Idas e vindas, nas ondas do Rádio - parte 1 (História)

Paulo Branco - Enfim "blogueiro - 25 de março de 2008


Viva!!! Mal comecei a escrever e já tenho cinco leitores, todos da família, nada mal. A quem interessar possa: Iniciei minha "brilhante" carreira de radialista na década de 50, e só tive essa profissão em minha vida. Tudo que vi e tudo o que vivi, foi no Rádio. Alegrias mil, algumas tristezas e foi tudo maravilhoso. Ah!... minha primeira emissora foi a Rádio Cultura de Erechim (RS). Rodei bolsinha pelo interior, até me aventurar na capital e graças ao saudoso mestre, a quem rendo minhas homenagens, Mendes Ribeiro, ingressei na equipe da Rádio Gaúcha de Porto Alegre. Depois eu conto mais. Vamos por partes como diria Jack.

As gafes do rádio ao vivo! - 25 de março de 2008

História extraída do ótimo livro "Loucuras do Futebol", de Emedê (o Marcelo Duarte, da ESPN Brasil, Rádio Bandeirantes e Guia dos Curiosos):


Em 1970, no extinto Torneio Roberto Gomes Pedrosa - a "Taça de Prata", antecessora do Campeonato Brasileiro -, Inter e Atlético Paranaense jogavam no Beira-Rio, em Porto Alegre. O Colorado aplicou 4 x 1 nos paranaenses. Rosildo Portela, narrador da Rádio Guairacá, gritou com emoção os gols do time gaúcho. No gol do Atlético, no entanto, pisou na bola. Ao receber uma visita de alguns diretores atleticanos, Portela virou-se de costas para o campo por alguns instantes e anunciou para os ouvintes a ilustre presença dos diretores. Naquele momento, Paulo Branco, que cuidava do plantão da rádio, anunciou:

- Atenção, Portela, gol.

- Gol onde, meu caro Paulo Branco?

- Aí em Porto Alegre, Dorval para o Atlético.

Como não havia torcida do Atlético no estádio, não houve barulho de comemoração e Portela nem percebeu a mudança no placar, mas narrou, com atraso mesmo, o gol dos paranaenses. Rosildo Portela trabalharia depois na Rádio Clube Paranaense. Faleceu em 2000.

Abraços a todos e ótimo final de semana!

Edu Cesar

Criador e editor de PAPO DE BOLA - O SITE

Fonte: Radio Base
Folclore - por Luiz Geraldo Mazza - 26 de março de 2008

O radialista Paulo Branco, de Curitiba, estava no olho do furação na crise de 1961, posterior à renúncia de Jânio Quadros. No QG da resistência e no meio da Cadeia da Legalidade pela Rádio Guaíba viveu os dramas do cerco do Palácio, o armamento do povo, a mobilização da Brigada e por fim o apoio do IIIº Exército. Passada a guerra, Brizola homenageou os radialistas que estiveram nas trincheiras da Legalidade com uma churrascada e mandou fazer uma placa de exaltação aos bravos repórteres e comentaristas. Para decepção do Paulo Branco seu nome não estava na lista e foi direto ao caudilho reclamar. Brizola prometeu que corrigiria o senão, mas nada foi feito. Alguns anos mais tarde, em função do golpe de 64, um general mandou encanar todos os que estavam na placa. Graças a isso, o Paulo Branco se viu livre da encrenca.

Fonte: Folha de Londrina - por Luiz Geraldo Mazza - FolhaPolítica
Palhaços, por Eduardo Schneider - 26 de março de 2008

O grande radialista Paulo Branco ficou sabendo que o Cirque de Soleil tem um palhaço brasileiro em seu elenco e se pôs a matutar.

O brasileiro é tantas vezes tratado como palhaço que já começa a se profissionalizar. Já estamos até exportando mão-de-obra especializada.

Não demora, seremos tão conhecidos pela exportação de palhaços quanto somos pela exportação de jogadores de futebol, aposta Paulo Branco.

Fonte: Jornal horaH News - Colunista: Eduardo Scheneider

Meu amigo Valtor - 28 de março de 2008

Estou recebendo, para minha grande satisfação, a visita do meu amigo Valtor Ferreira Ramos. Chegou de Porto Alegre para ficar alguns dias por aqui. Nossa amizade tem mais de 50 anos, coisa muito rara nos dias de hoje. Conhecemo-nos da Rádio Continental de Porto Alegre, onde entre outras façanhas transmitimos (ele é um exelente operador de som) a 1ª Festa Nacional do Calçado, direto de Novo Hamburgo. Tudo com ajuda da Companhia de Comunicações do Exército, que deslocou para aquela cidade um caminhão de equipamento e instalou antenas com mais de 30 metros (década de 60). Para as informações irem ao ar hoje, daria para fazer o mesmo trabalho com um simples celular. Eta nóis.

A mãe do Oréco - 31 de março de 2008

Quando o Brasil ganhou a Copa do Mundo na Suecia, havia um jogador gaucho chamado de Oréco, por conta disso parte da equipe foi a Porto Alegre. Claro que o PB foi fazer a cobertura do evento. Chegando ao palanque armado na Av. Borges de Medeiros, dei de cara com aqueles cobrões da época e no meio deles, uma senhora idosa abraçada ao jogador Oréco chorando e dizendo:

-Meu filho...

Aproximei de microfone em punho e fui logo dizendo:

-Vamos ouvir agora a mãe do Oréco.

-A senhora poderia falar da sua emoção como mãe de um jogador tão importante?

Resposta :
-EU NÃO SOU MÃE DO ORÉCO COISA NENHUMA, PARA MIM SÃO TODOS MEUS FILHÕES.

Tóim???!!!!.....

A reportagem, mesmo gravada foi ao ar na integra. E viva o Oréco.

Conhecendo Brizola - 1 de abril de 2008

Transcorriam aqueles anos efervecentes, antes de 64. Este locutor que vos fala, estava numa noite fazendo locução da Rádio Farroupilha de Porto Alegre. Lá pelas 11 da noite, do estúdio vislumbrei a chegada de um grupo tendo a frente uma figura que eu já conhecia pela imprensa, Leonel Brizola. Era de tremer para um gauchinho de vinte e poucos anos vindo lá do Planalto Médio, de uma cidadezinha chamada Passo Fundo. Brizola entrou se apresentou e perguntou:

- és o locutor da hora?

- sim senhor, ... Respondi de pronto.

O caudilho então me disse:

- anuncia aí que a Farroupilha está sendo requisitada pelo Governo Federal. Vai falar Leonel de Moura Brizola.

Anunciei e fui saindo de fininho do estúdio, que apesar de grande, estava totalmente lotado. E perna pra que te quero. Soube que ele falou até as 3 da manhã. Foi assim que conheci LMB. Eta mundo. Isto aconteceu já faz quase 50 anos.

Conhecendo o Rio de Janeiro - 3 de abril de 2008

Tive que ir ao Rio, ou mais propriamente ao Ministério do Trabalho, muito tempo antes de Brasília ser a capital federal. Lá chegando, pergunta daqui, pergunta dalí, queria encontrar o prédio do Ministério. Bem próximo do meu objetivo, tinha que atravessar uma rua muito larga, mas de pouco ou nenhum movimento. Via carros todos alinhados a uns 500 metros. Deve ser um estacionamente, pensei. Não mais que de repente eles acordaram e vieram em minha direção. Estava no meio da travessia e eles (os carros) se aproximando. Correr não dava, voltar não dava; então fiquei estático vendo carros passando pela minha direita e pela esquerda. De repente tudo cessou e consegui ir até o outro lado. Sabem onde estava? Estava no meio da Av. Presidente Vargas. Foi assim que conheci o Rio de Janeiro, que continua lindo. Dá para esquecer uma coisa assim?

Seu Osvaldo, o Cambota - 4 de abril de 200

Lá estava eu trabalhando numa boa Rádio de Porto Alegre, quando recebi a visita de um senhor. Osvaldo era seu nome, que me fez convite para dirigir uma Rádio em Minas do Butiá, no interior do RS. Cidadezinha que vivia em função das minas de carvão (que cheiro de enxofre minha gente, epa). Ele era padeiro entregando pães de casa em casa, como habitual naqueles tempos. Nada entendia do assunto e por isso queria alguem que entendesse de Rádio. Eu tinha vinte e poucos anos, estou agora com 76. Fiquei pensando no assunto, mas acho que pensei demais até tomar uma decisão. Tinha custado muito para chegar à Meca do Rádio gaúcho, depois voltar para o interior. Pois larguei tudo, tomei um ônibus (sou meio invocado com esse negócio de TOMAR UM ÔNIBUS, mas que seja) e fui para tal cidade sem nada conhecer da região. Chegando lá um bela surpresa! Já havia outro no cargo oferecido, mas como um otimista ferrenho e o dono da Rádio uma excelente pessoa com um grande coração, me ofereceu vaga para fazer locução e apresentar um programa de auditório. Fui muito feliz por lá. O apelido do seu Osvaldo era CAMBOTA (pessoa que tem as duas pernas muito tortas, diziam que dava para passar matilha de cães brigando entre suas pernas). Cambota onde quer que estejas, muito obrigado amigão, jamais esquecerei de ti.

Livro de minhas memórias - 5 de abril de 2008

Seguidamente perguntam se estou pretendendo escrever livro de minhas memórias. Não tenho essa pretensão, até porque na maioria do meu tempo em rádio, utilizava a voz. Meu negócio era e é falar.

Escrever um bom noticiário, uma boa matéria jornalística, um bom texto de abertura, era tarefa doutro time. Cheguei a conclusão que ser redator de notícias para rádio hoje em dia é mais tranquilo. Já não sabemos da origem, se construída ou simples copia da internete. Ler noticiário seja qual for a duração, me parece mais fácil.

Difícil é enfrentar um teclado, tirar lembranças ou conceitos da cachola e ainda, preocupar em se fazer entender num bom português. Resumindo, prefiro enfrentar a "latinha", como se dizia antigamente.

Mas vamos em frente, navegando, escrevendo, postando. Conto e gostaria da sua ajuda, ora corrigindo, ora criticando e ora, por que não, elogiando meu trabalho.

Se permitido for, sem o intuito de parafrasear um trecho do livro "Memórias de Minhas Putas Tristes" de Gabriel García Marquez; ouso adaptar para minha realidade:

- "Nunca fiz nada diferente de locução e não tenho vocação nem virtude de escrever, ignoro por completo as leis da composição dramática, e se embarquei nessa missão é porque confio na luz do muito que li pela vida afora. Dito às claras e às secas, sou da raça sem méritos nem brilho, que não teria nada a legar aos seus sobreviventes se não fossem os fatos que me proponho a narrar do jeito que conseguir, minhas memórias neste espaço informático".

E assim encerramos o programa "PB ONDE ANDA VOCÊ" que voltará ao ar amanhã, neste mesmo local. Se Deus quiser. Na mesma situação um gaúcho tradicionalista, e qual gaúcho não é, diria mais ou menos assim:

- Até amanhã, se o patrão velho lá em riba assim permitir.

(Técnica de som , prefixo musical vai subindo, subindo e CORTA). OPS! Ato falho. Não estou num estúdio com microfone à frente.

Paiquimbu, pai de santo - 6 de avril de 2008

Na Rádio Itaí de Porto Alegre, havia uma locutor esportivo chamado Celestino Valenzuela. Certa vez o Valenzuela estava narrando do Olímpico uma partida de futebol, quando o plantão entrou no ar e chamou: - Alô Valenzuala ..., e na afobação de locutor novato informou que no PAIQUIMBU, em vez de Pacaembu... Quando terminou sua informação o narrador disse: - "Oba! Temos um novo pai de santo, o Paiquimbu".

Quero deixar claro que não vou ficar sempre falando em gaúchos e gauchismos, por que já sou paranaense. Apenas estou contando a parte inicial na minha profissão, que foi proveitosa e muito me ensinou, mas já tenho mais tempo de carteira no Paraná, do que no Rio Grande do Sul. Tenho inúmeras passagens, gafes, acontecimentos importantes, como também não vou falar, desculpe, escrever somente sobre minha pessoa. Tem que ter muita calma nessa hora, como diria o Juvenal Antena.

Alô Prado - 7 de abril de 2008

Cheguei em Curitiba no dia 7 de abril de 1964. Havia um excelente locutor esportivo cujo nome era Euclides Prado. Não deu outra, o Plantão na afobação de dar mais uma informação, lascou a seguinte frase para chamar a atenção do narrador: "ALÔ PRADO, o time tal está classificado para segunda fase do campeonato". Tchan...Tchan...Tchan...Tchan. Imagine o que aconteceu.

Tempestade de neve? - 8 de abril de 2008

Em 1986 eu apresentava um noticiário às 7:30 da manhã, na Rádio Estadual (Educativa), juntamente com Sérgio Luiz Picheto, Léa Oksenberg, Ovande (ou Ovando) Stori.

O Sérgio fazia imitação de um consagrado locutor brasileiro, correspondente de uma grande emissora brasileira no Canadá. O dito cujo era chegado num bom wiski, e as vezes passava da conta.

Numa destas foi fazer um noticiário para o Brasil e leu:

- "VIOLENTA TEMPESTADE DE MERDA SE ABATEU SOBRE QUEBEK. AS CRIANCINHAS SE DIVERTIAM JOGANDO PELOTINHAS DE MERDA UMAS NAS OUTRAS".

Só que a tempestade realmente era de neve..., é claro!

Em Curitiba existem grandes locutores, dois destes, o Castro e o Stori. Só que um é Ovando e outro é Ovande. Daí minha confusão. Desculpem nossa falha.

Meu primeiro lauto café em Curitiba - 11 de abril de 2008

Lá estava eu na pacata cidade de Rio Grande(RS), cidade portuária com duas emissoras de Rádio, a Cultura e a Riograndina. Trabalhava numa segunda, quando decidi deixar as plagas gaúchas e me aventurar pelo Brasil, começando pelo Paraná, e se não desse certo, iria para São Paulo. Eu não sabia, mas estava fazendo a coisa certa, depois de tantas erradas; isto foi a exatos 44 anos e 7 dias. Caprichei na minha chegada, não deixei por menos e vim de Mercedes (gostaram né), só que era um ônibus da Penha. Meu primeiro lauto café na capital paranaense não teve café, mas um gostoso sanduíche que truxera, de "fiambre"; e foi num banco da praça Carlos Gomes, no dia 7 de Abril. Aguardem o próximo capitulo, na sequência.

Depois daquele lauto café... - 12 de abril de 2008

...em minha chegada a Curitiba, perguntei a alguém que passava, onde tinha uma Rádio, e me mandaram para um endereço onde funcionavam duas, se não me engano a Curitibana e a Cruzeiro. Foi lá que travei a primeira amizade na capital paranaense, e foi muito duradoura. Conheci Léo Paz (El Morocho) gerente das duas Rádios, mas que só tocavam músicas. Não tinha vaga para mim. Dali, acompanhado pelo meu já amigo El Morocho, Deus te abençõe onde estiver amigo, fomos até a Rádio Cultura,a primeira em notícias naquela época. O gerente, Marco Aurélio de Castro, disse que gostava de locutor gaúcho, mas que o quadro estava lotado. Léo me levou então, até o edifício ASA, falar com o Jair de Brito na Rádio Independência, e voltou para seu trabalho. Conversei bastante com o Jair, que me disse para voltar bem a tardinha. Andei pela cidade a esmo, para conhecê-la. Voltei na Independência, lá pelas seis horas daquela tarde. Vapt-vupt, estava empregado no mesmo dia em que aqui cheguei e, graças a Deus, nunca fiquei desempregado. Depois eu conto mais um capítulo da minha história no Paraná e acreditem, só tem coisa boa, porque as más, eu esqueço rapidamente.

Operador de som - 13 de abril de 2008

O operador de som é peça fundamental para qualquer programa de rádio, seja noticiário, entrevista ou entretenimento. Sem um bom operador para dar colorido ao programa, de nada adianta, porque esse profissional é 50% do sucesso de uma programação. Assim sendo, quero prestar minhas homenagens e agradecimentos aos senhores operadores, que sempre estiveram presentes em minha vida de radialista,tanto no RS quanto no PR. Amigos, onde quer que estejam, recebam meus sinceros agradecimentos, pois sem vocês não teria alcançado sucesso em minhas empreitadas. Junto aos operadores temos também os discotecários-programadores, os quais quero também homenagear. Obrigado amigos por tudo, e que Deus os faça muito felizes e realizados quanto sou. Quero pedir licença a todos para citar o nome do meu primeiro operador no Paraná, e que se revelou mais tarde um grande apresentador. Te devo muito, embora não estejas mais entre nós: ANTENOR SANTOS. Obrigado amigão.

Grandes vozes - 14 de abril de 2008

Não, não estou me despedindo mas sim escrevendo tudo o que me vem à mente e ao coração. Portanto, não posso me furtar de falar naqueles que eu conheci e que tiveram e têm grandes vozes. A voz é nosso principal instrumento e há que utiliza-lá da melhor forma possível.

No Rio Grande do Sul(RS): Lauro Hagmann (O Reporter Esso da Rádio Farroupilha), Jose Delia, Euclides Prado, Rubens Alcantara, Braga Gastal, Iolanda Pereira, Ojalma, Mendes Ribeiro, Carlos M.Voigt, Hermes Pons; esses os que me lembro, mas claro que existiram e existem dezenas deles.

No Paraná(PR): Alcides Vasconcelos, Ovando Stori, Camilo Jorge, Adelson Alves, Irineu Silva, Ubiratan Lustosa, Luiz Borba, Elon Garcia, Cuatí (não lembro o nome dele), João Feder, Rafael Iatauro, Nestor Baptista, Ovande de Castro, e tantos outros,os quais aos poucos vou lembrando e mencionando sempre que for possível.

Voltarei ao assunto e citaremos também as vozes femininas.

Grandes Vozes (2) - 15 de abril de 2008

Voltando nossas homenagens a grande locutores que tinham e têm grandes vozes, menciono mais alguns hoje: Jamur Junior, Geraldo Santos, Jurandir Carioca, Antenor Ribeiro, Willi Gonzer, Carlos Marassi, Amauri Tomé, Reginaldo Loyola, Alvaro Dias, Claudio Ribeiro, Wilian Sade, Hamilton Correa, Tonio Luna, Paulo Cesar (A baiúca do Xiló), Ivan Cury, Pedro Washington, Sergio Luiz Picheto, Ruben Rolo, Emilio Pitta, Silvio de Tarso, Algaci Tulio, Aden Rossi.

Aos poucos vou lembrando e escrevendo, como se fosse numa grande "Placa de Ouro", pois bem o merecem pelo muito que fizeram pelo rádio brasileiro, cada um na sua especialidade.

Os Impecáveis - 17 de abril de 2008

Luiz Geraldo Mazza, José Wille, Eduardo Schneider, Ruth Bolognese, Fábio Campana, Dante Mendonça, estão entre poucos. Para mim são impecáveis, porque não consigo discordar do que comentam e escrevem em sua colunas de jornais e programas de rádio. Voltarei aos Impecáveis, em breve. Uma palavrinha aos repórteres de Rádio e TV novatos, que não esqueçam daquela regrinha simples: Quem-Quando-Onde-Porque. Respondendo a estes quesitos, estará pronta a informação e o todo mais é complemento ou esclarecimento.

Obrigado Ulisses - 18 de abril de 2008

Agradeço a recomendação do Ulisses Iarochinski (Crakovia/Polônia) em seu BLOG: http://iarochinski.blogspot.com/ , por me incluir entre tantas organizações e principalmente, por ficar junto aos ilustres jornalistas Luis Nassif e Solda. Farei o que estiver ao meu alcance para fazer jus a tão honrosa indicação. Vamos em frente e seja o que Deus quiser.

"Paraná Bom Dia" - 18 de abril de 2008

Depois de uma pausa para refrescar a memória, volto às minhas andanças pelo Rádio Paranaense. Já contratado pela Rádio Independência, passei apresentar notícias de hora em hora e um grande noticiário, conhecido como jornal falado devido duração e conteúdo maiores, em dupla com Adelson Alves. Depois, Adelson foi para Rádio Globo do Rio de Janeiro(RJ) e atualmente está na Rádio MEC (Ministério da Educação e Cultura). Conheci os integrantes da Equipe Independência, entre eles, Irineu Silva, Jota Pedro(não confundir com o JP), Camilo Jorge e Ivan Cury, entre outros nomes que agora não me ocorrem. Todos sob a direção do Jair de Brito. Certo dia o Jair perguntou se eu não gostaria de apresentar um programa. Topei na hora e passei apresentar o "Paraná Bom Dia", das 5 as 8hs da manhã. Adorei fazer aquele programa.

"Paraná Bom Dia" (2) - 20 de abril de 2008

O programa tinha de tudo o que se possa imaginar ter num programa de rádio. Sem falsa modéstia marcou época, e olha que tinham dois pesos pesados para competir, o Arthur de Souza na Colombo e o Abel Scuissiato na Cultura, donos das maiores audiências no horário. Hoje me dei conta de que não havia preocupação com o que cada um apresentava em seu programa, porque simplesmente não ficávamos ouvindo o outro. Não dava tempo e como dizia o Muricí, cada um por si e Deus por todos, naturalmente.

Registros Profissionais - 22 de abril de 2008

Revendo alguns documentos para relembrar fatos e causos, encontrei meus registros de radialista e jornalista na DRT - Delegacia Regional do Trabalho. O de jornalista datado de 21/10/1970, livro próprio de número 4, folhas 3v, de acordo com art.lº do decreto lei 972 de 1969; e o de radialista datado de 7/10/1980, que leva o número 287 livro 2, folhas 45v. Claro que eu já atuava nestas profissões desde a década de 50, mas obtive os registros a partir daquelas datas, pois passaram a obedecer carater obrigatório.

"Parana Bom Dia" (3) - 22 de abril de 2008

...voltando às recordações: comecei então apresentar o programa "Paraná Bom Dia" com 03 horas de programação, que deveriam ser renovadas todos os dias. De 15 em 15 minutos, trocava o ritmo musical e muita hora certa. Tive a oportunidade de ser intermediário na ajuda a muitas pessoas, conseguindo passagens àqueles que necessitavam tratamento de saúde, cadeiras de rodas, internações hospitalares e por aí a fora. Fazia de tudo para ajudar, já que tinha um microfone e um veículo de grande audiência como a RI (Rádio Independência). Chegaram a me propor uma candidatura num cargo eletivo, o que de pronto recusei. Respondi que se atuava a favor da população, não achava justo (como acho ainda) entrar em suas casas e pedir voto. Se o fizesse, estaria cobrando pelo que fazia. Recém chegado em Curitiba, eu gostava mesmo de ser convidado e comparecer em festas, divulgar meu programa e fazer amigos, como de fato consegui. A rádio era minha família aqui na terra dos pinheirais. A RI foi pioneira na transmissão 24 horas por dia. Não eram só programas de música, sempre havia um apresentador informando, interagindo com ouvintes e repórteres pelas ruas, inclusive com a grande equipe de esportes, sob o comando de Willi Gonzer. Tem mais.

Recordando mais da Independência - 22 de abril de 2008

Continuando a passagem pela RI (Rádio Independêcia), ainda no ano de 1964, conheci exelentes apresentadores como Wilian Sade, Tonio Luna, Hamilton Correia, Paulo Cesar, Contin Mendes e Gilberto Fontoura. E o programa "Paraná Bom Dia" seguia com muito sucesso. Na sequência, vou lembrando outros grandes apresentadores.

Já me cobraram de só contar sobre a Independência, mas logo teremos histórias da Guairacá, Cultura, Atalaia, Cidade, Colombo, Educativa, Curitibana e Paraná. Ufa!... acham pouco? Tem ainda, rádios pelas quais passei nas regiões oeste e sudoeste do Paraná, além da andança pela Secretaria de Comunicação do Paraná, onde tive o privilégio de prestar seriços para 4 governadores. Esperem, pois temos coisas e "coisas" pra contar.

Deixa vida me levar, lá vou eu - 23 de abril de 2008

É verdade, temos que deixar a vida seguir seu curso. Assim sendo, enquanto seguia na RI com o "Paraná Bom Dia", fui criando quadros que eram sempre novidades, entre eles: "É fato ou boato". Entrevistava alguém sempre com o jargão "É fato ou é boato que você fez isto ou aquilo...", e a partir daí o entrevistado(a) respondia "SIM é FATO" ou "NÃO isto é BOATO". O fato é que patati ... patatá..., a entrevista fluía. Através do programa conseguia ainda, organizar excursões até a praia com preços subsidiados, e "otras cositas más". Tinha um acerto com os divulgadores de gravadoras que quando vaiajavam para SP ou RJ buscar lançamentos, ao desembarcar do ônibus 5 da manhã, iam direto para o programa divulgar o que haviam trazido. Muitas das vezes, traziam a tiracolo algum famoso. Entrevistei várias celebridades que estiveram em Curitiba. Gostava de dar oportunidade aos que ainda não eram conhecidos e famosos, e ficava grato sabendo que algum tempo depois, venceram com sua ideias. Lembro bem do Dalgas Frisch, o homem que primeiro gravou o canto dos pássaros no Brasil. Grandes dias aqueles. Bem... acho que a conversa está ficando longa e, pra não correr o risco de torná-la enfadonha, vou guardando para próximas.

E a vida foi me levando..., 24 de abril de 2008

até que certo dia o nosso comandante Jair deixou a RI e foi dirigir a Rádio Guairacá, que foi uma das maiores emissoras paranaense, hoje não existe mais. Com carta branca e dinheiro, começou contratar membros da equipe RI, e lá fui para o novo prefixo na Barão do Rio Branco, uma rua central de Curitiba. Fui comandar o programa "A Noite é da Elite", sendo assim denominado porque a patrocinadora era a Casa Elite, um magazine da cidade. E aí tudo mudou, meu horário que era das 5 as 8 da manhã, passou a ser da meia noite até as 4 da matina. Tudo novo, nova maneira de apresentar, enfim, um novo desafio. Gosto de desafios, tanto que estou tentando escrever alguma coisa. Esse desafio agora, é dos brabos, mas fazer o quê? Deixa a vida......

E lá vou eu... - 25 de abril de 2008

com saudades de meus amigos da RI, ouvintes e equipe, toquei o barco. Agora na madrugada e na Guairacá, com o "A Noite é da Elite", como já contei. A mudança foi radical, porque ao invés de trabalhadores que acordavam cedo para ir trabalhar, fui fazer programa para notívagos, boêmios, motoristas de táxi, pessoal dos bares e por aí vai. Tinha noite, ou melhor madrugada, que eu terminava o programa com o estúdio cheio de visitantes, homens, mulheres, muita comida e bebida. Só podia beber depois das quatro, mas tudo bem, a noite era uma criança. Vez por outra surgia um cantor, cantora, instrumentista que estava fazendo show na cidade, e que eu anunciava com toda a pompa. Sempre levados por seus empresários, com quem eu contava sempre. Aí era tudo festa. Oba! Na época havia também o programa "Varig é dona da noite", apresentado pelo meu amigo Hermes Pons, mas num horário anterior ao meu, era lá pelas dez da noite. Fiquei sozinho e tomei conta da madrugada curitibana, modéstia a parte. Boêmio eu, só um pouquinho e depois das quatro da manhã, naturalmente.

Que divulgação, hein? - 25 de abril de 2008

Ainda bem que eu era boêmio, só um pouco, mas aprontei muitas que ainda vou lhes contar mais adiante.

Estando na Guairacá, surgiu então oportunidade de fazer reportagens para a programação diurna da emissora. Falava do trânsito, de política, enquetes eleitorais, porém nunca gostei de lidar com barra pesada, como plantão policial por exemplo.

Assim fui em frente, e como sempre digo, gosto de desafios.

Certo dia de folga, dei uma passada de noite na rádio e encontrei o Elon Garcia, aquele vozeirão da Disapel, quem é curitibano com mais de 50 aninhos deve lembrar. Pois bem, o Elon era da nossa equipe, mas quando tinha um tempo ocioso pegava o táxi do pai dele, se não me engano, e tentava faturar algum.

Eu já de caco cheio, queria promover meu nome para a Rádio, entrei no taxi e pedi que ele subisse e voltasse pela Barão, que tinha duas mãos de tráfego. Claro que pagaria. Então meus amigos, enquanto ele subia e descia a Barão, eu ia com a mão do lado de fora do carro gritando:

- "Paulo Branco...Paulo Branco...".

Quando parava de bater na lataria do carro,virava pro Elon e dizia:

- "Que Divulgação,hein?". Só soube disso, na manhã seguinte...

Até hoje passados mais 30 anos, onde o Elon me encontra ele fala:

- "Que Divulgação,hein PB?"

Pode uma coisa dessa. E Viva o Vitório!

Agora o "Manhã Curitibana" - 26 de abril de 2008

Equipe é tudo igual, pode ser de futebol ou de rádio, de uma hora pra outra se desfaz. E foi o que aconteceu com a equipe da Guairacá. Muito bem, lá fui para outra emissora, desta vez a Rádio Curitibana, do saudoso Jorge Nassar, que foi cassado pelo regime militar e nunca mais foi o mesmo. Lamentável. Mas na época, no auge, ele tinha o programa "A Voz do Povo", as 10hs da manhã, era uma loucura. Eu tinha o programa "Manhã Curitibana" da 6 as 8hs, depois vinha o Nhô Jeca até as 10hs, então entrava o Nassar, vozeirão, inteligente, sabia fazer as coisas, tanto que tem gente até hoje tentando imitá-lo. Com o mesmo modelo de programa que ele idealizou, ainda tem radialista sendo eleito. Nesta altura dos acontecimentos, eu apresentava o meu programa, fazia os comerciais no programa do Nassar e de tarde apresentava notícias de hora em hora na Emissora Paranaense, que era do Nagibe Chede, pioneiro da TV no Paraná. Esta história o Jamur Junior conta em seu livro “Sintonia Fina – Histórias do Rádio”, onde discorre o assunto com muita propriedade. Aliás, Jamur começou a sua longa carreira no rádio, em 1950, como locutor de um programa infantil da Rádio Ypiranga, de Palmeira(PR).

Gente boa e competente - 27 de abril de 2008

Conheci, convivi e com elas aprendi muito. Falei sobre a Rádio Guairacá, mas não citei todas as pessoas maravilhosas que encontrei lá, tais como o Euclides Cardoso, Humberto Lavale, Ney Costa, Sergio Luiz, Luiz Ernesto Pereira, Ana Cristina, Basilio Junior e muitos outros. Perdoem, mas vou lembrando mais histórias e vou citando. Uma com Elon Garcia já contei dias atrás. Tenho certeza que vou lembrar outras e contar. Ah! se vou...

Grandes Vozes (3) - 28 de abril de 2008

Estou escrevendo sobre grandes vozes de locutores, comentaristas, entrevistadores, daqueles que conheci na minha carreira. Já questionaram sobre as grandes vozes femininas, as quais devo citar algumas, no próximo "Grandes Vozes". Quero deixar claro, que não estou me referindo a Grandes Talentos. Conheci e conheço muitos comunicadores que mesmo não tendo uma grande voz, são talentosos e competentes. Entendo por uma boa voz, aquela que é clara, bem dosada, bem colocada, forte e agradável de se ouvir, a qualquer distancia.

