quando ele resolveu colocar cadeado no disco, de forma não serem feitas mais ligações, principalmente no período noturno. A turma namorava demais. O que aconteceu? Ficamos craques em fazer ligação, só batendo no gancho. Lembre-se que os números não não eram teclas, e sim girando o disco. Após um treinamento..., não é que dava certo? Fácil era do 1 ao 3, mas quanto maior o número, o intervalo entre as "tecladas" tinha que ser maior, e as vezes não dava certo. Imagina ligação com o número 9, tínhamos que bater 9 vezes. No caso do zero, eram 10 as batidinhas, e olha que era difícil acertar na tampa. Mas para alguns craques dava certo, não é Fuad Kalil?

Coderine e a confusão do padre - 06 de maio de 2008

Outra passagem interessante na Rádio Cultura aconteceu com o inesquecível Aníbal Coderine, locutor e pescador. Qualquer folguinha, lá ia para beira dum rio pescar. Era um tipo brincalhão, alegre, de bem com a vida. Tirava "sarro" de todo mundo. Morreu na flor da idade. Na missa de Sétimo Dia do Coderine, a igreja estava lotada, ele tinha muitos amigos. O padre na hora de oficiar a missa e falar em nome de quem seria realizada, saiu com essa: "Estamos aqui reunidos, para prestar uma última homenagem ao nosso querido Aníbal "Catarina"... ". Sabedores da genealogia do Aníbal, quase houve risada geral na igreja. Era só gente saindo, pois ninguém aguentava mais. Tinham que rir. E me disseram que o padre repetiu várias e várias vezes. Era Aníbal "Catarina" o tempo todo, ao invés de Coderine. Ah! querido amigo, até nessa hora você deu mais uma alegria para a rapaziada.

Ei cara, está fugindo por quê? - 09 de maio de 2008

Não é um causo do rádio, mas tem um radialista presente. Então, vale. A poucos dias fui até o Hospital Evangélico, um dos mais tradicionais de Curitiba, e enquanto esperava minha vez de consultar, ouvi relato de um paciente. Referia-se a um parente que fôra fazer exame de tórax no Evangélico, que está passando por grandes reformas, e ao tentar deixar o hospital, não encontrava a saída por causa do amontoado de obras. Tenta aqui, tenta ali, até que o parente viu uma luz no fim do túnel. Ao chegar lá, finalmente vislumbrou a rua, pensou ele. Ledo engano. Um enfermeiro que vinha acompanhando as manobras do dito cujo, segurou o infeliz pelo braço e perguntou:

- "Onde pensa que vai, seu fujão!"

Havia confundido nosso herói com um doente que estaria tentando fugir. De nada adiantou tentar explicar. O profissional da saúde foi logo perguntando:

- "Qual andar é seu quarto?", enquanto conduzia o apavorado, e agora denominado "paciente", pelo braço. E segue a conversa entre os dois:

- "Você é do quarto andar, do quinto, fala cara".

- "Não, eu só vim fazer um exame."

- "Qual o que, você não me engana, sou experiente nesse assunto. Qual é teu médico?"

- "É o doutor fulano".

- "Vamos procurá-lo e passar esta história a limpo."

Acontece que o médico, do atarantado e já não tão paciente parente do nosso amigo, estava num Congresso em Porto Alegre.

- "Ah! viu, você está mentindo!"

Não teve jeito. Pegou "nosso achegado" e o conduziu para um quarto. Não importava qual. Deixou o nosso já "impaciente achegado" com ordem de que se saísse, seria amarrado à cama. Como já estava na hora do lanche, o parente do nosso amigo pensou:

- "bem..., a confusão está formada..., eles que se virem. Vou mais é lanchar!"

Tomou lanche, até que chegou uma filha e disse:

- "estamos todos preocupados lá em casa. Por que o senhor não voltou do hospital?"

Desfeita a confusão, com os devidos pedidos de desculpas, tudo voltou ao normal. Comentam que ele só voltará a fazer qualquer exame, quando as obras acabarem. Leve o tempo que levar...

Iguaçu, a primeira em vestibulares - 18 de maio de 2008

Fatos marcantes, entre outros que já mencionei, foi o da cobertura dos vestibulares das universidades curitibanas. Certa vez fui cobrir os resultados da Evangélica. A guerra para divulgar primeiro as extensas listas de aprovados e sair na frente, era total.

A nossa audiência era fenomenal, e sabedor deste trunfo, tive uma idéia.Fui até a sala onde esvam sendo fechados os envelopes com os nomes das rádios que cobririam o evento, pois o intuito deles era para que todas recebessem a informação ao mesmo tempo.

Acontece que o "macaco velho aqui", entrou na sala e como quem não quer nada, só ser "agradável", saiu anotando nomes dos funcionários juntamente com seus pedidos de músicas preferidas, para anunciá-los na rádio. Nisso, consegui apanhar o envelope da Iguaçú.

Saí de fininho, assoviando baixinho, e disfarçadamente, corri para o telefone onde já estava postado o meu operador.Comecei rapidamente a leitura, e depois que uma lista saiu e já estava sendo anunciada, quem iria sintonizar noutra emissora?

Foi assim que marcamos mais um golaço e consolidamos mais o nome Iguaçú em vestibulares. Ficamos conhecido como "A primeira em vestibulares".

É isso aí: "cobra que não anda,não engole sapo".