Grandes Vozes (4) - 29 de abril de 2009

No rádio brasileiro sempre pontificaram vozes masculinas, ao contrário do Uruguai e da Argentina. As pesquisas da época indicavam que as mulheres brasileiras apreciavam mais vozes másculas, ou seja, os produtos anunciados por homens vendiam mais. Estou falando do rádio porque a TV ainda não existia por aqui. No Uruguai e Argentina, usava-se muito duplas, um locutor e uma locutora. Quem se lembra, principalmente aqui no Sul, das Rádios Carve de Montevidéu, El Mundo e Corrientes de Buenos Aires, e tantas outras tocando seus tangos maravilhosos. As mulheres brasileiras hoje preferem jornalismo e neste ponto já estão em pé de igualdade com os homens, senão na frente. Quanto às vozes, lembro de grandes vozes femininas: Irene Moraes, Ojalma Martins, Leonor de Souza, Iolanda Pereira, Ana Cristina, Léa Oksemberg, Laís Mann, e Sônia Nasser. Aliás a Sônia foi a primeira mulher repórter esportiva, foi uma pioneira e marcou época no jornalismo desportivo do Paraná.

Atenção senhores passageiros... 30 de abril de 2008

Falei de algumas vozes femininas do rádio brasileiro, claro que mais as daqui do Sul, mas quem ouvia a Rádio Nacional do Rio de Janeiro ou a Bandeirantes de São Paulo, sabe que eram muitas as locutoras que se destacavam. Tivemos uma que pontificou mais, foi Iris Lettieri. Quem não se lembra de:

- "Atenção senhores passageiros com destino a.....", nos aeroportos brasileiros.

1º de Maio - 01 de maio de 2008

Grandes alegrias tive nos meus 1º de Maio. Lembranças de meus tempos de guri, quando ouvia aquela voz não muito forte, pausada e quase carinhosa dizendo:

- "TRABALHADORES DO BRASIL". Era a voz de Getúlio Vargas.

Outra lembrança muito querida foi o 1º de Maio de 1968, quando iniciei um programa na Rádio Guairacá, sob a nova direção do "Grupo Paulo Pimentel", e que estava instalada juntamente com os jornais "Tribuna do Paraná" e o "Estado do Paraná". Ficava na rua Barão do Rio Branco, bem próximo da Câmara de Vereadores e o diretor era Euclides Cardoso.

Neste 1º de maio de 2008, leio com satisfação os primeiros 12 capítulos de a "História do Rádio" (1) escritos por Ubiratan Lustosa. Que fôlego meu amigo. Quantos nomes, quantas datas relembradas. Foi um grande presente nesta data tão importante. Está tudo no site www.ulustosa.com . Agora entendo o porque da grande importância que tem e terá sempre a nossa PRB-2 para o Rádio, não só do Paraná, mas do Brasil.

Finalmente, quero enviar através deste modesto trabalho, que propus contar a minha historia dentro deste universo, tão cheio de grandes realizações e conquistas que é o radio paranaense, meus cumprimentos a todos os que fizeram com seu trabalho e sua tenacidade, a História do Rádio. Muitos conheci no nosso maravilhoso meio radiofônico, outros trabalhei junto, em épocas remotas e mais recentes, sempre com muita amizade.

Por isso devo dizer em "alto e bom som": - "TRABALHADORES DO RÁDIO DO PARANÁ, PARABÉNS, e acreditem, o trabalho de vocês não foi em vão."

Abraços mil.

(1) Fonte: http://www.ulustosa.com/HistoriaRadioPage.htm

Fuad Kalil, um craque - 05 de maio de 2008

O Aguiar, dono e administrador da Rádio Cultura quando funcionava ali na José Loureiro esquina com Barão do Rio Branco, bem no centro de Curitiba, não aguentava mais pagar contas altas de telefone. Foi quando ele resolveu colocar cadeado no disco, de forma não serem feitas mais ligações, principalmente no período noturno. A turma namorava demais. O que aconteceu? Ficamos craques em fazer ligação, só batendo no gancho. Lembre-se que os números não não eram teclas, e sim girando o disco. Após um treinamento..., não é que dava certo? Fácil era do 1 ao 3, mas quanto maior o número, o intervalo entre as "tecladas" tinha que ser maior, e as vezes não dava certo. Imagina ligação com o número 9, tínhamos que bater 9 vezes. No caso do zero, eram 10 as batidinhas, e olha que era difícil acertar na tampa. Mas para alguns craques dava certo, não é Fuad Kalil?

Coderine e a confusão do padre - 06 de maio de 2008

Outra passagem interessante na Rádio Cultura aconteceu com o inesquecível Aníbal Coderine, locutor e pescador. Qualquer folguinha, lá ia para beira dum rio pescar. Era um tipo brincalhão, alegre, de bem com a vida. Tirava "sarro" de todo mundo. Morreu na flor da idade. Na missa de Sétimo Dia do Coderine, a igreja estava lotada, ele tinha muitos amigos. O padre na hora de oficiar a missa e falar em nome de quem seria realizada, saiu com essa: "Estamos aqui reunidos, para prestar uma última homenagem ao nosso querido Aníbal "Catarina"... ". Sabedores da genealogia do Aníbal, quase houve risada geral na igreja. Era só gente saindo, pois ninguém aguentava mais. Tinham que rir. E me disseram que o padre repetiu várias e várias vezes. Era Aníbal "Catarina" o tempo todo, ao invés de Coderine. Ah! querido amigo, até nessa hora você deu mais uma alegria para a rapaziada.

Recordando programas - 08 de maio de 2008

Tem uma coluna neste BLOG onde relaciono os "blogados" por mim. A tempos, citei numa matéria o Paulo Cesar e identifiquei o programa pelo qual ele ficou famoso, que era o "A baiúca do xiló". O pessoal da época sabe que esse era o nome artístico, da mesma forma que eu uso meu nome artístico, Paulo Branco. Tinha um charme a mais, deixar o verdadeiro nome em segredo. Na verdade, não citei na matéria o verdadeiro nome do Paulo Cesar, mas tomei o cuidade de colocar seu nome verdadeiro na coluna dos "blogados".

Baseados no fato que já relacionei este e alguns outros programas famosos no rádio paranaense, deram uma idéia que achei sensacional, apesar da dificuladade. Pediram para que eu citasse famosos programas doutras épocas. Existiram aos montes, será muito difícil nominar todos, pois certamente deixaremos alguns de fora. Iniciaremos pesquisa e desde já, solicito ajuda dos "velhos" companheiros. Mas, como gosto de desafios, vou lembrando e relatando aos poucos, ou "em partes" como diria Jack. Lá vai uma primeira rodada:

Revista Matinal - Arthur de Souza - Rádio Colombo;

Despertador da Cidade - Abel Scuissiato -Rádio Cultura;

Troca Tudo - Paulo Branco - Rádio Guairacá;

Preto no Prato - Wilian Sade - não se tratava de feijão e sim de disco, que era preto e rodava no prato do toca discos;

A Voz do Povo - Jorge Nassar - Rádio Curitibana;

A Hora do Feijão - Nhô Jeca - Rádio Curitibana;

É o fim da Picada - Nhô Juvêncio - Rádio Clube, Rádio Colombo.

O coração no bico da chuteira - 09 de maio de 2008

Citei ontem, um programa que gostava muito e que foi um grande sucesso, o "Troca Tudo". Já tinha relatado sobre o "Manhã Curitibana", o "Paraná Bom Dia", e outros. Eu sempre "coloquei o coração no bico da chuteira", como dizia o nosso saudoso e querido Lombardi Junior. E graças a Deus, tive bons momentos com meu trabalho e sinto orgulho de enumerar mais alguns. Lembro de "O Paraná canta nas manhãs curitibanas", onde destacava compositores, cantores de músicas populares e outros de "alto coturno", como Bento Mossurunga que compôs o Hino do Paraná, e assim por diante. Criei também, bastante ousado para a época, o programa "Os que fazem Rádio no Paraná", que era peculiar. Eu recebia convidados de outras emissoras, que eram instados a fazer o que não faziam em seus programas. Ou seja, deveriam comentar futebol, ou declamar uma poesia e tudo aquilo que não eram acostumados.

Lancei o "Achados e Perdidos", muitos anos antes dos correios. Passei a idéia adiante, sendo que o radialista Donato Ramos chegou a pôr em prática por algum tempo. A idéia era ter um número de telefone exclusivo, para o programa receber comunicações de achados e perdidos, localizar o interessado e fazer a entrega em seu endereço, mediante pequena taxa de serviços. Se funcionou eu nunca soube.

As equipes do rádio - 12 de maio de 2008

Não foi uma, nem duas as equipes das quais participei, que eram formadas pelos melhores profissionais da época. No entanto, não conseguiram sobreviver por muito tempo. Olhe que não foi falta de engajamento de seus profissionais ao projeto. Algumas formadas com objetivos claramente políticos, que depois que atingiam seus ideais, deixavam seus integrantes a ver navios. Nada a fazer. Muitas vezes não havia contrato, nem carteira assinada. A última aguentou dois anos, era a da Rádio Cidade, hoje Rádio Globo. Naufragou junto com o Consórcio Nasser, grupo proprietário. Foi a maior e melhor equipe que já integrei. Mas esta história fica para mais adiante, porque antes vou contar quando esttive na Rádio Guairacá, sob a direção do Grupo Paulo Pimentel. Ali trabalhei por 9 anos, até que o governo militar cassou seu prefixo, quando então já era Rádio Iguaçu. Motivo: política. Até mais.

1º de maio de 1968, nova fase na Guairacá - 14 de maio de 2008

Nesta data comecei uma nova empreitada na minha carreira profissional. Eu chamo de segunda fase na Rádio Guairacá de Curitiba, agora em novo endereço e sob a nova direção do Grupo Paulo Pimentel . Funcionava na Barão do Rio Branco próximo da Câmara de Vereadores, junto aos jornais "O Estado do Paraná" e "Tribuna do Paraná". Uma equipe de primeira, fizemos um bom rádio com recursos técnicos que tínhamos. Meu programa era das 06 às 08 da manhã. Fazia também reportagens e coberturas de eventos. Cobri festivais, tais como o famoso festival de música da Record em São Paulo, tendo os abalizados comentários de Antonio Carlos Rocha. Ainda, na direção artística, o também profundo conhecedor de música popular brasileira e das coisas do rádio, Euclides Cardoso. Trabalhávamos bastante, mas era tudo muito divertido. Vou lembrando e contando tudo o que lembrar dessa fase áurea do nosso "broadcasting". Cheguei a realizar cobertura de um pleito eleitoral para governador, sozinho no TRE, alí no Setor Histórico de Curitiba. A parte de logística era do Antonio Cipriano Bispo, hoje advogado, tenente coronel da PM na reserva, criador e editor até hoje do "Jornal do Automóvel do Estado do Paraná". Temos muito o que contar, mas vamos por partes.

RELÓGIO DAS FLORES - (Praça Garibaldi, Alto São Francisco), Setor Histórico de Curitiba. (foto: www.curitibacityphotos.blogger.com.br - Luiz Bocian )

Samba de uma nota só... - 15 de maio de 2008
(nova fase na Guairacá - continuação)

foi mais ou menos o que a direção da emissora pediu que eu fizesse. Seguinte: a emissora não ia fazer a cobertura do pleito a que me referi, mas na última hora, políticos de uma determinada região do Estado falaram com o governador Paulo Pimentel, alegando que na região deles só entrava a Guairacá. Sem a cobertura, eles não teriam notícias da votação. Começou então o corre-corre junto a Telepar, para que instalasse um linha no TRE. Lá vou eu sem material nenhum para anotações, etc, etc..., só havia a cabine e a linha para transmissão. Chegando, observando o ambiente, vi que a Rádio Independência tinha uma enorme equipe de estudantes de jornalismo para fazer a cobertura. A cabine deles era ao lado da que me foi destinada. Eles tinham listagens mimiografadas, com os nomes de todos os concorrentes. Só preenchiam com os números que iam sendo anunciados. Pedi aos colegas algumas listas. Resposta: pode pegar quantas você precisar. Foi o que fiz. Meio caminho andado. Não necessitava anunciar os resultados em primeiro, porque para onde iria transmitir só entrava a Guairacá, daí que era só esperar o pessoal da Independência anunciar. Na cabine ao lado ia anotando, quando eles terminavam, começava a ler minha lista. Simples,não? O meu amigo Bispo ainda trazia refrigerante e suculento sanduíche. Fizemos toda a cobertura e ficamos todos felizes. Missão cumprida. Houve até uma cumprimentação pelo trabalho. É como diz aquele velho ditado popular: "quem não tem cão, caça com cachorro mesmo".

Equipe da Voz Nativa dos Pinheirais - 16 de maio de 2008

Recordando alguns nomes da Rádio Gairacá, a "Voz Nativa dos Pinheirais", com os quais tive a honra de trabalhar e aprender muito. Já citei alguns em matérias outras, volto a repetí-los, e outros serão "blogados" agora. Na sequência, outros grandes valores virão à memória.

Recordo com grande carinho de Valtor Ferreira Ramos, Luiz Nivaldo Maciel, Carlos Cruz, J.Neves, Tito Rakóski, Rude de Oliveira, Luiz Borba, Antonio Freitas, Hugo Luiz, Ari Laurindo, Rogerio Sermann, Jamur Junior, Abel Trevisan, Clemente Norberto, Antonio Carlos Rocha, Daltro Melandrusco, Nestor Baptista, Augusto Mafuz, Oduvaldo Brasil, Alcides Vasconcelos e Cipriano Bispo.

Trabalhei no grupo GPP por 09 anos e neste ínterim, a emissora passou por uma ampla reforma e foi transferida da Barão, juntamente com os dois jornais, para o Bairro Merces em sede própria. Lembro que ficamos seis meses sem nenhuma atividade, mas recebendo nossos salários em dia, até que fossem inauguradas as novas instalações. Também, já citado em outro artigo, o Toni Mineiro, agora já na Rádio e TV Iguaçu, marca que sucedeu a Guairacá.

Ah!... deixei de mencionar mas vieram à cachola, outras excelências da "Voz Nativa dos Pinheirais". Poderia ter inserido acima, mas ainda sou do tempo da velha e amiga máquina de escrever, e para não perder hábito e o papel, continuo em tempo com as lembranças de JJ de Arruda Neto, Nerval Junior (Jung) Binda, Munhoz do Turfe - o nosso querido Raphael Munhoz da Rocha, a mais de 60 anos no turfe paranaense. Lembrança carinhosa do nosso saudoso, que em registro era o Rosilto Portela, e conhecido com o nome artístico de Rosildo Portela.

Esqueci de alguém? Bem, independente da polêmica que acabou acarretando na proibição da venda do Biotônico Fontoura - em abril de 2001 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou no Diário Oficial uma portaria determinando que as empresas produtoras de fortificantes retirassem o etanol (álcool etílico) das fórmulas de seus produtos -, ainda tenho na farmácia de casa o Biotônico Fontoura, como também os tradicionais Merthiolate e Hipoglós. Recorrerei então ao Biotônico Fontoura, aliás recomendado por Monteiro Lobato no "Almanaque do Jeca Tatu", editado pelo Laboratório Fontoura (Fonte: www.rxonline.com.br/publicacoes/ revista Pharmacia Brasileira, mar/abr 2001).

Voltarei com novas lembranças de amigos, colegas e equipes do Rádio.

Iguaçu, a primeira em vestibulares - 18 de maio de 2008

Fatos marcantes, entre outros que já mencionei, foi o da cobertura dos vestibulares das universidades curitibanas. Certa vez fui cobrir os resultados da Evangélica. A guerra para divulgar primeiro as extensas listas de aprovados e sair na frente, era total.

A nossa audiência era fenomenal, e sabedor deste trunfo, tive uma idéia.Fui até a sala onde estavam sendo fechados os envelopes com os nomes das rádios que cobririam o evento, pois o intuito deles era para que todas recebessem a informação ao mesmo tempo.

Acontece que o "macaco velho aqui", entrou na sala e como quem não quer nada, só ser "agradável", saiu anotando nomes dos funcionários juntamente com seus pedidos de músicas preferidas, para anunciá-los na rádio. Nisso, consegui apanhar o envelope da Iguaçú.

Saí de fininho, assoviando baixinho, e disfarçadamente, corri para o telefone onde já estava postado o meu operador.Comecei rapidamente a leitura, e depois que uma lista saiu e já estava sendo anunciada, quem iria sintonizar noutra emissora?

Foi assim que marcamos mais um golaço e consolidamos mais o nome Iguaçú em vestibulares. Ficamos conhecido como "A primeira em vestibulares".

É isso aí: "cobra que não anda,não engole sapo".

Um vestibular especial - 20 de maio de 2008

Após ter escrito sobre a 1ª Rádio em coberturas de vestibulares, vieram outras lembranças. Uma das que mais me marcou, foi quando fazia uma cobertura do vestibular da Universidade Federal. Apanhei meu envelope e corri para a sala de transmissão reservada na Reitoria da UFPR. Um calhamaço meus amigos, e organizado por disciplina. Meu filho José Daniel concorria em Ciências Exatas, um dos últimos blocos daquelas listagens. Fui lendo, firme, e ao mesmo tempo, procurando o nome dele. Estava lá. Neste momento subiu um nó pela garganta, que tratei de engolir, e continuei a leitura. Cavacos da profissão. Terminada a leitura, corri para o Fusquinha, pois deveria levar tudo lá para o Canal 4, onde também funcionava a Rádio Iguaçú. Era costume dos vestibulandos irem lá, para conferir e ver seus nomes vitoriosos na listagem oficial. Hoje em dia, costuma-se ir em frente ao prédio da Gazeta do Povo, na Praça Carlos Gomes. Após entregar os documentos, missão cumprida. Andei um pouco, cá e lá, e aí sim o pai, não mais o profissional, chorava, e chorava copiosamente. Exatamente como estou fazendo agora ao escrever esta memória. Engoli novamente aquele nó. Terminando minha narrativa, enxugo as lágrimas e vamos para o fecho. Vale a pena viver, e viver intensamente cada dia. Ah! se vale. Obrigado meu Deus.

Telegramas e boca de siri - 21 de maio de 2008

Estamos na década de sessenta e a censura corria tão solta, que toda tarde chegava na emisora um agente da Polícia Federal, com telegramas que eram afixados no quadro de avisos.

Notícias que não deviam ser veiculadas pela rádio, e em cada telegrama, detalhes do que não era para ser noticiado. Assim ficávamos sabendo o que estava acontecendo, mas não podiamos tocar no assunto.

Radialista não podia ter "boca de jacaré", era só "boca de siri". O dito era: "quem tem boca grande, vai pro céu".

Era o Brasil do ame-o ou deixe-o.

Rememorar é viver - 22 de maio de 2008

Tenho encontrado com colegas da antiga, e perguntam se não ou falar disso ou daquilo, e assim por diante. Sabem que com 76 primaveras não é simples lembrar de tudo, como a primeira vista possa parecer.Muitas lembranças chegam, mas detalhes desaparecem. Difícil manter uma ordem cronológica dos fatos, nomes se misturam, as coisas perdem a ordem cronológica quando não se perdem totalmente da memória. Utilizo ainda a técnica de ir anotando em bilhetinhos, os quais vou deixando ao lado do computador. Mas dependo, e carinhosamente solicito dos amigos, se puderem mandar fotos, arquivos, filmes, matérias de jornais ou fontes para que possa pesquisar e enriquecer os detalhes.

Então, rememorando, já escrevi sobre andanças no Rádio gaúcho, minha chegada no Paraná, primeira emissora e tantas outras que trabalhei. Relatei algumas gafes cometidas e tudo o mais. Já passei equipes das Rádios Cultura, Curitibana, Emissora Paranaense, faltando ainda as Rádios Iguaçú, Cidade e Educativa. Ainda estou contando minha segunda fase na Rádio Guairacá. Nas várias equipes de que participei, ia reencontrando com colegas como o Luiz Ernesto Pereira (hoje vereador em Curitiba), Euclides Cardoso e Jair Brito.

Na década de 70, em funções paralelas ao rádio, fui Diretor Social do Coritiba Football Club, presidente do Sindicato dos Radialistas do Paraná, membro da Federação Nacional dos Radialistas e da CONTECOP (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicações e Publicidade), onde conheci e fiz amizades com pessoas da melhor qualidade.

Portanto, tenho ainda muito o que contar. Arre!!! Ufa!!!

Troca Tudo - 24 de maio de 2008

Um dos pontos altos do meu programa na Guairacá foi sem duvida nenhuma o" Troca Tudo". O ouvinte ligava ou escrevia para o programa, dizendo o que queria trocar, pelo que e até o por quê. Deu até gente trocando terreno na praia por um vestido de noiva. Trocavam de tudo. Carro por carro, carro por caminhão, charrete por carroça e assim por diante. Só nunca apareceu, foi alguém querendo trocar a mulher mais velha por uma mais nova, ou uma mais nova por outra mais experiente. E nem para trocar um Crocodilo por um Jacaré. E viva nóis!!!.

Os Festivais da MPB - 24 de maio de 2008

Nós daqui podíamos assistir a tudo ou, como a maioria do povo, ouvir pelo radinho. Entao, cada "Festival da MPB" da Record(1) sempre era uma grande cobertura e marcou época também no nosso rádio paranaense. Cobríamos da maneira que dava, e sempre dávamos um jeitinho. Na quinta-feira, eu e o Carlos Rocha íamos para São Paulo acompanhar os ensaios no Teatro para estar seguro na transmissão do sábado. Assim conheci "Os Mutantes", com a Rita Lee carregando instrumentos nas costas para os ensaios. Reencontrei Elis Regina, aquela menina lá do Rio Grande do Sul, vi Jair Rodrigues nos primórdios, e tantos outros. A cobertura, bem..., não havia celular, muitos menos satélite. Era tudo feito com raça, coragem e determinação.

(1) Na década de 1960 começam os chamados "Anos Dourados" da emissora que tornou-se líder na audiência. A partir de 1965 a emissora volta suas atenções à MPB e alcança grandes índices de audiência. Programas como "O Fino da Bossa" de Jair Rodrigues e Elis Regina, Os "Festivais da MPB" vindo da TV Excelsior, e "Jovem Guarda" de Roberto Carlos tinham como objetivo divulgar a música brasileira. Torna-se muito popular na época os Festivais da Música opular Brasileira. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/TV_Record

Iguaçú, num triste dia - 27 de maio de 2008

Maio, grandes alegrias e tristeza. Isso mesmo, uma grande alegria de ser contratado pela Rádio Guairacá, como já detalhei aqui, mas foi também em um mês de Maio que tive uma grande tristeza , o fechamento da Rádio Iguaçú que veio a substituir a marca Guairacá. A Iguaçú por motivos políticos, teve sua licença de funcionamento cassada pelo governo federal no dia 27 de Maio de 1977, a trinta e um anos. Mais uma equipe ficou a ver navios de uma hora pra outra, sem mais nem menos, se bem que Paulo Pimentel pagou, conforme havia prometido, todos os nossos direitos trabalhistas.Tivemos com ele uma reunião alguns dias depois do acontecido e ele disse, me lembro como se fosse hoje: "Eu acho que é o governo que tem que pagar, mas se for eu, pagarei." E pagou. Mas a emoção daquele dia jamais se apagou. Voltarei ao assunto.

Primeira vez em Brasília - 28 de maio de 2008

Na fase áurea da Guairacá, antes de se tornar Rádio Iguaçú, fiz também uma grande cobertura direto de Brasília quando o Ministro da Agricultura era o paranaense Ivo Arzua. Fui pela primeira vez na capital do país para cobrir um seminário sobre agricultura. O Arzua fez questão da presença de jornalistas e radialistas paranaenses no evento. Muitas das idéias lá debatidas estão ainda em evidência. Aliás, lembrando que quando Ivo Arzua foi administrador da cidade, fez entre outras coisas, a Avenida Paraná.

Foto 1: ônibus trafegando pela canaleta no Bairro Santa Cândida, quando a Av. Paraná foi transformada numa das conhecidas canaletas do EXPRESSO.

Foto 2: Avenida Paraná.(1977)



O Arzua fazia também, a chamada "Operação Concentrada". Sempre às quintas-feiras, levava para um bairro de Curitiba todos os técnicos, engenheiros, máquinas, tudo o que fosse necessário para resolver os problemas prementes da região. O almoço era servido no local, e ele com toda a equipe, mais a imprensa, almoçavam numa cozinha de campanha.
Fonte das FOTOS: http://onibusdecuritiba.com.br/novo/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=21

Anoiteci, e não amanheci em Soledade - 28 de maio de 2008

Foto: Portal de Soledade, a Capital da Pedras Preciosas

A primeira grande emoção que o rádio me proporcionou foi desagradável. Com pouco mais de vinte anos e trabalhando na Rádio Cristal, Soledade(RS), fiz a cobertura do desaparecimento de uma criança recém nascida, em circunstâncias misteriosas.

O pai, um médico veterinário que viajava pelo interior da região, trouxe para casa uma criancinha, dizendo que a havia encontrado à beira de uma estrada e convenceu a esposa na adoção. Passam alguns dias e a criança some. A suspeita principal recai sobre a mãe adotiva. Não deu outra, o corpo da criança foi encontrada pela polícia e populares, depois de muitas buscas, dentro de um poço abandonado e coberto de cal, logo nos fundos da residencia do casal que era de familia tradicional.

E qual a emoção? Eu alí, transmitindo a retirada de uma criança morta de dentro do poço, já um tanto desfigurada pela cal, produto químico colocado com intuito de desamanchar o corpinho da recém nascida. Foi demais para o jovem repórter. Entrevistei a assassina dentro da cadeia, e ao perguntar se estava arrependida, de pronto ela respondeu: "SIM". Confissão de culpa, gravada. Ela descobriu que a criança era filha do marido, com uma moça do interior. É o caso do "explica, mas não justifica".

Vai daí que os parentes da família abstada me cassavam por toda a cidade, enviando ameaças e querendo me encontrar para comprar a fita. Entreguei a fita ao padre, diretor da rádio, e não soube de mais nada. Achei melhor sair da cidade. Amigos me aconselhavam: "Olha, a familia é poderosa..., pode fazer muito mal a você".

Anoiteci, e não amanheci em Soledade. Não deu nem para sentir saudade.

A hora que a Iguaçú saiu do ar - 30 de maio de 2008

Eu não estava lá, na hora em que a Rádio Iguaçú saiu do ar para nunca mais voltar, naquele fatídico 27 de maio. Tinha sido escalado para fazer cobertura de evento na Refinaria da Petrobrás, algo relativo a Usina de Uréia. Próximo ao almoço, chegou um colega de uma outra emissora e me disse que a Rádio tinha saído do ar, por determinação federal. Foi como se eu tivesse perdido alguém da família repentinamente, tanto que não acreditei, continuei fazendo entrevistas, almocei no local e voltei para os estúdios, já no meio da tarde. Silêncio. Foi aí, e só aí, que a ficha caiu e tive consciência de que de uma hora pra outra, não tinha mais trabalho, nem equipe, nem programa e, nem salário. Inacreditável. Não tive problemas financeiros que outros devem ter tido, já era Relações Públicas da Rádio Atalaia, além de prestar assessoria ao prefeito Luís Fernandes, de Piraquara(PR). Mas, pessoalmente, foi um baque e tanto. Os profissionais não foram respeitados, os ouvintes não foram respeitados, os patrocinadores não foram respeitados. É triste, mas é verdade. É TRISTE TAMBÉM RECORDAR, MAS DIZEM QUE RECORDAR É VIVER.

Redação de Notícias - 06 de junho de 2008

Abro aqui um parênteses, para contar como se fazia notícia na Rádio Gaúcha de Porto Alegre, que era, e é até hoje, a mais avançada nesta área. Pois bem, lá pelas 05 da manhã chegava o Cláudio, radiotelegrafista dos Correios, e começava batucar na sua Remington, aquilo que recebia pelos fones, em Código Morse. O Cláudio deixava os telegramas, mais ou menos assim: "Presidente República Brasil viaja amanhã Montevideu participar reunião etc...etc...". O redator tinha que dar corpo ao material codificado e transformava-o em notícia. Gravador nem pensar. Depois vieram os teletipos, um móvel de ferro, com mil entradas de luz e não sei o que mais, que recebiam através de circuitos elétricos as notícias das agências Unite Press, France Press, Ansa e outras. Só que, repito, só que as notícias chegavam em Espanhol e ninguém perguntou ao gauchito de Passo Fundo aqui, que viajou de trem pela primeira vez aos 17 anos e estava com pouco mais de 20, se compreendia a língua de El Cordobés (Manuel Benitez), o maior toureiro do mundo. E agora mané. Me digam, era ou não era uma maravilha ser radialista naquela época? Continua.......

Redação de Notícias (continuação) - 06 de junho de 2008

Após o Código Morse (Fig.6) veio o Teletipo, um espanto, um máquina de escrever sem ninguém tocar nela. Aliás, um grande telegrafista em sua época foi Juscelino Kubitschek - Ex-presidente do Brasil.




Fig.6 Telegrafo -(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Telegrafia)

Passado algum tempo, chegou o Telex (Fig.5) que tem origem no anterior serviço de telegrafia desenvolvido por Samuel Morse, e logo o Fax, melhor ainda que os serviços anteriores.

Fig.5 - Terminal de telex com memória em fita perfurada

O gravador foi uma bênção para nós, só que ninguém imaginou quantos radialistas iriam perder seus empregos, algo como os bancários hoje para o caixa automático e a Internet. E, finalmente, vieram os computadores, os celulares e uma baita parafernália. Sabe lá o que mais está por vir.

Quanto mais avançada a tecnologia, vai afastando as pessoas de suas ocupações. Começou com o Morse, como contei no texto anterior. Depois o teletipo, télex ou radioteletipo (Fig.4) que era um equipamento eletromecânico de comunicação, agora obsoleto devido às modernas tecnologias de telecomunicação.



Fig.4 - Antigo modelo Siemens, com gabinete em madeira e discagem manual - (fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Telex)

Em seguida, fui me adaptando, e me adaptando, ao telefone, gravador, celular e agora, ao computador. Este então, nem se fala. Tem Rádio que vira 24 horas só com um locutor em seus quadros. Na Rádio, fica só o operador e o computador. Por enquanto ainda fica o operador, mas logo sairá fora, se é que em certos casos já não saiu. Tenho que me atualizar, mas meu filho me disse que no final da década de 80, trabalhou em projeto no Banco, chamado Darkroom (do inglês quarto escuro), no qual a sala dos computadores ficaria sem nenhum operador de computador. Portanto, é de se imaginar que várias atividades já estão nesses moldes.

Para não deixar nada pra traz, volto à redação com teletipo onde as notícias vinham em espanhol, ao qual me referi no artigo anterior. Não sei até hoje ao certo qual estratagema usei, talvez o da dedução ao longo do texto. O que sei, é que redigi muitas e muitas notícias na Gaúcha. Eu me criei ouvindo Rádios do Uruguai e da Argentina, acho que isso me ajudou. Em 82, ganhei uma bolsa de estudos num intercâmbio para os Estados Unidos (Washington,Filadélfia e Nova York), e me disse um professor cubano, que o meu espanhol era do estilo portenho. Melhor assim, porque do inglês eu só sabia, Yés, OK e Tankiu. É isso aí minha gente! (ops!).

Bem, após essa breve pausa nas minhas andanças, iniciarei a narrativa dos meus tempos na Atalaia. Até já!