Um vestibular especial - 20 de maio de 2008

Após ter escrito sobre a 1ª Rádio em coberturas de vestibulares, vieram outras lembranças. Uma das que mais me marcou, foi quando fazia uma cobertura do vestibular da Universidade Federal. Apanhei meu envelope e corri para a sala de transmissão reservada na Reitoria da UFPR. Um calhamaço meus amigos, e organizado por disciplina. Meu filho José Daniel concorria em Ciências Exatas, um dos últimos blocos daquelas listagens. Fui lendo, firme, e ao mesmo tempo, procurando o nome dele. Estava lá. Neste momento subiu um nó pela garganta, que tratei de engolir, e continuei a leitura. Cavacos da profissão. Terminada a leitura, corri para o Fusquinha, pois deveria levar tudo lá para o Canal 4, onde também funcionava a Rádio Iguaçú. Era costume dos vestibulandos irem lá, para conferir e ver seus nomes vitoriosos na listagem oficial. Hoje em dia, costuma-se ir em frente ao prédio da Gazeta do Povo, na Praça Carlos Gomes. Após entregar os documentos, missão cumprida. Andei um pouco, cá e lá, e aí sim o pai, não mais o profissional, chorava, e chorava copiosamente. Exatamente como estou fazendo agora ao escrever esta memória. Engoli novamente aquele nó. Terminando minha narrativa, enxugo as lágrimas e vamos para o fecho. Vale a pena viver, e viver intensamente cada dia. Ah! se vale. Obrigado meu Deus.






Reencontrando amigos - por Donato Ramos - 29 de maio de 2008

CARAMBA, SIÔ! Como diria um mineiro que se mudou pro México!

Não acredito! DESCOBRI O PAULO BRANCO depois de quarenta anos! Não sou mais radialista. Fui durante 33 anos e, agora, nem a Rádio Comunitária do Campeche me quiz. Fui até lá, apresentei-me, doei um dos meus livros, o que fala sobre Rádio, ensina algumas coisinhas das antigas, doei uma máquina de escrever, entrei de sócio, levei uns quadros que pintei, doei uns CDs que gravei tocando gaita de boca. Não penduraram o quadro, não leram o livro, não tocaram na máquina nem devolveram, não tocaram o disco e nem me entrevistaram. Não voltei mais lá e nem liguei mais a Rádio. Primeiro porque não quiz e, depois, porque não pega.

Pois é, amigão: estou aqui na Ilha da Magia, do Antunes Severo, do Emílio Cerri, do Iran Nunes, do Mauro Amorim, da Cláudia, filha do tão lembrado e querido Zininho, Luciando Corbeta e tantos outros... e de outros dinossauros!

Fui vinte anos presidente de sindicato em Cascavel (Comerciários), fui candidato a vice prefeito e nunca vi um cara perder tão feio como eu.

Daí, resolvi descansar aqui. Durante alguns meses isso foi possível.

Descobriram-me e, resumindo, estou "descansando" como: Diretor Responsável de um Jornal (vida&cidadania - porta-voz da Terceira Idade), Presidente do INSTITUTO VIDA & CIDADANIA, dedicado às coisas do LAZER E DA CULTURA NA TERCEIRA IDADADE (São 147 Grupos de Idosos sob a orientação da Gerência do Idoso da Secretaria da Assitência Social da Prefeitura). Escrevo para uns quatro ou cinco sites. Continuo editando meus livros (agora são 14). Sou Imortal da ACL - Academia Cascavelense de Letras. Amanhã(27.5.08) serei aceito em solenidade na ALIFLOR - Associação Florianopolitana de Escritores.

Mas sobra um tempão para abraçá-lo. Moro no Campeche - Servidão Ilha Paraíso, 98

Fiquei muito contente em descobrir você, porque foram poucos os que sobraram em pé!

Donato Ramos - 26 de maio de 2008

donatoramos@uol.com.br - www.vidaecidadania.zip.net

E o PC saiu de fininho - 17 de julho de 2008

Certa vez, sofri um acidente de carro, era um valente Fusca 66 (foto 1 - 2º fusca, em carreata na Vila Santa Efigênia (vide foto 2, no final)). Quem teve um, sabe do que estou falando. Pois o meu valente, foi recolhido ao pátio do Detran. Eu com a clávicula quebrada, não podia tratar da liberação do veículo. Foi então que entrou em ação, minha esposa Zena, acompanhada do amigo Paulo Cesar, apresentador do programa "A Baiúca do Xiló" na Rádio Independência, que se prontificou a acompanhá-la. Em lá chegando, foram procurar no pátio do Detran, em meio a centenas de outros carros. Cadê o nosso Fusca? Durante a caminhada, olha aqui, olha alí, o Paulo Cesar deu de cara com um antigo carro que havia sido roubado. - "Viva! Achei meu carro", gritou o glorioso PC. Mas, como diz aquele dito popular, "alegria de pobre dura pouco", a conta do estacionamento era maior do que valia o carro. PC fez que não viu, e saiu de fininho, antes que alguém o obrigasse a retirar o veículo de lá. Como diriam os ingleses, ele saiu à francesa: - "take french leave", na versão mais conhecida. Mas, poderia ser, sair à inglesa: - "filer à l'anglaise", exclusividade dos franceses. Como muitos diriam aqui no Brasil: - "saiu à francesa". Como diria o próprio Paulo Cesar, pernambucano: - "Vixi Santa!.
foto 2: ACAFISE (Associação Católica Filantrópica da Vila Santa Efigênia), Campanha "Reparta Seu Calor Com Quem Tem Frio", Promoção Rádio Cruzeiro do Sul, Programa Lourival Neves - Detalhe: Patrocínio da KING COLA

Os irmãos Resende - 18 de julho de 2008

Parece mentira, mas é verdade. Quando trabalhei na Rádio Gaúcha de Porto Alegre, na década de 50, haviam dois irmãos. Eram conhecidos como "Irmãos Rezende", o Luiz Antonio, e o Antonio Carlos. Locutores esportivos. Bons narradores e comentaristas. Até aí tudo bem, só que ambos eram totalmente gagos. Explico: gagos fora do microfone, mas quando acendia a luz vermelha, ou seja, o sinal de microfone ligado, falavam perfeitamente, sem nenhum tropeço. Esta eu acho que nem Freud explicaria. Abaixo, duas curiosidades sobre a questão. (fonte: http://www.gagueira.info/index.html )

Cantar, falar em uníssono, sussurrar...

Os gagos não gaguejam normalmente quando cantam, falam em uníssono, sussurram, falam com um animal ou crianças pequenas.
Gagos Famosos

Sabia que, durante a Segunda Grande Guerra, a Grã-Bretanha foi conduzida à vitória por dois gagos famosos: O Rei Jorge VI e o seu Primeiro Ministro Winston Churchill?

Se você gagueja, encontra-se com certeza em boa companhia e não deveria deixar que a gagueira o impedisse de seguir uma carreira promissora. Eis alguns gagos famosos:

Aristóteles
Robert Boyle
Lewis Carrol
Rei Carlos I
Charles Darwin
Demóstenes
Scatman John
Rei Luís II
Moisés
Marylin Monroe
Imperador Napoleão o Primeiro
Isaac Newton
Theodore Roosevelt
Virgílio

Censura - por Eduardo Schneider -27 de julho de 2008

A principal fonte de informações “quentes” durante os “anos de chumbo” era a própria censura dos militares. Quem explica o paradoxo é o blogueiro Paulo Branco que revela em seu blog (http://pbradialista.blogspot.com/) os bastidores dos anos de ouro do rádio:“ Estamos na década de sessenta e a censura corria tão solta, que toda tarde chegava na emissora um agente da Polícia Federal, com telegramas que eram afixados no quadro de avisos. Notícias que não deviam ser veiculadas pela rádio, e em cada telegrama, detalhes do que não era para ser noticiado. Assim ficávamos sabendo o que estava acontecendo, mas não podíamos tocar no assunto. Radialista não podia ter "boca de jacaré", era só "boca de siri". O dito era: "quem tem boca grande, vai pro céu". Era o Brasil do ame-o ou deixe-o”.

Mazza, impecável - 28 de julho de 2008

Folclore - por Luiz Geraldo Mazza - O radialista Paulo Branco, de Curitiba, estava no olho do furação na crise de 1961, posterior à renúncia de Jânio Quadros. No QG da resistência e no meio da Cadeia da Legalidade pela Rádio Guaíba viveu os dramas do cerco do Palácio, o armamento do povo, a mobilização da Brigada e por fim o apoio do IIIº Exército. Passada a guerra, Brizola homenageou os radialistas que estiveram nas trincheiras da Legalidade com uma churrascada e mandou fazer uma placa de exaltação aos bravos repórteres e comentaristas. Para decepção do Paulo Branco seu nome não estava na lista e foi direto ao caudilho reclamar. Brizola prometeu que corrigiria o senão, mas nada foi feito. Alguns anos mais tarde, em função do golpe de 64, um general mandou encanar todos os que estavam na placa. Graças a isso, o Paulo Branco se viu livre da encrenca.

Aproveito para, mais uma vez, agradecer ao Mazza pela lembrança em artigo acima, escrito na sua coluna do "Folha de Londrina". Mas o intuito principal desta postagem no meu blog, é reproduzir o texto logo abaixo, que encontrei no http://www.hagah.com.br/, o qual tenho imensa satisfação de registrar e deixar documentado no Blog. Afinal, como já relatei aqui, o Mazza é um daqueles jornalistas entre "Os Impecáveis". Aprimora-se sempre para ter textos impecáveis e elegantes e, assim, prestar bons serviços aos leitores.
Luiz Geraldo Mazza

 Com 57 anos de carreira e 77 de vida, Luiz Geraldo Mazza ainda continua sua profissão na Folha de Londrina e na Rádio CBN de Curitiba. É considerado um ícone do jornalismo paranaense pela carreira e personalidade erudita, de perfil crítico como pouco se encontra no jornalismo atual.Ele acompanhou de perto a história da imprensa paranaense participando de ações como a greve-geral que parou os jornais paranaenses por um dia no ano de 1963 que foi proposta por ele, na época, líder sindical. Quando perguntado sobre largar o jornalismo ele é bem objetivo: "Não posso e nem devo", diz. Hoje em dia trabalha em uma coluna diária no jornal Folha de Londrina e faz comentários na rádio CBN de Curitiba pela manhã. Já somam 13 anos atuando nessas duas empresas. Seu tema em ambos é a política, pois é formado em Direito e quando se fala em jornalismo político Mazza é referência indispensável no Estado.

Com sua sabedoria é capaz de raciocinar sobre fatos da história política mundial, brasileira e local, mencionando correntes de pensamento, escritores e filósofos e sem se distanciar do seu público consegue notar o agito da velha e atual política e suas conseqüências na vida do cidadão comum.

A jornada de trabalho começou aos 20 anos quando, estudando Direito, escrevia crônica lírica e romântica para o Diário da Tarde. Também escrevia para O Estado do Paraná uma forma de contribuir com o jornal. Seu primeiro emprego como repórter foi em 1955 no Diário do Paraná, Mazza cobria geral e logo passou para a chefia de reportagem. “Sou da época em que o jornalista se formava no local de trabalho.”