Reencontro com Algaci - 09 de junho de 2009

Tive no sábado, 07 de junho, no níver de uma amiga, Vanilda Freitas, e quem reencontro? - "o meu amigo Algaci Tulio". Trabalhamos juntos na Rádio Cidade (80/82), história que ainda contarei nas minhas lembranças do Rádio paranaense. Mas nossa amizade vem de mais longe. O Algaci, para quem não sabe, sempre trabalhou no Rádio e na Política; e se deu bem nas duas atividades. Foi Vereador na nossa gloriosa Câmara Municipal de Curitiba, Deputado Estadual da Assembléia Legislativa por 4 mandatos, vice-prefeito da capital por duas vezes, tendo assumido a prefeitura por 29 vezes. Agora está dando um tempo nas atividades políticas e tocando dois programas: "Canal Aberto" na Rádio Educativa, das 07 às 09.30hs, e "Espaço da Cidadania" das 18.30 às l9.15hs, na TV Educativa, ambos voltados para a comunidade. Se quiser participar desses programas, pode ligar no 0800-643-7555. Rememoramos muitas e gostosas passagens em nossa cidade, juntamente com o padre Gilson, que contou sua infância e ascensão na vida religiosa. O padre Gilson foi pároco por 4 anos na Vila Santa Efigênia, e até hoje é lembrado e convidado pelos moradores para festividades. Atualmente, dedica-se aos fiéis católicos da paróquia de São Bráz. Este reencontro foi um daqueles momentos em que se lava a alma. Naturalmente, estavam presentes membros da família da Vanilda, amigos, vizinhos, além da minha família, pois meu filho José Daniel (Jacaré) é genro da Vanilda. Um dia falarei só da minha família, e tenho histórias, mas garanto que são iguaizinhas a de todas as famílias. Valeu! E como valeu! Obrigado amigos, por tudo.

Ataaalaaaaiaaa - 10 de junho de 2009

Conforme adiantei aqui, eu trabalhava na Iguaçú como locutor e redator de notícias, e realizava também cobertura de eventos, entre eles, resultados de vestibulares, eleições, festivais de música, etc... Ao mesmo tempo, na Atalaia trabalhava como Relações Públicas, pois aquela emissora não fazia reportagens, entrevistas ou qualquer outra transmissão externa. No entanto, precisava estar nas repartições públicas, tais como Câmara de Vereadores, Prefeitura, Palácio Iguaçú, Assembléia e por aí á fora. A Rádio Atalaia era uma Rádio incomum para a época, pois com a vinda de Lourival Pedrazziani (o Palito) que estava na organização em Londrina desde 1962, foi implantado um sistema totalmente diferente do que as outras emissoras faziam. A Atalaia, como escreveu Aramis Millarch no jornal "Estado do Paraná" (06/03/1988), "primeiro lugar no IBOPE entre as AMs, que com sua programação popularíssima, na base da seleção musical brega, linguagem simples, consegue aquilo que suas principais concorrentes tentam, a todo custo, obter: a fidelidade dos ouvintes"; chegou a atingir 23 pontos no IBOPE, acima, vejam bem, acima da segunda colocada. Tinha uma chamada que marcou época, um prefixo famoso e que se ouvia por todos os cantos: "Ataalaaaaiiaaaa!!!. Lembram? Aliás, também lembro e rendo homenagem a canção "Boi Barroso", que o Sistema Guaíba de Rádio elegeu para prefixo musical de suas emissoras AM e FM, talvez a toada mais popular do Rio Grande do Sul. Voltando à Atalaia, na sequência falarei mais, observaram aí, eu disse "falarei" e não "escreverei".

Boa música, mínimo de propaganda e hora certa - 10 de junho de 2008

Com a chegada de Lourival Pedrazziani (Palito), diretamente de Londrina para dirigir a emissora, a Atalaia teve um grande impulso. Foi a implantação do seguinte esquema: uma música, intercalando-se hora certa e uma propaganda, nada mais. Notícias, só de hora em hora. Terminada a música, entrava uma voz forte e grave dizendo: - "ATALAIA, 01 hora, 10 minutos.", e assim sucessivamente, durante as 24 horas de funcionamento, ininterruptas. A voz era do locutor Geraldo dos Santos, daí seu apelido de Atalaia. O Palito, grande conhecedor da música brasileira, passava o tempo todo em sua sala ouvindo faixa por faixa dos Lps e Compactos, que eram trazidos pelos divulgadores das gravadoras. Não entrava uma só musica na programação, sem ser ouvida e analisada pelo Palito. Lembram-se do programa "Globo de Ouro", toda quinta na Rede Globo? Pois dava a impressão que os programadores da Globo ouviam a Atalaia, para compor seu programa. Música por música daquele programa, estavam programadas na Atalaia a muito tempo. Os ouvintes se deliciavam ouvindo boa música, um mínimo de propaganda e, hora certa. Simples não? Assim eram as Atalaias, quatro emissoras, localizadas em Curitiba que capitaneava a programação, Belo Horizontes, Londrina e Maringá. O Departamento Comercial chegava a rejeitar publicidade, fosse de quem fosse, se isto viesse a desequilibrar o esquema. Havia até verba para receber patrocinadores de grandes centros, para almoços e jantares, só pra lhes dizer que não seria possível aceitar suas verbas. Por isso, a Atalaia marcava 23 pontos no IBOPE, acima da segunda colocada. O proprietário das emissoras, Hélio Barroso Filho, dava carta branca para os gerentes das emissoras, para que fizessem aquilo que achavam certo. Outra coisa, não havia blá...blá...blá... de apresentadores, nem entrevistas ou qualquer tipo de promoção pessoal, de quem quer que fosse. Foi uma grande tacada. Contarei mais.

Atalaia, fim de outro ciclo - 11 de junho de 2008

Encerrando minha passagem pela Atalaia, onde permaneci por 05 anos, gostaria também de registrar os momentos de lazer. Haviam times de futebol de campo, entre outros esportes, que se reuniam por uma semana numa das sedes para disputar campeonatos internos. Era muita disputa e participávamos de muita festa. Foi assim que conheci Belo Horizonte, uma bela cidade. Aqui na terra dos pinheirais, no local dos transmissores da emissora em Pinhais, tínhamos um verdadeiro clube de campo, onde eram comemorados aniversários de funcionários, Natal e tudo o mais.Tudo foi definhando com a saída dos gerentes de Curitiba e BH, venda de emissoras e com o falecimento do velho Barroso.A última a ser vendida foi a de Curitiba, para uma organização evangélica e nunca mais se ouviu aquela toada: "Attaaaaaalllllaaaaaiiiiiaaaa".

Barroso Filho adquiriu na sequência, a Rádio Antena 1 (FM), e levou Palito, que sempre esteve com o Grupo desde a fundação em 1962. Mais uma vez, Palito iria inovar, com programação brega em prefixo FM. Que eu me lembro, quem ganhou muito com a venda da Atalaia para o Grupo Evangélico, foi a Cúria Metropolitana, dona da Rádio Clube Paranaense, que sempre recebeu prêmios pelos grandes talentos do Rádio entre seus valores profissionais (fig.1 e fig.2).

fig.1 Na discoteca da Rádio Clube José Jair de Souza, , Cláudio Ribeiro, Luiz Nivaldo Maciel, o cantor e compositor Antonio Marcos, Jurandir Ambonatti e Leo Pereira


fig.2 Equipe Bedois, recebendo o "Disco de Ouro" conferido à Rádio Clube pela gravadora Odeon, Luiz Nivaldo Maciel, Nelson Rosa, Leo Pereira, Acir Ramos, Padre Juca, Jurandir Ambonatti, Jorge Yared, Ubiratan Lustosa e Cláudio Ribeiro

Carneiro Neto (fig.3) que comandava a B2, conseguiu o passe de um craque do Rádio, Luís Carlos Martins (fig. abaixo).No período em que Carneiro esteve na administração da Bedois este foi um dos acontecimentos marcantes, como relata Ubiratan Lustosa em seu site www.ulustosa.com.br: "No final de 1.977 veio para Curitiba, e procurou colocação na Rádio Clube, o então quase desconhecido locutor Luiz Carlos Martins. Sem saber quais eram as suas qualidades, Paulo Alberti (que cuidava do setor de programação) deu-lhe um horário noturno, sem compromisso, e muito difícil de se obter audiência. Ele não perdeu a oportunidade. Em pouco tempo, mesmo com dificuldades, Luiz Carlos Martins revelou seu extraordinário carisma de comunicador. Carneiro Neto e Paulo Alberti estavam atentos e no início do ano seguinte lhe deram um espaço matinal para atuar. Em 15 de maio de 1.978 ele lançou o programa "MANHÃ TOTAL", das 9h às 12h, e fez um grande sucesso.".

 fig.3: Carneiro Neto, mais um dos valores do nosso Rádio que emprestou o seu talento à Bedois.

Relato feito, voltemos ao PB. Em1980 assinei contrato com a Rádio Cidade. Mas aí, já é uma outra história. Inté.

Fotos: www.ulustosa.com.br

Cidade Agora - 16 de junho de 2008

Mil novecentos e oitenta, assino contrato com a Rádio Cidade a convite do Luiz Ernesto Pereira, e esta é a terceira vez que nos cruzamos em Rádio. Primeiro foi na Guairacá, depois na Curitibana e agora na Cidade. A equipe que estava se formando, de primeira. Uma grande campanha de publicidade foi feita, com grandes e pequenos cartazes pela cidade inteira. Campanha também na televisão, e o horário que iria comandar: 17 às 19 horas ," Cidade Agora". O projeto era não tocar música neste horário, somente entrevistas com políticos, artistas de todas as matizes, empreendedores, professores, líderes sociais de todos os níveis. Na produção, estavam Cláudia Paciornick e Débora Ianklevitc. Foi um grande exercício profissional. Os mais variados assuntos abordados nos 120 minutos de programa. Uma sacada genial, foi começar todos os programas com a palavra CIDADE. Falarei deles mais adiante. Não havia pontos fracos na programação, pois só atuavam profissionais de alto nível e popularidade comprovada. Dinheiro não faltava. Ôba!. Estava tudo nos conformes.

Revendo o amigo Claudio Ribeiro - 18 de junho de 2008

Na segunda-feira que passou, reencontrei o amigo Cláudio Ribeiro, almoçamos juntos e o papo rolou descontraído. Muita recordação, inclusive do programa "Cidade de Olhos Abertos" que o Cláudio apresentava, das 00 às 04 da matina. Na terça enviei correspondência agradecendo a convivência, e vejam o que o "gentleman" do Cláudio respondeu:

Ao Mestre com Carinho


Meu amigo Paulo Branco, eu é que fiquei feliz em reencontrá-lo. Ao ouvi-lo, vendo sua disposição e amor, posso dizer sem erro: O Rádio está vivo!. Longe de ser um meio ultrapassado, o rádio reafirma constantemente sua condição de veículo indispensável no cotidiano das pessoas. Como eu disse, a vida é dialética e tudo muda, inclusive no rádio. Entre outras coisas no rádio o que deve mudar é a forma de recepção, e a forma de receber as transmissões. Os equipamentos é que deixarão de existir e as pessoas começarão a ouvir áudio pelo computador, seja ele o tradicional, portátil ou instalados nos próprios automóveis. Vamos ampliar este debate para retemperar a saúde de nossa alma de comunicadores. Me coloco ao seu lado para resgatar, reconhecer e valorizar o rádio (caixinha de conversa) e os radialistas estes sonhadores irmãos nosso.


Cláudio Ribeiro - claudioribeiro@brasilcultura.com.br

Equipe 670 de jornalismo - 20 de junho de 2008

É o seguinte: iniciei a semana relatando experiências na Rádio Cidade (80-82), e não estou recordando os nomes dos programas, aliás como já citei, sempre achei muito inteligente a idéia. Só me correm "Cidade de Pito Aceso", "Cidade Agora" que era o horário do degas aqui, e o "Cidade de Olhos Abertos" com Cláudio Ribeiro. Preciso de nomes dos componentes daquela equipe, pois a bem da verdade, não me recordo de todos. Vai daí, sabedor que o Ulisses tem uma excelente memória e um bom estoque nos seus alfarrábios, pedi ajuda. Consegui então, muitas e valiosas informações, as quais reproduzo:

"Equipe de programação:

1. Cidade de Pito Aceso (das 4 às 6 hs) - Zé do Pito, primeiro foi o Paulo Gonçalves, depois um cunhado do Luiz Ernesto, o Antonio Augusto Fiorenzano.

2. Cidade Acorda Cedo - Maurício Nasser

3. Jornal da Cidade - Paulo Ernani, Sérgio Luiz, Amauri Tomé

4. Cidade sem Censura - Cândido Martins de Oliveira

5. Correspondente da Cidade - Sérgio Luiz

6. Cidade - Reginaldo Loyola

7. Cidade Livre - Enéas Faria

8. Cidade - Toni Mineiro

9. Cidade Agora - Paulo Branco

10. Correspondente da Cidade - Amauri Tomé - depois Ulisses Guerra

11. Cidade - Jurandir Carioca

12. Correspondente da Cidade - Paulo Ernani

13. Cidade de Olhos Abertos - Cláudio Ribeiro

Equipe de Reportagem:

1.Cidade no Aeroporto- Carlos Alberto

2.Cidade na Polícia - Ricardo Chab

3.Cidade nos Transportes - Alceu Paraná (Bodot)

4.Cidade na Cidade - Bandeira Filho

5.Cidade nos Esportes - Silvio Roberto (de Tarso)"

E segue o relato do Ulisses:
"Tínhamos como Redatores o Vanderlei Rebelo, o Roberto Guidali e o Eliseu. Na Produção, a Cláudia Paciornik, o Caco Guimarães e a Débora Jankielewicz. Logo apos, numa segunda fase, entraram o Jamur Junior e o Nelson Martins, e saíram Cândido Martins de Oliveira, Enéas Faria, Amauri Tomé, Paulo Ernani, Sérgio Luiz e o Algacy Túlio. Lembro também, de outros componentes da equipe: o Paulino Viapiana, que era um dos operadores da Rádio e atualmente Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, e o Tuiuti, outro grande operador da equipe 670 de jornalismo. Ainda faziam parte da programação a Dirce Alves , astróloga, e a Maria de Lourdes Montenegro. O Diretor Geral era o Jair Brito, o Gerente era o Luis Ernesto Pereira Alves. Alguns não lembro dos nomes completos, mas lembro das pessoas. Me falta o nome do programa do Loyola e do Mineiro (tá vivo ainda?). Lembrando mais, te passo, por enquanto é isso."

Diante da pergunta do Ulisses e para agradeçer a colaboração, respondi: "Não tenho noticias do Toni, a última vez que estive com ele foi na Rádio Nacional, e olha que faz alguns anos. Quem morreu foi o Amauri, tinha um problema congênito no coração. Trabalhamos juntos no Palácio Iguaçú, até que entrou outro governo e dispensou a equipe do Lerner. Carioca também morreu, estava trabalhando no interior. O Nasser, você sabe que morreu. Mas chega de falar, morreu... morreu... Quando me perguntam quantos irmãos eu tenho, digo que são 9. Aí o interlocutor me pergunta: - Todos vivos? Respondo: - Não, o único vivo sou eu..., os outros todos trabalham. Obrigado pela grande ajuda. Vejo que está com a memória afiada. Parabéns."

Colaborou: Ulisses Iarochinski

 Mais registros da equipe 670 - 22 de junho de 2008

Vez passada, não confundir com vespa assada, disse aqui que todos os programas começavam com a palavra Cidade. Porém, nem todos começavam como citado, mas sempre tinham a palavra Cidade. Outro registro importante, eram trocados sobrenome de alguns integrantes da equipe, pois eram mais difíceis de pronunciar ou escrever. Ulisses Iarochinski, que na língua original é mais complicado ainda, foi batizado de Ulisses Guerra. O Alceu Bodot, ficou Alceu Paraná, a Débora Jankielewic, ficou sendo Débora Ferreira. No caso do Carlos Alberto, adicione o apelido Peninha. Este, praticamente morava no Aeroporto Afonso Pena, pois você não conseguiria passar por lá, no embarque ou desembarque, sem que o Peninha te entrevistasse. O Peninha tem uma das maiores coleções de vozes do Paraná. Alô Carlos Alberto, precisamos divulgar teu acervo. Esqueci também de citar, mas o primeiro repórter policial foi Algaci Túlio, depois veio o Ricardo Chab. Faltaram alguns nomes daquela equipe "670 de Jornalismo", mas em breve, estarei almoçando com Cláudio Ribeiro e Reginaldo Loyola, e com certeza iremos lembrar. Na citação do "Cidade Agora", não está o nome de registro, apenas o artístico Paulo Branco. Naquela matéria registramos, e reiteramos agora, a inestimável colaboração do Ulisses Iaroschinski, direto de Cracóvia, onde faz doutorado em História.

Grande Maratona da Cidade - 25 de junho de 2008

"Suar a camisa", era o lema dos profissionais das equipes em que atuei. Não só cumprir horário, ir para casa e a Rádio que se dane. Nós estávamos sempre bolando algo para melhorar a qualidade do programa que apresentávamos, e muitas vezes, uma idéia vinha à nossa cabeça. É como escrever uma poesia, a inspiração simplesmente chega. A dica: anote sempre, porque assim como vem, vai, dá um branco e "cadê que a gente lembra". Se não serve para teu programa, por causa da linha de trabalho que você traçou, passe para um colega. Pode ser que para o programa dele encaixe, e talvez, seja excelente. Se preocupar com a empresa que te contrata é uma forma de "suar a camisa". Foi assim que criei a "Grande Maratona da Rádio Cidade". Funcionava assim: por telefone, contatava com líderes de um determinado bairro e depois de explicar do que se tratava, marcava uma reunião. "Me Tocava" para bairros que nem conhecia, distantes do centro ou da Rádio que funcionava próxima do DENTEL, pertinho do Hospital Evangélico. (Tempo para nossos comerciais, a GMR Cidade volta já!.)

(Voltando a falar sobre GMR Cidade.) Na reunião, geralmente na igreja, numa escola ou associação, ia para o quadro negro e desenhava um dial de rádio, demostrando como poderiam localizar a RC. Convidava os participantes a se integrar na Grande Maratona, cada qual formando equipes para competir aos vários prêmios. Como? Ouvindo a RC, porque a qualquer momento durante as 24 horas de transmissão, poderia ser veiculada uma pergunta, cuja resposta certa valeria pontos. De cada equipe, ao menos um integrante deveria estar ouvindo atentamente a emissora. Não adiantava nada ligar para a Rádio e perguntar qual foi a pergunta, ninguém informava, tinha que ouvir e anotar. No dia da grande apresentação, a equipe de produção contava os pontos de cada equipe. Só que não parava por aí, tinha muito mais. No próximo capítulo contaremos. Tchau...

Grande Maratona, uma festa - 26 de junho de 2008

As reuniões da GMR Cidade eram realizadas de preferência, na segunda-feira ou no sábado. Todas as equipes deveriam estar reunidas na praça principal, ou ginásio, enfim, em local escolhido pelo coordenador do evento. Isto, porque não era mais um programa de rádio, mas um verdadeiro evento de interatividade entre ouvintes, que viravam amigos,e toda a equipe da Rádio. Por que toda a equipe? Porque todos estariam lá no sábado, promovendo disputas desportivas e conhecendo o pessoal.

Para realizar a programação, conseguimos um Trailer (foto 1-ilustrativa) emprestado com a Empresa Sul Trailer. Alô Bonamigo, aquele abraço.Com o Galaxie (foto 2) do Luiz Ernesto (foto 3, na Tribuna da Câmara), hoje vereador em Curitiba,  dava para rebocar o trailer. Chegávamos ao local fazendo a maior balburdia, os moradores do Bairro soltavam foguetes, era realmente uma grande festa.

A TELEPAR, a esta altura, já tinha instalado uma linha, e o trailer seria o estúdio onde estavam fazendo seus programas ao vivo o Jamur Junior(foto 4, ao centro), a Dirce Alves(foto 5, ao lado de Jorge Bernardi),  Cláudio Ribeiro (foto 6), e tantos outros. Até autógrafos dávamos na ocasião. A programação se prolongava até o meio-dia, quando as famílias locais ofereciam almoço aos radialistas. Eram dois almoços na casa de dona Maria, três na casa do seu Antonio e assim por diante. No final, premiávamos a equipe que marcou mais pontos ouvindo a Rádio e participando dos jogos no local. As segunda e terceira, também recebiam seus prêmios e ficavam felizes. Nós, voltávamos para a Rádio, felizes e realizados. Não havia cachê por isso, fazíamos porque amávamos nosso trabalho, nossa profissão.

Na sequência, falarei de um rapazinho, recém formado em jornalismo e que sempre acompanhava nossa equipe, mesmo não sendo radialista. Logo depois se elegeu vereador, sendo hoje, um importante político de nossa cidade. Vocês imaginam quem era? Antes de finalizar este capítulo, quero registrar que íamos às reuniões e aos locais da "Grande Maratona da Rádio Cidade", com nossos próprios meios de transporte. Eram outros tempos.

(2) foto: www.amigosdogalaxiecom.br
(3) foto: www.cmc.pr.gov.br (Foto - Irene Roiko)
(4) foto: www.ulustosa.com
(5) foto: www.cmc.pr.gov.br
(6) foto: www.brasilcultura.com.br

Um jovem acompanhava a GMR Cidade - 28 de junho de 2008

Um jovem, recém formado jornalista, assessor de imprensa da COHAB-Curitiba, acompanhava nossa equipe aos sábados, na GMR Cidade. Era sua preferência os Núcleos Habitacionais, e ficava lá conversando com os moradores, ouvindo sugestões e fazendo sua divulgação. Sabia o que queria, tando que elegeu-se vereador e nunca mais perdeu uma eleição. Permanece na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) até hoje. Aquele jovem era o Jorge Bernardi. Aliás, tínhamos bastante políticos na equipe da Rádio Cidade. Que eu lembre, faziam parte da equipe o Candido Martins de Oliveira, Mauricio Nasser, Luis Ernesto Pereira (meu afilhado de casamento), Algaci Tulio, Claudio Ribeiro e Ricardo Chab. Esqueci alguém? Agradecerei se fizer contato. Ainda voltaremos no assunto Rádio Cidade. Até...

Meu amigo Emílio Pitta - 01 de julho de 2008

Tem coisa melhor do que encontrar, exatamente numa esquina duma grande cidade, um amigo muito querido. Pois é, dia desses dei de cara com o ator e publicitário Emílio Pitta. Abraços, você está muito bem... Recordações e resposta para a pergunta que não quer calar. Que andas fazendo? Passei então a detalhar o que ando fazendo. Nenhum dos dois estava com pressa, assim sendo, vamos lá, contando um pouco da conversa.
- "Cara, tenho um "bloguezinho" onde estou contando minha vida profissional, desde Erechim, onde tudo começou na década de 50, até os dias atuais. Já falei das Rádios em que trabalhei no RS, quando e como cheguei em Curitiba, quais as Rádios que trabalhei por aqui, nesta terra abençoada". E continuo contanto a família maravilhosa que constitui. - "Tenho até bisneto, uma filha se formou psicóloga e o filho, craque em Informática, com titulo de doutor e tudo".
Volto às histórias contadas no Blog. Falei de algumas gafes que cometi frente ao meu amigo microfone, das coisas boas que acho realizei, das artimanhas usadas para chegar primeiro com a informação. Alegrias que vivo e que vivi. A criação de equipes espectaculares, e o fim das mesmas. Rádios que entraram e saíram do ar sem maiores explicações. Finalizei dizendo como consegui e perdi empregos, e amigos. Aí chegou a vez do Pitta falar de si. Está feliz pelo quem feito em sua área de atuação, e como sou noveleiro, não precisou me falar das novelas que participou na Globo. Além é claro, dos comerciais bem elaborados e interpretados que realizou. Falou também, da participação que terá em nova minisérie televisiva que estará no ar, mais para o fim do ano e que as gravações já começaram no PROJAC, no Rio de Janeiro.

Meu amigo Nei, filho do seu Elpídio - 012 de julho de 2008

Ontem foi o Pitta, ator e publicitário, hoje foi o Claudinei, ou somente Nei, que é contabilista e formando em direito este ano. Um reencontro já é uma grande alegria, mas ao saber o motivo de nos abraçarmos mais uma vez, foi emocionante. Disse-me que tem sonhado muito com o pai dele, seu Elpídio, que Deus o tenha, mas tem sonhado comigo também. Noite passada, sonhou nitidamente comigo e ficou preocupado. Não tinha meu endereço, nem número de telefone. Pergunta daqui, pergunta dali, me achou. Ô, meu amigo, Nei! Você me deu muita alegria, mais ainda, ao saber que estás bem e que a Maisa já te deu um lindo garoto, que chama Pedro. É amigos, "as coisas boas da vida, não são só coisas".

Alvaristas, Requianistas ou Lernistas? - 03 de julho de 2008

Algumas pessoas devem estar se perguntando, que tanto reencontro tem o PB. Esclareço o que acontece. Quando da desintegração da "equipe 670 da Rádio Cidade", cada um tomou seu rumo, uns pra cá, outros pra lá, prosseguindo na batalha pela sobrevivência profissional.

Eu segui o rumo do Rádio Estatal, como funcionário da Secretaria de Comunicação Social do Estado, Setor de Radiodifusão,

por mim criado e coordenado no governo Álvaro Dias (foto 1). Assim, formei e coordenei uma rede, com quase duzentas emissoras paranaenses, que transmitiam o programa " Bom Dia Governador", que tinha duração de no máximo 3 minutos. O governador falava de suas realizações e atividades futuras. Depois veio o Roberto Requião (foto 2), com "A Palavra Franca de Roberto Requião", que tinha o mesmo objetivo.

Já se passavam 8 anos, quando entrou Jaime Lerner (foto 3), o qual mandou dispensar todos da equipe anterior, sob alegação que eram "requianistas". Que requianistas, que alvaristas, que lernistas, que nada! Nós éramos e somos profissionais, pagos para realizar nosso trabalho, seja qual for o governador. Eu, naquela altura do campeonato, já tinha o direito de aposentar, porque havia incorporado quase 6 anos na Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde do Estado. Somados ao tempo de serviço em Empresas de Rádio e Televisão onde trabalhei, atingi além do tempo necessário para me aposentar. E assim o fiz. Acontece que a nova equipe que assumiu, me convocou, dada a minha experiência na área, para voltar ao ninho antigo. Muito mais estruturado, já havia se passado 3 anos, assumi a função e lá fiquei até o último dia do Governo Lerner. Sobre este trabalho, contarei mais adiante.

Vai daí, que o Requião (foto 2) depois de 8 anos, voltou ao governo e sua nova equipe dispensou todos nós, alegando que éramos "lernistas". Pode?

Mas voltando ao papo do início, durante este tempo no Estado, perdi contato com os antigos amigos e colegas, que estavam nas atividades das Rádios Comerciais. Agora, aproveitando a nova tarefa de lembrar e blogar minha história no Rádio, tenho encontrado muitos deles, para minha alegria e satisfação.

É isso gente, lá vou eu, deixa a vida me levar..., surfando no hit do Zeca Pagodinho.

Fontes:
Foto 1 - http://www.fiepr.org.br/redeempresarial/monitora/alvarodias/
Foto 2 - http://www.fiepr.org.br/redeempresarial/monitora/robertorequiao/
Foto 3 - http://en.wikipedia.org/wiki/Jaime_Lerner

E agora José? - 07 de julho de 2008

Voltemos à nossa história no Rádio curitibano, finalizando a Rádio Cidade. Em 1982, venceram os contratos que tinham vigência de 2 anos. Só que estes contratos, foram apresentados depois que estávamos trabalhando na emissora. Quando nos convidaram, não falaram em contratos por 2 anos. Eu, por exemplo, tinha 5 anos de casa na Atalaia, pedi demissão. E agora José? Entrei na justiça trabalhista e ganhei a questão. Fiquei o ano de 83 trabalhando em Jornal, que não era forte, mas, temendo represálias. Sabe como é, patrão com patrão se entende.

Na sequência, comprei um horário na Rádio Paraná, das 12 até 01 da tarde. Certo dia, comentei que a PETROBRAS(foto 1) tinha obtido um grande lucro, como até hoje obtém. Veja: "Em 2008 a Petrobras ultrapassou a Microsoft, tornando-se a terceira maior empresa do continente americano em valor de mercado, segundo a consultoria Economática" (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras#Lucratividade_e_desempenho_em_bolsas_de_valores). Sede da PETROBRAS no centro do Rio de Janeiro Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Petrobras-HQ-RdJ.jpg

Elogiei a companhia. Só que eu achava, e ainda acho, que parte deste lucro deveria reverter em benefício de quem construiu a empresa, ou seja, o povo brasileiro. Poderia ser na forma de combustível mais barato, por exemplo. Sei do incentivo a Cultura, Esporte ou outros, que a Petrobras oferece. Mas, e a massa, como é que fica? Fica onde sempre esteve, no fim da fila, pagando.
Feito o comentário, fui chamado pelo diretor da Rádio, para um pequeno diálogo. Ele me disse que Ney Braga (foto 2), quando Ministro da Educação, fôra muito legal com a Pontifícia Universidade Católica (PUC), detentora da concessão da Rádio. Agora, Ney Braga, era o Presidente da Petrobras, por isso, eu deveria me abster de fazer alusão àquela empresa. E agora José? Na mesma hora entreguei o horário para a Rádio. Censura em estado puro.

Superado o episódio com a Rádio Paraná, fui trabalhar com Augusto Luiz Juck, na Folha do Comércio. Vendia anúncios, e não é que me dei bem? Gostei, mas voltei para o Rádio, desta vez na Rádio Educativa, onde apresentava um noticiário das 7 ás 7.30 da manhã, juntamente com o Sérgio Luiz Picheto e Léa Okseanberg(foto 3), depois com o Ovande Stori, que entrou no lugar da Léa. Realizava entrevistas e fazia cobertura de todos os atos da Câmara de Vereadores, inclusive assistindo a todas as sessões. Vai daí que, ... depois eu conto, tá bom?

Paulo Branco cassado - 13 de julho de 2008

Foi uma rápida passagem pela Rádio Paraná, com o programa "Paulo Branco", do meio-dia até 01 da tarde, contando com a participação de Lineu Tomas(foto) e Edson Feltrin. Falávamos de tudo um pouco: política, esportes, panorama geral de notícias e curiosidades. Durou pouco, mas foi muito bom apresentá-lo. Ouvi coisas importantes em "OFF" nos intervalos, muito mais do que com os entrevistados frente ao microfone. Mas valeu, foi muito bom. Depois disso, apresentei o programa "Atualidades", em rede de Rádio. Fui cassado, tirado do ar, pelo TRE, a pedido de políticos e partidos políticos, que não gostavam das entrevistas com seus adversários. Mesmo colocando o programa à disposição de todos, como manda a lei. A alegação foi, que eu só entrevistava Roberto Requião. Eu soube da cassação pelos jornais. Só me restou encerrar a programação, agradecer os "Prezados Ouvintes", pegar o boné, e ir em frente.

E o PC saiu de fininho - 17 de julho de 2008

Certa vez, sofri um acidente de carro, era um valente Fusca 66 (foto 1 - 2º fusca, em carreata na Vila Santa Efigênia (vide foto 2, no final)). Quem teve um, sabe do que estou falando. Pois o meu valente, foi recolhido ao pátio do Detran. Eu com a clávicula quebrada, não podia tratar da liberação do veículo. Foi então que entrou em ação, minha esposa Zena, acompanhada do amigo Paulo Cesar, apresentador do programa "A Baiúca do Xiló" na Rádio Independência, que se prontificou a acompanhá-la. Em lá chegando, foram procurar no pátio do Detran, em meio a centenas de outros carros. Cadê o nosso Fusca? Durante a caminhada, olha aqui, olha alí, o Paulo Cesar deu de cara com um antigo carro que havia sido roubado. - "Viva! Achei meu carro", gritou o glorioso PC. Mas, como diz aquele dito popular, "alegria de pobre dura pouco", a conta do estacionamento era maior do que valia o carro. PC fez que não viu, e saiu de fininho, antes que alguém o obrigasse a retirar o veículo de lá. Como diriam os ingleses, ele saiu à francesa: - "take french leave", na versão mais conhecida. Mas, poderia ser, sair à inglesa: - "filer à l'anglaise", exclusividade dos franceses. Como muitos diriam aqui no Brasil: - "saiu à francesa". Como diria o próprio Paulo Cesar, pernambucano: - "Vixi Santa!.
foto 2: ACAFISE (Associação Católica Filantrópica da Vila Santa Efigênia), Campanha "Reparta Seu Calor Com Quem Tem Frio", Promoção Rádio Cruzeiro do Sul, Programa Lourival Neves - Detalhe: Patrocínio da KING COLA

Os irmãos Resende - 18 de julho de 2008

Parece mentira, mas é verdade. Quando trabalhei na Rádio Gaúcha de Porto Alegre, na década de 50, haviam dois irmãos. Eram conhecidos como "Irmãos Rezende", o Luiz Antonio, e o Antonio Carlos. Locutores esportivos. Bons narradores e comentaristas. Até aí tudo bem, só que ambos eram totalmente gagos. Explico: gagos fora do microfone, mas quando acendia a luz vermelha, ou seja, o sinal de microfone ligado, falavam perfeitamente, sem nenhum tropeço. Esta eu acho que nem Freud explicaria. Abaixo, duas curiosidades sobre a questão. (fonte: http://www.gagueira.info/index.html )

Cantar, falar em uníssono, sussurrar...

Os gagos não gaguejam normalmente quando cantam, falam em uníssono, sussurram, falam com um animal ou crianças pequenas.
Gagos Famosos

Sabia que, durante a Segunda Grande Guerra, a Grã-Bretanha foi conduzida à vitória por dois gagos famosos: O Rei Jorge VI e o seu Primeiro Ministro Winston Churchill?

Se você gagueja, encontra-se com certeza em boa companhia e não deveria deixar que a gagueira o impedisse de seguir uma carreira promissora. Eis alguns gagos famosos:

Aristóteles
Robert Boyle
Lewis Carrol
Rei Carlos I
Charles Darwin
Demóstenes
Scatman John
Rei Luís II
Moisés
Marylin Monroe
Imperador Napoleão o Primeiro
Isaac Newton
Theodore Roosevelt
Virgílio

A arte de ser locutor - 19 de julho de 2008

Muita gente acha que a profissão de radialista é ser locutor. Em parte é, mas acontece que existem nesta atividade, dezenas de funções, tando que você pode ser radialista, sem ser locutor. Quanto ao locutor, somos pagos para ler, que é uma arte. Saber ler para outros ouvirem, não é o mesmo que saber ler. Demonstração desta arte, talvez das mais famosas, tenha sido no Repórter Esso, principalmente na voz de Heron Domingues (foto 1). O Repórter Esso encerrou sua progamação, numa histórica e emocionada transmissão na Rádio Globo, no último dia de 1968 (Clique a seguir no link para ouvir)

Repórter ESSO com Heron Domingues e Roberto Figueiredo de 1941 a 1954 na Rádio Nacional e na TV Tupi com Gontijo Teodoro de 1952 a 1970 - Última Edição no Rádio no final de 1968

Mas é sobre a locução em geral que quero falar. Como todos sabem, eu trabalhei em várias atividades dentro das empresas de radiodifusão, mas a locução era minha especialidade. Sou, e serei sempre, um locutor. Portanto, era pago para ler. Pois bem, passo a relatar o que muitas vezes aconteceu comigo, ser contratado por um empregador que é contra um determinado governo, um parlamentar ou, geralmente, contra àqueles de plantão no executivo. Tínhamos que ler editoriais, ou notícias, dando um "baita cacete" no dito cujo governador, por exemplo. Mais adiante, trocávamos de empresa, não de lado, e daí tínhamos que elogiar aquele que malhávamos. E toca descer a lenha no antigo contratante. E assim, sucessivamente, trocando de novo, invertendo as posições. O ouvinte ficava roubado e pensando: "Pô, esse cara é maluco". Nada disso. O profissional está fazendo o que tem que fazer, seguindo sua profissão, obedecendo certas regras da casa que o empregou. Caso contrário, é rua na certa. Já ouvi frase como esta: - "Se não quiser ler o que está escrito ( sabe-se lá por quem), compre uma Rádio". Por isso, o símbolo do locutor, não do radialista, é o Papagaio. Dá o pé rico, e reze para que fique só no pé.

Clique abaixo e ouça noticiário completo da última edição do Repórter Esso.

Repórter ESSO - Última Edição no Rádio no final de 1968 (completo)
Fonte dos Links: http://www.locutor.info/ - SITE: A História do Rádio).

A Rádio Panorama e o velho feudo - 22 de julho de 2008

Passei também por Mandirituba, uma pequena cidade da Região Metropolitana de Curitiba(foto 1 - praça central de Mandirituba), na Rádio Panorama. Como curiosidade, Mandirituba é vocábulo indígena que significa "lugar onde há muitas abelhas", colmeal, do tupy manduri; e tyba: abundância, grande quantidade. Na Rádio Panorama, fui o 1º gerente, 1º locutor-apresentador-repórter-redator, e ufa!..., também o 1º programador, pois a emissora estava na fase experimental. Tinha que fazer de tudo um pouco. Coordenei a instalação, fiz o projeto de programação, comecei a contratar profissionais de Curitiba, e treinar pessoal local para tocar a Rádio. Foi uma ótima experiência, trabalhei muito, mas me diverti bastante. Depois de um certo tempo, com a Rádio dominando a audiência na região, veio a ciumeira dos políticos locais. Afinal, eu era um forasteiro, que era mais falado do que os nativos. O velho feudo se manifestando, mesmo eu afirmando publicamente, que não tinha intenções de ser candidato a coisa alguma. Afirmava e reafirmava, que não queria nada com política, afirmações que foram interpretadas como sendo uma estratégia, muito da ardilosa. As pressões e o patrulhamento continuaram. Assim sendo, entendi o recado, peguei meu LP do Francisco Canaro, e mais uma vez, peguei meu velho e surrado boné, ... - "Adios Pampa Mia, em ritmo de tango, fui cantar noutra freguesia".

Teatro ou "Tiatro" - 23 de julho de 2008

Certa vez, estava apresentando um programa de rádio em que fazia entrevistas, comentários, notícias e divulgação de acontecimentos sociais e artísticos. Foi então que anunciei um determinado espetáculo, que seria apresentado no Teatro Guaíra.

Logo em seguida, entra no estúdio o diretor da Rádio, e estrilou: - "Ô gaúcho, não é TEATRO, é TIATRO".
Daí para frente, eu evitava falar a palavra "Teatro". Por quê? Ora bolas, porque é muito difícil para mim dizer "T-I-A-T-R-O". Imagina se fosse na época do Theatro Guayra, ou antes ainda, Theatro São Theodoro.

Não menciono nomes, pois pode parecer revanchismo,
Fonte das fotos: http://www.tguaira.pr.gov.br/

Meu amigo José Messias - 24 de julho de 2008

Na década de 80 passei a apresentar um programa político na Rádio Colombo do Paraná, das 07 às 08 da manhã, juntamente com o jornalista José Messias. Era um programa tipo Willi/Mazza, eu lia a notícia e o JM comentava, conhecedor que era das coisas políticas do Paraná. Além das coisas políticas, o Messias participava de várias atividades na mídia paranaense. Gostaria de reproduzir uma notícia interessante, não conhecia e descobri no Blog do Fábio Campana, na qual relata uma história do Carlos Roberto Massa - o Ratinho -, em que o José Messias esteve presente. Foi relatada num dos comentários do Blog do Fábio ( http://www.fabiocampana.com.br/?p=5402 , matéria "Rabada com Polenta"), dias atrás, e tomei a liberdade de repassá-la na íntegra. Segue:

"Cajucy Cajuman
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008 – 16:18 hs

Tudo bem, tudo bem, tudo bem…

Interesses à parte e política também, Carlos Roberto Massa - o Ratinho - está dando um tapa que não é de luvas de pelica na cara de muita gente. É com luvas de boxe.


Quando ele trabalhava na CNT do Martinez, como repórter policial vivia numa “M” de dar dó! Mas, no que fazia, fazia com amor e sabia que era dali que tinha que sobreviver e dar a volta por cima. Contra todos os inconvenientes e não eram poucos.


Lembram do carro dele? Uma Brasília (branca) velha que para pegar era só no tranco… Para sair do pátio da CNT era duro, né? Mas, não esmoreceu. Com a sua ida para a Rede Record tudo mudou.

E digo mais: quando abriu a possibilidade de um programa popular na Rede Record em São Paulo, EU (esse que vos escreve) e também o jornalista José Messias e três outras personalidades estávamos numa reunião com o diretor da Record no Paraná, quando ele recebeu um telefonema da direção da rede nacional, cogitando a possibilidade da ida de um apresentador popular e bom de verbo para fazer um programa em rede nacional. E a resposta tinha que ser rápida.

Esse diretor no Paraná nos pediu licença, explicou a situação, e ali mesmo, na nossa frente, ligou para o Alborguetti que era da emissora e fez o convite, priorizando o pessoal da casa, naturalmente e respeitosamente. Porém, Alborguetti por questões pessoais e políticas declinou do convite. Não se interessou.

O então diretor da emissora, liberado da responsabilidade de prestigiar um profissional da casa telefonou na mesma hora para o apresentador Ratinho (CNT) e fez o convite. E a partir dali a vida do apresentador mudou e por COMPETÊNCIA PRÓPRIA. Digo isso, pois se não às tivesse, não chegaria aonde chegou. Ou estou enganado?

Nunca trabalhamos juntos. Mas sempre vi a sua dedicação e profissionalismo na busca pelos seus objetivos. Uma década e pouco depois, tornou-se milionário e dono de vários empreendimentos, sendo o mais recente, UMA DAS MAIS COBIÇADAS REDES DE TELEVISÃO DO PARANÁ a TV Iguaçu, até então do todo-poderoso Dr. Paulo Pimentel.

Ou seja: Ratinho saiu do Paraná para vencer lá fora e voltou vitorioso e comprou uma das maiores redes de comunicação do estado, entre outros empreendimentos. Esse é o verdadeiro valor do profissional.

Quem diria que ele chegaria ao ápice de receber em sua casa - ou onde quer que seja - o Presidente da República? Qual outro representante da terra pode nos dar exemplo igual? Refiro-me, obviamente, na área da comunicação e vindo de outra cepa, que não a do poderio econômico dos barões da comunicação.

Portanto, finalizando e pedindo desculpas pelo alongado, concluo que os méritos são todos pessoais dele, pois, mesmo sem estudo e sem berço financeiro mostrou que estava preparado, tinha talento e não teve medo de mostrar a face para ver o resultado. Resultado hoje visível por todos.

Gostemos ou não, Carlos Roberto Massa, o Ratinho, é um talento paranaense que venceu o dragão da miséria e hoje é empregador e tem uma responsabilidade social elevada, além de ser extorquido pelos altos impostos da República, como todo cidadão brasileiro.

Não há porque tirar os seus méritos

Cajucy Cajuman

cajucycajuman@hotmail.com"

Mas, voltando ao meu relato com o JM, quando transplantado de rim, não suportou a última cirurgia e faleceu. Tive uma grande tristeza com o falecimento do colega e grande amigo. Até hoje tenho dificuldade emocional em falar do acontecido, mas fazer o que, todos nós iremos um dia. Como dizia meu velho pai, "a única coisa certa da vida é a morte". Descanse em paz, meu amigo José Messias.

Censura - por Eduardo Schneider -27 de julho de 2008

A principal fonte de informações “quentes” durante os “anos de chumbo” era a própria censura dos militares. Quem explica o paradoxo é o blogueiro Paulo Branco que revela em seu blog (http://pbradialista.blogspot.com/) os bastidores dos anos de ouro do rádio:“ Estamos na década de sessenta e a censura corria tão solta, que toda tarde chegava na emissora um agente da Polícia Federal, com telegramas que eram afixados no quadro de avisos. Notícias que não deviam ser veiculadas pela rádio, e em cada telegrama, detalhes do que não era para ser noticiado. Assim ficávamos sabendo o que estava acontecendo, mas não podíamos tocar no assunto. Radialista não podia ter "boca de jacaré", era só "boca de siri". O dito era: "quem tem boca grande, vai pro céu". Era o Brasil do ame-o ou deixe-o”.


Mazza, impecável - 28 de julho de 2008

Folclore - por Luiz Geraldo Mazza - O radialista Paulo Branco, de Curitiba, estava no olho do furação na crise de 1961, posterior à renúncia de Jânio Quadros. No QG da resistência e no meio da Cadeia da Legalidade pela Rádio Guaíba viveu os dramas do cerco do Palácio, o armamento do povo, a mobilização da Brigada e por fim o apoio do IIIº Exército. Passada a guerra, Brizola homenageou os radialistas que estiveram nas trincheiras da Legalidade com uma churrascada e mandou fazer uma placa de exaltação aos bravos repórteres e comentaristas. Para decepção do Paulo Branco seu nome não estava na lista e foi direto ao caudilho reclamar. Brizola prometeu que corrigiria o senão, mas nada foi feito. Alguns anos mais tarde, em função do golpe de 64, um general mandou encanar todos os que estavam na placa. Graças a isso, o Paulo Branco se viu livre da encrenca.

Aproveito para, mais uma vez, agradecer ao Mazza pela lembrança em artigo acima, escrito na sua coluna do "Folha de Londrina". Mas o intuito principal desta postagem no meu blog, é reproduzir o texto logo abaixo, que encontrei no http://www.hagah.com.br/, o qual tenho imensa satisfação de registrar e deixar documentado no Blog. Afinal, como já relatei aqui, o Mazza é um daqueles jornalistas entre "Os Impecáveis". Aprimora-se sempre para ter textos impecáveis e elegantes e, assim, prestar bons serviços aos leitores. Luiz Geraldo Mazza

 Com 57 anos de carreira e 77 de vida, Luiz Geraldo Mazza ainda continua sua profissão na Folha de Londrina e na Rádio CBN de Curitiba. É considerado um ícone do jornalismo paranaense pela carreira e personalidade erudita, de perfil crítico como pouco se encontra no jornalismo atual.

Ele acompanhou de perto a história da imprensa paranaense participando de ações como a greve-geral que parou os jornais paranaenses por um dia no ano de 1963 que foi proposta por ele, na época, líder sindical. Quando perguntado sobre largar o jornalismo ele é bem objetivo: "Não posso e nem devo", diz. Hoje em dia trabalha em uma coluna diária no jornal Folha de Londrina e faz comentários na rádio CBN de Curitiba pela manhã. Já somam 13 anos atuando nessas duas empresas. Seu tema em ambos é a política, pois é formado em Direito e quando se fala em jornalismo político Mazza é referência indispensável no Estado.

Com sua sabedoria é capaz de raciocinar sobre fatos da história política mundial, brasileira e local, mencionando correntes de pensamento, escritores e filósofos e sem se distanciar do seu público consegue notar o agito da velha e atual política e suas conseqüências na vida do cidadão comum.

A jornada de trabalho começou aos 20 anos quando, estudando Direito, escrevia crônica lírica e romântica para o Diário da Tarde. Também escrevia para O Estado do Paraná uma forma de contribuir com o jornal. Seu primeiro emprego como repórter foi em 1955 no Diário do Paraná, Mazza cobria geral e logo passou para a chefia de reportagem. “Sou da época em que o jornalista se formava no local de trabalho.”

Participou da primeira transmissão de tevê do Paraná, pelo canal 6, trabalhou no Correio de Notícias do Última Hora. Foi diretor de jornalismo da TV Paranaense. Além disso foi diretor do Sindicato dos Jornalistas no Paraná no início dos anos 60. Mas como nem tudo são flores, durante o período da ditadura militar ficou desempregado. “Quem me deu emprego, nessa época, foi Francisco Cunha Pereira (dono da TV Paranaense e jornal Gazeta do Povo) e o João Milanez (da Folha de Londrina).” O jornalista ficou na Folha até 1981 retornando no começo da década de 90 onde continua até hoje. Sobre trabalhar em jornal impresso, Mazza comenta: "Jornal agora é pretérito. Não consigo me livrar, todo dia, da sensação de estar trabalhando em uma coisa vencida", diz ele, comparando com a internet e a divulgação em massa da televisão.

E quando se fala em rádio nos tempos antigos e nos de hoje? “Estação de rádio não tinha e ainda não tem recursos econômicos para se viabilizar. Muitas vezes elas dependem do departamento comercial para se manter.” Mesmo não tendo a tecnologia atual nos tempos passados, não era difícil fazer rádio. Era mais trabalhoso, porém gratificante. Mazza cita dois de seus companheiros que não esquece até hoje: Alceu Schwabe e José Maria Pires, ambos tem lugar especial em suas referencias pela maneira sofisticada como escreviam.

Como momentos marcantes de seus trabalhos ele cita jornalismo de ensaio para a revista Referencia em Planejamento e Memórias Urbanas de Curitiba do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC). Seu desejo para o futuro é continuar na profissão, “jornalismo para mim é trabalho, mas também é um repouso. Lido com gente muito jovem e de boa formação. É um intercâmbio agradável.” finaliza o jornalista, que não deixa de freqüentar a tradicional Boca Maldita na Rua XV, ponto de encontro de políticos, jornalistas, advogados, funcionários públicos e aposentados no centro de Curitiba.

Maneko’s bar está na sua lista dos preferidos, “gosto de lá por causa da variedade de comida popular. Lá também tem uma boa birita e uma cerveja gelada”. Gosta muito de comer o famoso peixe venenoso, o Baiacu. E esse ele só encontra no Bar do Edmundo.

O Pantagruel o faz lembrar do personagem da literatura crônica. “Lá saboreio a boa feijoada e a variedade de massas, peixes e carnes.” No Fornão ele gosta das pizzas e no Shopping Mueller acompanha a família.

Luiz Geraldo Mazza desperta nos alvos de suas críticas como também nos ouvintes sentimentos contraditórios, é amado e odiado, mas não importa qual é voracidade do comentário que o jornalismo faça uma coisa é certa: o respeito que todo o mundo jornalístico e político tem por seus comentários.

Paulo Branco vai de blog ... - por Zé Beto - 30 de julho de 2008


Paulo Branco vai de blog para contar parte da história do radiojornalismo no Paraná
25 Jul 2008

Paulo Branco usa óculos escuros e, para quem costuma olhar pessoas e ama o cinema, aos 77 anos pode até ser confundido com algum artista do cinema italiano da década 40, 50, por aí. Paulo Branco aposentou o microfone no dia em lhe avisaram, durante uma festa de fim de governo, que no dia seguinte estaria desempregado e as rádios do interior do Paraná que transmitiam notícias do Palácio Iguaçu deixariam de ouvir o vozeirão do “locutor que vos fala”. Pensa que ele esquentou a mufa recoberta por cabelos brancos? Achou que sua missão estava cumprida, foi para casa, pensou com calma durante seis anos e, no dia 22 de março passado jogou no universo da internet um blog, sim, um blog (www.paulobranco.com), porque este gaúcho de Passo Fundo é tri-moderno, tchê!, e começou a contar as suas histórias vividas em mais de cinco décadas de vida profissional. Ele estreou na Rádio Cultura de Erexim em 1952. Em Porto Alegre, onde trabalhou na Gaúcha, transmitiu até desfile de carnaval, onde a magia era enviar, pelo “éter”, situações, cores, cheiros, emoções, para o querido ouvinte viajar na imaginação. Em 1964 desembarcou em Curitiba para fazer parte do primeiro time da rádio Independência. Emprestou seu talento também à Atalaia, à Cidade e à Educativa, para onde foi no governo de Alvaro Dias. Saiu no de Lerner, mas isso é mais uma parte da história que ele relata em capítulos que deverão se transformar em livro. Ali, o relato de seu encontro com um ídolo, ganhará destaque. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele se extasiava ao pé-do-rádio ao ouvir os relatos do correspondente Al Neto. Anos depois, foi escalado para entrevistá-lo. Aprendeu, então, uma das grandes lições profissionais de sua longa carreira. Antes de entrar no ar, ao vivo, conversou longamente com Neto. Na realidade, relembra, perguntou tudo o que tinha curiosidade de saber. Quando a luz vermelha do estúdio se acendeu… Cadê a curiosidade que faz de uma entrevista feita entre quem tem talento e quem tem história? O que foi ao ar ficou meio aguado, mas Branco nunca mais esqueceu a grande lição. Que passa agora no seu blog, a quem se interessa pela história do rádio no Paraná.


Valeu Zé Beto!. Muito obrigado pela lembrança no seu Blog, de leitura obrigatória por todos que acompanham a política e notícias em geral do nosso cotidiano. É uma satisfação tê-lo como amigo e companheiro de tantas jornadas, ao lado de tantos outros, que ainda nos acompanham ou nos ajudam das plagas divinas. Vi um comentário da matéria, feito pelo meu amigo Gilberto Larsen, do qual acabei perdendo contato. Espero reencontrá-lo, pois lhe devo algo, ... conto amanhã.

Meu amigo Gilberto Larsen, - 01 de agosto de 2008


Lembra do documentário, a fita com 50 anos de Memória Brasileira? Ela preserva uma parcela, de um riquissimo acervo da vida no nosso país, na voz de artistas que interpretaram os acontecimentos. " A fita é prova de que a história de um povo pode ser contada, de maneira saborosa, a apartir do humor e da sátira ", como introduziu Ricardo Botelho no início da obra. Citei dias desses no Blog, que lhe devia algo. Pois aí está, meu caro. Quanto tempo hein? Nunca é tarde, sempre haverá tempo para rever os amigos, e acertar velhas dívidas. Vamos marcar um almoço, quem sabe com mais alguns amigos da "velha guarda", e saborear aquele papo gostoso e fraterno. Recordando, vamos postar os causos, fatos e fotos.

História do Rádio - Apelidos - 03 de agosto de 2008

Encontrei no dia desses, no Auditório da Caixa, meu amigo Ubiratan Lustosa, e comentamos sobre nossos escritos nos Blogues. Lustosa começou a lembrar de alguns apelidos de colegas do rádio, os quais já havia contado um pouco no Capitulo 12 ( http://www.ulustosa.com/HistoriaRadioPage.htm ). Agora no capítulo 19, encontramos muito mais. São excelentes lembranças, e eu até descobri ( lembrei ) o nome do Quati, do qual havia contado uma passagem no meu Blog. Vale a pena lembrar. Vamos lá.

MAIS APELIDOS

Revendo meus velhos guardados encontrei uma porção de recortes do jornal Gazeta do Povo da década de 60, quando eu escrevia a coluna "RÁDIO & TV". Entre tantas notas, achei uma coleção de apelidos de famosos radialistas do passado. A gente já não lembra quais os motivos que geraram muitas dessas alcunhas, e é curioso que as pessoas que as receberam muitas vezes nem sabiam da sua existência. Vejamos alguns dos apelidos:

Marcus Aurélio - "Lacerdinha" e "Dr. Vidraça" (era parecido com o político Carlos Lacerda)

Jota Pedro - "Macau" e "Gaspar"

Moisés Itzcocich - "Faixa Branca"

Borba Filho - "Pelúcia"

Fritz Basfeld - "Dedo Duro" (isso em razão do reforçado dedo indicador a ornamentar a sua mão)

Augusto Reis - "Saúva"

Zé Domingos - "Balão"

Ivan Cury - "Bigode Sedoso"

Paulo Albértti - "Tucano" (por causa do avantajado nariz) Eolo

Cesar de Oliveira - "Farofa de Cuque" e "Areia Molhada" (em decorrência de algumas bexigas que o Eolo tinha no rosto)

Wilson Thomaz - "Melancia" e "Ganso"

Linda Saparolli - "Pierina" (loiríssima, o apelido era para contrastar: a boneca Pierina era negra)

Vera Lúcia - "Tagarela"

Tônia Maria - "Madame Tonica Botica"

Júlio Pires - "Macaca Fu"

Rubens Rollo - "Pé de Frade" e "Capuchinho" (ele usava habitualmente sandálias franciscanas)

Pier Máximo - "Bagre"

Marly Terezinha - "Içá"

Mário Vendramel - "Boca Rica" (tinha uma prótese dentária de ouro que depois retirou por achar anacrônica), "Mazzaroppi" (tinha o jeitão do comediante do qual imitava o andar), "Nariz de Fumar na Chuva" (em função do elevado apêndice nasal) e "Costeleta de Babado" Obs.- Vendramel era um grande e inspirado criador de apelidos. Certamente recebia o troco e em decorrência teve muitas alcunhas.

Sérgio Fraga - "Jamanta", "Engradado de Girafa" e "Sabonetão" (por causa da sua elevada estatura)

William Sade - "Cilibin"

Mauro de Alencar - "Testa Panorâmica"

Willy Gonser - "Bardhal" e "Bebê Johnson"

Vinícius Coelho - "Vermelho"

Dermeval Costa - "Pestana de Boneca" e "Limpa Trilho" (tinha cílios exageradamente grandes)

Jamur Júnior - "Beduíno" e "Braço Fixo"

Ricardo Filho - "Quincas" e "Tartaruguinha"

Franck de Hollanda - "Rei do Café" e "Sargentelli"

Moacir Amaral - "Matusalém" e "Igreja da Ordem" (era um dos mais velhos da turma)

Luiz Tavares - "Pintor de Rodapé" e "Leão de chácara de Baile Infantil" (pela sua pequena estatura)

Altamiro Bevilacqua - "Nariz de Quebra-gelos" (por causa do nariz grande) e "Durmo Aqui Mesmo" (por estar sempre sonolento)

Vale lembrar o elevado espírito de camaradagem desses profissionais que aceitavam esportivamente esses apelidos dados pelos colegas. Na seção de "Gafes e Fatos Cômicos", Parte 12 , você encontra mais apelidos de nossos radialistas.

Já que o Lustosa citou, segue abaixo a parte 12 do site:

Entre os radialistas sempre houve muitas brincadeiras, gozações e o inevitavel aparecimeto de apelidos, alguns muito divertidos.

Eu vou lembrar algumas das alcunhas de saudosos radialistas que lamentavelmente já nos deixaram, e de alguns que felizmente ainda estão conosco

* Mário Vendramel era chamado de "Boca-Rica", só porque ele tinha num dente uma obturação de ouro, como aquelas muito usadas antigamente.

* Sérgio Fraga era o "Jipão" e também "Jamanta", pelo seu tamanho reforçado.

* A mim eles chamavam de Tio Bira, e de "Espirro", pois eu era muito magro.

* Luiz Gonzaga de Freitas, que foi proprietário da Bedois por algum tempo, era o "Jerimum", por sua origem nordestina.

* Eolo César de Oliveira tinha algumas bexigas no rosto e a turma o apelidou de "Farofa de Cuque".

* Ruy Carvalho Santos, por muito tempo proprietário da Rádio Clube, sempre estava com o peito estufado e a turma logo passou a chamá-lo de "Peito de Pombo".

* Luiz Nivaldo Maciel, tez morena, quando seus cabelos ficaram brancos ganhou o apelido de "Véio Zuza".

* Dirceu Graeser, inesquecível colega e amigo, sempre muito magro, tinha quem o chamasse de "Pastel de Vento".

* Oséas da Costa Felix, que trabalhou na Colombo e na AERP, ganhou o apelido que conserva até hoje e pelo qual é mais conhecido do que pelo próprio nome: "Cachimbo".

* Airton Cordeiro, grande narrador e comentarista esportivo, ganhou o apelido de "Galo".

* Demerval Costa, saudoso colega, era o "Pestana de Boneca", e realmente ele tinha pestanas longas.

* O veterano locutor esportivo Antonio Carlos Gomes jamais conseguiu se livrar do apelido de "Quati".

E tem muito mais! No ambiente radiofônico sempre houve muitas brincadeiras, e também muita amizade.

Fontes: http://www.ulustosa.com/

Assessoria de Rádio, precursor - 05 de agosto de 2008


Estou devendo mais acontecimentos de minha vida como radialista, inclusive minha participação na Assessoria de Rádio da campanha de Alvaro Dias para governador em 1986, como precursor (documento à esquerda). Já no Governo do Estado, relatarei minha passagem pela SECOM (Secretraria de Comunicação Social do Estado), onde convivi com 4 governadores e mais de 6 secretários. Mas as coisas estão acontecendo muito rapidamente, e vou intercalando artigos, para contar outras coisas. Mas, continuo com minha história, sempre em frente, que atrás vem gente. Aproveito que já falei da Rádio Cidade, e coloco a foto abaixo. Será que alguém nominaria todos as pessoas?

Ruth Bolognese - Registrando no PB RADIALISTA - 06 de agosto de 2008

 Acho que ainda vale o registro aqui no Blog, pois sempre tive e tenho muita consideração pela grande companheira Ruth Bolognese. Coloco abaixo o "post" do Blog do Zé Beto, pois concordo em número, gênero e grau. Minha cara Ruth, esperamos tê-la de volta, em breve. Um grande abraço do PB.

Salve Ruth Bolognese! Salve a Serpente Ruiva! O resto que se exploda! Jul 2008
 Folha de Londrina, na qual tive a honra de trabalhar por dois anos e onde aprendi muito, pois ralava, ralava e ralava em busca de informação e texto de qualidades (e eu já tinha 14 anos de Editora Abril), perdeu a alma ao motivar a saída da jornalista Ruth Bolognese, que nos deu a honra de publicar em primeira mão a carta aberta postada abaixo, enviada ontem a José Eduardo de Andrade Vieira, aquele. Não estamos aqui comparando nada, afinal, há ainda bons jornalistas do diário que um dia já foi, disparado, o melhor do Paraná - e eu me orgulhava de fazer parte daquele time de João Arruda, Nelson Capucho, Deonilson Roldo, Mari Tortato, Joel Sampaio, Zeca Corrêa Leite, Pedro Arlant, Monica Santana, Maria do Carmo Batiston, Sandra Nassar, Elvira Fantin, Tereza Martins, Hudson José, Franco Iacomini, Nani Goes, Albari Rosa e tantos outros talentos que, se não citei aqui, sabem a quem me refiro, porque sempre os reverenciei, sempre aprendi mais um pouco, por osmose, como só acontece nas grandes redações. A saída da talentosa e venenosa Serpente Ruiva, mais do que tudo, deixa-nos órfãos, por enquanto, de um talento que tem como marca o destemor, mesmo para errar com convicção. O que será a Folha de Londrina sem Ruth? Vai continuar, sim, pode até sair do caminho triste que começou a ser trilhado quando tiraram alguns destes nomes aí de cima porque “ganhavam muito”, e se solidificou na mudança gráfica que não foi nada mais que o incineramento de uma identidade para se apresentar uma cara igualzinha a de centenas de outros jornais deste Brasil de Deus. Ruth chutou o balde em público para que não a convençam a reconsiderar, como fizeram das outras vezes quando os motivos mais sérios e a coluna suspensa. Perder uma jornalista como esta menina que conheci em 1977 e servi de cupido para que outro talento da terra, esquecido por aí, o senhor Pedro Franco Cruz, iniciasse o namoro que resultou em casamento, na belíssima Mariana e no neto Pedro, perder um talento como esse por causa de um chilique familiar, mostra a quantas anda nossa imprensa, nossa cidade, nosso estado, nosso País. Salve Ruth Bolognese! E que se explodam as toupeiras de plantão.