Participou da primeira transmissão de tevê do Paraná, pelo canal 6, trabalhou no Correio de Notícias do Última Hora. Foi diretor de jornalismo da TV Paranaense. Além disso foi diretor do Sindicato dos Jornalistas no Paraná no início dos anos 60. Mas como nem tudo são flores, durante o período da ditadura militar ficou desempregado. “Quem me deu emprego, nessa época, foi Francisco Cunha Pereira (dono da TV Paranaense e jornal Gazeta do Povo) e o João Milanez (da Folha de Londrina).” O jornalista ficou na Folha até 1981 retornando no começo da década de 90 onde continua até hoje. Sobre trabalhar em jornal impresso, Mazza comenta: "Jornal agora é pretérito. Não consigo me livrar, todo dia, da sensação de estar trabalhando em uma coisa vencida", diz ele, comparando com a internet e a divulgação em massa da televisão.

E quando se fala em rádio nos tempos antigos e nos de hoje? “Estação de rádio não tinha e ainda não tem recursos econômicos para se viabilizar. Muitas vezes elas dependem do departamento comercial para se manter.” Mesmo não tendo a tecnologia atual nos tempos passados, não era difícil fazer rádio. Era mais trabalhoso, porém gratificante. Mazza cita dois de seus companheiros que não esquece até hoje: Alceu Schwabe e José Maria Pires, ambos tem lugar especial em suas referencias pela maneira sofisticada como escreviam.

Como momentos marcantes de seus trabalhos ele cita jornalismo de ensaio para a revista Referencia em Planejamento e Memórias Urbanas de Curitiba do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC). Seu desejo para o futuro é continuar na profissão, “jornalismo para mim é trabalho, mas também é um repouso. Lido com gente muito jovem e de boa formação. É um intercâmbio agradável.” finaliza o jornalista, que não deixa de freqüentar a tradicional Boca Maldita na Rua XV, ponto de encontro de políticos, jornalistas, advogados, funcionários públicos e aposentados no centro de Curitiba.

Maneko’s bar está na sua lista dos preferidos, “gosto de lá por causa da variedade de comida popular. Lá também tem uma boa birita e uma cerveja gelada”. Gosta muito de comer o famoso peixe venenoso, o Baiacu. E esse ele só encontra no Bar do Edmundo.

O Pantagruel o faz lembrar do personagem da literatura crônica. “Lá saboreio a boa feijoada e a variedade de massas, peixes e carnes.” No Fornão ele gosta das pizzas e no Shopping Mueller acompanha a família.

Luiz Geraldo Mazza desperta nos alvos de suas críticas como também nos ouvintes sentimentos contraditórios, é amado e odiado, mas não importa qual é voracidade do comentário que o jornalismo faça uma coisa é certa: o respeito que todo o mundo jornalístico e político tem por seus comentários.

História do Rádio - Apelidos - 03 de agosto de 2008

Encontrei no dia desses, no Auditório da Caixa, meu amigo Ubiratan Lustosa, e comentamos sobre nossos escritos nos Blogues. Lustosa começou a lembrar de alguns apelidos de colegas do rádio, os quais já havia contado um pouco no Capitulo 12 ( http://www.ulustosa.com/HistoriaRadioPage.htm ). Agora no capítulo 19, encontramos muito mais. São excelentes lembranças, e eu até descobri ( lembrei ) o nome do Quati, do qual havia contado uma passagem no meu Blog. Vale a pena lembrar. Vamos lá.


MAIS APELIDOS


Revendo meus velhos guardados encontrei uma porção de recortes do jornal Gazeta do Povo da década de 60, quando eu escrevia a coluna "RÁDIO & TV". Entre tantas notas, achei uma coleção de apelidos de famosos radialistas do passado. A gente já não lembra quais os motivos que geraram muitas dessas alcunhas, e é curioso que as pessoas que as receberam muitas vezes nem sabiam da sua existência. Vejamos alguns dos apelidos:
Marcus Aurélio - "Lacerdinha" e "Dr. Vidraça" (era parecido com o político Carlos Lacerda)
Jota Pedro - "Macau" e "Gaspar"
Moisés Itzcocich - "Faixa Branca"
Borba Filho - "Pelúcia"
Fritz Basfeld - "Dedo Duro" (isso em razão do reforçado dedo indicador a ornamentar a sua mão)
Augusto Reis - "Saúva"
Zé Domingos - "Balão"
Ivan Cury - "Bigode Sedoso"
Paulo Albértti - "Tucano" (por causa do avantajado nariz) Eolo Cesar de Oliveira - "Farofa de Cuque" e "Areia Molhada" (em decorrência de algumas bexigas que o Eolo tinha no rosto)
Wilson Thomaz - "Melancia" e "Ganso"
Linda Saparolli - "Pierina" (loiríssima, o apelido era para contrastar: a boneca Pierina era negra)
Vera Lúcia - "Tagarela"
Tônia Maria - "Madame Tonica Botica"
Júlio Pires - "Macaca Fu"
Rubens Rollo - "Pé de Frade" e "Capuchinho" (ele usava habitualmente sandálias franciscanas)
Pier Máximo - "Bagre"
Marly Terezinha - "Içá"
Mário Vendramel - "Boca Rica" (tinha uma prótese dentária de ouro que depois retirou por achar anacrônica), "Mazzaroppi" (tinha o jeitão do comediante do qual imitava o andar), "Nariz de Fumar na Chuva" (em função do elevado apêndice nasal) e "Costeleta de Babado" Obs.- Vendramel era um grande e inspirado criador de apelidos. Certamente recebia o troco e em decorrência teve muitas alcunhas.
Sérgio Fraga - "Jamanta", "Engradado de Girafa" e "Sabonetão" (por causa da sua elevada estatura)
William Sade - "Cilibin"
Mauro de Alencar - "Testa Panorâmica"
Willy Gonser - "Bardhal" e "Bebê Johnson"
Vinícius Coelho - "Vermelho"
Dermeval Costa - "Pestana de Boneca" e "Limpa Trilho" (tinha cílios exageradamente grandes)
Jamur Júnior - "Beduíno" e "Braço Fixo"
Ricardo Filho - "Quincas" e "Tartaruguinha"
Franck de Hollanda - "Rei do Café" e "Sargentelli"
Moacir Amaral - "Matusalém" e "Igreja da Ordem" (era um dos mais velhos da turma)
Luiz Tavares - "Pintor de Rodapé" e "Leão de chácara de Baile Infantil" (pela sua pequena estatura)
Altamiro Bevilacqua - "Nariz de Quebra-gelos" (por causa do nariz grande) e "Durmo Aqui Mesmo" (por estar sempre sonolento)
Vale lembrar o elevado espírito de camaradagem desses profissionais que aceitavam esportivamente esses apelidos dados pelos colegas. Na seção de "Gafes e Fatos Cômicos", Parte 12 , você encontra mais apelidos de nossos radialistas.