De Ruth Bolognese para José Eduardo de Andrade Vieira 28 Jul 2008

CARTA ABERTA AO DIRETOR DA FOLHA DE LONDRINA, JOSÉ EDUARDO EDUARDO ANDRADE VIEIRA

Meu caro amigo,
Parece que nosso destino é nos despedirmos sempre. Só que esta não é uma cerimônia de adeus e, sim, de agradecimento.Saio em definitivo da “Folha de Londrina” e tenho como motivo formal uma reclamação do vice-presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Caio Soares, sobre nota publicada na semana passada. É motivo fútil, que dispensa olhar mais apurado, mas de certa forma, expõe a essência do meu trabalho nestes quase 5 anos de coluna diária: escrevo como se tivesse um leitor atrás de mim, cobrando a informação completa,pura,absoluta. Eis aí o fio da navalha que venho percorrendo. E, neste contexto, vale tudo, até expor agora a imensa tristeza de ter que deixar a “Folha”. Dói como as dores definitivas alojadas num coração de mais de meio século.
Em troca da liberdade de escrever, deixo como testemunho pessoal, para efeito jurídico se necessário, que respondo integralmente pelas informações publicadas, desde a primeira coluna até quinta-feira, 24 de julho, quando saiu a última.Meu maior patrimônio, o de ousar contar, é justamente o que me afasta do jornal, porque nem sempre a verdade vem com selo de comprovação. Ao contrário, quanto mais reveladora, mais escamoteada. Os erros cometidos, sempre os corrigi na mesma proporção. Por isso, receber intimações judiciais, depor em tribunais, sofrer condenações são preços baixos demais diante da única oportunidade que tive na vida de exercer meu ofício plenamente. Fazer a coluna nunca foi trabalho, Dr. Zé Eduardo, foi felicidade de dar pulinhos.Eis aí o agradecimento que lhe devo.
De imediato, preciso sair em busca de outros ofícios porque meus doentes e minhas crianças demandam afetos e recursos. E, no Brasil de agora, só os apaziguados do poder, e os corruptos, conseguem ganhar o pão sem suar o rosto. O resto, rala.
Além da minha amizade, sempre intacta, o meu abraço mais fraterno,

Ruth Bolognese

Um Paraná Ligado no Rádio - 06 de agosto de 2008

Como citei, estive no dia 29 de julho no Auditório da Caixa para prestigiar a exposição "Um Paraná Ligado no Rádio". A mostra, que continua até o dia 17 de agosto, tem curadoria de Gil Bermudes, e reúne o acervo de seu pai, o radialista e homem de televisão, Osni Bermudes. Encontrei alguns amigos, registrados nos SLIDES abaixo. São importantes nomes do rádio paranaense como Ubiratan Lustosa, Vicente Mikos, Sérgio Silva e Sinval Martins que contaram um pouco da história do Rádio, até a década de 60. Apresentaram, junto com o ator Enéas Lour, um trecho da radionovela "Ceia dos Cardeais". Logo em seguida foi exibido o documentário "Caros Ouvintes - Uma pequena história do rádio", da diretora Silvana Corona. Foi uma noite muito especial. Com grande alegria encontrei o Silvio de Tarso e filho, entre outros que estarei nominando no próximo artigo. Voltarei ao assunto amanhã, com mais fotos do evento.

Abaixo, não poderia de deixar um registro especial. O rádio tem a minha idade. Ora vejam, que beleza.






Um Paraná Ligado no Rádio - Mais registros - 08 de agosto de 2008

Mais um pouco de registros da mostra "Um Paraná Ligado no Rádio", que continua até o dia 17 de agosto, e tem curadoria de Gil Bermudes, reunindo o acervo de seu pai, o radialista e homem de televisão, Osni Bermudes. Em "post" anterior, já registrei outros momentos em SLIDE. Voltarei com mais notas sobre o assunto.

José Maria Pizarro, apaixonado pelo Rádio - 15 de agosto de 2008

Já alguns dias, encontrei com meu amigo José Maria Pizarro (foto 1), na Boca Maldita, em Curitiba (PR). Estava com meu velho gravador, ainda com fita cassete, e aproveitei para um grande bate-papo, que no fundo virou um entrevista. Tive que dividir em duas partes, devido restriçoes do site que recepciona as gravações. Mas é só ouvir na sequência que tudo dará certo. Na parte 1, o meu amigo Zé Maria, contou um pouco da sua trajetória pelo Rádio brasileiro, desde o início em Ribeirão Preto (SP), entre outras várias emissoras pelo interior paulista, e a ida ao Rio de Janeiro (RJ). Na cidade maravilhosa, contratado pela Tupi como noticiarista, soube que fazia concorrência com Heron Domingues, do Repórter Esso, com "O Cacique Informa". Aliás, lembrei-lhe também, que em Porto Alegre (RS) fui concorrente do Repórter Esso, apresentado pelo Lauro Hagmann, quando eu apresentava o "Reporter Único" pela Rádio Gaúcha. Lembramos porém, que o Repórter Esso era imbátivel. Zé Maria falou ainda na passagem pelo Rio, onde apresentou programas de auditório com um já famoso locutor na época, o Cid Moreira.

Foto 1 - Jose Maria Pizarro-fonte: http://www.ulustosa.com/historiaradiogafes9.htm (*) A foto é antiga, mas foi proposital, vejam no site do Ubiratan Lustosa, que o grande noticiarista da B2 na época, teve também sua "barriga"

Na 2ª parte da entrevista, vamos saber sobre uma rápida passagem por Santos (SP) e da chegada em Curitiba, a convite do Barcímio Sicupira (foto 2). Muitas experiências pela bela Curitiba, onde virou até cartola de futebol. Mas, acabou acomodando-se por aqui. E a grande declaração que ouvi do Zé Maria, foi o título desta matéria. Ele é um apaixonado pelo rádio AM, me disse que o Rádio é maravilhosos e nunca vai morrer, jamais. Vale a pena ouvir o nosso bate-papo, o nosso encontro.

Foto 2: Fonte http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=6316# A entrega do certificado de votos de congratulações, na Câma Municipal de Curitiba, ao Sicupira. O autor da homenagem, Jairo Marcelino (PDT), entre os ex-jogadores Sicupira e Aladim Luciano (PV), agora vereador. (Foto - Anderson Tozato)

Confira a entrevista logo abaixo, ou no blog www.paulobranco.com - (página Paulo Branco e os áudios no Blog - ítem 21)

Paulo Branco e o Museu - 18 de agosto de 2008

Repentinamente o telefone chama. É impressionante como bichinho sempre chama, repentinamente...

Atendo..., e uma voz anuncia ser do museu. Entrei em pânico! Pensei, cá com meus botões:

-'Mama Mia, o que será que eles querem comigo?'

Desliguei, respirei fundo, esperei um pouco e atendi uma nova chamada. Era para uma entrevista, e o assunto seria sobre o Rádio. Ufa! Restabelecido, aceitei de pronto.

-'quando, a que horas, onde?'

Óbvio que para mim era crucial saber onde seria realizada a entrevista, se sobre o passado, presente ou o futuro do Rádio. Felizmente seria em minha casa, e sobre minha história pelo Rádio.

-'Ufa!..., Arre!...Avante!'

Imaginem se o convite vem doutro Museu, tipo Museu do Cairo, e eu acabo ficando por lá. Qual nada, era só imagem e som, nada pessoal contra outros museus. Mas que dá arrepios, lá isso dá.

Agradeço o pessoal do MIS, ao mediador Professor Marcio Tadeu da Costa e ao cinegrafista Daniel Corrêa pela generosa atenção. E aproveitando o ensejo, para aqueles que não conhecem bem o MIS, segue uma breve apresentação:

O Museu da Imagem e do Som (MIS) tem como principal objetivo resgatar e preservar a memória audiovisual do Paraná. Possui acervos de discos, fitas de áudio, filmes, vídeos, fotografias e publicações relacionadas à sua área de atuação. Em suas dependências, o visitante pode conhecer vários objetos e equipamentos que fizeram a história do audiovisual. O MIS conta com salas de exposições, em dois pavimentos, onde realiza mostras de artistas locais e internacionais de fotografia, multimídia e artes gráficas. Nessas salas também podem ser realizados lançamentos de discos, livros e cadernos de cultura. Organiza mostras de cinema e vídeo em seu auditório de 70 lugares, em especial de obras de paranaenses, acompanhadas de palestras e debates com os realizadores. Esse auditório, além disso, pode ser ocupado por outras entidades artístico-culturais para reuniões, debates e cursos. O Museu possui, ainda, duas moviolas para filmes de 35mm, que estão à disposição para cursos e trabalhos de cineastas amadores e profissionais.

Assessoria de Rádio e campanha eleitoral - 21 de agosto de 2008

Voltando à minha trajetória no meio radiofônico, e "pulando mais do que minhoca em terra lavrada", fui para a equipe da Rádio Educativa. Convidado com muito orgulho pelo Palito, Lourival Pedrazani, que fôra meu diretor na Rádio Atalaia. Comecei apresentando notícias das 07 às 07.30 da manhã (já relatei no Blog sobre este momento). Logo em seguida, o diretor do Departamento de Notícias, Lineu Borges, designou para que eu fizesse cobertura completa dos trabalhos da Câmara de Vereadores de Curitiba. Assistiria todas as sessões, faria comentários e entrevistaria vereadores. Aprendi um pouco do funcionamento parlamentar, além é claro, de realizar minhas atividades profissionais. Neste meio tempo, fui apresentado ao senador Álvaro Dias, pré-candidato ao governo do Paraná. A coordenadoria de campanha do senador me convidou para participar da campanha, numa equipe de Assessoria em Rádio. Atuava nos horários livres da Rádio, fazendo gravações, preparando "releases" entre outras atividades da equipe. Nos finais de semana, viajava para o interior e preparava a chegada do senador para os comícios.

 Neste ponto, entrava em ação outra equipe de campo, com carretas de palco e equipamentos de sonorização. Chegavam também, os convidados em geral, e os cantores como Vando, duplas sertanejas e Sérgio Reis, todas atrações no auge de suas carreiras(1986). Para arrematar, um helicóptero sobrevoava a cidade, voando baixo, e a população vibrando, a fanfarra tocando e o senador, sendo carregado pela multidão. Imaginem o que acontecia.

Certa vez, o aparelho pousou próximo ao local da concentração, e o povão que nunca tinha visto algo parecido, correu para ver de perto aquela geringonça, que tinha hélice em cima. Foi preciso fazer uma decolagem, levando o helicóptero para outro lugar, para que o comício fosse realizado. Na Assessoria de Rádio, atuava como precursor, portanto, eu já havia visitado setores da imprensa local. Priorizava Rádios e Jornais locais, passando a agenda do candidato na região, organizando entrevistas coletivas, anunciava o comício ou reunião, o local e horário, e aproveitava para levar ao ar, pronunciamentos gravados pelo senador.

E as "alvarétes", desfilavam pela cidade, convidando a população para o evento. As 186 emissoras de Rádio do Paraná receberam diariamente "releases", 450 mil notícias aproximadamente. Cheguei a percorrer 50 municípios , entre os principais do Paraná. Realmente foi uma grande campanha, na qual tive meu trabalho profissional valorizado. A campanha foi um sucesso, tanto que o Álvaro praticamente não tinha concorrente. Elegeu-se com maioria absoluta. (foto abaixo - já como governador - http://www.cienciaefe.org.br/OnLine/0511/mussa.htm - Mussa e Bacilla Neto, João Dedeus Freitas Neto e Ênio Malheiros: encontro com o governador Alvaro Dias, em 1987 (Arquivo).

 Interessante que no interior da campanha, tomei conhecimento das queixas dos radiodifusores, relativas a vários problemas de contato com o governo estadual, os quais um novo governo poderia dar vazão. Retornando da jornada do fim de semana, relatava ao meu coordenador. Daí, surgiu a idéia de ser criado um Setor de Radiodifusão, para fazer honras da casa, nas visitas de radialistas e radiodifusores. Assim, organizávamos entrevistas, a pedidos dos radialistas, com autoridades governamentais. Conseguíamos a entrevista solicitada, local para sua realização,cuidando até do cafézinho e transporte na capital. Não deixávamos ninguém sem resposta. Fui até guia turístico para muitos deles, inclusive suas famílias quando em férias, pela capital. Abrindo um parêntesis, fiz um bom trabalho durante os quatro anos do governo Alvarista, continuei com trabalho similar no governo Requianista, e como já relatado também neste Blog ( http://pbradialista.blogspot.com/2008/07/alvaristas-requianistas-ou-lernistas.html ), fui convidado pelo governo Lernista, fechando parêntesis. No final do governo Álvaro eu ..., bem, depois eu conto. "A pressa é inimiga da perfeição.", se bem que por vezes, também transforma-se em inovadora, criativa, corajosa, e por que não, pode beirar à perfeição. Ambigüidades a parte, até ...

PB na Secretaria de Comunicação Social - 31 de agosto de 2008

Retomando minha história de radialista, como já relatei anteriormente, deixei o circuito de Rádio Comercial e fui para o Rádio Estatal, servir na recém criada Secretaria da Comunicação Social, no início do governo de Álvaro Dias. Idos anos 80, em 1987, tendo como Secretário o jornalista Fábio Campana (na foto, Fábio ao lado de Alvaro Dias e Mussa) - fonte: http://www.cienciaefe.org.br/OnLine/0511/mussa.htm ), que me convidou por indicação de Lourival Pedrazani para criar o Setor de Radiodifusão, com a finalidade de dar amplo atendimento a radialistas e radiodifusores (donos de emissoras) em nome do governo. Foi o que fiz, sem nunca deixar de tomar as providências necessárias para facilitar o trabalho dos meus colegas, assim como, não deixava quem quer que fosse sem resposta. Logo depois fui designado para formar e coordenar uma grande Rede de Emissoras Paranaenses, que teria a transmissão de uma programa de 03 minutos diários. Era o "Bom Dia Governador", onde AD fazia uma espécie de prestação de contas ao povo paranaense, quanto arrecadava e onde empregava o dinheiro arrecadado. E olha que não dispúnhamos de Internet, nem satélite, quando muito um fax e o telefone.

A Telepar foi importantíssima na transmissão do programa, porque não era fácil fazer chegar às emissoras, quase duzentas, todas entrando no ar no mesmo horário, 06:45 da manhã, de segunda à sexta. Como funcionava o bloco do "eu sozinho", para gravar com o governador e fazer chegar às mais de 20 emissoras em Curitiba e em quase 200 em todo o Paraná, já daria para escrever um livro.

Mas, tem mais, muito mais.

Continua.
Foto Palaçio Iguaçu - fonte: http://upload.wikimedia.org/

Rádio Clube Paranaense, um final lamentável - Blog do Zé Beto - 03 de setembro de 2008

3 Set 2008 - 06:15 - por Jamur Jr.

A imprensa de Curitiba registrou com indignação a notícia sobre o encerramento das atividades da Rádio Clube Paranaense como emissora geradora. Por determinação dos atuais proprietários, ligados a igreja católica, a emissora passou à condição de repetidora da Rádio Eldorado. Para dezenas de profissionais do rádio que atuaram na Rádio Clube - e milhares de ouvintes espalhados por todo o Brasil, o fato é muito mais que lamentável. Trata-se de uma violência contra as nossas tradições e a própria história da radiofonia no Paraná e no Brasil. Tive a ventura de trabalhar na Rádio Clube Paranaense ao lado de Jair de Brito, Gilberto Fontoura, Ubiratan Lustosa, Euclides Cardoso e tantos outros colegas de grande talento e extraordinária dedicação ao desenvolvimento da radiofonia em nosso estado. Para os que nada sabem ou sabem muito pouco sobre a trajetória e importância da Rádio Clube Paranaense ao longo destes 80 anos, transcrevo a seguir, de forma reduzida, um pouco de sua história tirada do livro “Sintonia Fina”, de minha autoria.

Nascida em 1924, com prefixo de SQJF, a Clube iniciou suas atividades com um pequeno transmissor de 8 watts de potência e teve como sócios fundadores Lívio Moreira, Ludovico Jouvert, Francisco Fido Fontana, Euclides Requião, Bertholdo Hauer, João Alfredo Silva, Gabriel Leão da Veiga, Olavo Bório, Albérico Xavier de Miranda e Oscar de Plácido e Silva. Em 1935 recebeu o prefixo que a tornou conhecida no Brasil e no mundo: PRB-2. Pioneira na transmissão de rádio-teatro, superava suas concorrentes pela qualidade dos programas que apresentava. As novelas marcaram um capítulo especial na vida da mais antiga rádio do Paraná. Em muitos momentos os profissionais paranaenses conseguiram conquistar parte expressiva de um público ouvinte que costumava manter seu rádio em sintonia permanente na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Enquanto os cariocas provocavam suspiros apaixonados e grandes emoções nos ouvintes de suas novelas tendo como intérpretes os radialistas mais famosos do país, a Rádio Clube Paranaense apostava no talento local para ganhar pontos na sua audiência. O sucesso das novelas dirigidas por Ivo Ferro tinha como ingrediente básico o grande talento de artistas como Ary Fontoura, Mauricio Távora, Lourdes Maria, Sinval Martins, Felix Miranda, Cordeiro Junior, Maria Cristina, Hamilton Correia, Aracy Pedroso, Dora Ely, Mário Vendramel, José Basso, Lourdes Bergman, Yara Regina, Rubens Rollo, Rosana França, Leal de Souza, Ilka Pinheiro, Manoel Muzzilo, Moacir Amaral, Telmo Faria, Odelair Rodrigues, Edson D Ávila, Demerval Costa, Delcy D`Avila, Zaza Maia, Irene Moraes, Claudete Baroni, Danilo Aveleda, Hugo Duarte, Chacon Junior, Lala Schneider, Roberto Menghini, Clovis Aquino, Alceu Honório. Um elenco maravilhoso com mais de 70 profissionais, entre contratados e os chamados “cachês”, mantidos durante muitos anos no quadro de funcionários da Rádio Clube, foi responsável por um feito magnífico na história do nosso rádio. Chegaram a colocar no ar, simultaneamente, 13 novelas, todas de autores consagrados, como Janete Clair, Ivani Ribeiro, Dulce Santucci, Álvaro Rocha, Carlos Silva e Nara Navarro. Na década de 50, houve um período em que a Rádio Clube começava a apresentar novelas a partir das 8:30 horas da manhã, num esquema de programação que representava um desafio para diretores e rádio-atores. Mas nem só de novelas vivia o rádio da época. A Clube Paranaense, a exemplo de sua concorrente Rádio Nacional do Rio de Janeiro, mantinha mais um batalhão de artistas contratados para os programas de auditório, jornalismo e transmissões esportivas. No futebol, a equipe comandada por Pedro Stenghel Guimarães era a mais numerosa e uma das melhores do rádio brasileiro. Pelo microfone da Radio Clube desfilaram nomes importantes nas transmissões esportivas como Túlio Vargas, Machado Neto, Ribas de Carvalho, Paulo Avelar, Osmar Queiroz, Martins Rebelato, Willy Gonzer, Aloar Ribeiro, Marcus Aurélio de Castro, Augusto Reis, Mario Vendramel, Norberto Trevisan, Durval Monteiro, Boris Musialovski, Lombardi Junior, Sergio Fraga, Luiz Alfredo Malucelli. Na década de 50 o quadro de funcionários da emissora era de 100 profissionais, onde se incluía o grande elenco de radio-atores, cantores, humoristas, locutores, produtores e roteiristas de novelas. Entre os cantores e cantoras, nomes como Irene Macedo, Universo Rodrigues, excelente cantor de tangos, e Medeiros Filho, um catarinense de Florianópolis que adotou Curitiba e se revelou um seresteiro inspirado e muito aplaudido nos programas de auditório. Léo Vaz, Luiz Silva, Gilberto Marques, Bolívar Sabóia, Itané Leão, Chico Lima, Zaza, Irmãs Passos e Claudete Rufino foram nomes de destaque no elenco da B-2. No palco da Rádio Clubes desfilaram os maiores interpretes da música popular brasileira, como Silvio Caldas, Orlando Silva, Cauby Peixoto, Emilinha Borba, Elizete Cardoso, Nora Ney, Ivon Cury, Francisco Carlos e Nelson Gonçalves. A emissora mantinha um conjunto regional comandado por Janguito do Rosário e uma orquestra dirigida pelo maestro Antonello, para acompanhar cantores famosos e calouros em seus programas semanais. Foi na Rádio Clube Paranaense que nasceu um dos programas mais famosos de todos os tempos, Revista Matinal, criado por Arthur de Souza, um dos profissionais mais populares da história do nosso rádio. Nos anos 40 a Clube iniciava suas transmissões às 10 da manhã e encerrava às 11 da noite. Para cumprir esse horário “curto” de programação foram contratados apenas dois locutores: Loris de Souza (irmão de Arthur de Souza) e Wilson Martins. Os dois faziam todo tipo de transmissão , desde corrida de cavalos no Prado do Guabirotuba, até os grandes shows no Cassino Ahu, onde se apresentavam nomes famosos como Francisco Alves, Elvira Rios, Trio de Ouro, Pedro Vargas, Alvarenga e Ranchinho, Jararaca e Ratinho e grandes orquestras internacionais como a do argentino Francisco Canaro. Esse período de grandes cartazes na programação radiofônica local durou até o jogo ser proibido no Brasil, por ato do presidente Eurico Gaspar Dutra, que, segundo alguns historiadores, teria atendido pedido de Dona Santinha, primeira dama da república e católica fervorosa. O Cassino Ahu, anos mais tarde virou colégio de freiras. A Radio Clube teve pior destino, por ordem de uns padres, virou repetidora de uma rádio de São Paulo.

Postado em 3 Setembro 2008 às 6:15 am e está arquivando em Geral.

Fonte: Blog do Zé Beto - http://jornale.com.br/zebeto/2008/09/03/radio-clube-um-final-lamentavel/#more-13205


Deixo aqui também o meu registro, colocando na íntegra a matéria do Jamur. Concordo com número, gênero e grau. Lamentável. E recordar que a poucos dias, estive na exposição do Rádio, no Teatro Cultural da Caixa, vendo a belíssima história da B2 ( REGISTRADO NESTE bLOG EM VÁRIAS MATÉRIAS ) . Enfim,.....

PB na Secretaria de Comunicação, mais registros - 06 de setembro de 2008

Continuando, refrescada memória da época da Radio Estatal, relembro que a Secretaria de Comunicação Social do Estado foi criada pelo Governador Alvaro Dias em l987 (na foto: Mussa, Alvaro Dias e Fábio Campana). O primeiro secretário foi o jornalista Fábio Campana, e naqueles tempos, as notícias do governo eram entregues para os veículos de comunicação, um a um. Depois das 05 da tarde, dava gosto de ver o desfile de carros oficiais em frente das Rádios, entregando não só a correspondência do Palácio, como de todas as Secretarias e demais órgãos do governo. Cada uma das Secretarias e Orgãos tinham suas prórias equipes de jornalistas e radialistas, que acompanhavam os atos dos seus titulares e atividades afins da área. Tinham também suas próprias verbas. Eu atuei na equipe da Secretaria da Saúde por mais de 05 anos, convidado pelos jornalistas Emir Sfair (foto: http://www.gentedeopiniao.com.br/ler_noticias.php?codigo=30519 ), José Messias e Vilmar Sauner. Do nosso querido José Messias, já escrevemos matérias neste Blog. Hoje, abro um espaço especial, para lembrança do nosso querido Emir Sfair que partiu para outras aventuras em 1988, quando faleceu em Porto Velho. Muitas lembranças do Emir, que iniciou na Rádio Rio Negro em 1949, aos 14 anos. Experiente já em jornalismo e advocacia, também já havia atuado no Palácio Iguaçu na Secretaria de Imprensa. Começou no governo de Bento Munhoz da Rocha e ficou até o início da segunda administração Ney Braga. Lembrei de bons causos que ele reproduzia, quando voltava de Itapóa. Lá, conhecido como "turco da Rua Pernambuco", sempre nos trazia boas e boas, de dois grandes amigos que fequentavam a praia: José Richa e Maurício Fruet. Todos sabem do humor do Fruet, das diversas anedotas que ele sabia muito, e das grandes amizades que ele produzia. Outro que frequentava a casa do Emir, antes ainda de ser prefeito de Curitiba, era o arquiteto Jaime Lerner. Bons tempos aqueles, não poderia deixar de registrar aqui neste nosso espaço, fatos de pessoas tão brilhantes e importantes na minha vida. Continua.

A Rede de Rádios, vai e vem - 11 de setembro de 2008

Terminado o governo de Álvaro Dias, começa o de Roberto Requião (foto ao lado) e a Rede de Rádios (vide matérias "PB na Secretaria de Comunicação Social", neste Blog) estava desfeita.

Certo dia, o Fábio Campana (foto: homenageado pelo Instituto Ciência e Fé - http://www.cienciaefe.org.br/jornal/mai02/mt04.htm ) me chamou e pediu que fizesse um projeto para uma nova Rede.Entreguei bem detalhado, e não se falou mais nisso.

Eis que passado algum tempo, o mesmo Fábio me informou que a tal Rede iria sair do papel, e solicitou um novo projeto. Foi aí que pensei: -"quebrei a cuca para fazer uma coisa bonita, e não saiu". Incrédulo, fui para a máquina e escrevi numa folha-ofício, como deveria ser a Rede. Tinha matutado: -" não vai sair mesmo, vou fazer só um resumo, vou simplificar".

Surpresa! O Fábio me delegou poderes para formar a Cadeia de Rádios, na qual seria apresentado "A Palavra Franca de Roberto Requião". E ainda, havia pressa. Foi uma correria danada, mas conseguímos as primeiras 50 emissoras, depois 100, e chegamos a mais de 200. Diariamente, às 07 horas da manhã, estava no Palácio para gravação do programa, com duração de 3 minutos.

Requião deixou o governo nove meses antes de seu término, para concorrer ao Senado, e assumiu o vice Mário Pereira. A Rede continuou, mas num novo programa, que ficou no ar até o final do governo Mario Pereira (foto ao lado). Nesta altura, eu já estava aposentado do Estado.

Lerner (foto: Lerner homenageado pelo Instituto Ciência e Fé - http://www.cienciaefe.org.br/jornal/mai02/mt04.htm ) ganha eleição e PB foi solenemente dispensado. Passados uns três anos, fui convidado a voltar para o setor de radiodifusão, por interferência dos amigos Carlos Marassi (foto: Carlos Marassi, Maria Pia e Victor Feijo Filho em evento no Graciosa Country Club) e José Messias, com aprovação do Secretário Jaime Lechinski.

Aliás, soube pelo meu amigo Ulilsses Iarochinski, sobre a participação do Lerner e Lechinski (foto abaixo) numa "parceria" com Dante Mendonça. O jornalista, ao ler o livro do Iarochinski, "Saga dos Polacos" e ter tido conversas com alguns "polacos" de Curitiba como os Jaime - Lerner e Lechinski (entre outros) - decidiu-se por publicar o livro "Banda Polaca - o humor do Brasil Meridional". Dante, solicitou ao Ulisses ajuda na busca de anetodas envolvendo polacos, história da Polônia e da emigração dos polacos para o Brasil, e um prefácio.

Mas, voltando ao assunto Rede de Rádio, terminado governo Lerner, volta Requião, e, fui dispensado porque era da "turma" do Lerner. Pode? Em política, dizem, tudo pode... Dedicarei um capítulo especial, sobre como foi feita a divulgação no governo Lerner. A meu ver, espetacular. Até

O Natal foi ontem - 30 de setembro de 2008

O natal para mim foi ontem, lá no Centro de Convivência da Casa Andrade Muricy, no evento do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS) que homenageava radialistas paranaenses.

E porque foi uma verdadeira noite de natal? Porque reencontrei grandes amigos, comunicadores de todas as áreas do Rádio paranaense. Amigos de tantas confidências e recordações. Amigos que davam e recebiam conselhos, reprimendas.

Foi realmente uma noite muito especial, a que nos proporcionou a competente equipe do MIS. O lançamento de 10 DVDs contendo depoimento de velhos companheiros, alguns que não se viam a muitos anos. Aqui está outro grande mérito dos promotores do evento: o reencontro da velha guarda do Rádio paranaense. Houve risos e algumas lágrimas furtivas, que teimavam em rolar de muitos rostos já marcados pelo tempo. Foi muito bem ver que todos não envelheceram por dentro, e continuam brincalhões e de bem com a vida.

Na pessoa do Tionkim (foto inicial) que coordenou tudo, enviamos os nossos agradecimentos a todos que direta ou indiretamente, trabalharam para que a memória do Rádio do Paraná continue viva e disponível para o amanhã.

Obrigado amigos, obrigado por tudo, e que o universo conspire para tenham forças para realizar outras tarefas nessa direção.

Além do lançamento do pacote de DVDs e do curta-metragem, lembramos que nesta semana a Rádio Paraná Educativa apresenta ainda uma série de entrevistas com pioneiros da rádio paranaense. Ontem, foi às 17h, com Rubens Greiffo e Divanil Brasil (AM 630); hoje, terça, às 13h, com Noemi Osna (AM 630); quarta, às 11h, com Vicente Mikos (AM 630) e na quinta, à meia-noite, com Hélio Pimentel (FM 97,1).

Por ora, algumas fotos da gravação do DVD com Paulo Branco.

Na sequência, os homenageados com seus mais de 70 anos de existência e seus convidados, se encontraram para relembrar. O mote, como citamos, foi o lançamento do projeto inicial do MIS, com entrevistas de dez pessoas que atuaram no Rádio do Paraná: Renato Mazanek, Ubiratan Lustosa, Paulo Chaves, Sinval Martins, Gilberto Fontoura, Boris Mozialowski, Irene de Moraes, Elon Garcia, Paulo Branco e Vinicius Coelho. As entrevistas ficaram por conta de Marcio Veiga Costa, do Colégio Estadual do Paraná, sob direção de Tiomkim.

ZYZ - o rádio contado por quem fez história - 02 de outubro de 2008

Esta semana tive mais uma agradável surpresa. Após homenagens do Museu da Imagem e do Som no dia 29 de setembro, recebi convite para comparecer num evento da UNIBRASIL.

Era para receber homenagem, referente a entrevistas que alunos do 6º período de jornalismo tinham realizado com alguns radialistas (foto 1 - Jonny, Mario Celso, Paulo Branco, José Tadeu Basso e Ubiratan Lustosa) e que originou num CD . É o resultado de um projeto executado sob a supervisão da professora Thays Poletto, no intuito de resgatar a história do Rádio no Paraná.

Por meio de entrevistas ao vivo, os acadêmicos (foto 2 - acadêmicos e homenageados) tiveram a oportunidade única de mesclar exercício jornalístico e resgate histórico, em uma série de programas batizados de "ZYZ - o rádio contado por quem fez história".

Nas próximas matérias, estaremos reproduzindo cada uma das entrevistas, que estarão a disposição de todos neste Blog.

Os entrevistados foram: Ubiratan Lustosa, Mário Celso Cunha, Sílvio de Tarso, Sinval Martins, Rosaldo Pereira, José Tadeu Basso e Paulo Branco.