Já que o Lustosa citou, segue abaixo a parte 12 do site:


Entre os radialistas sempre houve muitas brincadeiras, gozações e o inevitavel aparecimeto de apelidos, alguns muito divertidos.
Eu vou lembrar algumas das alcunhas de saudosos radialistas que lamentavelmente já nos deixaram, e de alguns que felizmente ainda estão conosco.

* Mário Vendramel era chamado de "Boca-Rica", só porque ele tinha num dente uma obturação de ouro, como aquelas muito usadas antigamente.

* Sérgio Fraga era o "Jipão" e também "Jamanta", pelo seu tamanho reforçado.

* A mim eles chamavam de Tio Bira, e de "Espirro", pois eu era muito magro.

* Luiz Gonzaga de Freitas, que foi proprietário da Bedois por algum tempo, era o "Jerimum", por sua origem nordestina.

* Eolo César de Oliveira tinha algumas bexigas no rosto e a turma o apelidou de "Farofa de Cuque".

* Ruy Carvalho Santos, por muito tempo proprietário da Rádio Clube, sempre estava com o peito estufado e a turma logo passou a chamá-lo de "Peito de Pombo".

* Luiz Nivaldo Maciel, tez morena, quando seus cabelos ficaram brancos ganhou o apelido de "Véio Zuza".

* Dirceu Graeser, inesquecível colega e amigo, sempre muito magro, tinha quem o chamasse de "Pastel de Vento".

* Oséas da Costa Felix, que trabalhou na Colombo e na AERP, ganhou o apelido que conserva até hoje e pelo qual é mais conhecido do que pelo próprio nome: "Cachimbo".

* Airton Cordeiro, grande narrador e comentarista esportivo, ganhou o apelido de "Galo".

* Demerval Costa, saudoso colega, era o "Pestana de Boneca", e realmente ele tinha pestanas longas.

* O veterano locutor esportivo Antonio Carlos Gomes jamais conseguiu se livrar do apelido de "Quati".

E tem muito mais! No ambiente radiofônico sempre houve muitas brincadeiras, e também muita amizade.

Fontes: http://www.ulustosa.com/

FOLCLORE DA IMPRENSA - 30 de outubro de 2008

FOLCLORE DA IMPRENSA - DONATO RAMOS - (dos livros ANTES QUE ME ESQUEÇA-O FOLCLORE DA IMPRENSA - 1-2-3 e 4)

BATATINHA – TAROBÁ – 27.5.05 – 13h10
- O agricultor foi alvejado no braço “QUASE PERTO” do peito.
...
Entrevista com o treinador Parreira:
- A gente não seleciona jogador pelo TAMANHO nem pela ALTURA.
(Puta merda, ó filósofo! Seleciona pela GROSSURA, talvez...?
...
TAROBÁ – BATATINHA – 30.10.05 – 13h45min
-... e os dois policiais praticaram o crime chamado “CONCUSÃO”.
(Concussão é o certo. CONCUSÃO deve ser prática sexual!).
...
NETO
No dia 31 de janeiro de 2005, às 13 horas e oito minutos, na TV Tarobá de Cascavel,, o Neto substituiu o Batatinha no programa “Tempo Quente”. Lá pelas tantas, sai-se com esta:
- ... com MENAS violência.
Dias antes, no mesmo programa (24.1.) e pelo mesmo motivo, às 13 e 43, o excelente apresentador, falava sobre um parente de um prefeito da região, preso por porte de drogas:
- E a droga, senhores, estava dentro de uma LATA DE PAPELÃO...!
...
BOLÍVAR “cacau” NEGREIROS
TV Tarobá – Cascavel – Pr
Programa “PRETO NO BRANCO” - 20.3.89.
- O Brasil tem tudo para ser um dos maiores países DO UNIVERSO...
(depois da Terra, claro!)
...
PAULO MARTINS
TV Tarobá – Cascavel – 24.2.89
- Ficam fazendo ALAÚZAS, num dizer MUITO POPULAR...
(Já pensou se o termo não fosse POPULAR? Ninguém iria entender, né Paulo?)
...
CADEIA – Curitiba - Pr
Mostrando um jornal onde se via claramente a frase “Susto e destruição”, o deputado Alborghetti leu assim, apontando com o dedo:
- SUSTO E DESNUTRIÇÃO.
(Um cara desnutrido, se levar um susto, morre, Cadeia!)
...
CADEIA – NO MESMO DIA
- Minha boca não é osso pra andar na boca de cachorro...