Por enquanto, segue fotos do evento deste dia 02 de outubro de 2008, no auditório da UNIBRASIL em Curitiba.

Morre uma Voz - 04 de outubro de 2008

Eram 10h55m da manhã de sexta-feira. Nos olhos de quase trinta pessoas, lágrimas. No coração, revolta. Morria uma voz. Uma voz que há mais de 30 anos vinha levando o som à casa de milhões de paranaense. Um som puro, da melhor qualidade. Mrria um ideal. Um ideal do Euclides, Castro, Paulo Branco, Tuiuti, Paulo, Jane e tantos outros. Um ideal de propagar a música a todos, principalmente entre os jovens. Um ideal ceifado pela espada cega de interêsses mesquinhos. Tão mesquinhos que nem se preocupam com o prejuízo de milhares de jovens, que deixaram de ter em seus rádios os 670 khz. A Iguaçu não existe mais. Aos irmão da Rádio Iguaçu e aos seus familiares, a nossa solidariedade...

Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veiculo: Estado do Paraná
Caderno ou Suplemento: Almanaque
Coluna ou Seção: Jornal da Música
Página: 1
Data: 05/06/1977
Fonte: http://www.millarch.org/

Uma inesquecível semana - 05 de outubro de 2008

Fecho a semana com agradecimentos, mais uma vez, a toda equipe do Museu da Imagem e do Som do Paraná pela homenagem, e a inclusão para este primeiro trabalho "RadioOndas Paranaenses". Para mim, foi uma grande honra estar entre 10 profissionais da "Era de Ouro" do Rádio Paranaense.

A produção da Série Depoimentos de Radialistas Paranaenses, trouxe entrevistas com Renato Mazanek, Ubiratan Lustosa, Paulo Chaves, Sinval Martins, Gilberto Fontoura, Boris Muzialowski, Irene de Moraes, Elon Garcia, Paulo Branco e Vinicius Coelho. A concepção e Direção foi do TiomKim, com roteiro de Marcio Veiga Costa (foto-colagem).

Cumprimento a todos pela iniciativa, tendo a certeza que servirá de modelo para outros estados brasileiros. Na semana, estaremos reproduzindo o DVD que ficou muito bonito e com belíssima qualidade.

Agradeço tambem, a equipe de jovens estudantes de jornalismo da UNIBRASIL e seus professores, em especial a Thays Polleto. Este evento findou o trabalho "ZYZ - o rádio c0ntado por quem fez história" e que gerou um CD, o qual também estaremos reproduzindo neste Blog. Agradeço pela homenagem não só a mim, mas a todos que que foram incluídos no trabalho acadêmico. Foi um belo evento aquele do dia 01 de outubro, no auditório da univesidade.

Luis Ernesto e a Rádio Mais - 06 de outubro de 2008

Quero registrar aqui, a alegria que senti ao rever meu amigo e colega de tantas jornadas pelas emissoras do Paraná, Luiz Ernesto Pereira. Além de se dedicar ao programa na Rádio Mais, de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, é também vereador em nossa capital. Luis vai se dedicar somente ao Rádio, e não tentou a reeleição na câmara de vereadores. A Rádio Mais está em casa nova, com excelentes instalações,e uma vista privilegiada de toda cidade de São José (vide foto ao lado). Também conheci o operador de som Valdecie, e os locutores Anarew de Souza e Adir Vieira. A recepção ficou por conta da Aninha. O Anarew é também produtor da Rádio. Foi só alegria minha gente. É muito bom reencontrar amigos. Veja o SlideShow da visita. Valeu Luiz, meu amigo e compadre.

Programa ENFOQUE  -08 de outubro de 2008


Como havia dito, na semana em que comemorou-se o Dia do Rádio e da Radiodifusão, e o Dia do Radialista (pelo menos o dia de fato, como já exposto aqui no Blog), estive na Paraná Educativa ou TV Educativa, no Programa ENFOQUE. Lá, com o experiente radialista Renato Mazanek, falamos um pouco de nossa profissão. Citei que, tanto Renato quanto eu, começamos bem cedo na vida, trabalhando em Rádio.

Neste Blog, pude tão somente reproduzir algumas fotos do evento. Agora, gostaria que vocês pudessem ver um pouco de como foi a gravação do programa, ou seja, os bastidores do ENFOQUE. E logo após, um vídeo reproduzindo o programa por completo. Aproveito a oportunidade de agradecer o convite da direção do programa e da excelente apresentadora, Patricia Matuchewski. Espero que gostem. Até...

Bastidores do programa ENFOQUE - Dia do Rádio e Radiodifusão


Programa ENFOQUE - Dia do Rádio e da Radiodifusão
- Apresentação: Patrícia Matuchewski
- Entrevistados: Renato Mazunek e Paulo Branco


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O mesmo banco, a mesma praça - 09 de outubro de 2008

No início deste Blog, citava que estava na pacata Rio Grande(RS), cidade portuária com duas emissoras de Rádio, a Cultura e a Riograndina. Decidi deixar as plagas gaúchas e me aventurar pelo Brasil, começando pelo Paraná, e se não desse certo, iria para São Paulo. Chegando nesta bela Curitiba, citei que meu primeiro café na capital paranaense não teve café, mas um gostoso sanduíche que truxera, de "fiambre". E finalmente, terminei o artigo "Meu primeiro lauto café em Curitiba", lembrando que degustei o pequeno lanche num banco da praça Carlos Gomes, no dia 7 de Abril de 1964. Pois não é que ainda está lá (foto 1). Vale a lembrança. E vejam só, este "velho gaudério", naqueles tempos áureos da radiofonia. Sempre de óculos escuro, é claro...

Finalizando, lembro que sou daqueles, tal qual em "A História De Um Velho Gaudério" de Amaro Peres, que mais ou menos assim, um dia escrevinhou:

"Se ando, não me apresso, envelheço igual o vinho Se tem estrada eu sigo, se não tem, faço o caminho Quem me preza, vira amigo, peleio pela verdade Do meu poncho faço dois, prá quem tem necessidade" Herdei dos pais este nome, marca de gente direita Minh`alma não tem segredo, em qualquer reza se ajeita Carrego as lições da vida, nos pesuelos da memória Sei que me vou algum dia, prá ser página da história Conheço a voz de deus, pois mora dentro de mim Gaúcho, campeiro e taura, me orgulho de ser assim!"

Entrevista de Paulo Branco para alunos de jornalismo - 10 de outubro de 2008

Referente entrevistas que alunos do 6º período de jornalismo da UNIBRASIL realizaram com alguns radialistas e que originou num CD, estaremos reproduzindo neste Blog. O CD com todas entrevistas, é o resultado de um projeto executado sob a supervisão da professora Thays Poletto, no intuito de resgatar a história do Rádio no Paraná.

Por meio de entrevistas ao vivo, os acadêmicos (foto 1 - acadêmicos e homenageados) tiveram a oportunidade única de mesclar exercício jornalístico e resgate histórico, em uma série de programas batizados de "ZYZ - o rádio contado por quem fez história".

Hoje, estaremos reproduzindo a entrevista com Paulo Branco, sendo que as outras estarão a disposição de todos neste Blog. Outros entrevistados foram: Mário Celso Cunha, Sílvio de Tarso, Sinval Martins, Rosaldo Pereira, José Tadeu Basso e Ubiratan Lustosa. Veja o VideoSlideShow com 15 min. de entrevista, sendo que no início temos uma pequena demonstração da entrada no estúdio da UNIBRASIL.



Deu na imprensa - UniBrasil faz homenagem a radialistas - 17 de outubro de 2008

Além de palestras e oficinas, o II Ciclo de Debates sobre Jornalismo e Novas Produções Universitárias também prestou uma homenagem aos radialistas do Paraná, pela comemoração dos 85 anos de rádio no estado. Nesta quarta, 1º de outubro, durante o evento, a UniBrasil lançou o CD "ZYZ, o rádio contado por quem fez história", com uma série de entrevistas que resgatam a memória do rádio no Paraná.

Entre os entrevistados estão: Ubiratan Lustosa, Rosaldo Pereira, Paulo Branco, Sílvio de Tarso, Sinval Martins, José Tadeu Basso, Mario Celso Cunha. Eles foram convidados para a abertura do Ciclo de Debates e receberam uma cópia do CD. Logo depois foi realizada a palestra "A sociedade enfrenta a sua mídia", com o professor José Luiz Braga, da Unisinos, no Rio Grande do Sul.

Os programas foram gravados por 25 alunos do 6º período de Jornalismo, noturno. "Em sete programas buscamos resgatar informações sobre jornalismo, radiodramaturgia, cobertura esportiva, relações com o governo, censura, expectativas sobre o futuro do rádio e muitas histórias de locutor", explica a estudante Stefhany Zgoda. O trabalho foi orientado pela professora Thays Poletto e realizado na disciplina de Laboratório de Radiojornalismo.

Entrevistados
Sobre programas de variedades e jornalismo, foram entrevistados os locutores Ubiratan Lustosa, Rosaldo Pereira e Paulo Branco, todos com mais de 50 anos de atuação. Eles trazem viva a memória dos programas ao vivo, relação entre ouvintes e rádio, problemas técnicos, a relação com órgãos de poder e histórias que marcaram suas vidas profissionais.

Sobre jornalismo e cobertura esportiva, o ZYZ entrevistou o jornalista e radialista Sílvio de Tarso, que conta sobre as dificuldades técnicas na transmissão esportiva e também relata os problemas com a censura na produção de reportagens.

Da área da dramaturgia, vieram as entrevistas com Sinval Martins e José Tadeu Basso. Ambos destacaram-se na realização de radionovelas e radioteatros, programas muito ouvidos na época. O mais novo dos entrevistados é Mario Celso Cunha. Filho do primeiro locutor do Paraná, Jacinto Cunha, e da rádio-atriz Zezé Ribas, ele está no ar há mais de 40 anos.

Equipe
Na produção da série atuaram os alunos: Adriano César Gomes, Adriano Valenga Carneiro, Ana Carolina Andrade da Silva, Anderson Leandro da Silva, Bruna Rodrigues Magno, Danielle Scheffelmeier Mei, Francieli Regina Galo, Guilherme Pinto Dala Barba, Heitor Hayashi, Isabel Cristina de Souza Peixinho, Kleverson Lopes dos Santos Paz, Luiz Augusto Gomes Júnior, Marcus Vinícius Schroeder, Mariane Adriane Correia, Matheus Crocoli Amorim, Michael Alcione Baron Rojo, Oscar Ariel Colaço, Paula Valeska Ferronato, Rafael Adamowski, Rafaella Siqueira Rodrigues de Oliveira, Robson Louriel Albuquerque da Silva, Silvana Rosa Vicente, Stefhany Aline Zgoda, Stela Piardi e Thiago Marcelo Paes. A turma contou com o apoio dos técnicos Aline Pereira e André e do publicitário Nilson Müller.

Congresso
O relato sobre o trabalho realizado foi transformado por alunos e pela professora no artigo "85 anos de rádio no Paraná: a recuperação da memória histórica do veículo pelo programa ZYZ", que foi aceito e será apresentado no VI Encontro Paranaense de Pesquisa em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), realizado naquela cidade de 7 a 9 de outubro de 2008.

Fotos: Adriano Carneiro e Stefhany Zgoda, acadêmicos do 6º período de Jornalismo. Reportagem: Thays Poletto, professora da UniBrasil.
Adriano Carneiro

Sobre programas de variedades e jornalismo, foram entrevistados locutores com mais de 50 anos de atuação


Os programas foram gravados por 25 alunos do 6º período de Jornalismo, noturno


A UniBrasil lançou o CD "ZYZ, o rádio contado por quem fez história"

Fonte:http://www.unibrasil.com.br/ - Incluido por: criselli - Data: 2/10/2008

minha historia continua - 24 de novembro de 2008

É claro que a minha vida profissional não se encerra com a saída do Governo Estadual, jamais vou me aposentar, continuarei sendo radialista e jornalista, com registros profissionais devidamente reconhecidos pelo Ministério do Trabalho. Encerrei apenas mais uma etapa com o fim do governo Jaime Lerner. Falando em JL, jamais um governante paranaense reuniu uma equipe tão competente de profissionais. Havia no setor de Rádio, espaço e boas instalações para se trabalhar, tinham 6 estúdios, sendo um somente para entrevistas (chegamos a realizar mais de mil em um único ano). Locutores de notícias eram seis, na produção e coordenação eram mais de dez, além de dois operadores de áudio. Encerrei aquela fase com chave de ouro, no último dia útil do ano. Assumiu um novo governo e dispensou todos os profissionais. A ordem era "não queremos ninguém do Lerner por aqui". Ordem dada e executada, todo mundo no olho da rua. E lá fomos todos cantar noutras freguesias: deixa a vida me levá, lá vou eu. Dei um tempo e apoiado por amigos, e principalmente por meu filho José Daniel, o Jacaré, aqui estou tentando entender a máquina infernal, chamada... computador, palavra que eu só pronunciava quando estava com muita dor de cabeça.

(em breve, continuaremos contando mais História do PB, que postamos no nosso Blog. Aguardem)


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Deu na imprensa - Rádio em história - por Luciana Pombo
Fonte: Blog da Luciana Pombo Rádio em história - Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

A Unibrasil lança o CD "ZYZ, o rádio contado por quem fez história", uma série de entrevistas sobre os 85 anos de rádio no Paraná.

Entre os entrevistados estão: Ubiratan Lustosa, Rosaldo Pereira, Paulo Branco, Sílvio de Tarso, Sinval Martins, José Tadeu Basso, Mario Celso Cunha.

A intenção é resgatar a memória do rádio no Paraná com radialistas que viram acontecer e fizeram a história do rádio no estado.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Elon Garcia, um pouco da sua história


Quando escrevi neste Blog sobre minhas andanças pela Guairacá, contei uma história sobre o Elon Garcia, grande amigo. A matéria Que divulgação, hein? - Sexta-feira, 25 de Abril de 2008, conta como fiz para promover meu nome para um programa que fazia na emissora.
Pretendia logo depois, fazer uma entrevista com Elon para o Blog. Encontrei com ele nas homenagens realizadas pelo Museu da Imagem e do Som (MIS), já relatadas no Blog. Soube duma entrevista sobre a sua carreira, quando foi entrevistado pelo Wille e Mazza na CBN/Curitiba, e como a entrevista atende muito bem a minha intençao, resolvi colocá-la no Blog. Aproveitei então o audio, através do sítio do José Willi - www.jws.com.br -, e algumas imagens que consegui do Elon.
Antesa de ouvir o VídeoSliCuritibade, vejamos o que foi dito na Câmara Municipal de , qundo Elon da Silva Garcia foi agraciado com a distinção honorífica "Prêmio Colunista Dino Almeida", na categoria "Publicitário, Radialista, Ator-Produtor":
- Falar de Elon Garcia é falar de uma figura conhecidíssima em Curitiba, principalmente por causa de sua imagem na televisão local. Quem não se lembra de seu rosto simpático anunciando produtos das Lojas HM e das lojas Disapel ? De sua dicção impecável e de sua voz, que convencia a todos a comprar o que anunciava ? 
- Ele iniciou sua vida profissional em 1952, como locutor na Rádio Guairacá. Continuou no ramo na PRB2 e na Emissora Paranaense, mantendo programas de grande audiência popular, patrocinados pelas Lojas HM. Com experiência e jeito para comunicador, foi dos primeiros a participar dos testes de televisão em Curitiba, nos anos de 1957 e 1958, ainda em circuito fechado. Já com com os canais abertos instalados, Elon tinha presença garantida nas telas como "garoto-propaganda" dos mais requisitados.
- Autodidata em matéria de marketing, não deixou de atuar em rádio e televisão, passando também pela Rádio Independência (Departamento Comercial) e algum tempo em Joinville, assessorando as Lojas Freitag. Pelo menos, desde 1965, ele tem um associação plena de imagem com as Lojas Disapel. Sua iniciativa como "marketeiro" provocou um resultado inesperado de vendas de geladeiras na, então pequena, loja. Com uma faixa e anúncios em rádios, liqüidou rapidamente o estoque de geladeiras, recebido em consignação, e continuou "para sempre" como Assessor de Marketing e Publicidade da Disapel. Adotando o estilo "varejão", de acordo com o perfil do consumidor, criou campanhas antológicas, e se especializou em batizar produtos com nomes curiosos (dormitórios, salas e cozinhas), sempre vendidos com o "precinho Disapel, a mais simpática !". Quem não se lembra das ofertas com pagamento inicial de um cruzeiro, ou "apenas um beija-flor de entrada" ?
- Elon Garcia fundou sua própria agência de publicidade, a Elon Garcia Publicidade S/C, em 10 de dezembro de 1971. Em pouco tempo, já era uma das mais procuradas de Curitiba.
- Mas Elon Garcia foi, também, uma das primeiras figuras da televisão do Paraná, quando participou da inauguração da TV Paranaense Canal 12, em 29 de outubro de 1960. Durante o evento, foi o Mestre de Cerimônias, aparecendo no momento do descerramento da fita inaugural. E, também foi um assíduo "garoto-propaganda", reconhecido hoje, como um dos primeiros rostos a aparecer na tela da televisão, "oficialmente".
Bem, mas o melhor é ouvir tudo isso na voz do próprio Elon, e na brilhante apresentação do Willi e do Mazza. Vamos conferir então como ficou?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Paulo Branco entrevistado por Willi e Mazza


Logo no início do meu Blog, disse que hesitei muito em tomar a decisão de enfrentar esta máquina maravilhosa, o tal do computador e seus tentáculos: Internet, WEB, programas e tantos outros. Até agora, acredito que estou dando conta do recado, sempre com ajuda dos amigos que têm escrito e ajudado a deixar o Blog com matérias diárias. No início, o Blog ainda não tinha as ferramentas de audio e vídeo que estou utilizando hoje em dia. Por isso, acabei deixando de postar uma entrevista, que dei na CBN de Curitiba, para os grandes José Willi e Luiz G. Mazza. Esta, foi "pro ar" no dia 29 de agosto de 2007, quando falava um pouco da minha história no Rádio, e acabei anunciando no ar, que meu contato era apenas por telefone, nada de computador. Disse que computador era coisa pro meu filho, que entendia do dito cujo. Quem diria que estaria, pouco tempo depois, postando num Blog. Não sabia nem o nome, nem como seria, mas incentivado por familiares, topei. Na matéria "Novato, mais uma vez... navegando", eu conto o início via cursinho do SESC e ajuda do meu filho e professor, o José Daniel. Graças a Deus, neste um ano após a entrevista, o blog do Paulo Branco Radialista é uma realidade. Obrigado amigos pela grande ajuda. Obrigado meu Deus. Estou muito feliz.Paulo Branco: Entrevistado por Willi e Mazza


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

FOLCLORE DA IMPRENSA


FOLCLORE DA IMPRENSA - DONATO RAMOS - (dos livros ANTES QUE ME ESQUEÇA-O FOLCLORE DA IMPRENSA - 1-2-3 e 4)

BATATINHA – TAROBÁ – 27.5.05 – 13h10
- O agricultor foi alvejado no braço “QUASE PERTO” do peito.
...
Entrevista com o treinador Parreira:
- A gente não seleciona jogador pelo TAMANHO nem pela ALTURA.
(Puta merda, ó filósofo! Seleciona pela GROSSURA, talvez...?
...
TAROBÁ – BATATINHA – 30.10.05 – 13h45min
-... e os dois policiais praticaram o crime chamado “CONCUSÃO”.
(Concussão é o certo. CONCUSÃO deve ser prática sexual!).
...
NETO
No dia 31 de janeiro de 2005, às 13 horas e oito minutos, na TV Tarobá de Cascavel,, o Neto substituiu o Batatinha no programa “Tempo Quente”. Lá pelas tantas, sai-se com esta:
- ... com MENAS violência.
Dias antes, no mesmo programa (24.1.) e pelo mesmo motivo, às 13 e 43, o excelente apresentador, falava sobre um parente de um prefeito da região, preso por porte de drogas:
- E a droga, senhores, estava dentro de uma LATA DE PAPELÃO...!
...
BOLÍVAR “cacau” NEGREIROS
TV Tarobá – Cascavel – Pr
Programa “PRETO NO BRANCO” - 20.3.89.
- O Brasil tem tudo para ser um dos maiores países DO UNIVERSO...
(depois da Terra, claro!)
...
PAULO MARTINS
TV Tarobá – Cascavel – 24.2.89
- Ficam fazendo ALAÚZAS, num dizer MUITO POPULAR...
(Já pensou se o termo não fosse POPULAR? Ninguém iria entender, né Paulo?)
...
CADEIA – Curitiba - Pr
Mostrando um jornal onde se via claramente a frase “Susto e destruição”, o deputado Alborghetti leu assim, apontando com o dedo:
- SUSTO E DESNUTRIÇÃO.
(Um cara desnutrido, se levar um susto, morre, Cadeia!)
...
CADEIA – NO MESMO DIA
- Minha boca não é osso pra andar na boca de cachorro...

DONATO RAMOS

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Caros Ouvintes, uma pequena história do Rádio


Já escrevemos aqui sobre a exposição "Um Paraná Ligado no Rádio", uma mostra realizada em agosto, com a curadoria de Gil Bermudes, que reuniu o acervo de seu pai, o radialista e homem de televisão, Osni Bermudes. Registrei em SLIDES, o encontro com importantes nomes do rádio paranaense como Ubiratan LustosaVicente MikosSérgio Silva e Sinval Martins que contaram um pouco da história do Rádio, até a década de 60. Na exposição, apresentara junto com o ator Enéas Lour, um trecho da radionovela "Ceia dos Cardeais". Logo em seguida foi exibido o documentário "Caros Ouvintes - Uma pequena história do rádio", da diretora Silvana Corona. Foi uma noite muito especial, jamais esquecerei. Faltava ainda a apresentação do documentário neste Blog, para quem não pode estar presente naquele evento. São 30 minutos de grandes realizações e lembranças da época. Um belo trabalho, tenho certeza que gostarão. Aqui está, divirtam-se.

Caros Ouvintes - Uma pequena história do Rádio
Direção: Silvana Corona,
Direção de fotografia: Beto Carminatti,
Direção de arte: Zenor Ribas,
Produção executiva: Léo Pasqualini de Andrade,
Narração: Sinval Martins.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

minha historia continua

É claro que a minha vida profissional não se encerra com a saída do Governo Estadual,  jamais vou me aposentar, continuarei sendo radialista e jornalista, com registros profissionais devidamente reconhecidos pelo Ministerio do Trabalho. Encerrei apenas mais uma etapa com o fim do governo Jaime Lerner. Falando em JL,  jamais um governante paranaense reuniu uma equipe tão competente de profissionais. Havia no setor de Rádio,  espaço e boas instalações para se trabalhar, tinham 6 estúdios, sendo um somente para entrevistas (chegamos a realizar mais de mil em um único ano). Locutores de notícias eram seis, na produção e coordenação eram mais de dez, além de dois operadores de áudio. Encerrei aquela fase com chave de ouro, no último dia útil do ano. Assumiu um novo governo e dispensou todos os profissionais. A ordem era "não queremos ninguém do Lerner por aqui". Ordem dada e executada, todo mundo no olho da rua. E lá fomos todos cantar noutras freguesias: deixa a vida me levá, lá vou eu. Dei um tempo e apoiado por amigos, e principalmente por meu filho José Daniel, o Jacaré, aqui estou tentando entender a máquina infernal, chamada... computador, palavra que eu só pronunciava quando estava com muita dor de cabeça.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Profissão Repórter, numa tarde quente de verão


Lá pelos idos de 1952, iniciei minha carreira de radialista sendo noticiarista, ou um ledor de noticiários, de grandes jornais falados como se dizia na época, e das edições de hora em hora. Ao transcorrer do tempo, fui também apresentador de programas, redator e repórter. Não podia fugir da raia, e muitas vezes, grandes desafios. Lembro certa vez, designado pelo então diretor Jamur Junior, da Rádio Guairacá de Curitiba, deveria realizar 3 reportagens.

Era uma tarde quente de verão, reportagens com autoridades, e é claro, exigências mil. Repórter que se prezava, vestia terno e gravata. A primeira tarefa foi na Praça Generoso Marques (foto 1), onde a prefeitura ocupava o prédio histórico desde 6 de fevereiro de 1916. O assunto era sobre a Praça da Ucrania, que foi concluída durante o mandato do saudoso Prefeito Eng. Omar Sabbag e a sua inauguração, juntamente com a do monumento a Tarás Chevtchenko (foto 2), ocorreu em solenidade especial no dia 29 de outubro de 1967. Nessa ocasião, em nome da Comunidade Ucraniana no Brasil, usou da palavra o Eng. Ambrosio Choma, destacando o importante significado histórico que aquelas inaugurações representavam para os ucranianos e seus descendentes que viviam livres nas terras brasileiras porquanto na sua pátria de além mar, seus compatriotas sofriam a dominação estrangeira do regime stalinista. No encerramento da solenidade o Dr. Omar Sabbag, pronunciou um empolgante discurso afirmando ser ele também descendente do povo sírio-libanês, o qual, juntamente com as demais etnias aqui radicadas, contribuía para o progresso e a grandeza da Pátria Brasileira. Congratulou-se com a gente ucraniana por ter concretizado seu sonho de marcar a sua existência produtiva no solo brasileiro.


Descendentes de ucranianos na cerimônia de bênção dos alimentos na véspera da Páscoa de 2006, em Curitiba.

Outra reportagem, acho que com o Secretário da Educação do Paraná, seria onde hoje é a Secretaria da Cultura, e por fim, uma outra no Museu da Arte Contemporânea, lá na Rua Westephalen. Foi uma verdadeira Via Sacra. Calorzão, tudo a pé dois, pois não tinha outro jeito. Gravador grande a tiracolo, preparado para realizar as ditas reportagens. Ordem dada, tarefa executada. Voltei para rádio e foi tudo para o ar. Foi um suador, mas valeu a pena.

Passado algum tempo, Ivo Arzua, Ministro da Agricultura, que fôra prefeito de Curitiba no início dos anos 60, pediu ao mesmo Jamur que enviasse um repórter para cobrir uma série de eventos na capital federal. Muitos pretendiam a indicação, mas o Jamur disse: "O reporter é o Paulo Branco e é ele que vai." Fui. Fiquei uma semana, enviando boletins, e vivendo no bem bom. Nunca esqueci daquele ato de reconhecimento do nosso Jamur.


Aproveito aqui, para abrir um parêntesis especial sobre o Jamur Junior, aproveitando informes do excelente Tablóide Digital de Aramis Millarch. Nascido em Guaratuba, Jamur Júnior (foto abaixo, em 1.982, Jamur Júnior assinando contrato, ladeado por Jurandir Ambonatti e Ubiratan Lustosa - fonte: www.ulustosa.com.br ) é um profissional que já está identificado com o que de mais importante tem acontecido na rádio e televisão do Paraná nos últimos 50 anos. E embora tenha tido sua primeira experiência como locutor na Rádio Palmeira, em 1952 - "quando ainda usava calças curtas" - Jamur fixa em sua atuação nos microfones da ZYC-5, Difusora de Paranaguá, em fins de 1954, o seu real início de carreira. Na metade dos anos 50 Jamur subiu a Serra e se fixou em Curitiba - aqui passando por quase todos os prefixos e sendo um dos primeiros apresentadores da ainda experimental TV-Paranaense, quando a mesma tinha como estúdio um kitnete no último andar do edifício Tijucas e suas imagens não passavam de riscos e borrões nos vídeos dos poucos aparelhos existentes na cidade. Assim como a televisão evoluiu, Jamur Júnior, em termos profissionais, marcou sua vida por um profissionalismo irrepreensível: locutor, apresentador, disck-jockey e, sobretudo, homem de visão jornalística, [contribuiu] para a dignificação da profissão tanto no rádio como na televisão. (fonte:www.millarch.org )

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008


Ivo Arzua e a Operação Concentrada

Em matéria anterior, citei o nosso querido prefeito Ivo Arzua (foto ao lado), quando fui enviado a Brasília, para uma série de reportagens quando ele era o Ministro da Agricultura. Mas, vale também registrar a sua grandiosidade como prefeito da nossa capital. Em 1964, Ivo Arzua promoveria a contratação de um novo plano diretor para Curitiba, motivado pela visita de um grupo de arquitetos e professores da UFPR, preocupados com as dificuldades que o Plano Agache apresentava diante do intenso crescimento que se apresentava para a cidade. A concorrência vencida pela empresa Serete, teve o arquiteto Jorge Wilheim , como coordenador do Plano Preliminar de Urbanismo. Trabalharam no desenvolvimento do plano, estabelecidos no escritório de Luiz Forte Netto: Dulcia Aurichio, Francisca Rischbieter (1929-1989), Jaime Lerner, José Maria Gandolfi e Onaldo Pinto de Oliveira (1928-2001), todos pelo Departamento de Urbanismo da Prefeitura, e ainda: Alfred Willer, Almir Fernandes, Cyro Correa Lyra, Domingos Bonge, Saul Raiz, entre outros. O Plano Preliminar de Urbanismo teria sua versão final transformada em lei, no ano de 1966. (figura ao lado: Sistema Viário no Plano Preliminar de Urbanismo de Curitiba, 1965. Sociedade Serete de Estudos e Projetos Ltda. e Jorge Wilheim Arquitetos Associados. Fonte: IPPUC)

A principal discussão do Plano Preliminar era qual proposta de crescimento deveria ser a mais adequada para o futuro de Curitiba. A idéia de cidade delimitada por um cinturão verde, parecia inviável diante da possibilidade de um crescimento indeterminado. A orientação de desenvolvimento a partir de eixos lineares, em contraposição à cidade concêntrica do Plano Agache, parecia a mais adequada.

Fato interessante que lembro do prefeito, era a chamada "Operação Concentrada", que consistia no seguinte: todas as quintas, o Prefeito Ivo Arzua levava para um determinado bairro da capital, todo o pessoal e todo o equipamento necessário para resolver os problemas mais emergentes do local. Lá permaneciam durante todo o dia sob supervisão do prefeito, que é engenheiro. Havia também uma cozinha de campanha do Exercito onde era preparado o almoço, e aí 0 prefeito junto com todos os que lá estavam, entrava na fila e almoçava na maior alegria. Era uma festa. O prefeito Ivo Arzua realizou a maior obra habitacional, a Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, com 2.500 casas. Criou as primeiras escolas municipais. Alargou com aprimoramento a Rua Marechal Deodoro, assim também as ruas XV de Novembro e Cruz Machado.

Mas, ao invés de escrever sobre as realizações do Ivo Arzua, que são muitas, vamos ver um vídeo da UFPR, que nos traz a história do Ivo Pereira Arzua Pereira, desde que foi convidado para ser candidato a prefeito. Um vídeo de ótima qualidade e ótimo para gente lembrar deste grande realizador.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Samek e o Mercadão Popular

Entre outras recordações com prefeitos da capital, lembro de uma reportagem sobre uma iniciativa de abastecimento e segurança alimentar na gestão do prefeito Roberto Requião. Era o "Mercadão Popular" (que vendia alimentos mais baratos para a população carente), onde chegavam ônibus com produtos hortifrutigranjeiros, sendo produtos in-natura no primeiro, e outros produtos beneficiados nos outros. Produtos direto do agricultor, para mesa dos moradores dos bairros. Sempre circulando, de bairro em bairro. Uma bela iniciativa.Quem coordenava tudo era o Jorge Samek, hoje Presidente da Itaipú Binacional, político de expressão nacional. Na época, era o Secretário de Abastecimento de Curitiba e presidente da Ceasa-PR (1985-1988). Além de implantar o Mercadão Popular, implantou o Programa de Compras Comunitárias e o Projeto Irmão Menor, entre outros. Foram 15 projetos na área de abastecimento e segurança alimentar que acabaram virando referência nacional. É isso, vale a lembrança e o destaque para as boas práticas públicas. Recordar é viver.