DONATO RAMOS
Publicado no Recanto das Letras em 02/06/2008

(em breve, continuaremos contando mais gafes e causos do Rádio, que postamos no nosso Blog. Aguardem)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009


Gafes: Paulo Chaves e Gilberto Fontoura

Tempos atrás, encontrei o Paulo Chaves e o Gilberto Fontoura no MIS - Museu da Imagem e do Som(na foto: PB, Marisa Vilella - Diretora Presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra -, Paulo Chaves e Gilberto Fontoura), numa homenagem a radialistas. Meu filho, que pesquisa muito pela Internet, achou essas 02 histórias, envolvendo estes grandes amigos, da velha guarda. Está no Site do Bira, o Ubiratan Lustosa (+Detalhes), onde vocês podem achar outras muitas "Gafes" de outros artistas do rádio paranaense.

Vale a pena conferir.

Este aconteceu em 2005.Rádio Paraná Educativa AM, sábado, 18 horas, programa "Nossa História", comandado com muita competência pela apresentadora Zélia Maria Sell. Um belo programa.

A audição do dia 27 de agosto de 2005 foi em comemoração à assinatura por Dom Pedro II, em 29 de agosto de 1.853, da Lei 704 que elevou a Comarca de Curitiba à categoria de Província, com o nome de Paraná.

Para esse patriótico programa, Zélia Maria teve convidados especiais, de acordo com a importância da data. Estavam presentes o desembargador Luiz Renato Pedroso, presidente do centro de Letras do Paraná e vice-presidente do Movimento Pró- Paraná, a diretora do Arquivo Público, Daysi Lucia de Andrade, e o economista Rubens Stelmachuk, pesquisador do Instituto Histórico, autor de um trabalho sobre os "Anos Dourados do Paraná".

Deu-se ao programa o título "O Paraná Dos Anos Dourados", lembrando toda a pujança do estado agrícola que naquela época se industrializava e os grandes nomes que se destacavam então. Zélia escolheu, para iniciar o programa, o "Hino do Paraná", com a Banda da Polícia Militar, e toda a pompa que a mesma representa. Muito solícito, o diretor da emissora, Paulo Chaves, já no início da semana havia falado a ela:

- "Zélia, para facilitar o seu trabalho, eu já vou deixar no computador o Hino do Paraná para o operador colocar na abertura do seu programa". Zélia Maria agradeceu contente a gentileza e ficou despreocupada.

Chegou o dia do programa, 27 de agosto de 2005.

O desembargador Luiz Renato Pedroso chegou mais cedo e, enquanto esperava pelos demais, ficou conversando com Enevaldo Moreira, o operador do horário. O assunto: futebol, pois sábado é dia de jogo. Quando Zélia chegou, após os cumprimentos, falou para o operador:

- "A música da abertura já está no computador: é o Hino do Paraná".

Tudo bem. Só que nem sempre as coisas saem conforme o programado. Ao ser iniciado o programa, não deu outra: logo após a vinheta de abertura, "A Paraná Educativa, AM 630, apresenta Nossa História, com Zélia Sell", eis que entrou o hino: "Meu Paranáááá, meu tricoloooor!", e até aquela chamadinha: "Paraná-á". Em vez do Hino do Estado do Paraná, entrou o hino do Paraná Clube.

- "Quase enfartei, Bira," - contou-me a Zélia, "você pode imaginar que situação?"

Na hora, microfone ligado, sem saber o que fazer e tendo que dizer alguma coisa, a apresentadora comentou com compreensível desconforto:

- "Alguém fez uma travessura; deveríamos abrir o programa com o Hino do Estado do Paraná, com a banda da Polícia Militar, e não com o hino do Paraná Clube." E, para desanuviar, brincou:

- "Acho que foi o senhor, desembargador, que estava conversando sobre futebol com o nosso operador."

O desembargador Pedroso, que sempre está bem humorado, topou a brincadeira e confirmou:

- "Fui eu, sim, que além de paranista fui torcedor do Ferroviário. Sou torcedor dos velhos tempos e queria ouvir o hino do meu time."

E depois dos risos e da descontração, o programa seguiu em frente e foi festejada a data histórica do nosso Estado. E meu arquivo de gafes e fatos cômicos ganhou mais um registro.

Zélia Sell, jornalista e pesquisadora, apresenta o programa "NOSSA HISTÓRIA", na Rádio Paraná Educativa.
* * * * *
Este fato aconteceu com o Paulo Chaves que no início dos anos 2000 assumiu a direção da Rádio Paraná Educativa, no governo Roberto Requião.

Foi lá pelos anos 80. Paulo Chaves, cantor e compositor, autor da música de sucesso "Piá Curitibano" (veja ao final a letra), na época cantava em orquestra e em suas atuações conversava com o público, fazia imitações e divertia a platéia. Sabedor disso, Gilberto Fontoura, que era diretor da Rádio Independência, pediu ao Aldo Malucelli que convidasse Paulo Chaves para uma conversa. O resultado foi a contratação do cantor e animador para apresentar um programa nas madrugadas da Independência. Tinha o sugestivo nome de "Clube das Corujas" e era apresentado das 2 às 4 da madrugada. Paulo criou um personagem, o Matraquinha, que ficou famoso.

Quando o locutor Tôni Marcos deixou de atuar, Paulo passou para o horário da tarde num programa do qual os ouvintes participavam por telefone. Paulo os atendia fora do ar, dizia quais as músicas que estavam disponíveis, anotava a escolha e, depois, conversava ao vivo com a pessoa, fazendo de conta que não haviam falado antes.


Certa vez, uma jovem ouvinte ligou para pedir uma música. Bem a que ela queria ouvir não estava programada e ela, contrariada, teve que escolher outra. Já no ar, inesperadamente ela se queixou:


- "Pois é, vocês não têm a música que eu queria e tive que escolher outra que eu nem gosto".

Chateado, enquanto a música tocava, Paulo Chaves fez um sinal ao operador indicando que desejava falar com ele. Em casos assim, o operador liga o microfone e ouve o que o locutor fala, sem que isso saia no ar. Então, o Paulo disse:

- "Escute aqui, quando a ouvinte que ligar for meio burrinha como essa, corte o microfone pra não saírem no ar essas reclamações".

Só que, por uma falha do operador, saiu tudo no ar e, para constrangimento do Paulo Chaves, todo mundo o ouviu chamar a ouvinte de burrinha. Ela inclusive.

O pior foi o medo de que ela ligasse novamente e dissesse coisas piores.

* * * * *

Piá Curitibano (letra da música)

Paulo Chaves


Eu conheço bem o jeito desta cidade
que é menina e usa blazer no verão
e que cuida do passado feito gente grande
e no presente, tem o futuro nas mãos

Me perdoe este jeito encabulado
é que eu nasci pros lados do Taboão
Curitiba é um passo à frente, leite quente
com orgulho, geada e muito pinhão

E é tão bom ser um piá curitibano
soltar raia, bater bete, rodar pião
e levar no rosto um grande sorriso
pra quem chega ter aberto sempre o coração

Eu conheço bem o jeito desta cidade
que estuda e trabalha por tradição
por teus modos, teu progresso
apáixonado confesso,
Curitiba mora em meu coração
Curitiba...coração...

segunda-feira, 27 de abril de 2009


Gafes do Rádio - "calor atráz..."

foto: Arthur de Souza - fonte: www.ulustosa.com

Um dos grandes locutores da Bedois, nos velhos tempos, foi Lóris de Souza, irmão de Arthur de Souza.Inteligentíssimo, exímio violonista, o Lóris formou-se engenheiro e deixou o rádio.
Certa vez, quando deveria ler o texto “Para o bebê, nesse calor atroz, Talco Ross”, saiu com esta: “Para o bebê, nesse calor ATRÁS, Talco Ross”.


Fonte: www.ulustosa.com - Gafes e Fatos Cômicos

quarta-feira, 29 de abril de 2009


Gafes do Rádio - Nugget - mais brilho ao couro cabeludo...

Fonte: www.ulustosa.com - Site do Ubiratan Lustosa

Muitos anos atrás, eu era locutor da "Emissora das Iniciativas" - assim era cognominada a Rádio Marumby. Seus proprietários eram Tobias de Macedo Júnior e Arno Feliciano de Castilho. O Gerente era o Frederico Plaisant e Herrera Filho era o Locutor Chefe.

Naquele tempo a gente tinha muito medo de cometer erros, pois eles poderiam ocasionar uma enérgica repreensão e até a perda do emprego.

Sob essa tensão, lá ia eu fazer meu horário de locução, quando lia as dedicatórias nos programas de homenagens, anunciava as músicas e lia os textos comerciais.

O Osmar de Queiroz (foto acima), que era locutor esportivo naqueles tempos, foi quem me lembrou que certo dia eu fui ler o anúncio do "Nuguet", um produto para se passar nos sapatos e que, segundo seus fabricantes, conservava, amaciava e dava brilho. O final do texto era assim: "Nuguet - mais brilho ao couro dos calçados", e eu, num daqueles momentos de gênio às avessas, li desse jeito: "Nuguet - mais brilho ao couro cabeludo..." - e então parei, ao sentir que algo estava errado, e sem achar outra saída conclui: "...dos calçados". E ficou assim, para espanto de quem estava ouvindo a Rádio:
 "Nuguet - mais brilho ao couro cabeludo... dos calçados".
Era mais uma gafe de um locutor novato sob tensão.

domingo, 10 de maio de 2009


Gafes do Rádio - Dia das Mães


Fonte: www.ulustosa.com - Gafes e fatos cômicos

E vai mais uma das que o meu amigo Donato Ramos enviou. Essa tem até a data da ocorrência: 9 de maio de 1980. Na Rádio Independência de Cascavel, o apresentador "Coronel" Honorato era o titular de um programa de grande audiência. No mês de maio daquele ano, "Coronel" Honorato fez uma grande promoção para o Dia das Mães. Certo dia, abordando o assunto ele falou bem assim:

- "É isso aí, ouvintes. No Dia das Mães nós vamos dar muitos presentes para elas. Presentes para as mães mais bonitas, para as mães mais feias, para as mães mais isso, mais aquilo, e para as mães mais idôneas."

Nossa! Foi de lascar. A turma não agüentou. Ele queria dizer mães mais idosas... e disse mais idôneas. Ficou muito chato e as gargalhadas vieram impiedosamente

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Xadrez do Lugo

Fonte: Blog do Eduardo Schneider - Xadrez do Lugo - 

O grande Paulo Branco, radialista e blogueiro de sucesso (http://www.paulobranco.com/), acaba de voltar de uma viagem pelo lago azul de Ipacaray. Voltou falando maravilhas do clima (louvou ‘las noches tíbias’), e trouxe novas piadas sobre o presidente Lugo.