Falando em Samek, que é engenheiro agrônomo, a nota que segue é atual, interessante, dos bons momentos. Mais interessante ainda, é descobrir onde esta o Samek?, na foto abaixo. Sempre ativo, alegre e brincalhão, costuma estar em destaque nos acontecimentos. Engenheiros Agrônomos da UFPR, graduados em 1978, se reuniram no litoral do Paraná para comemorarem seus 30 anos de Agronomia. Entre os que se formaram nesta turma estavam os engenheiros agrônomos Jorge Miguel Samek e o Valdo José Cavallet - Diretor da UFPR Litoral. Foram momentos de muita alegria para todos reencontrarem novamente seus amigos de tantos anos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Lula, chulé ou bromidose?

Raramente comento fatos políticos, mas o assunto do momento é a popularidade do Presidente Lula. O tema é debatido cotidianamente, uns achando que são pesquisas manipuladas e que são feitas quase que inteiramente no Norte e Nordeste do país. Pois então vou dizer o que eu acho: - "TEVE ALGUÉM QUE "ACHOU" E NUNCA MAIS ACHARAM ELE".

Lula não tem medo de ser feliz, e ele, é ele mesmo, como nunca um presidente brasileiro ousou ser. Não ficou metido a besta depois de eleito, não tem receio de aparecer suado frente às câmeras de TV. Fala em chulé, ao invés de bromidose ( e quem não tem?). Gosta de uma pinguinha brasileira, de festa, de pescaria, de viajar, churrasco. Não é um cara difícil, dá suas cassetadas como homem simples. Não estou falando do "sifu", pois o povão concorda.

Foi pobre, e sabe o que é passar fome, ver seus irmãos na mesma situação. Veio com Pau-de-arara. Aqui no Sul, muita gente já ouviu falar no Pau-de-arara, mas nunca viu ou sabe direito como é o "bicho". Ouça, leia esta letra de Luiz Gonzaga, e imagine:























































  • Letra - Pau de arara / (Luiz Gonzaga / Guio de Moraes) 

    Quando eu vim do sertão,
    seu môço, do meu Bodocó
    A malota era um saco
    e o cadeado era um nó
    Só trazia a coragem e a cara
    Viajando num pau-de-arara
    Eu penei, mas aqui cheguei (bis)
    Trouxe um triângulo, no matolão
    Trouxe um gonguê, no matolão
    Trouxe um zabumba dentro do matolão
    Xóte, maracatu e baião
    Tudo isso eu trouxe no meu matolão

    Lula, desfruta do bom e do melhor, pode, ele é o presidente. Qualquer um na mesma situação, diria: - "Eu mereço!!! E porquê ele não merece..., só eu mereço?

    Gosta de bater uma bolinha nos finais de semana, e quem não gosta? O que faziam os presidentes antes dele? Pouco se sabia, porque era tudo na moita. O Lula se mostra. Não vai esquiar nos Alpes e nem fala em Sourbone. Fala como eu, como nós. Alguns gostariam que ele dissesse: - "Meu Deus, a crise chegou aqui também, vai acabar com bancos...". Ora, pra que? Haveria uma corrida aos bancos, e aconteceria a quebradeira. É claro que ele deve falar com otimismo, entusiasmado, não mostrar receio.

    O que quero dizer, é que não há segredo nenhum, não há manipulação. Existe um político que fala como o povo, abraça a patuléia, ri abertamente e gosta, como qualquer um de nós, do que é bom.

    Não tenho partido político, por isso digo o que digo, certo ou errado. Tenho coragem para dar minha opinião,
    desapaixonadamente.

    É isso aí Presidente, bola pra frente... E que Deus te proteja!

    O sábio nunca faz exibição de grandeza própria, e por isso consegue ser grande
    (Jorge Luis Borges, escritor)


    Paulo Branco, "amor, salud y plata"

    quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

    Jamur Junior, um profissional irreprensível

    Já algum tempo, escrevi sobre uma reportagem realizada numa tarde quente de verão ( Profissão Repórter, numa tarde de verão ). Dizia que lá pelos idos de 1952, havia iniciado minha carreira de radialista sendo um ledor de noticiários, e ao transcorrer dos tempos, fui apresentador de programas, redator e repórter. Lembrei que certa vez, designado pelo então diretor Jamur Junior da Rádio Guairacá de Curitiba, deveria realizar 3 reportagens. E segui com a história das reportagens. Ao final da postagem, abri um parêntesis, para falar do Jamur:
    - "... Nascido em Guaratuba, Jamur Júnior (foto ao lado, em 1.982, Jamur Júnior assinando contrato, ladeado por Jurandir Ambonatti e Ubiratan Lustosa - fontewww.ulustosa.com.br ) é um profissional que já está identificado com o que de mais importante tem acontecido na rádio e televisão do Paraná nos últimos 50 anos. E embora tenha tido sua primeira experiência como locutor na Rádio Palmeira, em 1952 - "quando ainda usava calças curtas" - Jamur fixa em sua atuação nos microfones da ZYC-5, Difusora de Paranaguá, em fins de 1954, o seu real início de carreira. Na metade dos anos 50 Jamur subiu a Serra e se fixou em Curitiba - aqui passando por quase todos os prefixos e sendo um dos primeiros apresentadores da ainda experimental TV-Paranaense, quando a mesma tinha como estúdio um kitnete no último andar do edifício Tijucas e suas imagens não passavam de riscos e borrões nos vídeos dos poucos aparelhos existentes na cidade. Assim como a televisão evoluiu, Jamur Júnior, em termos profissionais, marcou sua vida por um profissionalismo irrepreensível: locutor, apresentador, disck-jockey e, sobretudo, homem de visão jornalística, [contribuiu] para a dignificação da profissão tanto no rádio como na televisão". (fonte: www.millarch.org ).

    Pois bem, muita coisa ainda podemos falar do Jamur e sua exitosa carreira. Pesquisando nos acervos da UFPR, encontrei essa excelente entrevista que passamos a apresentar no Blog.




    sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

    Gafes: Paulo Chaves e Gilberto Fontoura


    Tempos atrás, encontrei o Paulo Chaves e o Gilberto Fontoura no MIS - Museu da Imagem e do Som(na foto: PB, Marisa Vilella - Diretora Presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra -, Paulo Chaves e Gilberto Fontoura), numa homenagem a radialistas. Meu filho, que pesquisa muito pela Internet, achou essas 02 histórias, envolvendo estes grandes amigos, da velha guarda. Está no Site do Bira, o Ubiratan Lustosa (+Detalhes), onde vocês podem achar outras muitas "Gafes" de outros artistas do rádio paranaense.

    Vale a pena conferir.

    Este aconteceu em 2005.Rádio Paraná Educativa AM, sábado, 18 horas, programa "Nossa História", comandado com muita competência pela apresentadora Zélia Maria Sell. Um belo programa.

    A audição do dia 27 de agosto de 2005 foi em comemoração à assinatura por Dom Pedro II, em 29 de agosto de 1.853, da Lei 704 que elevou a Comarca de Curitiba à categoria de Província, com o nome de Paraná.

    Para esse patriótico programa, Zélia Maria teve convidados especiais, de acordo com a importância da data. Estavam presentes o desembargador Luiz Renato Pedroso, presidente do centro de Letras do Paraná e vice-presidente do Movimento Pró- Paraná, a diretora do Arquivo Público, Daysi Lucia de Andrade, e o economista Rubens Stelmachuk, pesquisador do Instituto Histórico, autor de um trabalho sobre os "Anos Dourados do Paraná".

    Deu-se ao programa o título "O Paraná Dos Anos Dourados", lembrando toda a pujança do estado agrícola que naquela época se industrializava e os grandes nomes que se destacavam então. Zélia escolheu, para iniciar o programa, o "Hino do Paraná", com a Banda da Polícia Militar, e toda a pompa que a mesma representa. Muito solícito, o diretor da emissora, Paulo Chaves, já no início da semana havia falado a ela:

    - "Zélia, para facilitar o seu trabalho, eu já vou deixar no computador o Hino do Paraná para o operador colocar na abertura do seu programa". Zélia Maria agradeceu contente a gentileza e ficou despreocupada.

    Chegou o dia do programa, 27 de agosto de 2005.

    O desembargador Luiz Renato Pedroso chegou mais cedo e, enquanto esperava pelos demais, ficou conversando com Enevaldo Moreira, o operador do horário. O assunto: futebol, pois sábado é dia de jogo. Quando Zélia chegou, após os cumprimentos, falou para o operador:

    - "A música da abertura já está no computador: é o Hino do Paraná".

    Tudo bem. Só que nem sempre as coisas saem conforme o programado. Ao ser iniciado o programa, não deu outra: logo após a vinheta de abertura, "A Paraná Educativa, AM 630, apresenta Nossa História, com Zélia Sell", eis que entrou o hino: "Meu Paranáááá, meu tricoloooor!", e até aquela chamadinha: "Paraná-á". Em vez do Hino do Estado do Paraná, entrou o hino do Paraná Clube.

    - "Quase enfartei, Bira," - contou-me a Zélia, "você pode imaginar que situação?"

    Na hora, microfone ligado, sem saber o que fazer e tendo que dizer alguma coisa, a apresentadora comentou com compreensível desconforto:

    - "Alguém fez uma travessura; deveríamos abrir o programa com o Hino do Estado do Paraná, com a banda da Polícia Militar, e não com o hino do Paraná Clube." E, para desanuviar, brincou:

    - "Acho que foi o senhor, desembargador, que estava conversando sobre futebol com o nosso operador."

    O desembargador Pedroso, que sempre está bem humorado, topou a brincadeira e confirmou:

    - "Fui eu, sim, que além de paranista fui torcedor do Ferroviário. Sou torcedor dos velhos tempos e queria ouvir o hino do meu time."

    E depois dos risos e da descontração, o programa seguiu em frente e foi festejada a data histórica do nosso Estado. E meu arquivo de gafes e fatos cômicos ganhou mais um registro.

    Zélia Sell, jornalista e pesquisadora, apresenta o programa "NOSSA HISTÓRIA", na Rádio Paraná Educativa.
    * * * * *
    Este fato aconteceu com o Paulo Chaves que no início dos anos 2000 assumiu a direção da Rádio Paraná Educativa, no governo Roberto Requião.

    Foi lá pelos anos 80. Paulo Chaves, cantor e compositor, autor da música de sucesso "Piá Curitibano" (veja ao final a letra), na época cantava em orquestra e em suas atuações conversava com o público, fazia imitações e divertia a platéia. Sabedor disso, Gilberto Fontoura, que era diretor da Rádio Independência, pediu ao Aldo Malucelli que convidasse Paulo Chaves para uma conversa. O resultado foi a contratação do cantor e animador para apresentar um programa nas madrugadas da Independência. Tinha o sugestivo nome de "Clube das Corujas" e era apresentado das 2 às 4 da madrugada. Paulo criou um personagem, o Matraquinha, que ficou famoso.

    Quando o locutor Tôni Marcos deixou de atuar, Paulo passou para o horário da tarde num programa do qual os ouvintes participavam por telefone. Paulo os atendia fora do ar, dizia quais as músicas que estavam disponíveis, anotava a escolha e, depois, conversava ao vivo com a pessoa, fazendo de conta que não haviam falado antes.


    Certa vez, uma jovem ouvinte ligou para pedir uma música. Bem a que ela queria ouvir não estava programada e ela, contrariada, teve que escolher outra. Já no ar, inesperadamente ela se queixou:

    - "Pois é, vocês não têm a música que eu queria e tive que escolher outra que eu nem gosto".

    Chateado, enquanto a música tocava, Paulo Chaves fez um sinal ao operador indicando que desejava falar com ele. Em casos assim, o operador liga o microfone e ouve o que o locutor fala, sem que isso saia no ar. Então, o Paulo disse:

    - "Escute aqui, quando a ouvinte que ligar for meio burrinha como essa, corte o microfone pra não saírem no ar essas reclamações".

    Só que, por uma falha do operador, saiu tudo no ar e, para constrangimento do Paulo Chaves, todo mundo o ouviu chamar a ouvinte de burrinha. Ela inclusive.

    O pior foi o medo de que ela ligasse novamente e dissesse coisas piores.

    * * * * *

    Piá Curitibano (letra da música)

    Paulo Chaves


    Eu conheço bem o jeito desta cidade
    que é menina e usa blazer no verão
    e que cuida do passado feito gente grande
    e no presente, tem o futuro nas mãos

    Me perdoe este jeito encabulado
    é que eu nasci pros lados do Taboão
    Curitiba é um passo à frente, leite quente
    com orgulho, geada e muito pinhão

    E é tão bom ser um piá curitibano
    soltar raia, bater bete, rodar pião
    e levar no rosto um grande sorriso
    pra quem chega ter aberto sempre o coração

    Eu conheço bem o jeito desta cidade
    que estuda e trabalha por tradição
    por teus modos, teu progresso
    apáixonado confesso,
    Curitiba mora em meu coração
    Curitiba...coração...

    quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

    Wasyl, o Basílio

    Wasyl, ou Basílio (seu apelido, nome de guerra, nome artístico), descobriu o número do meu telefone e ligou. Quanta alegria, ficamos mais de uma hora conversando. Você que está no Blog, está se perguntando: - "mas quem é esse Wasyl". Pois bem meu amigo, se você tem tem um amigão do peito a quase 50 anos, deve aquilatar o que eu senti naquele momento. Já fazia mais de 10 anos que não nos encontrávamos. Ele lidando com teatro infantil, som e mais som, porque de som podemos encontrar quem entenda tanto quanto ele, agora mais do que ele, não.

    Fui até sua casa conhecer o estúdio, seus equipamentos e fiquei maravilhado. Acompanharam meu filho e parceiro de BLOG, JDaniel, e minha mulher Zena, contentes com o reencontro. Estavam presentes a esposa, filha e neta, estando todos muito bem.

    O Wasyl foi uma das primeiras pessoas com que fiz amizade quando aqui cheguei (Curitiba), na década de 60. Fazíamos dupla em programas de rádio, ele pintando e bordando na técnica de som, eu dando minhas "raquetadas" na apresentação. Lembro da Rádio Independência, programa "Paraná Bom Dia", das 05 às 08 da manhã, e sem falsa modéstia, primeiro lugar de audiência. Isto, a julgar pelas cartas que recebíamos, as festas para as quais éramos convidados, almoços e churrascos mil.

    Quando tantos amigos já se foram e nós ainda estamos aqui? Não é mesmo, meu amigo das noitadas e madrugadas. Dinheiro? Não tínhamos tempo para pensar em dinheiro, poder, futuro, era tudo muito divertido. Mas até que a gente seu deu bem, não Basílio? Deixa a vida nos levá, lá vamos nós parceiro, para outras aventuras. Que tal, tchê?

    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

    Amigos, conpañeros de las jornadas..

    Hoje acordei com a Rádio Belgrano de Buenos Aires em minha mente, e fui dando asas ao pensamento, numa verdadeira regressão espiritual. Cheguei até a minha infância/adolescência e às emissoras que me criei ouvindo. Eram as Rádio Corrientes, Belgrano, El Mundo, Carve e tantas outras, que tinham em suas equipes grandes locutores e locutoras. Sempre trabalhavam em duplas, com excelente entrosamento no timbre de voz e afinados na leitura de textos e programas. Para mim, era um verdadeiro deleite ouví-los e aprender muito a respeito da arte de ser locutor.

    Eram emissoras muito potentes, tanto as argentinas quanto as uruguaias. Tocavam tangos, milongas e outros ritmos. Ouvi muito orquestras típicas como a de Juan D'arienzo, Franscisco Canaro e Anibal Troilo. Vozes como as de Libertad Lamarque, Carlos Gardel e Hugo Del Carril. Até hoje sou apreciador do tango, como Adios Pampa Mia, Adios Muchachos, El Dia que me Quieras, Mi Buenos Aires Querido, o imortal La Cumparsita, A Media Luz, Uno, El Choclo, Mano a Mano, Donde Estas Corazon?, Cristal, En Esta Tarde Griz, Madresselvas e Alma de Bandoneon. Não poderia encerrar sem mencionar outros grandes tangos, Garufa, Portero Suba y Diga, Cuesta Bajo e Inspiracion.

    Amigos argentinos e uruguaios, obrigado pelo muito que deram ao mundo, com sua obras imortais. Até breve, quando voltarei ao assunto falando mais de tangos e milongas da minha juventude. Por enquanto, vamos ver e ouvir Mi Buenos Aires Querido, com Carlos Gardel, só para relembrar um pouco. Na sequência, outros tangos famosos, é só selecionar.

    E para quem gosta de ver uma boa dança de salão, que tal lembrar Al Pacino dançando tango no filme Perfume de Mulher. O filme Perfume de Mulher ganhou o Óscar da Academia na categoria de Melhor Actor (Best Actor - Al Pacino) e foi nomeado nas categorias de Melhor Realizador (Best Director), Melhor Filme (Best Picture) e Best Adapted Screenplay. Para interpretar a famosa cena de tango, Al Pacino preparou-se tendo aulas intensivas de tango no estúdio de Dança Dance Sport em Manhattan. Foram precisos quatro dias para filmar a sequência de dança.
    O tango que podemos ouvir no filme é Por Una Cabeza de Carlos Gardel. O tango Por Una Cabeza aparece também em cenas dos filmes A lista de Schindler (Schindler’s List no original) e A Verdade da Mentira (True Lies). Ainda, você poderá selecionar outros vídeos, como o famoso Queja de Bandoneon, na espetacular apresentação de Patricio Touceda e Carla Chimento. Aproveite.

    Adios amigos, conpañeros de las jornadas... Hasta la vista!

    terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

    Conversa ao Pé do Rádio

    Naquelas arrrumadas de final de ano, que já comentei neste Blog, acabei encontrando nos meus alfarrábios, algumas páginas de jornal de uma coluna que escrevi ao final da década de 80. A partir desta semana, estarei reproduzindo estas matérias que escrevi, no Jornal Correio de Notícias. Era a colunaConversa ao Pé do Rádio, e a minha estréia em 22 de outubro de 1988, foi descrita como segue:


    Jornalista e radialista, Paulo Branco faz sua estreia no Bomdomingo com a coluna Conversa ao Pé do Rádio. Com 35 anos de profissão, 25 no Paraná, este gaúcho sabe tudo sobre a matéria ( tem curso, inclusive, nos Estados Unidos). Chefe do setor de radiodifusão da Secretaria de Comunicação Social do Palácio Iguaçu, Paulo Branco vai analisar e comentar a situação do nosso rádio - rádio de ontem, de hoje e de amanhã. Além de resgatar seu rico folcore. P. 13

    E na página 13, escrevi a matéria intitulada: Conversa ao Pé do Rádio - O que será?. Esta será a primeira de uma série que estaremos, agora, postando no Blog. Aguardem.

    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

    Conversa ao Pé do Rádio - O que será?

    Sinceramente não sei como começar minha primeira coluna neste Bomdomingo. Brasileiros e brasilei... (não dá, já tem um usando). Oi gentee... (também não, porque era do Ely Correia da Bandeirantes e é também do Luiz Carlos Martins da Atalaia). Companheiros e companheiras (negativo, é do Fruet na campanha). Muito bom dia amigos (chi, é da Globo). Aqui estamos para mais um... (todo mundo usa). Gauchada macha (essa é do falecido Teixeirinha). Talvez, paranaenses e paranaensas (alguma coisa não está certa). Ficamos então com Conversa ao Pé do Rádio, um espaço aberto (desculpe Marassi - Canal 4) ou um canal livre (licença Canal 6) para as mais diferentes opiniões e notícias da área da comunicação falada e visada, digo, televisada. Nossos leitores (arre ufa!... leitores que bom). Trinta e cinco anos dizendo ouvintes e de repente me encontro dizendo leitores. Deixa eu repetir: leitores. Mas o que acham do título: original, não?
    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, 22/23 de outubro de 1988

    sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
    Skoda, Ford ou Fusquinha?

    Voltando ao Wasyl, que encontrei a dias e relatei no Blog ( Matéria - Wasyl, o Basílio ), ele lembrava sobre um acidente em Santa Felicidade, lá pelos nos 70, e me dizia que eu estava dirigindo um Skoda.

    Pelo sim, pelo não, pois realmente fiquei na dúvida sobre o carro que eu dirigia, trago essas fotos de dois dos carros que tive naquela época. O Skodinha (foto da Zena e minha cunhada Natalia) e de um Fordão (foto com Wasyl, Zena, meu filho Julinho ou José Daniel e PB)


    Meu caro amigão, você tem certeza que era o Skodinha, ou seria algum outro? Eu até acho que foi um Fusquinha, mas, o que importa, não é. Não tem problema, pois o que importa eram nossas festas e churrascos, como na outra foto que achei, no fundo do baú. (1ª foto, acima). Um grande abraço.

    segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
    Rádio Globo X Rádio Independência, no Maracanã
    Por  Basilio Junior

    Iniciei a leitura dos impressos do teu blog. Além de escrever, você imprime e quer que a gente leia. É muita pretensão. Mas fazer o que? Por um amigo de tantos anos, a gente faz o sacrifício já que, com prazer é mais caro. E lendo, me veio a lembrança um episódio interessante, lá de 1964, Rádio Independência. A Rádio, no auge de audiência, como você sabe, tinha uma equipe esportiva extraordinária, com Wilie e outros monstros sagrados da época. Iam transmitir um jogo no Maracanã, Flamengo e Coritiba Foot Ball Club. Esmerado nos preparativos, Edson Luiz Militão, que na época fazia uma dobradinha inseparável com Celso Toniolo. E, para coroar com êxito a estada no Maracanã, programaram uma preliminar, onde jogariam a equipe da Independência e Rádio Globo do Rio de Janeiro. Edson arranjou - fez uma vaquinha e comprou - um jogo de camisas para a equipe e, com o Toniolo, escolheram o nome do time: P.I.C.A. - Pé Bol Independência Clube Atlético. Ruim para os narradores que tinham que dizer: E o técnico Wilie Gonzer empurra o PICA pra frente. Só mesmo da cabeça dos muito ocupados reporteres que ainda encontravam tempo para o humor. Assim era o rádio, antigamente. Saudosista? Sou, claro. Aprendi e convivi com uma categoria de radialistas de extrema criatividade e qualidade. Como não ter saudades ouvindo o rádio de hoje - com raras exceções - onde somente se ouve baboseiras.

    Um abraço,
    Wasyl (Basílio Junior)

    terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Pequenas (grandes) falhas

    1) Existem certos apresentadores de programas, que "falam de improviso,e que além de serem limitados em seus conhecimentos, o que por si só não aconselha suas presenças em programas de rádio ou tv, pois estes programas teriam como meta principal a educação do povo, não só entretenimento"; que cometem falhas aparentemente simples, mas acho que deveriam ser corrigidas, senão vejamos: ouvi de um locutor de ondas curtas de Curitiba, falando aos ouvintes do Portão, Xaxim, Pinheirinho, etc..., etc..., sem especificar se está se referindo a bairros ou municípios, esquecendo que uma emissora de ondas curtas fala para todo o Brasil e não só para nossa cidade. Imaginem algúem ouvindo lá em Manaus referências a estes nomes, sem saber do que se trata.

    2) Locutor conversando com o operador: o que Juquinha, você pesca nos fins de semana? Olha aí, Juquinha também pesca nos fins de semana... Hã!!! Esse fim de semana estava bom. Viu, Juquinha disse que estava muito bom de pescar neste final de semana. Mas muito bem, vamos dar sequência ao nosso programa. O quê você vai rodar Juquinha? Ele disse que uma música muito boa.

    Afinal, é você Juquinha que está fazendo o programa?  

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Sorteio em Rádio e TV

    Ouvi na manhã de domingo uma rádio da Região Metropolitana, Mandirituba, cujo apresentador (apresentador?) convidava os ouvintes a escreverem ou telegrafarem, porque estariam concorrendo a diversos PRÊMIOS, cujo SORTEIO será realizado no finaldo mês. Me parece que existe legislação específica sobre o assunto, regulamentando a distribuição de prêmios e a realização de sorteios, com a presença de um fiscal da Receita Federal; e no entanto, não só em Mandirituba, São José dos Pinhais isto está ocorrendo também. 

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Sorteio em Rádio e TV

    Ouvi na manhã de domingo uma rádio da Região Metropolitana, Mandirituba, cujo apresentador (apresentador?) convidava os ouvintes a escreverem ou telegrafarem, porque estariam concorrendo a diversos PRÊMIOS, cujo SORTEIO será realizado no finaldo mês. Me parece que existe legislação específica sobre o assunto, regulamentando a distribuição de prêmios e a realização de sorteios, com a presença de um fiscal da Receita Federal; e no entanto, não só em Mandirituba, São José dos Pinhais isto está ocorrendo também.

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Cadeira de Barbeiro

    Quando o Canal 12 (hoje Globo) funcionava em seus estúdios da Emiliano Perneta, isto a mais de 15 anos, o Hamilton Correia bolou e chegou a apresentar alguns programas, - sem apoio nenhum, nem mesmo a dita cadeira de barbeiro o Nagib deixava retirar de sua barbearia particular na TV (Nagib era o dono) - que era tin... tin... por tintin o atual Cadeira de Barbeiro da Rede Manchete. O Hamilton deve estar vendo e conferindo, se é como ele imaginava o programa. Meu alô está dado.

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio
     - Curitiba, outubro de 1988

    sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - TV imagem de alta definição
    Notícia vinda de Nova York, nos dá conta de que foi anunciada uma proposta de alta definição de imagem, ou seja, um sistema que vai melhorar ainda mais a qualidade das imagens de TV nos Estados Unidos até 1990. Para tanto, será formado um "pool" de empresas coordenadas pelo Centro de Estudos Avançados de Televisão. O sistema a ser desenvolvido, permitirá aos telespectadores o uso dos seus atuais televisores quando o novo sistema entrar em operação, não sendo necessárias substituições. Com a nova tecnologia, as imagens transmitidas serão duas vezes mais nítidas que as mais bem definidadas, até agora existentes.

    Os novos padrões, contudo, não serão compatíveis com as transmissões do Japão e da Europa, as quais por sua vez, diferem entre si.

    Ao todo, cerca de 20 projetos de sistemas de alta definição em TV estão em estudos nos Estados Unidos.

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Ouvintes profissionais

    Tenho para mim que existem OUVINTES profissionais, não só em Curitiba, mas em várias partes do país. O ouvinte profissional atua da seguinte maneira: Ouve todas emissoras possíveis num dia, não se detendo em nenhuma, mas procurando quais as que estão oferecendo prêmios (comentário a parte sobre prêmios e brindes). Aí ele escreve, telefona, concorre, aguarda os resultados e vai faturando um disquinho aqui, um ranchinho ali, um TV colorida acolá e assim sucessivamente. Ele só ouve rádio e vê TV com a única finalidade de concorrer e ganhar alguma coisa.

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    sábado, 14 de fevereiro de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Antológica

    Juro que foi sem querer que fiz esta. Lá pelos idos de 1968 jogavam Coritiba e Internacional no Beira-Rio em Porto Alegre. Eu fazia plantão esportivo na Rádio Guairacá. A televisão transmitia o mesmo jogo, tendo como repórter o Augusto Mafuz e narrador o candidato a vereador (hoje) Rosilto Portela, é Rosilto mesmo. Em dado momento, o Inter faz um gol que é narrado por Durval Monteiro pela Rádio. O Rosilto ligado em alguma coisa, menos o jogo, nada viu. A minha deixa entrar no ar era: GOOOOOLLLLL. Eu dizia Gooll e o narrador interrompia quando dava e completava: Fala Paulo Branco, gol aonde? Eu arremato. Aí em Porto Alegre. Ha! Ha! Ha!

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Museu do Rádio

    Que fim levou o Museu do Rádio, fundado pelo então prefeito Maurício Fruet na Prefeitura Municipal? Me lembro que na ocasião foi realizada uma grande reunião com todos os radialistas, velhos e novos, e não era época de campanha eleitoral. Me lembro que eu disse ao Maurício, "Não há necessidade de mais nada, é só fechar a porta e você tem aqui mais de de 500 anos de rádio". Foi uma reunião bonita com a presença e confraternização de uma pá de gente que fez e faz Rádio no Paraná, e a ideía, que não sei de quem partiu, sendo rapidamente aceita. Aliás, com relação a reunião e confraternização, desde meus tempos de lides sindicais que penso em realizar um jantar com a presença de toda essa gente, talvez agora seja a oportunidade. E mais: na ocasião colocaríamos lá, gravadores para colher depoimentos que já serviriam para o dito Museu do Rádio. Se você que me lê nesse momento acha uma boa idéia, faça contato pelo fone: 252-87-58, horário comercial. Vamos começar. Vamos começar a organizar a festa?

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - PLIM... PLIM..