Uma delas conta que, desde que se descobriu as estrepulias sexuais do presidente, as regras para jogar xadrez no Paraguai mudaram.

Por exemplo, a partir de agora, só o Bispo come a Dama.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Suicídio


Ao longo de minha carreira como radialista, cataloguei algumas palavras que devem usadas com muito cuidado, uma delas, "suicídio" (foto: suicídio, de Édouard Manet - 1877). Certa vez, durante a apresentação do programa "Paraná Bom Dia" na Rádio Independência, falei sobre suicídio. Aconselhei que antes de mais nada, deve-se procurar, um padre, um pastor, um psicólogo ou um amigo, e expor o problema que o aflige tanto, chegando mesmo em solução radical. E disse mais: quem está de fora enxerga melhor as coisas, vê por outros ângulos e pode ajudar a evitar o desfecho trágico, e por aí a fora. Em poucos minutos recebi um telefonema, de uma pessoa que estava naquela situação e queria falar comigo. Eu não poderia deixar de atender ao pedido de socorro. Não me largou mais, enquanto não achamos a solução. Procurei o pivô, ou melhor a pivô do caso, a ex-noiva. Consegui o reatamento, casaram e muitos anos depois, em uma sinaleira, vislumbrei um automóvel, um senhor e uma menininha linda ao seu lado, que deveria ser sua filha. Era o quase suicida... Lágrimas não faltaram, e vieram, lentas e calmas. Recuperado, toquei em frente, seguindo destino. Ainda, por causa do que falei, me ligou uma jovem com problema na contabilidade da instituição em que trabalhava, e que era de sua responsabilidade. Estava faltando dinheiro. Assumi o caso, e começamos a trabalhar. Faz conta, não fecha, falta dinheiro, mas onde estará? Fomos ao banco pela enézima vez, revisamos tudo e apareceu o erro. Graças a Deus o pior foi evitado. Por isso, recomendo aos mais jovens que apresentam programas, a ter muito cuidado com as palavras. E se os resultados comigo não fossem como relatei e tivesem outro desfecho? Como é que ficaria minha consciência, mesmo porque, não é assunto fácil de ser tratado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Donato Ramos e mais "gafes de radialistas"

Estive a poucos dias com Donato Ramos, que está preparando lançamento em Curitiba de seus mais recentes livros. Agora o Donato já está escrevendo às pencas... Já estou com exemplares e posso lhes garantir que são grandes obras literárias. Um dos livros, continuará a trazer as grandes gafes de radialistas famosos, e outro com curiosidades, intitulado "Grande Livro de Recortes". Ambos imperdíveis e hilariantes. Neste emaranhado de notícias ruins, o Donato nos traz uma leitura amena e agradável. Parabéns, e estamos aguardando o amigo em Curitiba, ele reside em Florianópolis. Abaixo, segue "links" de matérias dos arquivos do Donato, no site "Caros Ouvintes", sendo uma sobre algo que escrevi do Elon Garcia:
Este cantinho de reminiscências é uma homenagem aos bravos equilibristas do microfone, que mesmo levando a sério o seu trabalho dão suas escorregadinhas, mas sempre completam a volta por cima. Leia mais…

Grandes radialistas… Reonildo e outros 3/08/09

Umazinhas pra quebrar o rigor do frio hibernal, como diria sem pudor nem piedade o mascate Reonildo Ronaldo, já falecido, que Deus o tenha. O nome do Ronildo não é bem esse, mas as mancadas são verdadeiras de verdade. Ops!Leia mais…

Grandes radialistas… Aloísio Finzetto 27/07/09

No livro Grandes Radialistas e suas Grandes Gafes conto algumas que me foram repassadas por colegas. Esta, por exemplo, é uma entre as muitas que Ubiratan Lustosa conta em seu apreciado site. E acima de tudo, é verdadeira de verdade. Leia mais…

Grandes radialistas… O galã Roberto Martins 20/07/09

Sempre bem vestido, com o cabelo corretamente assentado com muita brilhantina, Roberto Martins se orgulhava do assédio das fãs que já acontecia naqueles tempos. Havia uma jovem que o admirava muito, filha de um sargento da Polícia Militar. Leia mais…

Grandes radialistas… Ah! O radioteatro! 12/07/09

O Diretor do Departamento (11 novelas diárias, ao vivo, sem cores, sem gravações; gravador somente um Gelloso com minifitas e que mais parecia brinquedinho de criança), era o hoje famoso na Rede Globo, Ary Fontoura, estrela eterna do Rádio e Televisão do Brasil. Leia mais…

Grandes Radialistas e suas grandes gafes - 1 6/07/09

Ah! O locutor! Tem cada um que parece dois como dizia o “Edmundo” que não era Edmundo coisa nenhuma: havia um sucesso da época, a versão brasileira, bem brasileira do IN THE MOOD – “Edmundo não sabe bem o que faz…”.Leia mais…

O incomparável Elon Garcia 9/11/08

Encontrei esta historinha gostosa sobre o Elon no blog doPaulo Branco. Elon Garcia foi o grande Diretor que tive na Rádio Independência de Curitiba. Falar de Elon Garcia é falar de uma figura conhecidíssima em Curitiba, principalmente por causa de sua imagem na televisão local. Leia mais…

FIQUE BEM INFORMADO.

Leia mais: Hoje é dia de que? Datas comemorativas • A arte da vida. Apon HP. Literatura para pensar e sentir http://www.aponarte.com.br/p/hoje-e-dia-de-que-e-amanha_09.html