    Uma das mais bonitas vinhetas de nossa TV é inegavelmente a da Globo, aquela do Plim... Plim...
    Só que a muito tempo venho imaginando o quanto ela é contraproducente para o anunciante. Sim, porque quando entra o sinal, é o mesmo que um código subliminar que lhe autoriza a sair da frente do televisor em direção ao banheiro, à geladeira e até ao telefone. Você pode ficar distante porque o Plim... Plim... lhe avisa a hora de voltar para acompanhar a programação. É tão marcante que quando estamos em outra estação, nos surpreendemos quando entra direto uma chamada de um filme ou programa sem o sinalzinho. Deve haver uma razão para que se use o tal sinal, porque como já dizia aquele velho deitado: "Há razão que a própria razão desconhece". Agora, que é de se ficar matutando, isso é.
    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    domingo, 1 de março de 2009
    O QUE ACONTECE COM O RÁDIO
    por: Ubiratan Lustosa
    O Rádio brasileiro passa por grandes dificuldades. A coisa vem acontecendo faz tempo e se avoluma cada vez mais.
    Além da enxurrada de concessões feita por diversos governos, há outros problemas a considerar.
    Primeiro, alguns radiodifusores deixaram sucatar os transmissores de Ondas Curtas. De repente começaram a se desfazer deles. Os tradicionais ouvintes dessa faixa ficaram a ver navios.
    Depois, deixaram que deteriorassem os transmissores de Ondas Médias, e passaram a arrendá-los ou vendê-los para empresas que modificaram estruturalmente as programações das emissoras. E aqueles fiéis ouvintes das Ondas Médias foram desrespeitados.
    Tudo isso baseado na falsa premissa de que não há mais ouvintes para esse tipo de transmissão; os ouvintes de agora preferem o rádio pela Internet, dizem eles.
    Tolo engano. É imensurável o número de ouvintes das Ondas Médias, gente que gosta até do seu som característico (os DEXISTAS que o digam) e lá nos cafundós do interior brasileiro há muita gente lamentando o desaparecimento de certas emissoras de Ondas Curtas. Sintonizando-as tinham diversão e ficavam informados sobre o que acontecia no Brasil e no mundo. Gente humilde, não tem contato com os computadores. Mas ouve rádio.
    (Engraçado, se não há mais ouvintes por que alguém as arrenda ou compra?)
    Nessa leva de novos radiodifusores, vieram muitos sem qualquer afinidade com o meio radiofônico, comprometidos apenas com interesses políticos ou religiosos.
    Nada contra suas preferências políticas ou crenças religiosas. Nada contra terem emissoras de rádio desde que não desfigurassem as características primordiais à boa radiofonia e que não entregassem as emissoras nas mãos de ineptos em substituição aos profissionais autênticos e competentes.
    Ao mesmo tempo em que isso vem acontecendo, o mercado de trabalho vai escasseando e muitos profissionais perderam seus empregos.
    A radiofonia foi invadida por muita gente totalmente destituída de requisitos essenciais à atividade radiofônica: a sensibilidade e o talento. Nem todos servem para essa profissão.
    Essa degringolada causada por esses novos e improvisados radiodifusores e radialistas ocasiona uma série de inconveniências. As emissoras perdem a sua identidade, deixam de dar atenção preferencial à cidade em que se encontram, ao estado a que pertencem. Sua finalidade é desvirtuada. Gera-se desemprego para os verdadeiros profissionais do ramo.
    Ao obter a concessão para se instalar uma emissora de rádio, assumem-se compromissos explícitos junto ao poder concedente, e implícitos com a população da cidade/estado onde a emissora é instalada.
    Por isso, se for legal não é correto esse "aluguel" de prefixos que vem ocorrendo, por ser contrário aos interesses das populações locais que na emissora de sua cidade passam a ouvir notícias e assuntos que não são do seu interesse, mas de interesse dos que moram em outras cidades/estados. É, no mínimo, uma desconsideração que o velho DENTEL não permitia. Não sei agora.
    E para aqueles que acham que os ouvintes estão sumindo, um pequeno lembrete: Para cativar a preferência popular a emissora precisa de um som aceitável, o que se obtém com bom equipamento e um técnico competente.
    Em seguida, é imprescindível uma boa programação, o que só é possível com profissionais do ramo, talentosos, sensíveis, capazes de captar o gosto popular na região em que atuam.
    Como manter isso? Com bons contatos (corretores) integrando um departamento comercial eficiente.
    E para cumprir a finalidade da radiofonia, basta seguir o velho lema do Rádio:
    DIVERTIR EDUCANDO, EDUCAR DIVERTINDO.
    Quem se acha incapaz de fazer isso não deve entrar nesse ramo.
    Fonte: (www.ulustosa.com)

    segunda-feira, 2 de março de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Goleiros, uní-vos

    Eu se fosse goleiro de um time de futebol, já teria há muito tempo fundado a Associação dos Goleiros para protestar contra as chamadas que são veiculadas, principalmente na TV, da qual invariavelmente consta a identificação do patrocinador, a equipe que vai realizar esta ou aquela transmissão, e de fundo, um goleiro levando um frango ou um gol mais caprichado. Por que, de vez em quando, não sai umas defesas sensacionais, de grandes goleiros que temos em nosso futebol?

    O que seria mais bonito bonito: um gol ou arrojada defesa? Sim, porque num campo de futebol, calcula-se que 50% gostam do gol, mas estes mesmos 50% vibram com as defesas. E então, que tal a idéia?

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    terça-feira, 3 de março de 2009
    Lembranças do Rádio - Céu azil anul
    por Antenor Ribeiro (*)

    Gabriel Moacir era um tremendo colega na Atalaia de Londrina. E lá pelos anos 70, quando resolvemos fazer também Futebol, já que liderávamos a audiência em tudo que passava pelo nosso prefixo, tínhamos uma equipe pequena, porém de qualidade. Lembro que o narrador era o Paulo Gomes, e comentarista era o Álvaro Dias, ex-governador e atual Senador do Paraná. Nas reportagens de campo tínhamos uma inovação: a moça da bola, Pérola Cristina. A Ilda Rodrigues, que usava o pseudônimo de Pérola Cristina, foi escolhida pelo nosso diretor, Lourival Pedrazani, o Palito, para entrar nesta área. Desconhecendo o futebol, comprou um livro sobre o conhecido esporte e logo já sabia o que eram as quatro linhas, a lateral, linha de fundo, tiro de meta, escanteio, meio campo, impedimento, pênalti e vai por aí.
    Mas voltemos ao Gabriel Moacir. Ele era um rádio ator e diretor do nosso departamento correspondente. Tinha uma voz bonita, gostava de narração nos programas. E escrevia alguma coisa. Aliás, quase todos nós escrevíamos para o rádio teatro. Em alguns casos era mais fácil, usando cartas dos ouvintes. Em outros programas, séries e novelinhas, a coisa era um pouco mais complicada. E, então aparecia o “dom” de alguns. Gabriel Moacir foi escalado pelo Palito para fazer a abertura de uma jornada esportiva. E o Palito era exigente. Gostava da coisa bem feita, sem erros, ou com poucos erros. Como éramos uma emissora líder, era grande a responsabilidade de fazer qualquer coisa na Atalaia.
    E o Gabriel Moacir, para não errar, tentando ser o melhor possível na abertura daquela jornada esportiva da Atalaia, escreveu o que iria dizer. Como interpretava bem, não teria erro. O domingo seria de sol. E foi um dia ensolarado. De céu bonito. A tarde estava linda. O VGD, como sempre foi chamado o Estádio Vitorino Gonçalves Dias, abrigava razoável público para a partida. Jogava o Londrina, com sua tradicional camisa azul e branca, contra o “Vermelhinho do fim da linha”, o Paranavaí. E estava tudo pronto para o início da transmissão.

    O operador, Nilton Mendes, um dos melhores que a emissora possuía, coadjuvado por Gerson Munaretto, o famoso ”Goiabão”, soltou a vinheta de abertura, abriu a linha e deixou a trilha do esporte em B/G para a locução de Gabriel Moacir. Ele era um cara de mais de 1,80 de altura, com uma razoável barriguinha do Chopp nosso de toda sexta, estilo galã, de voz bonita, que mandou ver na “latinha”

    -Muito boa tarde, torcedora e torcedora. A Atalaia passa a falar diretamente do VGD, palco de mais uma partida do Campeonato Paranaense. A jovem equipe de esportes da Atalaia entra também em campo neste momento. Vocês verão o jogo com a narração de Paulo Gomes e os comentários de Álvaro Dias. Nas reportagens de campo, estarão os companheiros Antenor Ribeiro, Tito Marcos e a moça da bola, Pérola Cristina. É uma tarde propícia para a prática do futebol. Temperatura agradável nesta tarde de céu “azil anul”.

    Você não leu errado. Ele disse mesmo que o céu estava “azil anul”. Trocou as vogais e sentiu na hora. Mas era um grande profissional e tocou em frente. Ao término do trabalho, claro que nós fizemos com que ele pagasse o chopp. E durante muito tempo a gente perguntava para ele:

    -E a tarde azil anul?

    (*) Antenor Ribeiro - Seu ex-colega da Atalaia de Curitiba. Estou em Londrina, no batente. Sem querer me aposentar também e querendo ver se encontro algum desafio no rádio, do tipo rádio-teatro, como li em seu blog. Um abração.

    quarta-feira, 4 de março de 2009
    O Antenor, lia, ouvia e tudo ao mesmo tempo
    Meu prezado amigo e colega radialista Antenor Ribeiro, agradeço imensamente sua entrada em nosso Blog e espero que mande outras matérias, pois sei que voce é bom nisso. O Antenor para quem não o conhece, apresentava a "Hora da Ave Maria" com excelentes crônicas na Rádio Attaallaaaiiiaaa. O Antenor redigia e apresentava noticias. Naquela época, tínhamos reuniões com toda a equipe, Pois não é que nas reuniões podíamos reclamar de colegas e até da direção da Rádio (- "Alô Palito-Lourival Pedrazani!"), e certa vez pedi a palavra para reclamar do Antenor. Acontece que eu fazia reportagens, chegava e entregava as gravações para o Antenor. Porém, se ele estava lendo jornal ou qualquer coisa, ele não deixava de ler, não me dava atenção e eu achava que ele não estava escutando os detalhes que eu passava para a composição da notícia. Foi uma risada geral. Acontece que o AR é daqueles que está lendo, ouvindo e tudo o mais ao mesmo tempo. Época de ouro do nosso rádio.

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    uinta-feira, 5 de março de 2009
    Atalaias, uma tacada de mestre
    Recebi mais pedidos, um em especial de BH, para falar sobre a Rádio Atalaia. Lembro que a Atalaia marcou por demais os ouvintes belohorizontinos, e isto me faz lembrar uma coisa interessante que não comentei. Existiam Atalias em Londrina-Curitiba-Maringá e Belzonte, que rodavam as mesmas programações, com diferencial para os noticiários locais de cada uma. As programações eram enviadas em fitas de rolo, das grandes, com a programação musical, fazendo com que os ouvintes destas cidades recebessem a mesma programação. Foi uma tacada de mestre, sem duvida nenhuma. Marcou, e como marcou. Agora que passamos a contar com a participação do Antenor Ribeiro nas lembranças da Atalaia, outras passagens e recordações teremos com certeza. E vamos em frente que atrás vem gente.

    quinta-feira, 5 de março de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Santo protetor

    Operador de Som, Sonoplasta, Operador, Operador de Rádio. Estas são as várias denominações para função daquele que é responsável por 50% do sucesso de um programa, ou até de uma programação. É o homem que coloca as músicas que vão ao ar, roda publicidade, liga e desliga microfones, controla o volume do que está sendo transmitido, enfim, é grande a responsabilidade deste profissional da máxima importância dentro de uma estação de Rádio ou TV. No entanto, é mal remunerado,nunca ou raramente seu trabalho é reconhecido ou exaltado. Seria mais ou menos como o câmera na TV, sempre atrás dos acontecimentos, quem aparece é o apresentador, o locutor ou o repórter, mas ele está lá a postos procurando o melhor som ou o melhor ângulo. Nossa homenagem a todos que trabalham quase no anonimato dentro de uma programação. Nosso aplauso. Nosso reconhecimento. E falando nisso, você sabe a diferença entre o operador de Rádio e o Sonoplasta. O Sonoplasta seria um operador mais especializado em descobrir e usar sons para fundos musicais, passagens rápidas, sinais, etc... O operador de Rádio é, digamos, o Clínico Geral e o Sonoplasta o Cirurgião. Em se falando neste assunto, sabia que o Santo protetor do Operador de Som é o Sãonoplasta? Ou seria São Noplasta?

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    sábado, 7 de março de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Acinox, Bando Brasil

    Poucos locutores de Rádio e TV, eu até diria raros locutores, conseguem gravar textos compridos relatando tudo o que o anunciante tem em sua loja, o que chamamos Bife, com nitidez de pronúncia. Muitos realmente falam rápido, mas embolam tudo. Falar rápido é uma coisa, pronunciar rapidamente uma mensagem é coisa muito diferente. Quando os textos são gravados por locutores que apenas falam rápido, saem coisas com: Acinox em vez de Aço InoxBando Brasil em lugar de Banco do Brasil; "estes discos já se encontram em sucidade", quando deveria ser "estes discos já se encontram em sua cidade". Se prestarem atenção, irão encontrar verdadeiras preciosidades. O sotaque é outra coisa incrível. Já ouviram a Paula Saldanha anunciando o Mágico de Óiz, ou em certa altura daquele filme o artista principal dizendo: "una-se aos boins". Realmente o Brasil é um continente.

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988

    sábado, 7 de março de 2009
    Reencontrar amigos, não são coisas

    Gosto muito de uma citação que diz: "As coisas mais importantes da vida, não são coisas". Rever amigos ou reencontrar amigos, não são coisas. É muito importante, pois nos traz alegrias, recordações boas de fatos, passagens hilárias e alegres. Já citei vários amigos que reencontrei, ou através da Internet, ou por informações de outros amigos, tais como o radialista e político londrinense Antenor Ribeiro, da Rádio Atalaia. Outro amigo, foi o Félix Miranda das Rádio Independência e Rádio Curitibana, duas grandes rádios e que caíram no esquecimento por má gestão. Tem ainda o Wasyl Stuparik, o Basilio Junior, um dos profissionais que mais entende de sonoplastia e agora com um excelente estúdio (na foto, PB gravando no estúdio do Basílio Junior). Lá ele faz de tudo um pouco, filmagens em geral, gravações de comerciais, documentários, etc... O Ubiratan Lustosa, o Bira da PRB-2, um dos baluartes do Rádio paranaense e que seguidamente participa do nosso Blog com excelentes crônicas, muitas delas já gravei. Claudio Ribeiro, aquele mesmo que transmitiu e comentou o Carnaval de Antonina pela TV Educativa, sendo um dos mais completos radialistas que conheci. Encontrei também o Pizzarro, grande voz e ótimo profissional, que já entrevistei para o Blog. Tem mais, a lista está aumentando, e eu vou contando. Inté.

    segunda-feira, 9 de março de 2009
    O Rádio Gaúcho está triste

    O Radio gaúcho está de luto com o falecimento do radialista e político Candido Norberto, aos 83 anos. Certa vez comentei aqui, que meu ingresso na Rádio Gaúcha de Porto alegre(RS) foi através do excelente locutor e narrador esportivo Mendes Ribeiro (também falecido).

    O Mendes chefiava o Departamento de Notícias, pediu que eu produzisse algumas notícias e gravasse como teste.

    Eram quase 21 horas de uma noite na década de 50, quando ele saindo da sala da superintendência da Rádio, passou pelo departamento e ouviu o que eu havia gravado. Perguntou aos três locutores e redatores que ali estavam, quem iria ler o noticiário das 21 horas. Eram Aden Rossi, Soare Amoretti e Orlando Lioto. Lembro como se fosse hoje.

    Rossi confirmou: - "sou eu".

    Mendes falou: - "quem vai ler hoje é esse guri aqui".

    Olhou para mim e disse: -"vai".

    E eu fui.

    A Rádio tinha amplas instalações, era muito grande e eu recém chegado do interior, não sabia exatamente em qual estúdio seria.

    Faltavam poucos minutos para entrar no ar.

    No fim do corredor uma luz vermelha, sinal de que os microfones estavam ligados. Esperei que mudasse para o verde, e entrei.

    Dei de cara com Candido Norberto e Eleonora de Souza. Seria algo como se hoje você entrasse no estúdio da Globo, e deparasse com Willian Bonner e Fátima Bernardes.

    Tremi na base, respirei fundo e disse: - "vou ler o noticiário".

    O jovem Candido disse candidamente: -"fique calmo e manda bala".

    Era o "Repórter Único", concorrente do "Repórter Esso" da Farroupilha.

    O nosso começava antes e terminava depois, para minar audiência da concorrente.

    Lí. Saí do estúdio e estava contratado.

    Arre...! Uffa...!.

    Foi muito emocionante aquele momento.


    Obrigado Candido por tudo que me ensinou. Que o Patrão velho, lá de riba, te de um bom lugar, e se encontrares o Mendes, diga a ele que estou bem e muito feliz.

    (levanta prefixo musical e tcha...tchan...tchan...tchan...).


    Adeus amigos. O Rádio do Rio Grande do Sul está triste, mas tenho certeza que o céu está alegre.

    quinta-feira, 12 de março de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Rádio Estadual fora do ar mais de um ano


    Esta é do Paulo Alberti. Lá pelos idos de 1967, a Rádio estadual que funcionava onde hoje está a Café Paraná, teve seu transmissor atingido por um raio, ficando fora do ar. O engenheiro de som, Egon, estava na Alemanha fazendo um curso. O tempo foi passando e já fazia 08 meses que a rádio não funcionava, quando o diretor Aloísio Finzeto, homem competente mas com mil atividades, resolveu ligar seu receptor e nada. Telefonou para o Paulo Alberti, que deveria ser o operador do horário e nesta altura estava na Clube, e reclamou da Rádio não estar funcionando. Aí foi aquele Deus nos acuda. Rádio consertada e mais um problema, a equipe estava toda de férias. Resumo: a emissora só voltou ao ar em janeiro, ficando inativa por mais de um ano.


    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, outubro de 1988


    sábado, 14 de março de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Rádio fora do TRE

    Sem alarde, de boca em boca, uma pequena Rádio FM da Baixada Fluminense, vem ganhando um público cativo no horário do TRE. Única emissora do município de Nilópolis, e dirigida a um público jovem da Zona Sul do Rio, a estação não foi procurada por qualquer partido interessado em requisitar o horário gratuito, tornando-se assim, na grande alternativa pra os que não gostam de política

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, 06 de novembro de 1988

    segunda-feira, 16 de março de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - A história do pioneiro
    Em nossa próxima edição, estaremos entrevistando o pioneiro em Televisão na Região Sul do Brasil, Nagib Chede. Ele conta muitas coisas quando o Canal 12, fundado por ele, comemora 29 anos de existência. Fala também sobre a primeira emissora de Rádio de Curitiba a transmitir músicas de um LP. Já imaginaram a transformação do 78 RPM ( Rotações por Minuto) para o de 33 RPM. Parece simples, não. Mas não é, e não foi. Na realidade foi um grande avanço. 

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, 06 de novembro de 1988

    terça-feira, 17 de março de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba de todas as estações
    Quando cheguei a Curitiba, em abril de 64, vindo de uma atuação nas Rádios Farroupilha, Guaíba e Gaúcha de Porto Alegre, encontrei na capital paranaense apenas as seguintes emissoras: Clube, Tingui, Guairacá, Cruzeiro, Marumbi, Cultura, Ouro Verde, Emissora Paranaense e a recém inaugurada Independência (minha primeira empregadora aqui). De lá para cá, muitas trocaram de nome. Tingui passou a ser Continental, hoje Capital. A Cruzeiro é a Globo (que não tem nada a ver com a Rede Globo, como muita gente é induzida a pensar). A Guairacá passou a ser Iguaçu, que se tornou perempta em 77, transferindo sua aparelhagem para a Curitibana, que hoje é a Cidade, e mudou seu nome para Cambijú de Araucária. A Rádio Santa Felicidade, hoje Paraná. Até hoje pairam dúvidas com respeito a Tingui-Continental-Capital que seria de Piraquara, da Colombo de vizinho município do mesmo nome, e da Marumbi de Campo Largo. Estamos preparando matéria com DENTEL, onde estas dúvidas serão esclarecidas.

    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, novembro de 1988

    terça-feira, 17 de março de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Perempta

    Uma emissora de Rádio ou TV é uma concessão do Governo Federal, agora via Congresso Nacional pela nova Constituição, que determinado grupo obtém para exploração do serviço de Radiodifusão. Para as emissoras de Rádio o prazo é de 10 anos, TV 15 anos, para renovação. Para que a renovação seja concedida, uma série de documentos e comprovantes terão que ser eniados em forma de processo ao Ministério das Comunicações. Quando uma empresa não preenche todos os requisistos em tempo hábil, perde o direito de uso e os transmissores são lacrados pelo DENTEL. O que aconteceu foi que esta ou aquela Rádio ou TV tornou-se PEREMPTA.
    Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio - Curitiba, 06 de novembro de 1988

    quinta-feira, 19 de março de 2009
    Iris Lettieri, a voz do aeroporto

    Nascida em 26 de Agosto de 1941, na cidade do Rio de Janeiro, no bairro do Flamengo, filha única de um ex-locutor da antiga Rádio Cruzeiro do Sul e de uma professora de piano, teoria, harmonia, canto e dicção.Esta é Iris Lettieri, primeira mulher a atuar como locutora de telejornais no País, conhecida como "a voz do aeroporto" dona de um estilo próprio e inimitável, marca e destaca comerciais de produtos e serviços no radio, na televisão e nos vídeos de todo o Brasil. Já postamos referência à bela voz da Iris (veja em Atenção senhores passageiros...Quarta-feira, 30 de Abril de 2008 ), e agora voltamos ao assunto, apresentando uma de suas gravações, para recordação. Vale a pena recordar..., recordar é viver.
    Foto: www.irislettieri.com.br - Álbum foto 1974

    segunda-feira, 23 de março de 2009
    O Rádio, por Antenor Ribeiro

    O grande público continua a reconhecer o rádio como um grande companheiro no dia a dia. Homens, mulheres, jovens, crianças, ouvem rádio. E tem espaço para todo tipo de programação. Seja em AM ou FM, rádio comunitária ou Web radio, o veículo continua alcançando seu objetivo. A lamentar, apenas, que verdadeiros empresários da comunicação estejam sendo substituídos por políticos proprietários de concessões, direta ou indiretamente, e que têm um único objetivo. Com isso o rádio perde muito da sua essência e qualidade.

    Não tenho receio nenhum em afirmar que o rádio cumpre, em todos os sentidos, a mesma finalidade da Tv, que hoje é considerada a grande mídia. Se ocorrer um grande apagão na Tv e o rádio continuar no ar, ninguém deixará de ter a notícia, o entretenimento, a prestação de serviço, com eficiência digna do século 21. Mas rádio e tv podem e devem conviver em harmonia. Porém, atualmente o rádio sobrevive apenas, pois perdeu grande parte da verba reservada para publicidade no país.

    O Rádio no Paraná e no Brasil continua sendo um espetacular veículo de comunicação, porém pouco valorizado pelo mercado. Equivocadamente em meu entendimento, o setor sofreu perda significativa junto ao mercado publicitário, dificultando a manutenção de uma programação de qualidade, com profissionais que possam ser mantidos com salários dignos.

    O que de melhor pode ser visto hoje na Tv, é contribuição do rádio. E fazer, com qualidade, o que o rádio ensinou à Tv, no meu ponto de vista, ajudaria a manter este veículo como uma forte opção de investimento publicitário. Enquanto o grande horário da Tv é o período noturno, o rádio começa no despertar do dia, indo junto no carro, no trabalho, sem causar prejuízo algum. É companhia da dona de casa, do empresário, do público de A a Z. Não tem limitações em sua grandeza, porém sofre com a mentalidade pequena de alguns empreendedores.

    Tendo já trabalhado em Curitiba e Londrina, as duas principais cidades do estado, conheço no entanto praticamente todo o interior do estado e posso dizer com conhecimento que aqui se faz um rádio com qualidade. Porém, em um número cada vez menor de emissoras.


    Antenor Ribeiro – Jornalista e radialista profissional


    quarta-feira, 1 de abril de 2009
    O FUTURO DO RÁDIO NO PARANÁ
    por: Ubiratan Lustosa

    Apesar da ação nefasta de alguns radiodifusores, estou certo de que o Rádio sobreviverá. Em tempo hão de compreender que ao Rádio são imperiosas as características locais, nas notícias, nas informações, na linguagem, nas gírias, no sotaque, no gosto popular. Quando isso acontecer, e em algumas emissoras está acontecendo, a audiência aumentará e o apoio comercial será mais expressivo.

    O Rádio é um poderoso veículo de comunicação, instrui e diverte, faz opinião pública, incentiva as vendas criando o interesse pelas compras, é uma apreciada companhia de todas as horas e em todos os locais.

    O Rádio é como um tipo especial de mutante, adapta-se às evoluções técnicas e se transforma sem perder no entanto as suas características primordiais.

    Eu acredito no Rádio e sei que há radialistas talentosos que mantêm a sua finalidade de educar divertindo e divertir educando. Eles nos dão a segurança da continuidade.

    segunda-feira, 6 de abril de 2008
    Conversa ao Pé do Rádio - O futuro do rádio/TV

    Curitiba já teve excelentes departamentos de notícias, como por exemplo o da Rádio Cultura em 1966, com direção de Marcos Aurélio (Copel). E não era só a Cultura que tinha bons departamentos e bons profissionais. E hoje, como estão as coias nesta área? Fazendo um rastreamento rápido, encontramos com ótimos noticiários as Rádios Independência, a partir das 07 da manhã e a Atalaia, com o  seu Aconteceu, onde as notícias são radiofonizadas. Confesso que não esperava um rendimento tão bom de profissionais novos no ramo (rádio teatro). E por que as emissoras não investem mais no jornalismo? Achamos que o futuro do rádio brasileiro será o da especialização, o mesmo valendo para TV, ou seja: se você quer notícias é este o canal, filmes naquele outro, tempo e hora certa noutro, e assim por diante. No rádio a mesma coisa: programa de música popular num, notícias noutro, tempo e hora noutro. 

    Correio de Notícias  - Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio Curitiba, 20 de novembro de 1988

    sábado, 11 de abril de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Sem censura?

    Esse negócio de dizer que acabou a censura na televisão, me parece meio fantasioso, porque na realidade a censura existe bem antes de se tornar oficial por este ou aquele regime, militar ou não. As direções das emissoras e agora as redes, sempre tiveram seus próprios códigos, onde as normas são determinadas e devem ser seguidas sob pena de uma série de punições, chegando às vezes até a perda do emprego pelo infrator. Portanto, devemos sempre frisar, que terminou a censura oficial, a outra que as vezes vale mais que a oficial, continua. Todos os profissionais sabem disso. A propósito, o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) não criou nenhuma cartilha interna para disciplinar sua programação, a Bandeirantes também não tem uma receita. A  TV Gazeta também não muda sua linha de atuação, e a Globo, criou comissão para elaborar um código de ética que regulará a programação da emissora. A Manchete preservará sua programação de filmes, seguindo uma classificação de horários, sem maiores mudanças.

    Correio de Notícias  - Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio  Curitiba, 20 de novembro de 1988

    terça-feira, 14 de abril de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - E o sindicato?

    Muita gente se queixa da atuação do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão (Sindicato dos Radialista), na área de ingresso de pessoas sem habilitação nenhuma nos meios de comunicação. Diariamente estamos ouvindo gente em programas, cujos horários são comprados das Emissoras, não só de Curitiba, mas em todo o Estado. São religiosos, horoscopistas, culinaristas e outros "istas", muitos dos quais, nem o primário têm e ficam deitando falação nos microfones das nossas rádios. Me contaram, que até o Sindicato andou distribuindo "certificados" ou "diplomas" de Radialistas a torto e direito a bem pouco tempo. Com a palavra, o presidente do Sindicato dos Radialistas.

    Correio de Notícias - Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio Curitiba, novembro de 1988

    sexta-feira, 17 de abril de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Pioneira da TV no Sul do Brasil

    Hoje, com 77 anos de idade. Recolhido a vida privada. Dizendo sentir um pequeno arrependimento, por ter deixado as atividades empresariais. Dividindo seu tempo entre Curitiba e Litoral. Feliz pela obra realizada, que lançou tantas e tantas personalidades da política, cultura , administração e comunicação do Estado e do país. Nagib Chede Abrahão, filho de imigrantes libaneses, desde muito jovem revelou interesse pela eletrônica, tanto que aos 09 anos pedia a seu pai, o libanês Chede Abrahão, que lhe comprasse um bom aparelho receptor de rádio, e aos 18 já era radioamador. Mas foi com a televisão que Nagib veio a se destacar, e ser um magnata na época, possuindo uma só câmara de TV. Acontece que era o único que possuía uma câmara de TV na Região Sul do Brasil, daí ser um pioneiro não só do Paraná, mas de todo o sul do país. Foi no dia 29 de Outubro de 1959 que Nagib inaugurou a Rádio Emissora Paranaense, Canal 12, e coube a mim entrevistá-lo, exatamente no dia que era comemorado o vigésimo oitavo aniversário da organização. Durante as horas em que conversamos, não recebeu um único telefonema, e sobre a mesa não havia nenhum telegrama de congratulações. Sei que a TV lhe prestou homenagem, contando parte de sua história, que é a história da TV sulista brasileira. Tudo começou durante um vôo Miami-Nova York, quando acompanhado de João Lydio Bettega, fez amizade com um engenheiro da Rede NBC, que o convidou a fazer uma visita numa fábrica da RCA Americana, ocasião em que se apaixonou por uma câmara de TV, com a qual mais tarde acoplada a um transmissor de 10 Watts (exatamente 10 watts), geraria as primeiras imagens em circuito fechado. Dali para a transmissão a distância foi um pulo. Passou das imagens de uma vitrine da loja Tarobá, para os receptores que já somavam uma dezena em Curitiba, e que só captavam, isto com antenas especiais, programas de São Paulo e, excepcionalmente, do Rio. No velho edifício Marisa, instalou-se em um Estúdio para as primeiras transmissões, que chegavam até São José dos Pinhais. Seguiu-se então, uma luta enorme na busca de apoio, e principalmente, verbas para que o empreendimento fosse levado adiante. Foi aí que entrou o então governador Moisés Lupion, que encampou a ideia, levou-a até o Presidente Juscelino Kubitschek e solicitou a concessão de uma canal de TV para Curitiba. Era Ministro de Obras e Viação, o Amaral Peixoto. Preenchido todos os requisitos, Juscelino autoriza o funcionamento e é inaugurada a TV Paranaense Canal 12. Isto foi no dia 29 de Outubro de 1959. Hoje (dia da entrevista), o Canal 12 comemora 29 anos de bons serviços prestados à coletividade. A história do pioneiro, resumida (tipo redação para Rádio), é esta. Nada mais justo portanto, que editar este modesto trabalho, como homenagem ao idealizador, combativo e perseverante Nagib Chede Abrahão. Em breve, estaremos contando um pouco da história do Rádio no Paraná, e aí volta o "velho" Nagib a aparecer, como por exemplo, dono da primeira emissora a transmitir músicas de um LP. 

    Correio de Notícias  - Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio Curitiba, 29 de outubro de 1988

    domingo, 19 de abril de 2009
    Conversa ao Pé do Rádio - Pornografia

    Todo mundo preocupado com a pornografia, especialmente na TV. Uns achando que deveria voltar a censura oficial. Outros, não acreditando na censura ou vigilância pessoal, e em família. E outros ainda, falando muito sobre um tal botãozinho que serve para ligar e desligar, esta ou aquela TV ou estação de rádio. Eu pessoalmente acho, que a seleção de programação quem faz são as próprias pessoas. Se a população deixar de sintonizar aquela novela ou aquele horário de novela, o índice de audiência cairia tanto, que não haveriam patrocinadores para o horário, e então, a programação seria substituída. Se mulher pelada dá audiência, é porque o povo está gostando de ver cada vez mais pelada. Se o povo está vendo isto, é um bom veículo para se vender algo, e assim, sucessivamente. A censura está na cabeça de cada um. Não adianta esperar que alguém venha resolver por nós, um problema que é nosso. Eu pergunto: o que é mais imoral, um programa humorístico cheio de piadas indecentes, ou um noticiário falando de crianças cheirando cola, assaltando ou morrendo de fome? O que é mais imoral, a construção daquela famosa ferrovia ou o Costinha com seus trejeitos? O que é mais imoral, um programa em que desfilam gays, prostitutas e outros menos cotados, ou um salário de 30 mil cruzados, quando se sabe que o quilo da carne está custando 1.500 cruzados? (antes de remeter para publicação, pedi para um colega ler e me dizer alguma coisa. Ele disse: ambos são imorais? E agora José?).  Correio de Notícias - Bomdomingo - Conversa ao Pé do Rádio Curitiba, novembro de 1988


    segunda-feira, 20 de abril de 2009
    POETA DE NINGUÉM

    HOJE NÃO ESCREVO
    NADA PRA NINGUÉM
    TODOS FORAM EMBORA
    EMBORA,  SEM NINGUÉM
    ESCREVO PRA ALGUÉM
    E ESSE ALGUÉM
    SOU EU
    POETA DE NINGUÉM 


    Abr/2000 José Daniel Farias

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    FIQUE BEM INFORMADO.

    Leia mais: Hoje é dia de que? Datas comemorativas • A arte da vida. Apon HP. Literatura para pensar e sentir http://www.aponarte.com.br/p/hoje-e-dia-de-que-e-amanha_09.html